N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


domingo, 2 de dezembro de 2012

O MAIS ANTIGO JORNAL DESPORTIVO

O nosso jornal cumpriu 70 anos na semana passada. É sem duvida o jornal desportivo há mais tempo em actividade, por mais que outros dêem saltos no tempo e nos números. Muito tem a melhorar, na qualidade da escrita, no cuidado nas revisões aos textos recebidos do exterior, na pertinência dos assuntos tratados. Está longe, muito longe de ser o jornal que o clube merece. Mas é o nosso jornal e eu sei da dedicação e profissionalismo daqueles que o colocam semanalmente nas bancas, com muito menos recursos que outros sectores do clube. Assim sendo, parabéns aos que trabalham.
JL

SIMPLES ESTUPIDEZ OU APENAS FALTA DE RESPEITO ?


Alguém faz o favor de explicar o critério e a lógica com que são marcados dias e horas para os jogos da equipa B?

Se o objectivo é impedir os sócios de acompanhar os jogos dos nossos jovens jogadores, então a estratégia é bem urdida.
Caso contrário, o que se pretende quando se marca um jogo para as 17H30 de um dia de semana, um normal dia de trabalho?
O caso não é, sequer, virgem, o que me leva desde já a concluir que se é esta a lógica que vai imperar se e quando a Benfica TV transmitir os jogos da equipa principal, estamos conversados quanto ao que nos espera.

Gostaria, sinceramente de conhecer a mente iluminada de ontem saem tais decisões.
Trata-se certamente de um crânio a quem escapam dois simples pormenores: respeito pelos sócios que gostariam de ir ao Estádio ver o jogo, e já agora por jogadores, técnicos  e todos quantos rodeiam a equipa B, que mereceriam, seguramente, mais público e mais apoio vindo da bancadas.


RC

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

COMO SEMPRE!

Então como agora, o país precisava de um abanão.

Então como sempre, os chorões cobardolas e queixinhas do clube do regime precisaram de uns penalties mal-amanhados para não serem ainda mais humilhados.
Então como muitas vezes, as camisolas vermelhas foram a alegria do povo.
Então como agora, como sempre: para ganhar!



RC 

MANTER A TENDÊNCIA

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o Benfica anunciou um lucro de 24,2 milhões de euros no primeiro trimestre da época. Este resultado, muito positivo, fica essencialmente a dever-se às vendas de Witsel e Javi Garcia. Nestes tempos que as receitas vão naturalmente descer (quotização, bilheteira, publicidade, etc.), é importante uma lucrativa gestão de activos, sem que o plantel perca a competitividade. E que tal o nosso amigo Nico ajudar a manter a tendência?
JL

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

TENHAM CUIDADO, ELE É PERIGOSO, ELE É O EMPRESÁRIO DO TACUARA CARDOZO...



É definitivamente a fase mais consensual de Cardozo no Benfica.
Os entusiastas do goleador paraguaio estão hoje mais eufóricos do que nunca com os golos que o “Tacuara” vai somando e com os espaços que vai abrindo para o seu parceiro de ataque; os críticos resignaram-se perante a eficácia do nº 7, esquecendo um estilo desconcertante entre o trapalhão puro e desengonçado e o de mago da bola com pé esquerdo mágico.
Finalmente, o próprio Cardozo mudou, tornando-se indubitavelmente um jogador mais activo, mais interessado no jogo, mais interveniente e mais assertivo.
Mais jogador e melhor jogador, portanto, facto a que não será alheia a chegada e a súbita afirmação de Lima...

Eis, porém, que pela enésima vez surge a personagem do costume: o senhor Pedro Aldave que como habitualmente desata a falar de renovações, a não comentar supostos interesses de supostos clubes de meia-Europa e a insinuar-se perante o melodioso som de um eventual super-contrato, seja lá o que isso for.

Cardozo tem contrato com o Benfica até 2014, pelo que não o atrapalhem: deixem-no jogar, marcar golos e usufruir deste momento de rara unanimidade entre os benfiquistas.
Quanto ao outro, não o deixem entrar na Luz, amordacem-no se necessário for, mas por uma vez, calem-no!



RC

terça-feira, 27 de novembro de 2012

DA IRONIA:



Quando a canalha se junta, há sempre alguma coincidência cósmica que sarcasticamente dá sinais, mesmo que ligeiros, de uma ironia deliciosa.



JL

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

NADA MENOS QUE A ESTOCADA FINAL!


