N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

"DÉJÀ VU"


coisas que não mudam no futebol português.
Estão enquistadas, calcificadas por anos a fio de controlo e manipulação daquilo a que pomposamente se chama “imprensa”.

 Sulejmani é apenas mais um capítulo de um folhetim tão velho quanto o domínio mafioso que envolve e sufoca o futebol português.
O “Record” (quem mais haveria de ser?) em sensacional furo jornalístico, descobre o interesse do Benfica num qualquer jogador, seja de que lado for do equador ou da rua.
No dia seguinte dá a coisa como certa e titula, bombástico:

“Zé dos Anzóis”  vai assinar por 5 anos
Jogador já fez exames médicos na Luz, escolheu casa e aproveitou promoções do Continente

Por um dia ou dois, a coisa fica por ali, com o esmiuçar exaustivo do curriculum do craque.

Até que e como que por artes mágicas, o Porto envolve-se na corrida e “tenta desviar o jogador da Luz”.
 E claro que vai conseguir: provavelmente pagando uns largos milhões por um jogador que sairia a custo zero ou pagando 20 por um jogador que custava 10:  Alex Sandro ? Danilo ?
Geniais engenharias financeiras temperadas com a habitual ironia para gáudio de alguns idiotas de bloco ou tablet na mão ou de alguns papalvos que fingem que acreditam em historietas da Carochinha.

E continua assim, o futebol português, qual velho cinema Capitólio dos últimos tempos de existência: filmes porno de 3ª categoria e ainda por cima já vistos e revistos.
Hoje está abandonado à rataria.


RC

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

BALADA DE NEVE (VERSÃO LEVERKUSEN 13)

Joga leve, levemente,
para ver quem quer marcar.
Será o Gaitan? Será o John?
John não é, certamente
e o Gaitan não corre assim.
E para fugir da apatia
durante um poucochinho,
O Gaitan que pouco bulia,
na quieta melancolia,
abriu bem o caminho…
Quem marca, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que pouco se viu e de repente,  
Não é o Gaitan, nem o John,
É o Cardozo com certeza.
Quando a neve ainda caía,
uma bola veio do céu,
alguém teve a cabeça fria…
Como há muito não se via!
E que Melga, Deus meu!


JL

O MILAGRE DA RUA BRAAMCAMP

Como ratos de laboratório que procuram incessantemente a saída de um labirinto, os juristas federativos cenourados pela Torre das Antas encontraram finalmente a saída para o berbicacho criado. Ajudados pela conjuntura criada na Choupana, nem foi preciso muita arte nem engenho para tal feito. Tudo abafado no meio de castigos menores e jogos do Real Madrid. Afinal isto é malta que lê pouco e mal e tem preguiça de pensar.  Talvez tenha sido melhor assim, ainda transformavam isto num novo Calabote.
Como nos recordava o grande Millôr Fernandes "quando disserem que o crime não compensa, você tem de lembrar que isso é porque, quando compensa, não é crime."

JL

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

POR MIM…(2)

Voltando ao jogo de amanhã e ao onze inicial. Sem conhecer algum eventual impedimento físico, apostaria no plano b, ou seja, no 4x2x3x1. Este esquema, só com um avançado, é o menos utilizado por Jesus que tem claramente preferência pelos dois avançados (Cardozo e Lima). Apesar da menor utilização, JJ tem ensaiado várias vezes este sistema em jogos teoricamente mais difíceis, por vezes com Rodrigo ligeiramente mais atrasado, mas essencialmente com Gaitan ao centro. E tem-se dado bem nesta última hipótese.
Por mim, e considerando estes pressupostos, a equipa entrava na Alemanha desta forma: Artur, Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo, Matic, André Gomes, Olá John, Gaitan, Urreta e Cardozo.
Se seis primeiros não apresentam dúvidas de maior, passo a explicar as outras opções: André Gomes – para além de permitir o descanso de Enzo Peres, é um jogador com características mais defensivas e mais apto para lançar o contra-ataque (passes longos). Gaitan – No centro, bem resguardado por André Gomes e Matic, teria liberdade e motivação (esperemos) para fazer daqueles jogos em que nos delicia mas que só aparecem de dez em dez. Olá John e Urreta – Estão frescos, apenas um deles jogou meio tempo na Madeira, podem alternar de faixa, confundindo marcações e, muito importante, dariam minutos de descanso a Sálvio, que ficaria no banco para alguma eventualidade. Cardozo – tacticamente a opção deveria ser Lima, mas com o previsível castigo do paraguaio no campeonato e com a sobrecarga do brasileiro, a aposta num Cardozo revoltado pode ser chave do jogo. Por mim era assim.  
JL

