N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

É UMA ESPÉCIE DE JORNAL DE UMA ESPÉCIE DE CLUBE

Era uma vez um clube cujas vitórias eram decididas no calor da noite, em hotéis e casas de diversão nocturna, cujo estádio novo foi construído no meio de ocultas negociatas camarárias e o centro de estágio para além de oferecido, é sustentado por um município que nem sequer é sede do clube em causa.
Como todos os outros, esse clube também tem um jornal. Como se percebe não podia ser um jornal de clube igual aos outros. Tinha de ser algo meio aldrabado, parecido com o seu canal de TV, mas ainda mais disfarçado. Tão disfarçado que por vezes, raras, até se levava a serio.
No entanto, como nos regimes ditatoriais, quando se sentem ameaçados, quando se instala o medo de perderem o poder, perdem o discernimento e deixam de ser cautelosos. Perto de “O Jogo”, o Jornal da Madeira é para meninos.
Hilariante é no mínimo o que se pode dizer da selecção de lances para serem analisados pelo denominado “tribunal”. Tal foi sintonia que emerge a dúvida: o editor conseguiu sozinho escolher ou ainda ligou para o Papa?
Se houvesse um pingo de discernimento tinham ao menos colocado o lance sobre o Gaitan, assim como para camuflar os outros ou já nem vale a pena e é mesmo o fartar vilanagem? 



JL

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

JUSTIÇA TARDIA E CEGUETA

Partiram, queimaram e vão pagar os estragos. Normal. Mas, e a multa referente ao comportamento incorreto do público? Apenas 2.250 euros, por incendiarem e destruírem uma bancada. Nem um jogo de interdição, nem sequer à porta fechada. Com esta bitola qual será a multa por um rebentamento de um petardo? 50 Cêntimos?  


JL

O ÁLIBI PERFEITO

Benfiquistas, dizem-se eles, uns meses antes de ficarem prontos para serem os meninos bonitos do sistema. Levámos com o Proença até à exaustão, agora é o João Ferreira. Nunca ouvi o Martins dos Santos enquanto arbitrava a dizer que era do Porto ou o Coroado a afirmar (como o afirmou à posteriori) que odiava o Benfica. E podia dar muitos outros exemplos. O que ganham os árbitros em se afirmar benfiquistas? Resposta: impunidade mediática.
Esse conceito que à primeira vista parece abstracto é bem concreto e foi já verificável logo após o jogo, quando o inqualificável treinador do Porto (só é suportado numa equipa com as ambições do Porto porque existe um sistema bem montado) se atira à arbitragem. Ou quando o Papa na sua habitual ironia vem fazer papel de burro, com poucos a terem a coragem de o referir. 
Mas essa impunidade vai ser também verificável nos dias seguintes, nas análises e comentários nos jornais, TV e rádio. Ninguém se vai lembrar das sucessivas faltas não assinaladas, que o “maçã podre” conseguiu a proeza de só levar amarelo aos 85 minutos, que por sua vez o Enzo levou amarelo por protestar duas faltas grosseiras não assinaladas sobre o Gaitan no mesmo minuto, mas os andrades quase deitaram abaixo o juiz da partida e nada, da agressão ao Cardozo. O que vão descortinar, procurando minuciosamente naqueles 90 minutos são dois ou três lances que provarão que o Benfica até foi beneficiado. É assim que funciona. João ferreira vai estar certamente em outras decisões. Este jogo correu-lhe bem.
O nosso treinador, os dezenas de especialistas de comunicação que abundam nos corredores da Luz, os paineleiros benfiquistas de serviço, todos vão ajudar, uns com o silêncio cúmplice, outros até de forma mais activa. Pois é, há coisas que parecem não ter fim.
Ficam as imagens do melhor do jogo:

JL

domingo, 13 de janeiro de 2013

O FILME DO COSTUME


Os erros estúpidos de sempre, a cretina e absurda ingenuidade de sempre, a atitudezinha lacaia e merdosa de sempre, uma equipa que uma vez mais não consegue vencer um jogo que só podia vencer.
Um grupo de meninos, uma vez mais, como tantas vezes nos últimos anos, perante uma equipa muito mais adulta que impõe e marca o ritmo do jogo.
Como quer, quando quer, da forma que mais lhe convém, apesar de ter no banco, provavelmente, um dos piores treinadores da Liga.