Não há que temer as palavras, nem verter lágrimas de crocodilo: espero que dia 10 de Dezembro o Benfica cumpra finalmente a sua missão e contribua para meter esta gente no buraco de onde nunca deveria ter saído.
 Sinceramente, tenho dúvidas de que tal aconteça: nestas ocasiões, o Benfica deixa-se levar pela estúpida magnanimidade dos enormes e  hesita, não dando nunca a merecida e justa estocada final.

Pois bem, chegou  a hora: não é, sequer um trabalho sujo e, sem dúvida, somos nós que temos de o fazer!

RC



domingo, 25 de novembro de 2012

UM SÍMBOLO

Faleceu hoje, aos 93 anos, Guilherme Espírito Santo, um dos melhores atletas que este país já viu. Um símbolo imortal do Sport Lisboa e Benfica. Uma lenda. No futebol (vários campeonatos e taças de Portugal com o Benfica) e no atletismo (campeão e recordista nacional no sato em altura, comprimento e triplo). Foi justamente nomeado Presidente Honorário do nosso Centenário. Como já vi escrito hoje: “uma mistura de Eusébio com Nelson Évora”.  


JL

PIMBALHADA À CHUVA


Ponto prévio: existe por ai um blogue, sinceramente não me lembro qual e peço desculpa por isso, que tem uma imaginativa teoria sobre a importância dos símbolos nas bancadas da Luz. O autor defende que toda a simbologia fora do padrão benfiquista que apareça nos topos do estádio, com especial relevância para os dos No Name Boys, tem uma influência nefasta sobre o desempenho da equipa e consequentemente no resultado final dos jogos.
Eu tenho uma teoria parecida embora seja menos convicto na sua defesa. Quando vejo a equipa a entrar com o equipamento alternativo, nomeadamente a partir do momento em que o saudoso branco foi riscado das opções pelo nosso brilhante marketing, tenho um forte pressentimento que a coisa não vai correr bem. E geralmente confirma-se, ou é exibição, ou é o resultado, ou são ambas. Façam um exercício de memória e tentem recordar-se dos jogos com equipamento alterativo que foram memoráveis. Desde a exclusão do branco, claro.
E o jogo de hoje? Depois da serenata de terça-feira, hoje foi música Pimba. Se na terça ficámos apaixonados, hoje apenas alegres. Foi como os bailaricos da aldeia. Péssima musica mas muita diversão e no final vamos felizes na mesma para casa. Muita bola enrolada, mal tratada, chutada sem convicção, passes incertos, paragens demasiadas, falhanços ridículos, opções trocadas. Um jogo excessivamente pimba.
Ao contrário do que seria de supor, porque hoje esteve permanentemente a chover, o terreno estava razoável, não sendo por aí que poderá existir alguma atenuante. De eventual cansaço também não, de terça a sábado o tempo de recuperação é mais que suficiente. O que notei foi alguma displicência, porque a sensação que deu, é que mais concentrado o Benfica daria quatro ou cinco a este Olhanense. Ficaram os três pontos bem merecidos que nos permitem uma noite de domingo interessante.  
Por fim, dizer que este último mês foi fértil em novas opções para a equipa e que chegados a Dezembro, estou muito mais optimista que no início da época, o que não é nada mau.


JL

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

EIS O MUSEU


Já o tinha referido aqui, a ter um nome algum ilustre benfiquista que seja aquele que mais nos devia inspirar. Contudo, tal como desejaria Cosme Damião o nome devia de ser apenas Museu Sport Lisboa e Benfica. Nome grandioso e aprovado em Assembleia Geral.

O NOSSO MAIOR PATRIMÓNIO


JL

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

UMA ENORME VERGONHA

Mais uma vez uma vergonha. Uma enorme vergonha o que se passou hoje em Braga. Uns senhores artistas que a Federação nomeou para arbitrar o ABC-Benfica tudo fizeram para que o Benfica não saísse vencedor. Os últimos minutos conseguirem que jogássemos sempre em inferioridade numérica e mesmo assim iam falhando o objectivo. Mas ao 30º minuto lá conseguiram marcar um inexplicável livre de 7 metros que deu o 23-23.
Sou apologista que com este estado de coisas e se o Benfica, depois do enorme investimento que fez, não for campeão, que se acabe com a equipa profissional. Invistam em outras modalidades onde pelo menos ao roubarem não é tão descarado.
JL

É O SONECA ? É A FOCA DO CIRCO CHEN ? NÃO, É O NICO GAITÁN !!!