POR MIM…

A proençada do último domingo, da qual resultou as expulsões de Matic e Cardozo, pode criar alguns problemas a curto-prazo. Prevêem-se castigos, razoavelmente pesados, a julgar pelo circo que a imprensa já montou. Todavia, o rescaldo da Madeira também nos pode dar algumas oportunidades. Como? Obrigando JJ a rodar a equipa.
Paralelamente há dois jogadores que estão a ficar sobrecarregados de minutos, devido à importância crescente na equipa e da dificuldade de serem substituídos ao um nível idêntico. Estou a referir-me a Lima e a Sálvio. Ambos têm sido preponderantes. O primeiro é um avançado impar no plantel, pela força e combatividade. O segundo pela qualidade inigualável que imprime a uma das faixas e pela redução de alternativas provocada pelas saídas de Janeiro e também com a centralização de Enzo Peres e, mais recentemente, de Gaitan.
Ambos devem estar frescos para o grande desígnio da época: o campeonato. Nas próximas semanas os jogos do campeonato vão intercalar com a Liga Europa e com um jogo da Taça da Liga. Não se trata aqui de desenterrar a estigma da falta de cu para tantas cadeiras, é mais recordar a época recente em que perdemos tudo em poucos mais de uma semana, na Luz e em Braga, porque a equipa caiu a pique de forma.   
Apesar da saida de uns não implicar a entrada de outros, ocupam posições diferentes, por mim Matic e Cardozo entravam a titulares em Leverkusen, Lima e Sálvio ficavam no banco.  
JL

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ENTRETANTO, ONTEM NA COFINA



Pais: É pá, como estamos de capa? Alguma Bronca?
Ribeiro: Temos o Bruno Carvalho…mais um ou dois jogadores quererem a sair…mais sete ou oito candidatos. Muito por onde escolher.
Magalhães: Ó chefe, ligou-me agora a porteira do meu prédio, aquela que tem um primo na travessa da queimada. Ele mandou dizer que a Bola vai trazer amanhã na capa as palavras do Proença para o Cardozo quando ele lhe agarrou na camisola.
Pais: E quais foram?
Magalhães: Deixa ver aqui no papelinho que ela enviou: “Isto vai sair-te caro”.
Pais: Porreiro pá! Desta vez vamos lixá-los. Chama o Paulino cá acima para ele escrever qualquer coisa. Que remeta para os regulamentos. Uma coisa em grande. Arranja aí uma foto do Proença a gritar com o Cardozo. Como se estivesse a ralhar.
Magalhães: O empresário disse hoje que ele está arrependido…
Pais: Melhor ainda, arrependimento é igual a culpa. Temos capa.  
Ribeiro: E as eleições do Sporting?
Pais: Fica para amanhã. Isto está mais quente. Ó Paulino já tens alguma ponta para pegar?
Paulino: Bem, estive a ver os regulamentos e tentativa de agressão a um árbitro dá até quatro jogos.
Magalhães: Só…
Ribeiro: Podia ter sido mesmo agressão. Viram bem se não foi o Cardozo a atirar a garrafa?
Pais: Calma, não nos podemos entusiasmar. E a um adversário?
Paulino: Está aqui no…artigo 151º…e fala de um a dez jogos.
Ribeiro: Já está, dez jogos.
Magalhães: Mas dez jogos deve ser quem quase mata um adversário, uma coisa tipo Pepe ou Bruno Alves.
Pais: Lá estás tu com o teu pessimismo. Um pontapé é um pontapé. Soma os dois, Paulino.
Paulino: Dá catorze, chefe.
Pais: É isso, coloca na capa. Catorze jogos.
Magalhães: E a prova?
Pais: A prova? Faz-se já aqui ao lado.  



JL

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

ANIMAL FARM


Entre os grunhidos de Proença e os relinchos do Rui Alves, eis que de novo se apodera de mim um imenso asco deste mesquinho, viciado e lamacento futebol português.

Figurinhas e figurões de sempre com o discurso reles das grandes ocasiões : os jogos com o Benfica, claro, em que finalmente terão direito aos seus 5 minutos de evidência e glória.
E, pontuais, lá reaparecem eles, ontem hoje e sempre em todo o seu esplendor de canalhas: espoliando, vigarizando, mentindo, ofendendo.

E nós, Benfica, por cá andamos: inocentes, ingénuos, algo entontecidos até por força da nossa grandeza, não percebendo nunca que só ganhando ganhando e ganhando deixaremos de sustentar e dar guarida a estes miseráveis eunucos que, raivosos, não param de abocanhar a mão que os alimenta.
A todos, sem excepção.

É este o futebol que temos, é esta a miserável quinta a que vamos garantindo a sobrevivência.
E quantas vezes por ingénua, estúpida e incompreensível omissão da nossa parte.



