N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

TIROS AO RETARDADOR

Foi por caminhos sinuosos que decidiu ir a lista alternativa ao atual Presidente. Tenho muita pena que assim tivesse sido. No entanto, ainda não terminou. O Sr. Rangel achou que um Juiz em funções pode candidatar-se à presidência de um clube desportivo, que não é somente um clube desportivo, é maior clube do Mundo, uma instituição socialmente incontornável a nível nacional. Por mim teve razão, que pode desde que deixe a magistratura para assumir o cargo depois da eventual vitória. Como aliás estava previsto.
Contudo, é um contrassenso esse mesmo Juiz vir agora considerar que um inspetor da policia, que fora das suas funções profissionais é um cidadão livre desde que as suas ações privadas não choquem com a missão em que está instituído, não pode apoiar um dos candidatos à presidência do clube do qual é sócio, fazendo parte da sua comissão de honra. Eu sei que aquela comissão pouca honra tinha, mas estamos ainda num país livre. Ou esta notícia tem mais sumo ou é mais um tiro no pé, mesmo quando já pouco interessa.
JL

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DA SERIE GRANDES VITÓRIAS QUASE OCULTAS

Há sinais que nos enchem de optimismo. A poderosa vitória do passado sábado por 7-1 sobre o Réus de Espanha fez-me recordar as grandes tardes no antigo pavilhão por baixo do antigo terceiro anel. Que grandes jogos assistíamos naquela época, alguns até foram recuperações memoráveis. Depois voltar a ser campeão no ano passado, o Benfica parece estar a dar passos seguros para voltar a dominar a modalidade. É uma pena este facto passar despercebido à maior parte dos adeptos.    

JL

domingo, 11 de novembro de 2012

13 BRAVOS LUTAM, UM ESTÁ-SE NAS TINTAS


Primeira parte razoavelmente jogada e segunda parte razoavelmente sofrida.
Nada a dizer, porém: vitória inteiramente justa e merecida e é também destes jogos que se fazem os campeões.
Pela forma como lutaram e conseguiram trazer os 3 pontos num jogo complicado, uma palavra de apreço para todos os jogadores do Glorioso.
Todos? 
Não!
Há um irredutível argentino que resiste: Nico Gaitán.
Zero de atitude, zero de posicionamento táctico, zero de contribuição para a equipa: absolutamente vergonhoso.
A jogada em que vira as costas à bola e possibilita um perigoso ataque do Rio Ave é sintomática quanto à forma de estar em campo deste brinca-na-areia argentino.
Há quem aprecie o estilo e invente desculpas para uma atitude permanentemente desleixada, indolente e pouco profissional.
Por mim, estou farto.
Jesus, esse, prefere ir gritando com Melgarejo, Ola John ou Nolito.
A não ser que considere Gaitán um caso já perdido e aí, sim, tem o meu respeito e compreensão…



RC

sábado, 10 de novembro de 2012

TEMPO DE SER BENFICA!


Temos amanhã mais uma final.
Nada de novo, nada de diferente.
Esperam-nos até ao final do campeonato 22 finais, pelo que estamos avisados.
Esperam-nos também muitas armadilhas: o sistema não é virtual, existe, está mais forte e pujante do que nunca, e, mais do que isso, pronto a retaliar quem ousou desafiar uma das traves mestras que sustenta o edifício apodrecido que é o futebol português.
Falo, obviamente, de um polvo chamado Olivedesportos cujos longos tentáculos se farão sentir ao longo de uma época que poderá marcar o princípio do fim de um poder imenso e aberrante.

E há o resto: vamos defrontar um adversário forte, lutador que fará de cada palmo de terreno e de cada bola dividida uma questão de vida ou de morte.
Nada de novo, nada de diferente, nada de dramático: apenas tempo de ser Benfica.

Que todos tenham consciência do momento que vivemos e do que está realmente em causa.
Estamos num momento crucial da época, em que por isto ou por aquilo se começa a montar a ideia de que o Porto é demasiado forte para a concorrência.
Os habituais sabujos de serviço começam a levantar o mito da invencibilidade, como que preparando o terreno para o que aí vem: a partir daqui, tudo será mais fácil de justificar...