Em tempos que já lá vão, jogador brasileiro era quase sinónimo de brinca-na-areia.
A simpática e genérica designação dizia quase tudo: habilidade às carradas, toques de deliciar a mais exigente das plateias, capacidade de fintar meia equipa adversária numa cabine telefónica (quando as havia…).
A questão e o problema era que toda aquela arte e aquele inato virtuosismo assemelhavam-se a algumas laranjas de má raça: mesmo bem espremidos nada davam, ou seja, nada daquela pirotecnia futebolística resultava em proveito concreto da equipa, servindo apenas para entreter papalvos ou mentes menos exigentes.

Era exclusivamente coisa de brasileiros, pensava-se, e nessa santa ignorância vivi durante muitos anos.

Grandes são, porém, os desígnios do Senhor e o que fez Ele para nossa alegria e redenção?
Pois bem, algures no meio de uma nocturna transmissão televisiva, desencantou um brinca-na-areia argentino.
Isso mesmo: na sua infinita sabedoria, Jesus teve a visão da quadratura do círculo e obsequiou-nos com uma espécie de Santo Graal do futebol, descobrindo um tipo de ar permanentemente ensonado e de rebelde cabelo espetado num futebol cuja histórica imagem de marca é feita de zaragateiros de cabelos longos e faca na liga, com propensão para grandes cenas de pancadaria  e que disputam cada lance como dançam o tango: com génio, garra, paixão, raiva e ódio.

E é assim a nossa vida: há 3 anos que aturamos Nico Gaitán que, dizem as almas mais crédulas e piedosas, é um daqueles jogadores que num momento de génio pode resolver um jogo.
E é óbvio que sim: basta apenas que esteja acordado…


RC

EM NOME DE QUEM?

No top ten das coisas que mais me irritam está de certeza aquela frase que oiço no final e de todos os jogos na Luz: “em nome do Sport Lisboa e Benfica (…) vocês são o melhor público do mundo, muito obrigado”. É mais ou menos isto.  Por favor. Estamos onde? No circo Chen? No Cardinali? Imaginem a mesma frase: “em nome de Vitor Hugo Cardinali temos o prazer de anunciar que vocês são o melhor público do mundo, muito obrigado”.  Mas quem fala em nome do Benfica? O Speaker? O gajo do marketing que lhe escreveu o texto? Estes gurus da comunicação não percebem que ali não existe público, nem clientes, nem fregueses. Existem benfiquistas que são ao mesmo tempo o próprio Benfica. Porque o Benfica é somente o conjunto de sócios que o constitui. O resto são jogadores milionários, gestores bem pagos, funcionários mais ou menos competentes, enquadrados em cimento, vidro e plástico, que não são Benfica, estão no Benfica, o que é muito diferente.
Esta frase é toda ela o símbolo de uma certa gente que serve o nosso clube. Que não sabe que não se agradece a quem vai ao estádio da mesma forma que se agradece a um cliente do el corte inglês que acabou de comprar um jogo de cobertores. O nosso estádio não é uma loja, uma agência de seguros, nem uma sala de espectáculos. A Catedral é um local de culto, de sofrimento e de felicidade. Tudo ao mesmo tempo.
Deixem-se de tretas comerciais e percebam onde estão. No final apenas um apaixonado “viva o Benfica” antes da voz eterna do Luís Piçarra.
JL

JÁ OIÇO O RUFAR DOS TAMBORES AO LONGE

É de reconhecer que o Benfica, paulatinamente (palavra muito do agrado das gentes da bola), vai conseguindo exibições de encher o olho. Mesmo com Jesus em modo Jesus, a colocar em campo o cada vez mais gaitanizado Nico, quando nada o justificava e de fazer a habitual substituição à Felgueiras com a entrada do Jardel em cima da hora, o Benfica ganha e convence.
A manta é curta, para ter o Lima e o Cardozo a moer a cabeça aos defesas temos um meio campo parecido com os restaurantes portugueses antes do fim do mês. De qualquer forma, o Matic (hoje um pouco mais trapalhão) vai-se assumindo como um seis de eleição, o Almeida está inesperadamente um senhor jogador, apenas o Enzo parece ter falta de pernas para uma posição para qual tem as características ideais. É uma questão de tempo. Do Melgarejo já nem se fala dele.
Foi uma partida de sentido quase único. Quem viu o jogo contra o Barcelona e a seguir viu este, só pode achar que a vitória dos escoceses sobre os catalães foi algo do campo da ficção.  O Benfica dominou e chegou até a ser bastante infeliz na finalização. Quem devia estar com um pé nos oitavos era o nosso Benfica e não estes escoceses por mais simpaticamente alcoólicos que sejam.
Vamos agora a Camp Nou para pontuar. Parece impossível? Porra, somos o Benfica. Vai ser uma noite memorável. Estes jogadores merecem. Já oiço o rufar dos tambores ao longe.
JL