Mais do mesmo, sempre mais do mesmo, ontem como hoje e provavelmente amanhã.
Já cansa, já irrita, já enoja e desgosta.
Até à náusea.

O Benfica não ganha ao Porto seja em que modalidade for, na Luz ou nas Antas.

Durmam bem se puderem e sonhem com um clube que em tempos ganhava sempre que tinha de ganhar. Porque era assim.

RC

TUDO BONS RAPAZES


No fundo, este post estava pensado desde a passada semana, concretamente desde a derrota em hóquei com o Porto.
Preferi, contudo, não escrever a quente: porque as derrotas não são boas conselheiras e porque não queria ser acusado de “abutre”, uma palavra tão cara a alguns amigos da blogosfera benfiquista.
Prefiro, pois, fazê-lo hoje, dia em que registamos duas vitórias contra a lagartagem, que à primeira vista poderiam ofuscar uma derrota caseira com o CAB.
Em circunstâncias normais, seria pois um belo sábado para as modalidades.
E no entanto…

Definitivamente há qualquer coisa que não está bem nas modalidades: de uma forma geral tem-se acentuado nos últimos tempos uma tendência que demonstra que a qualidade de jogo mas também a garra e a vontade de vencer parecem proporcionalmente inversas ao investimento efectuado.

Olhe-se algo friamente (se for possível) para as últimas exibições das nossas equipas: falta alma, cultura de clube, de vitória.
A sensação que temos muitas das vezes é que usamos e abusamos do caminho no fio da navalha: no basquete, no futsal, no andebol e agora também no hóquei.
As exibições de hoje no andebol e no hóquei foram, aliás, sintomáticas.
Já em relação ao vólei, no fundo, estamos todos de credo na boca à espera do play-off, receando ver um filme já visto vezes demais.

Tomemos como exemplo a derrota caseira do hóquei ante o Porto: justíssima, antes de mais, mas também emblemática.
De uma certa forma de estar no clube, de encarar a competição e de jogar contra um rival directo, para mais com o peso do Porto.
Quando demos por nós, já eles ganhavam por 2-0; cada vez que o Porto metia o stick à bola, fazia-o com convicção: para ganhar a bola dividida, para ganhar o lance, sabendo que assim a vitória estaria mais próxima.
Seriedade profissional, concentração competitiva permanente, capacidade de não falhar nos momento decisivos: lamento, mas só o Porto os demonstrou e os resultados ficaram à vista.
Se nos agarrarmos aos erros de arbitragem, é sinal de que nada percebemos e não sairemos disto.

Foi por isso, um jogo emblemático de um determinado estilo de vida, de um certo glamour, se quisermos, que reina nalgumas modalidades do Benfica: de jogadores que andam pelos corredores da Luz, almoçam no Gonçalves, são apaparicados, conversam com os sócios, levam umas palmadas nas costas e ficamos todos felizes.
O nacional porreirismo em versão benfiquista, se quisermos.
Também a Benfica TV terá a sua quota-parte (embora completamente involuntária) de responsabilidades: não sei até que ponto não haverá rapaziada demasiado endeusada, sobretudo quando tão pouco ganhou.
Ao invés de entrevistas e reportagens bem intencionadas que consecutivamente nos dão a conhecer grupos de excelentes rapazes (quem o duvida?), preferimos vitórias claras, exibições seguras que nos coloquem a salvo de humilhações como a de sábado passado na Luz.

Falta, portanto um longo caminho a percorrer: uma forte cultura de clube, consentânea com a tradição e a responsabilidade histórica do Benfica e que se traduz numa permanente exigência de vitórias e numa concentração competitiva adequada a equipas altamente profissionalizadas a quem nada falta.