Pede-se um Benfica forte, humilde, lutador. 
Onze rapazes de vermelho vestidos que suem, honrem e dignifiquem a mais bela bela camisola do mundo, justificando-a em cada minuto, em calma palmo de terreno, em cada lance dividido.
E claro, exige-se também um treinador preparado: verdadeiramente centrado nos interesses da equipa e do clube, mais humilde, menos arrogante porque é tempo de trabalho e não de jogos florais que nada interessam por agora.
É tempo de ser Benfica!


RC

O SENHOR ÁGUAS



Treze épocas no Benfica, 5 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal, 2 Taças dos Campeões Europeus, 5 vezes melhor marcador do Campeonato, 377 golos.
 Capitão, goleador e exemplo de liderança e Benfiquismo.
Obrigado por tudo, Senhor José Águas!          

RC



 O SENHOR ÁGUAS por António Lobo Antunes
Há mais de trinta anos que não assisto a um jogo de futebol. Não conheço os estádios novos, vejo, às vezes, um bocadinho na televisão. Mas entre os dez e os vinte anos não falhava um jogo do Benfica. E não falhei enquanto Águas jogou. Claro que não era apenas Águas: era Costa Pereira, Germano, Ângelo, Simões, Eusébio, Cavém, o grande Mário Esteves Coluna que Otto Glória considerava o melhor jogador português, outros mais artistas que jogadores, como José Augusto, por exemplo, a todos estou grato pela beleza e a alegria que me deram, porém nunca admirei tanto um atleta como admirei José Águas. Para quê, portanto, ir ao futebol se ele já não se encontra no estádio? Era a elegância, a inteligência, a integridade, o talento, e ao pensar em escrever o meu desejo era ser o Águas da literatura. Vi Pelé, Didi, Nilton Santos, Puskas, Di Stefano, Santamaria, tantos outros génios, no tempo em que o futebol não era ainda uma indústria nem os jogadores funcionários competentes, comandados por esse horror a que chamam técnicos: era pura criação, uma actividade eufórica, uma magia cinzelada, uma nascente de prazer, uma inspiração, um entusiasmo. Águas foi tudo isso e, muito novo, ganhou o respeito dos colegas, dos adversários, dos jornalistas da época, que os havia de grande qualidade, Carlos Pinhão, Carlos Miranda, Aurélio Márcio, Homero Serpa, tantos outros. Não jogava futebol: criava futebol, respirava futebol, inventava futebol, e teria sido um privilégio para mim conhecê-lo. Não para falar com ele, para o ouvir. A sua beleza física invulgar distinguia-o de todos os outros, a forma de se mover em campo era única, a autoridade sobre os companheiros natural e humilde. Os miúdos que iam comigo à bola chamavam-lhe senhor Águas, sem sonharem que era desse modo que Simões e Eusébio o tratavam, como tratavam Coluna. Senhor Águas, senhor Coluna. Reconhecíamo-lo, do alto do terceiro anel, no estádio de então, onde, de tão longe, os jogadores minúsculos, pelo modo de correr, se deslocar no campo, passar, rematar, reconhecíamo-lo pelos seus golpes de cabeça, inimitáveis, pelo sentido da ocupação do espaço, pela simplificada geometria do seu futebol. Não tinha a garra de Ângelo ou Cavém, a força de Coluna, o gigantesco talento de Eusébio, o poder do drible de Simões, a velocidade de José Augusto: era uma espécie de rei sereno e eficaz, um aristocrata perfeito. Até a andar os olhos ficavam presos nele, na harmonia dos gestos, no modo de ajeitar bola, e eu, criança de dez anos ou adolescente de quinze, pensava tenho de trabalhar mais esta página, ainda não chego aos calcanhares de José Águas. Escrever como ele jogava, com a mesma subtileza e a mesma eficácia. Escrever como a equipa do Benfica, umas vezes à Ângelo, outras à Germano, outras à Coluna, e finalizar à Águas. Nunca deve ter ouvido falar em mim nem podia adivinhar que um garoto qualquer o tomava não apenas como mestre de futebol mas como mestre de escrita. Só, mais tarde, certos saxofonistas de jazz, Bird, Coltrane, Webster, Coleman, Hodges, alguns mais, tiveram, sobre o meu trabalho, influência semelhante. Mas Águas foi o meu primeiro e indisputado professor: escreve como ele joga, meu estúpido, aprende a escrever como ele jogava. Como morava em Benfica via-o, às vezes, no autocarro do clube e ficava, pasmado de admiração, a fitá-lo. Isto lembra-me o meu irmão Nuno chegando a casa de dedo no ar
- Toquei no Eusébio, toquei no Eusébio
como provavelmente, eu o faria, porque na infância e na adolescência o futebol era, para além de uma aprendizagem do mundo, um prazer infinito. A cor dos equipamentos
(o meu amigo Artur Semedo:
- Não sou um homem às riscas, sou homem de uma cor só)
a entrada em campo, o hino, tudo isto me exaltava e fazia feliz. E as vitórias, comemoradas em Benfica com bebedeiras eufóricas. Uma das minhas glórias secretas, confesso-o agora, consiste em ter visto a fotografia do meu pai no balneário do hóquei em patins do Benfica, de ele ter estado no Campeonato da Europa de 1936, em Estugarda, com vinte ou vinte e um anos, e de brincarmos com uma caixa de lata cheia de medalhas, a que o meu pai não dava importância alguma e eu considerava inestimáveis. Há pouco, a minha mãe
- O que faço eu a isto?
exibindo-me uma espécie de troféu ou de placas num estojo, que alguns anos antes de morrer a Federação de Patinagem lhe entregou, juntamente com outras antigas glórias, e que me recordo de o meu pai, que não saía, ir receber com satisfação secreta. Mas, claro, eu era só filho do Lobo Antunes, não era filho do Águas, e ainda sei medir as distâncias. Portanto, o que vou eu fazer a um campo de futebol se ele já não joga? Seguir os funcionários competentes de um negócio? Assistir ao bailado dos técnicos? Ver a fantasia substituída pela sofreguidão, a ambição pela avidez, o amor ao clube pela violência idiota? Claro que continuo a querer que o Benfica ganhe. Claro que sou, como em tudo o resto, parcial, sectário, por vezes sem bom senso algum. Mas há séculos que não sofro com as derrotas e, sobretudo, não choro lágrimas sinceras com elas: estou-me nas tintas. Contudo voltaria a trotar, radiante, para assistir à entrada em campo de Costa Pereira, Mário João, Germano, Ângelo, Cavém, Cruz, José Augusto, Eusébio, Águas, Coluna e Simões, a agradecer-lhes o facto de me terem, durante anos e anos, colorido a existência. E talvez no fim do jogo, postado junto ao autocarro, quando os jogadores saíssem do balneário, o senhor Águas me apertasse a mão.