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

AS APARÊNCIAS ILUDEM



Vestem à lagartos, parecem lagartos, quase se poderiam confundir com lagartos, mas as semelhanças terminam aqui.
São adeptos decentes, tipos simpáticos, adversários leais e dignos, daqueles que do jogo fazem uma festa.
Pertencem a um clube mítico, tal como o nosso e isso torna tudo mais fácil: os grandes entendem-se e, sobretudo, respeitam-se.
No final do jogo, em vez de cobardemente pegarem fogo à bancada, farão estremecer os ares da Catedral, entoando a uma só voz “You’ll never walk alone”.
Aplaudirão o Benfica e no fim beberão cervejas connosco.
Recordarão certamente mais uma grande noite de futebol no “Estádio da Luz” e voltarão sempre a uma casa que respeitam e onde são respeitados.

Vestem à lagartos, parecem lagartos, quase se poderiam confundir com lagartos mas eles sim, são verdadeiros e nobres leões. 
De Glasgow, porém.


RC

domingo, 18 de novembro de 2012

ZÉ PICANHA, O HOMEM QUE AINDA NÃO SABE CAIR

O Zé picanha ainda anda espantado com o futebol português. Vê-se nos seus olhos, sempre bem abertos, a querer apanhar tudo. Vê-se também na boca, semi-aberta de espanto. O seu baixo centro de gravidade já adivinhava um jogador em alta rotação e cheio de raça. E é assim, atira-se à bola da mesma forma como se atira ao prato de entrecosto com feijão no zé pinto. O problema para nós é que adaptou-se melhor às mesas do famoso restaurante lisboeta do que aos relvados portugueses. Vai lá com o tempo, não tenho dúvidas, porque pontualmente mostra a arte que o tornou famoso. Mas não chega. Talvez se tenha de concentrar mais no relvado do que à mesa.
O Zé picanha tem outro problema, ainda não sabe cair. Não sei se é do peso, da estatura arredondada ou de falta de treino específico, mas mesmo violentamente sarrafado tem tendência para o mergulho. Aconteceu no ano passado e aconteceu no último jogo contra o Moreirense. Duarte Gomes, condicionado pelo seu benfiquismo assumido (novo Proença?), não teve dúvidas. Aquilo era um mergulho à séria, merecia amarelo e reprimenda. Nem era preciso ver as repetições para perceber que tinha sido uma valente entrada de um cavalão da equipa de Moreira de Cónegos. Aquela malta se não jogasse futebol tinha lugar facilmente numa empresa de mudanças. Lá ficou o Zé picanha com o amarelo e o Benfica sem o livre perigoso. Temos de ter paciência.     

JL

sábado, 17 de novembro de 2012

DO COITO INTERROMPIDO AO ORGASMO MÚLTIPLO

O Benfica fez uma boa primeira parte. O adjectivo “boa” não vem aqui com qualquer sentido de complacência. Os jogadores vermelhos jogaram com um enorme sentido de responsabilidade, cerraram os dentes, lutaram por cada palmo de terreno, deram o máximo em cada disputa de bola. Assim, só com uma grande infelicidade não ganhavam o jogo.
Estava a dar um prazer imenso ver as disputas ganhas pelo Matic, as correrias do Luisinho, o ar de rei espantado do Gaitan, o regresso confiante do Luisão, a inesperada firmeza do Almeida. O Benfica insistiu, insistiu e marcou. Com o Moreirense encostado às cordas e o seu guarda-redes com o reportório de invisíveis lesões esgotado, a falta de Luz veio mesmo a calhar para os da casa. Pode ser falha minha, mas não me lembro de situação idêntica em outras competições internacionais.
A paragem prejudicou mais o Glorioso ao interromper uma estupenda dinâmica de jogo. Em consequência viveu-se minutos difíceis e de incerteza, porque o Moreirense pareceu que moralizou com a paragem. Contudo, já depois da hora surge o messias Cardozo e deixa-nos todos mergulhados na felicidade do alívio. Foi mais que merecido.