RC

HABEMUS CANDIDATUS!


É mais um enorme “furo” da Travessa do Alqueidão, mas modéstia à parte, estamos cá para isso mesmo.

Eis o novo candidato à presidência do Sporting.

Após  ter subornado a catequista do Campo Grande com a promessa de que João Moutinho  voltaria um dia para a cerimónia da 1ª comunhão, a “Travessa” conseguiu ainda apurar que o homem forte do futebol será o padre Melicias, que já confidenciou ao nosso blog que não se sentia tão entusiasmado desde que atirou rebuçados às crianças de Timor enquanto dava vivas ao Sporting.

RC

O JOGO DA CHOUPANA, DIVAGAÇÕES E CONCLUSÃO


·         O Benfica entrou no jogo de forma surreal: aos 6 minutos, os madeirenses já tinham 3 flagrantes oportunidades, uma das quais deu mesmo em golo.

·         Ao longo do jogo, a defesa do Benfica foi apresentando mais buracos do que um Emmenthal suíço genuíno.


·         Fizemos o mais difícil: virar o jogo, tê-lo completamente na mão, ganho, com o Nico a fazer os números de circo que tanto aprecia e depois entregamos o 2º golo e 2 pontos a um qualquer Mateus.

·         Já agora: o senhor Artur, no espaço de 1 mês deu 2 brindes que custaram 4 pontos. Paulo Lopes é bom guarda-redes, mas talvez Artur esteja demasiado acomodado.


·         Cantos: é absurda, surreal, imprópria, obscena a quantidade de cantos que o Benfica desaproveita em cada jogo. Há para todos os gostos, parece uma loja da cadeia de cafés Nannini: curtos, longos, pingados, assim-assim. Infelizmente, ao contrário dos cafés Nannini, raramente há um que se aproveite.
         Não se entende e só vejo uma explicação: falta de trabalho específico.

·      Oxalá me engane, mas face a algumas coisas que fui vendo ao longo do jogo, espero que algumas das nossas peças-chave não estejam a dar o estoiro.
        Falo de Salvio e também de Matic, por exemplo. Pode ser superstição ou a história do gato escaldado, mas os estoiros do Benfica entre Fevereiro e Março são, infelizmente, usuais nestes últimos anos.

·         Sempre fui da opinião que não é por atacarmos com mais avançados que somos mais perigosos e criamos mais oportunidades, mas a entrada de Kardec naquele timing é completamente surreal. Dir-me-ão que ia marcando; responderei que o último milagre a que assisti foi na antiga Luz: a célebre aparição de Vata.

·         Com todo o respeito pelos citados: não é admissível, possível, exequível que uma equipa com as responsabilidades e ambições do Benfica, tenha jogadores como Aimar e Carlos Martins que por cada jogo jogado, param os 5 seguintes.
Das duas uma: ou os jogadores em questão já não têm condições para a prática de futebol profissional ao mais alto nível ou alguém no departamento médico não está a fazer bem o seu trabalho.

·         Urreta: que sejas bem reaparecido e que não te tornes apenas um fogo-fátuo de conveniência que entre outras coisas, serviu para despachar o mal-amado Nolito

·      Não se entende e não se desculpa o silêncio do Benfica perante a nomeação de Proença.
Não consigo perceber se somos parvos, ingénuos ou simplesmente negligentes e incompetentes. Os resultados estão à vista com mais uma obra de autor, não tendo limitado desta vez os estragos ao jogo que apitou: deixou serviço feito para as jornadas vindouras, como convém a um bom escroque ansioso por mostrar serviço ao dono.


Conclusão: eles com Cosme Machado, nós com Proença e mesmo assim não passam para a frente????
Esqueçam lá isso: este campeonato já ninguém o tira…

P.S.- Quem foi o inconsciente que atirou aquela garrafa ao Proença?
                          Isso faz-se????
                          Era de plástico, pá, tenham juízo!        
          




domingo, 10 de fevereiro de 2013

E OS LADRÕES ?....


A sede da FPF foi assaltada e ao que parece, os alvos eram bem específicos: em vez de uma camisola suada de CR7, as meias do inigualável Postiga ou do relatório de Paulo Bento sobre mais uma brilhante exibição da equipa de todos eles, nada mais, nada menos do que os computadores pessoais de Fernando Gomes e da sua assistente.

Fernando Gomes reagiu de imediato em declarações ao site da Federação, lançando-se numa algaraviada em que muito fala e pouco diz.

Não faço ideia ao que iam os mandantes e os executantes do furto em questão.
Sei, sim, que se iam à procura de alguns dos segredos mais bem guardados do futebol português nos últimos 35 anos, foram demasiado ingénuos.