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

VIAGEM À ARGENTINA

Noticia A Bola que o assessor jurídico da SAD, Paulo Gonçalves, está em Buenos Aires a negociar uma possível venda de Rodrigo Mora ao River Plate. Não é quem pretende comprar que se deve deslocar? No defeso Luis Filipe Vieira farta-se de acumular milhas. Estamos assim tão aflitos de dinheiro, que é necessário apressar um negócio que não ultrapassará os 3 milhões? Será que o aviso do Domingos Soares Oliveira ontem no O Jogo é o primeiro sinal de alarme? Afinal o gigantesco passivo não é tão benigno como nos venderam em campanha eleitoral? Pode não ser nada disto e estarmos num processo de recrutamento de mais uma ou duas jovens estrelas argentinas.  
JL

UMA NOITE EUROPEIA

Não se foi horas antes para estádio fazer tempo e guardar lugar nas rampas para o terceiro anel, com o farnel e um baralho de cartas. O estádio nem sequer encheu. Não havia nervoso miudinho, nem excursões do Portugal profundo. A águia não voou e o entusiasmo era mínimo. Alguma excitação com as cenas de pugilato entre os russos e alguns adeptos incautos deu um pouco de colorido ao início da partida, mas pouco mais. Tudo se compunha para uma noite morna e sem brilho. Mas desta vez a equipa teve mística. Lutou pela vitória, puxou pelo público e saímos todos felizes da Luz.
Felizes com o Tacuara Cardozo (quem diria), com o Melgarejo, com o jovem André Almeida, com Olá John, Garay e Jardel e muito satisfeitos com Enzo Peres. O Artur esteve intransponível, um autentico Bento com pronúncia. Foi um Benfica europeu, como nos recordamos de infância. A lutar pela Vitória e a impor-se em casa. Hoje foi sem dúvida uma noite feliz.  

Dois aspectos mais negativos, a forma como Jesus está sugar o Sálvio e a derrota do Barcelona. Que grandes inúteis!