Acresce um factor que pode e deve ser determinante: os tempos que correm não são propriamente de abundância, pelo que seria de bom tom que todos entendessem definitivamente que a sobrevivência das modalidades pelo menos na vertente mais alta da competição, poderá e deverá estar ligada ao desempenho desportivo.
Meus senhores, podem ainda não se ter apercebido mas a festa está a acabar!

RC



sábado, 12 de janeiro de 2013

QUASE A PATINAR

Depois das más entradas de ano da semana passada, no hóquei, no futsal e no vólei, este sábado  quase bloqueavamos novamente e ainda por cima contra um Sporting com equipas claramente inferiores. No andebol fomos perdendo a vantagem progressivamente e acabámos por vencer à pele, num final dramático, por apenas um golo. No hóquei em patins encontrámos em Loures inexplicáveis dificuldades. Iniciámos o jogo sem ambição e fulgor, enchemo-nos desnecessariamente de faltas e a brincadeira ia-nos saindo bem cara. No final do jogo tivemos de andar a guardar a bola para o Sporting não empatar. Vencemos por 3-4. Um empate e o campeonato seria uma miragem.
Há algo que me escapa ao nível da atitude e motivação dos jogadores das nossas modalidades. Será que não percebem da importância de ganhar ao Sporting? Não entendem a rivalidade? Obviamente que não. O Porto no hóquei apanhou lá esta equipazinha dos lagartos e não descansou enquanto não lhes deu nove golos sem resposta, nós pelo contrário encaramos o jogo com tanta descontracção como se fosse o Tigres de Almeirim.
No jogo de andebol, a perda de pontos não seria tão dramática, mas colocava-nos numa posição mais difícil na fase final. O jogo começou com uma superioridade clara do Benfica, depois foi a habitual atracção pelo abismo. O que preocupa é que estas desconcentrações são já uma marca do andebol do clube, por mais que se troque de treinador e reforce a equipa.
Claro que as vitorias no andebol (sporting em casa), hóquei (sporting fora), voleibol (Marítimo fora), futsal (Modicus em casa) e basquetebol (CAB em casa - esperemos) são importantes e deixam-nos bastante satisfeitos e motivados, mas será que era necessário andar a baloiçar no arame desta forma? É que sem rede, por vezes, a queda pode ser fatal.
JL

PS: Afinal o basquetebol patinou mesmo. Derrota justíssima contra o CAB. Os resultados não são, de todo, proporcionais ao investimento feito.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O BELGA QUE FALAVA PELOS COTOVELOS...


Num país marcado pela angústia, pela descrença e pela desesperança, surgem enfim pequenos-grandes sinais de que afinal, o milagre talvez seja possível.
A gestão de excelência não mais será um mito urbano e há, de facto, homens providenciais que na hora e no sítio certo ousaram ir mais longe.
O futuro é deles e bem o merecem.


RC

Franky Vercauteren (foto ASF)
Leões cortam telefone a Vercauteren

O HOMEM DO TUNEL, DIZ A RTP-N


No canal de notícias do serviço público de televisão, a RTP-N (N de noticias, dizem eles…) a songa-monga de faxina, refere-se a João Ferreira como “ o árbitro que esteve ligado ao caso do túnel”, referindo-se ao célebre jogo de 2009-2010.
Agora sim, fiquei definitivamente esclarecido sobre o que se passou: é que eu continuava convencido que quem estava ligado ao “famoso caso do túnel” eram apenas  a besta do Hulk e o pobre diabo do Sapunaru, que naquele dia fez o que lhe mandaram e depois acabou por ser descartado, como tantos outros Sapunarus que por lá têm passado.
Foi afinal João Ferreira, o causador daquilo tudo.
Ainda bem que temos a RTP-N (N de noticias…) para nos formar e informar.