JL

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

IR DO 8 AO 80

Esta notícia já tem uns dias e duvido até da sua total veracidade, apenas a comento por ser um exemplo típico do bicho demagógico que por vezes nos vai corroendo. O hábito de dizer umas coisas para o ar, ao sabor do vento que corre, que depois ou são inconsequentes ou têm demasiadas consequências.  
É sabido que o Benfica, ao nível do mercado, não pode concorrer com os clubes europeus de primeiro plano. A juntar aos alemães, ingleses, franceses, espanhóis e italianos, agora também os russos surgem com um poder financeiro quase ilimitado. Sendo impossível competir no primeiro mercado a melhor opção é ir buscar os jogadores cada vez mais cedo. Ou seja, ir à lota em vez de esperar que o peixe chegue à praça. A outra alternativa é frequentarmos os freeports desta vida, como a lagartagem.
Por isso, nunca me senti escandalizado por ter estrangeiros nos juniores ou, como agora, na equipa B. É obvio que, com a aposta e investimento que o Benfica faz na formação, é um escândalo alinhar frequentemente com onze estrangeiros na equipa principal, mas daí a pretender fechar as portas da nossa formação a jovens promissores vai uma enormíssima distância, para além de revelar ser de um provincianismo bacoco. 
Certamente este foi um daqueles desabafos (como disse atrás, inconsequentes) do Presidente, mas não deixa de ser sintomático de como se defendem os projectos. Ou querem estar como os vizinhos do Lumiar em que tudo o que sai da academia é ouro? O padrão deve ser o equilíbrio. Não é ir contratar tudo o que mexe na Argentina, mas também não tornar a equipa B num gueto tuga, do orgulhosamente só.

JL

OLHA MANEL, AS BORLAS VOLTARAM

Ora aqui está, certo como o sol. O Manel comprou o pack para os três jogos da Champions. Mesmo não tendo a certeza de conseguir, àquela distância, estar presente nos três jogos, pareceu-lhe uma boa poupança. E sempre é o Benfica. Hoje recebe um e-mail do marketing do clube (esse Estado dentro do Estado) a oferece-lhe um bilhete gratuito. Mas ele tem bilhete? Talvez seja para o oferecer àquele colega de trabalho que nunca põe os pés na Luz exceto quando é de borla.  
O Manel anda lixado com a vida. As dificuldades são tantas que hoje nem greve conseguiu fazer. Talvez o seu colega tenha razão, o melhor seja esperar sempre pelas borlas. Ele já não tinha comprado o redpass, para o ano talvez não compre o pack da Champions. É este o resultado a medio prazo do marketing do Benfica.   


 
JL

terça-feira, 13 de novembro de 2012

SALA SUJA


Nestes tempos escuros que estamos a atravessar, já poucas coisas me espantam, mas hoje senti algo entre a revolta e o nojo, o desprezo e o ódio quando assisti ao triste espectáculo dado por António Sala à porta da 4ª vara Criminal de Lisboa, no âmbito do julgamento de Vale e Azevedo.
 Entre sorrisos inchados por ter tantos jornalistas à volta, Sala lá foi dizendo que não sabia de nada, nunca soube de nada, nunca desconfiou de coisa alguma.
Afinal, ele era apenas o “homem da cultura” e portanto das contas, das trapalhadas e das vigarices de Vale e Azevedo nunca soube de nada, se bem que perspicaz como sempre, no fim achava que tudo aquilo era talvez um pouco estranho.
Pela leitura de jornais on-line, vim a saber que também Capristano alinhou pelo mesmo diapasão: nunca soube, nunca desconfiou porque confiava no presidente.
Ilimitadamente.
Repito, porque pode haver dúvidas: confiança ilimitada, total e absoluta em Vale e Azevedo.
Capristano assegura mesmo que Vale lhe provocou um grande desgosto, o que, de resto, não deixa de me partir o coração.
O enorme Sala vai, contudo, mais longe e pede agora prisão ou castigo para quem infringiu a lei, esquecendo-se esta personagem popularucha da rádio, TV, disco e cassete pirata que tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica a guardar.
Sala, Capristano e outros crápulas guardaram, calaram e consentiram durante todo o tempo.
Tempo demais que quase significava o fim do nosso clube.


São assim os criminosos do Benfica: tal como os nazis no julgamento de Nuremberga, de nada sabiam, de nada desconfiavam, nada questionavam.
Limitavam-se a cumprir ordens, quais zelosos amanuenses.
Uns do Führer, outros de Vale e Azevedo.
Pobres e incautos inocentes, todos, obviamente.


RC