JL

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A MILITÂNCIA

Faz hoje quase uma semana que Miguel Sousa Tavares no lixo semanal da sua autoria que se publica no jornal A Bola fazia um ataque feroz à MEO, defendendo a concorrente ZON. Os argumentos eram vários mas o que mais se destacavam eram dois, o facto dos gatos fedorentos, com os quais mantem um conflito clubístico, darem a cara pela empresa e claro, porque a Benfica TV está alojada naquela plataforma.
Este ataque aos patrocinadores e parceiros do Benfica não é inocente. Quanto menos ganharem estas empresas por apoiarem o Benfica, mais difícil se torna as negociações e o retorno financeiro para o clube.
Estas campanhas não são novas. Recordo a infame campanha contra Parmalat há uns anos atrás que teve como resultado o fim da relação daquela empresa com o Benfica. Ou mais recentemente a pressão feita pelos lagartos junto da Caixa Geral de Depósitos quando do naming do centro de estágio. Em contrapartida nunca se ouviu algo do género da parte do Glorioso contra os parceiros dos adversários, e muito tínhamos a apontar, não é Sr. Luís Filipe Menezes?
Por estas razões não consigo compreender e muito menos aceitar que quem se diz verdadeiramente benfiquista continue a enterrar o seu dinheiro em marcas que engordam os outros em detrimento daquelas que apoiam o Benfica e que se virem um forte benefício nesse apoio e patrocínio o podem renovar e reforçar. Por mim, cerveja é Sagres, televisão é MEO, combustível é Repsol. Acham que me sentia bem em beber uma cerveja de uma marca que pagou a festa do FCPorto? Nem me sabia bem.  




JL

O MANEL VOTOU VIEIRA

Já conhecem o Manel? Vejam aqui. O Manel, acima de tudo, ama o seu Benfica. Por isso os três anos de Vale e Azevedo foram um autêntico martírio. Três anos que pareceram décadas. Ele olha para os vizinhos do Lumiar e imagina o que seria do Benfica se Vilarinho não tivesse ganho as eleições.
Por essa razão a sua tolerância em relação a Luis Filipe Vieira foi sempre enorme. Maior do que o aceitável, mesmo nos piores momentos desportivos (que os houve e profundos), mesmo quando o presidente não tinha quem lhe escrevesse os discursos e ninguém para lhe limitar alguns excessos de linguagem e o impedisse de falar em papagaios ou em dream team.
O Benfica entretanto foi melhorando a olhos vistos. Construiu-se uma bela catedral, um excelente centro de estágios, as modalidades começaram a apresentar resultados, a formação tornou-se um dos pilares do clube, houve projetos únicos e motivadores, como a Benfica TV, o Kit Sócio, a Fundação Benfica. O próprio Presidente melhorou a sua postura, aprendeu a ter sentido de estado. Só o futebol não deixava o Manel satisfeito. Perguntava si próprio se seria uma questão de tempo ou um caso de polícia.  Como é que era possível com tão boas equipas só conseguir um campeonato de lés-a-lés? A resposta é dourada.
Ao entrar no terceiro mandato de braço dado com o Rui Costa, Manel ficou convencido que este seria o último de LFV. Uma passagem tranquila e LFV ficava na história. Foi com esta visão que foi olhando para o desempenho do Presidente e da sua Direção. Viu os números do passivo crescerem, o clube a fechar-se aos sócios, os assessores a multiplicarem-se. Mas a equipa de futebol era razoavelmente competitiva, as modalidades enchiam – lhe o orgulho. Até o Museu que ia vendo crescer cada vez que passava pela avenida Lusíada o emocionava. “Até que enfim!”.
Contudo, Manel sabia que o poder demasiado instituído não augura nada de bom. É da história. Sente-se isso à volta do estádio. Dos seguranças por tudo o que é esquina. Nos negócios que o Manel não consegue avaliar porque é do desconhecimento geral. Do pouco peso da sua voz no clube apesar de lhe terem aumentado os votos de 20 para 50.  Da excessiva personalização da figura do Presidente. Da Vieira TV. Da segurança nas AG.
O Manel estava decidido, apesar de considerar que LFV fez um bom trabalho, que era preciso mudar. Nada como a alternância democrática. A história do Benfica é feita de muitos. Cosme Damião é exemplo disso. Manel esperou pela alternativa.  
A alternativa demorou a chegar. Não veio numa manhã de nevoeiro, mas veio enublada. Com grandes benfiquistas, sem dúvida. Mas também sem grandes ideias. Com pouca informação. Sem projeto. Manel teve medo. Lembrava-se de Vale e Azevedo, que veio acompanhado de bons mas ingénuos benfiquistas. Hesitou.   
A campanha ficou feia. Ameaças de processos, ofensas e injúrias. Manel dizia sentado no sofá. Porra! ainda me vão obrigar a votar Vieira!  Manel nunca foi afoito. É como a maior parte dos portugueses um conservador e no dia 26 de Outubro em frente ao ecrã votou pelo certo contra o incerto.
Quando ouviu o discurso de vitória sentiu um déjà-vu. O mesmo que sentia antes das eleições. LFV em vez de um discurso magnânimo, de quem ganha com grande margem, fez um discurso desafiador. A Dividir mais que a unir. Manel logo se arrependeu. Devia ter votado em Branco.  
JL