Mais a sério: João Ferreira não é, claramente, um árbitro do sistema.
No entanto, significa apenas que temos que nos concentrar completamente no jogo e não embarcar em eventuais jogos florais que o Don Corleone de Contumil vomite pela bocarra fora em pleno lobby do Altis ou nas picardias e provocações a meio-campo que se adivinham e se pressentem.
E já que falamos em Mafia e porque la vendetta é un piatto che va servito freddo, significa também que temos ainda muito que penar: os Olegários, os Soares Dias e os Proenças destas vidas estão já ao virar da esquina.
(Depois falaremos sobre quem nos tocará em Coimbra, em Moreira e sobretudo em Braga…)

Por agora tratemos de ganhar o jogo: dentro de campo, de forma digna,vibrante, limpa, honesta, suada e honrada.
Da única forma de que nos orgulhamos de ganhar: à Benfica.


RC

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

ESPREMER O LIMÃO ATÉ MATAR A SEDE


Em dia de regressos, Roderick, Carlos Martins, Aimar (já tinha dado um cheirinho de magia no Estoril) e Kardec, Lima demonstrou mais uma vez que é um jogador fortíssimo e talvez o mais influente na equipa do Benfica neste momento. O valor que custou pareceu-me na altura demasiado elevado para a idade do jogador, tenho agora que reconhecer que compensou. Que Lima ainda tenha gás para domingo.

Em relação ao jogo foi uma vitória justa, onde a nossa superioridade foi bem patente. A Académica, que praticamente fez dois ataques durante noventa minutos, utilizou a excessiva dureza para ir sustendo o Benfica e acabou o jogo de língua de fora. Os nossos jogadores mostraram uma determinação enorme de dar a volta ao texto, depois de serem fustigados com o dois golos que surgiram do nada.

Jesus arriscou QB, acabou por rodar a equipa e passou mais um obstáculo. Reforçou algumas alternativas dando minutos (André Gomes) e ganhou novos elementos. Em baixa parecem estar Olá John, Maxi Pereira e Luisinho. Embora do que diz respeito aos laterais, que são ambos demasiado ofensivos, não é a mesma coisa serem resguardados pelo Luisão e Garay ou pelo Jardel e Roderick.


JL

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

OITO DIAS QUE PODEM ABALAR O NOSSO MUNDO

Vão ser os primeiros dias decisivos, esperemos que não os últimos e que ao longo do resto da época surjam mais semanas destas. Decisivas e empolgantes. O ciclo inicia amanhã com a recepção à Académica, onde se decide a continuidade na Taça da Liga, continua no Domingo contra os Porcos, num jogo que vale mais que os pontos em disputa e termina na quinta-feira 17, em Coimbra, onde na minha opinião se decide a presença na final da Taça de Portugal.   
No final destes três jogos, se tudo correr bem, nada fica ganho mas mais vale um longo caminho para o paraíso do que um curto para o inferno.

JL

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A AGRESSÃO



As imagens não deixam dúvidas. Um “atleta” agride um espectador com um stick que serve para o efeito como uma arma. Este acto deveria dar azo a um procedimento criminal. Vamos aguardar, mas prevejo eu nem criminal nem disciplinar. Gozam da impunidade própria dos países do terceiro Mundo.  