domingo, 4 de novembro de 2012

UM SUPERCLUBE 2

Depois deste post, deste e deste, chegou o mais aguardado. O final. O Benfica ganha as cinco supertaças de pavilhão em 2012. Proeza única a nível nacional e por isso histórica. Para além de cimentar o nosso domínio no desporto nacional, abre-nos excelentes expectativas para o resto da época. Parabéns aos atletas e técnicos. Somos os maiores.

JL

SOLTAS DO FIM DE SEMANA


Ao contrário do que propagandeia a habitual prosápia despejada pelo “mestre da táctica”, o Benfica jogou pouco.
Claro que o Benfica dominou intensamente, claro que a vitória foi indiscutível, mas o adversário foi bem fraquinho.
O futebol da nossa equipa é quase sempre feito de repelões e de iniciativas individuais.
Por aqui e por agora vai dando mas em termos europeus já se viu que é muito curto e mesmo no campeonato não tenho dúvidas de que teremos enormes dificuldades em jogos mais competitivos e com adversários mais fortes.

***

Do jogo de ontem, destaco pela positiva o rendimento e a performance da dupla Lima-Cardozo.
Em circunstâncias normais, poderá perfeitamente valer 35-40 golos no campeonato o que poderá ser fundamental.
Resta saber se será compatível com jogos de maior pressão competitiva e de maior grau de dificuldade.
Aproveitemos, no entanto, o momento: bela cabeçada de Cardozo e pontapé fulminante de Lima: à ponta de lança, ambos
Destaque também para mais uma belíssima exibição de Garay: discrição mas muita classe.
Parece jogar em pezinhos de lã ,mas está onde é preciso: corta, orienta e vai á frente com oportunidade.
Definitivamente na linha dos grandes defesas centrais da história do Benfica.

***

Pela negativa: mais uma lesão de Carlos Martins.
Pouco compreensível.
O que está a falhar ? O departamento médico ou cargas de treino pouco compatíveis com o estado físico do jogador ?
Uma enorme perda num momento em que também Aimar está impossibilitado de jogador: abre-se um enorme buraco a meio-campo.
Ainda pela negativa: Bruno César.
Rendimento nulo, uma lástima. Aos 20 segundos em campo, já tinha caído uma vez.
Trapalhão, gordo, inconsequente, nada de aproveitável sai daqueles pés.
É actualmente o mais inútil jogador do Benfica.
Fosse Nolito e Jesus gritaria até que a voz lhe doesse…

***

Aquela ideia peregrina de pôr os Gipsy Kings aos berros em pleno voo da águia, (um momento que devia ser de contemplação e de enorme fervor benfiquista) não lembra, de facto, a ninguém, mas é significativa do que vai nalgumas cabeças pensantes que pululam nos corredores da Luz.
Aliás, seja no Estádio ou nos pavilhões, os jogos do Benfica são transformados pelos speakers num misto de feira de Carcavelos com venda massiva de banha da cobra, com um concerto do Tony Carreira.
Um espectáculo cansativo, triste e ofensivo para a dignidade do Benfica.
Haja, pois, quem cale aquela gente, porque os protagonistas são outros e quem paga merece respeito.

***

Mais uma vitória para o basquetebol!
Numa época em ganhar tudo é praticamente a única alternativa possível, a equipa mostrou seriedade competitiva o que é fundamental em jogos contra adversários à partida e, de facto, mais fracos.
Parabéns e venham mais vitórias!

***

Mau jogo da equipa B, na linha do que vem sendo habitual nos últimos tempos.
Futebol inconsequente, imaturo e de uma enorme inocência competitiva.
Sidnei e sobretudo Miguel Rosa são jogadores para o plantel principal.
Para todos os outros há muito trabalho pela frente e para o paraguaio Correa uma meia-dúzia de quilos a perder.

***

E pronto, Vercauteren lá tentou cair nas boas graças dos apalermados lagartos.
Ao que parece, terá dito algo como “nunca vou vestir de vermelho!”.
Um tipo de visão, este belga, se bem que nesta altura e após mais uma derrota (agora em Setúbal), para a lagartagem o homem até se pode vestir de Lady Gaga desde que ganhe um joguito que os afaste da  linha de água.



Boa semana e Viva o Benfica!


RC

DesNORTONtiados

Norton de Matos, numa política de estreitamento de relações com a equipa principal, procurou surpreender à lá Jorge Jesus. Assim se fazem as grandes equipas. Vai daí e coloca o espadaúdo Varela a jogar quando pouco o tinha feito esta época. Não, a culpa da derrota em Penafiel não foi do internacional Mika. Teve um azar climatérico no primeiro lance e de resto bem safou a equipa de ter levado mais. No segundo, queriam o quê? Que ficasse entre os postes à espera que o avançado Penafidelense chegasse, depois de, para variar, a defesa ter ficado nas covas? Nem foi pelo Varela que perdemos hoje, mas fazer esta alteração num dos únicos jogos em que o resultado interessa, parece-me uma autentica “jesusialidade” e uma desconsideração a um jogador que tem sido dos melhores.
Luís Martins é outro jogador que, apesar da qualidade, tem tido enormes dificuldades em impor-se no futebol sénior, até por uma questão física. Pouco tem jogado e quando amiúde entra tem sido uma nulidade. Tem de se lhe dar mais tempo, mas não é num jogo destes. São apenas dois dos factores que a juntar a uma queda de forma acentuada de vários jogadores (Ivan, Carole, Correia), a falta de calo e de cabeça de outros (Cancelo) e a habitual habilidade do árbitro madeirense levaram a que perdêssemos o único jogo que não devíamos perder.  
JL

A ÁGUIA TORTURADA COM MÚSICA PIMBA

Hoje cheguei mais cedo ao estádio e vi o voo da águia. Foi um belo voar, ao som de …Gipsy Kings. Mais precisamente ao som desta música: http://www.youtube.com/watch?v=vXSjDot25QM.
Mas o que têm os Gipsy Kings a ver com o Benfica? A música fala do Glorioso? Eles são sócios do maior? Doaram uma boa maquia para a Fundação Benfica? Nada disso. Toca-se na Luz (depois disseram-me que não era a primeira vez) Gipsy Kings na entrada do nosso maior símbolo porque o Speaker e o responsável pela organização de jogos (Bruno Sá) assim o desejam. Isto foi-me dito pelo próprio tratador quando o abordei. Para além de realçar que a escolha não era sua ainda me implorou que fizesse queixa pois odiava aquela Musica.
E é isto. Andamos ao gosto musical destes funcionários. Um deles até é lagarto e anda ali porque é filho de alguém que fez um negócio que deu dinheiro a outro alguém. Tudo bem, já estamos habituados a estes favores, mas ao menos não ofendam os benfiquistas.
Já não basta a feira que se tornaram os intervalos dos Jogos, ainda temos de ouvir Gipsy Kings num momento que seria de empolgação clubística. A mim ultrapassa-me qualquer razão lógica que não seja a pura estupidez aliada ao desleixo.
O que mais me admira é ninguém ainda ter levantado a questão. Assim, temo seriamente pelo futuro Museu.
Por favor, não estraguem o Benfica.

JL

sábado, 3 de novembro de 2012

A LEI DO FAROESTE

Quando a justiça acha lícito um dirigente receber um árbitro em sua casa uns dias antes de este ir arbitrar um jogo da sua equipa, começo a achar normal que um clube cujo um dirigente deposite dois mil euros na conta de um fiscal de linha, não sofra nenhuma penalização.
JL

UMA TARDE HISTÓRICA

Uma tarde de enorme fervor e generosidade clubística, onde se sentiu o peso da eternidade. Um punhado de benfiquistas, mais de cem anos depois, junta-se em frente ao prédio onde outrora nasceu o maior clube do Mundo e desterra uma placa comemorativa daquele acontecimento impar. São benfiquistas que amam o seu clube e que não esperam nada em troca por esse amor que não seja o cumprimento do destino do Sport Lisboa e Benfica. Vencer com glória.
O ambiente que se viveu há duas horas atrás, em frente ao antigo laboratório Franco, foi de tal maneira grandioso que não havia espaço para aqueles cujo ego (e a carteira) não os deixa ver mais longe que o seu próprio nariz.