JL

domingo, 6 de janeiro de 2013

OS FANTASMAS VOLTARAM

O Benfica deu um enorme passo atrás na revalidação do título nacional de Hóquei em Patins. Para além de ultrapassado pelo Porto, ainda tem de ir jogar ao Dragão na segunda volta, local onde não me lembro da ganhar nos últimos largos anos.
É penoso para quem falha todos os livres e penaltis que beneficiou vir falar de arbitragem. Porque a diferença esteve precisamente nesses lances, o Benfica falhou todos, o Porto marcou três. Sendo o resultado 4-6, logicamente que foi nesse “pormaior” que esteve a grande diferença.
Mas para esse tal “pormaior”, a ineficácia do Benfica, concorrem alguns pormenores que apesar de simples detalhes não devemos desprezar. Os árbitros, pressionados pela campanha feita durante a semana pela equipa técnica do Porto, tiveram uma actuação no mínimo receosa. Todo o contacto que provocasse um ínfimo desequilíbrio aos andrades era logo marcada falta. O mesmo não se passava quando o lance era ao contrário. Só muito a custo é que assinalaram um penalti a favor do Glorioso e muitos houve e mais descarados.
Esta dualidade de critérios, não sendo evidente em lances capitais, permitiu ao Porto estar sempre com menos faltas e marcar primeiro os livres e ao colocar-se em vantagem, a pressão passava invariavelmente para o lado dos da Luz. Este facto fez toda a diferença.
Por fim, gostava de falar do Rei do Bairro, o Tó Neves II. Claro que estou a falar do Reinaldo Ventura. Este homem domina o ringue, os bancos e talvez o balneário e corredores de acesso. Ele protesta, chama nomes aos árbitros, mais tarde durantes as paragens de jogo tem longas conversas com os mesmos, provoca zaragatas, agride adversários, manda bocas ao público, ou seja, o jogo é dele. Um fartote. Nem um cartão, nem uma chamada de atenção. Manda quem pode.
 JL
PS1: O Benfica venceu Taça FPA de Velocidade e Barreiras (Masculinos e Femininos). Parabéns Atletismo.
PS2: Se queres conhecer o vilão, mete-lhe o pau na mão. A impunidade tem destas coisas. Lamentáveis as cenas no final do jogo de hoquei.

sábado, 5 de janeiro de 2013

O PADRINHO E O GATINHO



É evidente que mais uma troca/negociata entre porto e sportém encerra algo mais do que a simples permuta de um quase crónico coxo (será mesmo???) por um nóvel proscrito nos reinos da Máfia com sotaque portuense.

Para já, não parece fácil entender o alcance de um negócio que, no mínimo é bizarro e que seguramente será mais um capítulo de uma saga de propostas irrecusáveis à boa maneira da infalível metodologia de Don Corleone.

O que parece inquestionável é que os apalermados e falidos viscondes apreciam cada vez mais este tipo de civilizadas e inocentes transacções comerciais, continuando a não perceber que se colocam no papel de um assarapantado e submisso gatinho nas mãos do benevolente padrinho que o liquidará quando e como quiser.
Lentamente, porém: convém que, entretanto, a frustrada e miserável lagartagem se vá entretendo a vomitar ódio contra o Benfica, poupando algum do trabalho sujo a quem quer sangue sem sujar as mãos.



RC

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

LANÇAR O BARRO À PAREDE


Neste caso é mais lançar a trampa. Corre o boato que o árbitro do Benfica-Porto será o Artur Soares Dias. Esse mesmo, o que na época passada nos deu a estocada final em Alvalade. Nesse jogo a exibição do Benfica foi tão má que a descarada actuação do árbitro do Porto quase passou despercebida. Claro que também contribuíram a tradicional tendência benfiquista para a autoflagelação e um certo ambiente de forte decepção devido ao pássaro que tivemos na mão e que de repente largámos.
O Proença já fez tantas que entraria em campo completamente condicionado. Por si só já não garantiria o resultado. O Benfica está forte e moralizado, o sistema tem de colocar alguém de confiança. Artur Soares Dias mostrou em Alvalade que sabe trabalhar. Como passou incólume aos olhos da opinião pública ainda dá para mais umas voltinhas.    
JL

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ANO NOVO, VÍCIOS VELHOS


A todo-poderosa LPFP confirmou finalmente a hora do próximo Benfica-Porto: 20.15.
Um domingo de inverno às 20.15:  o que mais se pode fazer para afastar as pessoas dos estádios?
A Luz encherá, obviamente: trata-se do jogo mais aguardado da época, mas penso sobretudo, nos milhares de benfiquistas de outras zonas do país, cuja vinda a Lisboa significará inevitavelmente a chegada a casa a altas horas da madrugada.
É assim o futebol em Portugal:uma organização parasitária que não está ao serviço dos adeptos.
Ao invés, serve clientelas, interesses, negócios quase sempre pouco claros.