O Benfica não é somente um clube (por acaso o maior) é a mais brilhante ideia portuguesa. Tão imensa que se tornou maior que Portugal.
Viva o Benfica




JL

UMA MANHÃ DE HOMENAGEM


JL

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

COSME DAMIÃO!






Há exactamente 127 anos, aqui nasceu Cosme Damião, figura maior do Benfica e do Benfiquismo.

Cosme Damião não é apenas o fundador do Benfica: é o próprio Benfica.
No homem que sem o saber, mudaria a vida de milhões de pessoas, encontramos a essência do Benfica e do Benfiquismo: o sonho, a Mística, a luta contra as adversidades e claro, a vitória.
Não a vitória a qualquer preço, mas a vitória à Benfica: digna, limpa, superior.

Ao adoptar o nome desta humilde Travessa da freguesia do Lumiar (quem diria...) que viu nascer o homem que sonhou o Benfica, este blog mais não pretende do que dar uma modestíssima contribuição para a memória daquele que foi e será sempre o melhor de todos nós.
Aqui celebra-se o Benfica e ao fazê-lo, evocar-se-à sempre Cosme Damião e o seu sonho que passou a ser nosso também.

Cosme Damião ousou sonhar e deixou-nos o mais belo legado do mundo: o Benfica.
Honremos a sua memória, o seu exemplo e saibamos merecê-lo, continuando-o.

Obrigado e até sempre, Cosme Damião!




RC

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O SPORTING E O sporting


Por uma questão geracional e também de arreigado sentimento de pertença à minha cidade, sempre considerei o Sporting como o nosso grande rival.

Sou do tempo em que dia de derby era dia de nervos logo pela manhã.
Acordávamos com aquele nervoso miudinho que só passava com as emoções do próprio jogo.
Derby era derby, fosse na catedral em pleno 3º anel ou no peão do velho alguidar.
O Sporting era o rival, o inimigo, a outra face da moeda.

Havia, apesar de tudo, um certo respeito em relação ao Sporting e aos sportinguistas.
Nunca entendi como era possível não ser do Benfica e pior do que isso, ser do Sporting, mas as coisas eram lineares: nós éramos do Benfica e eles eram do Sporting, nós de um lado e eles do outro, horríveis camisolas verdes e brancas contra as mais belas camisolas do mundo.
Era a época em que ainda havia sportinguistas genuínos; obviamente que nos odiávamos mutuamente, mas era disto que se fazia uma rivalidade tão antiga como a história do futebol português.

Depois, a partir do início dos anos 80, o Sporting tornou-se sporting : passou a ganhar ainda menos e a fazer do ódio mesquinho e doentio ao Benfica a sua única forma de vida.
Ressabiados da vida e por infindáveis derrotas, roídos pelo despeito e pela inveja em relação ao Benfica, tornaram-se ainda menores.
Mil e uma vezes aliaram-se implícita ou explicitamente aos corruptos do norte: manejados como fantoches, contentando-se com as migalhas que lhes eram atiradas pelo magnânimo padrinho: um 2º lugar aqui, uma taça ganha ao Leixões ali.
Movidos pela cegueira e pelo ódio, não hesitaram nunca em vender a alma ao diabo apenas para ficar um lugar acima do Benfica.

O resultado está à vista: moral e financeiramente falidos, descredibilizados, permanentemente moribundos, tentam apenas adiar o fim à vista.
Mostram, no entanto, nada ter aprendido com o que se passou, nem entender o que se está a passar: arrogantes como sempre, continuam a evocar a grandeza do Sporting como Pessoa falava do 5º império.
Incapazes de entender a realidade, contentam-se ao reinventa-la: “o clube mais eclético”, a melhor academia do mundo”, a “maior potência desportiva”, os infindáveis títulos em modalidades que ninguém conhece ou pratica.

Tristemente ridículos como só os tontos, os lunáticos e os pobres de espírito conseguem ser.

  

GRANDE MOMENTO PARA ESTARMOS TODOS PRESENTES

JL

"HÁ MERDA NA RIBEIRA" ou a versão tripeira de "HÁ LODO NO CAIS"...






RC