A quem interessará este estado de coisas, posso calcular; sobre quando terminará este completo absurdo é que não faço a menor ideia.
Por mim lá estarei à hora marcada pelas eminências pardas que mandam e desmandam neste desgraçado futebol, ansiando, contudo, pelo dia cada vez mais próximo (assim o espero!) em que nos veremos livres de toda esta corja que nos suga e que lentamente foi afastando o público dos estádios, matando aos poucos a festa do povo.



RC

O CASO DE FORÇA MAIOR

Interessante é o mínimo que só pode dizer do escrito hoje no jornal A Bola por Bagão Félix sobre o adiamento do Vitória de Setúbal – Porto. Segundo o conhecido benfiquista, pela legislação em vigor (cita número 1 do artigo 22º e os números 2 e 3 do artigo 19º do regulamento de Competições), o jogo teria de ser repetido necessariamente até ao 12 de janeiro, exceto em caso de força maior. Não se conseguindo descortinar as razões de força maior que levam a este atropelo dos regulamentos, até devido à quantidade de dias que uns e outros estão sem jogar entre o último jogo da Taça da Liga e o próximo do campeonato, parece-me que estamos perante mais um caso claro de ilegalidade. Nada que não seja comum aos protagonistas em causa.

JL

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

NÃO SABEM O QUE PERDEM

Nos "Cuardenos de Valdano” menciona-se uma sepultura de um adepto do Nápoles, que fazendo referencia à gloriosa época do “enorme” Maradona, tem escrito: "Taça UEFA e dois Campeonatos. Vocês não sabem o que perderam". É o que me apetece dizer a quem tem ficado em casa nos últimos jogos na Luz: “Não sabem o que perdem”
Hoje o Benfica deu espectáculo. Podem vir falar na diferença física, técnica e táctica entre as duas equipas, e é verdade, é abismal, mas qualquer outra equipa do nosso futebolzinho tinha gerido o jogo sem se cansar muito, adormecendo e desrespeitando todos aqueles que, numa noite fria, se deram ao trabalho de se deslocaram ao estádio.  
O Benfica foi o oposto. Mantendo sempre a alta rotação, brindou-nos com um espectáculo futebolístico só possível porque tem nos seus quadros alguns dos mais virtuosos jogadores que jogam em Portugal. Se fosse sempre assim.  
JL

MISSÃO BENFICA: E O LADO LUNAR?

Lido o livro de Luís Miguel Pereira, fica uma certeza, sorte a nossa por um punhado de homens terem dado a cara e decidido defrontar Vale e Azevedo nas urnas. Mesmo com os seus defeitos e fraquezas, divisões e equívocos, tiraram o Benfica de uma situação complicada. Ler o livro é também importante para recordarmos isso, que a massa associativa, a grande heroína desta aventura centenária chamada Benfica, teve a certa altura a sabedoria suficiente para dar a volta a uma situação que caminhava para a tragédia.  
É bom ler este livro. De escrita escorreita, factual e, do que pareceu, razoavelmente rigorosa. Alguns pormenores não resistem às falhas da memória dos protagonistas (na Assembleia Geral para a construção do novo estádio, o voto foi secreto e em urna e não por braço no ar como se diz no livro) e a alguma apetência para adornar ligeiramente os actos do protagonista (a compra do Garay não foi exactamente como se descreve), mas são casos muito pontuais e compreensíveis.
Da leitura, agradável, percebe-se que ser Presidente do Benfica sai literalmente do corpo, que Luís Filipe Vieira encetou um reestruturação do clube que vai ser decisiva para o seu futuro e que estamos perante uma pessoa impar, que não se pode separar das suas idiossincrasias e que vai ficar na história do clube, pelas melhores razões.  
Mas não chega, porque nestes últimos 10 anos nem tudo correu bem. Não há por exemplo referência às relações (ou o corte delas) com Pinto da Costa, que tanto influenciou a acção da presidência, nem de outros inimigos que foi coleccionando e pouco se fala de concreto dos equívocos e das opções erradas, que muito contribuíram para algum insucesso desportivo.  
Claro que não se podia esperar outra coisa de um livro que tem um propósito bem definido e que não podemos criticar, mas é exagerado a narrativa estar enquadrada por um sebastianismo que já não se usa, demasiadamente focalizada na figura do homem providencial, um poço de virtudes quase infinitas. Esta visão messiânica de Luís Filipe Vieira contraria o ADN do clube e quase estraga o Livro. Mesmo assim, para quem pensa o Benfica, é de leitura obrigatória.


JL

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O CAPITÃO E O 3º ANEL



Um grande derby, um enorme capitão e uma saudade imensa daquele imponente-esmagador-aterrador 3º anel.

E já agora, ganhamos 2-1.
Chalana e Vitor Martins fizeram os golos de um jogo que marcou a reviravolta de um campeonato épico (1976-1977) que ficaria na história.








RC

FRASES QUE FICARAM DO ANO QUE JÁ LÁ VAI


Algumas convirá recordar e outras não esquecer.
Não há qualquer ordem cronológica: trata-se apenas de uma navegação ao sabor de algumas boas e más recordações deixadas por 2012.

Nota: O facto de não constar qualquer frase relacionada com o clube dos viscondes falidos não é mera coincidência: essa anedota nacional chamada Sporting justifica por si só um post exclusivo.
Lá iremos em breve.



“Se o árbitro assistente não assinalou, não foi porque não viu, foi porque não quis.”
 Jorge Jesus sobre o 3º golo do Porto no jogo da Luz em Abril


“Quero que saibam todos os benfiquistas que vou levar a águia no coração. Tentei representar o Benfica com todo o amor e força do mundo durante as três épocas. Deixo muitos amigos e uma grande aficion. Benfica vai deixar muitas saudades. Amo-te!”
Javi Garcia na hora da partida para o City


“Zenit é melhor do que o Benfica”
Witsel á chegada a S. Petersburgo


“Fizemos aquilo que queríamos que era vencer o campeonato, o objectivo principal da época e tivemos de receber a taça de campeão nacional no balneário, porque não tivemos condições para a receber dentro do pavilhão”  
Carlos Lisboa após a conquista do titulo de basquetebol no Porto


“É ridículo quando fazem uma proposta de 50 milhões que o FC Porto recusou, e depois vir o conselho de administração dizer que era demais. Parece-me que o Zenit não tem capacidade nem gente no futebol capaz de nos levar o Hulk. Não sei qual é a intenção, não percebo nada de gás..."
(…) Por esse montante [50 milhões], posso garantir que Hulk não sairá nem para o Zenit nem para outro clube. Neste momento, não admito negociar.   “
Pinto da Costa , uma semana antes da venda de Hulk ao Zenit por 40 milhões



“Tinha que me apresentar, mas não sabia qual seria o meu futuro. Fiz toda a pré-temporada mas em nenhum momento falei com o treinador, apesar de ter jogado quatro partidas e ter feito cinco golos. Quando surgiu a possibilidade de jogar no River, não pensei duas vezes “ 
Rodrigo Mora à chegada à Argentina


"Luisinho e Ola John para o campeonato vão dando"
 Jorge Jesus após jogo com jogo com o Gil Vicente       


“Fui honesto e disse que era benfiquista”
Pedro Proença em entrevista ao Record


“Foi uma bola disputada, tentei antecipar-me, toquei na bola e depois houve contacto, não foi uma jogada dura. Não jogo futebol para lesionar ninguém e tento jogar sempre dentro dos limites. Acho que nem fiz falta, pois toquei na bola"
 Bruno Alves comentando a entrada brutal em que lesionou Rodrigo durante o Zenit-Benfica


"Faça um favor e não apite mais nenhum jogo do Benfica"
Luís Filipe Vieira na zona mista após o Benfica-Porto do campeonato passado


"Aquilo que me apetece dizer é que isto foi uma arbitragem vergonhosa! Vergonhosa! Se quiserem encomendar as faixas e levar a outra equipa ao colo, então que a levem!  “
Vítor Pereira após derrota em Barcelos por 3-1 no campeonato passado


RC