Quanto a Fernando Gomes, conviria que se deixasse de enigmas e charadas e que dissesse claramente quem procurava o quê.
Que falasse claro, em suma.

A questão é que talvez seja pedir muito a quem estava habituado a falar e a ouvir falar de “fruta”, “café com leite” e “rebuçadinhos para dormir”.


RC

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O CRIME COMO UMA DAS BELAS ARTES


Depois de lançarem uma absurda e anónima confusão com o Benfica no meio (as costas do Benfica têm a largura do país), de recorrerem a provincianos magos da engenharia que usam fita métrica para cronometrar o tempo, os jornais de hoje referem que a saída dos andrades no caso da taça da liga será o espírito da lei. Ou seja, depois de tentarem a política rasteira e a ciência foleira apelam agora ao mundo transcendental.
Faz sentido. Qualquer decisão que não seja a saída do FCP da competição é a morte do regulamento que a sustenta. Assim sendo, perdendo o corpo fica o espírito que, segundo a espiritologia, é o que entra em contacto com a quarta dimensão, local onde não existem problemas de espaço ou de tempo. Afinal, com a ironia do costume, o professor Leitão até tem alguma razão.

Desde que A Bola noticiou a irregularidade, os comentadores que habitualmente são céleres a analisar profundamente as disfuncionalidades do futebol nacional quando não se trata do FCP têm-se resguardado num pesaroso silêncio, chegando os mais corajosos a esboçar um tímido lamento perante o erro fatal de tão oleada máquina de guerra. Era uma situação insustentável, muito mais difícil de gerir que o ilegal adiamento do Setúbal- FCP e dos 3 pontos daí resultantes.   
Surge agora o sol entre as nuvens e os Johnny Fontane do nosso futebol irão em fila indiana saudar o chefe e a sua superior sagacidade. Deviam ser castigados por duvidar da sua perspicácia estratégia. Então a história dos últimos 30 anos não lhes ensinou nada?  

Quanto ao Benfica, basta-lhe a dignidade, o que é pouco em terra de cegos já que não dá direito a coroação, porque há terras em que quem tem olho é coxo. Quando chegarmos a Braga daqui a duas semanas, para disputar uma taça da qual já temos quatro, o que eles mereciam era um belo e estrondoso manguito. A equipa B ou mesmo a falta de comparência e ficavam sozinhos a brincar com as pilinhas.  
JL

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O ABSURDO DE UM NÃO-CASO OU COMO HÁ PORCOS A ANDAR DE BICICLETA


É difícil escrever sobre isto. Primeiro há o facto de ser uma denúncia anónima. Abre-se um precedente e quem quiser queixa-se dos equipamentos listados, da cara de parvo do Vítor Pereira, da relva estar verde ou do céu ser azul e pasme-se…abre-se um inquérito.
Depois temos a questão denunciada. E aqui ninguém se entende. Os factos são vários. Há um jogo realizado em menos de 72 horas, cujos regulamentos permitem havendo acordo entre clubes. Não me lembro de ver os jogadores da Académica arrastados para o campo ou a serem obrigados a jogar com um revólver encostado à testa. No entanto, ainda vamos descobrir um documento por assinar, um carimbo não utilizado.
Há mais, há jogadores que jogaram pelo Benfica nos dois referidos jogos. Não podiam, porque segundo os espertos da lei, apesar de no seu justo espirito se referir a jogos da equipa A e da equipa B, a letra da lei, cega, não esclarece. Para eles, porque eu ao ler “"utilização em jogo da outra equipa" fico sem dúvidas nenhumas. Todavia, não sou esperto em leis.
Assim, o Benfica utilizando 14 jogadores no dia 6 de janeiro de 2013, às 20:15, contra o Estoril-Praia teria que arranjar outros 18 jogadores para defrontar a Académica, às 19.45, do dia 09 de janeiro do mesmo ano. Ou seja, o plantel no mínimo teria de ter de 32 jogadores.
Mas há mais e mais delicioso ainda, o próprio regulamento da taça da liga obriga a que: “(…)com excepção das 1.ª e 2.ª fases, os Clubes são obrigados a fazer participar nas suas equipas em cada jogo pelo menos 5 jogadores que tenham sido incluídos na ficha técnica (efectivos ou suplentes) em um dos dois jogos oficiais imediatamente anteriores da época em curso, salvo caso de força maior...”
Ora este looping circular infinito que supostamente impediria a utilização de jogadores mas ao mesmo tempo obriga a sua utilização, este paradoxo absurdo mas aceitável segundo os nossos ocos jornalistas, foi quebrado diversas vezes durante a época por vários clubes. Mas havendo denuncia, mesmo anónima, abre-se o processo.
Por vezes, na terra do meu pai, durante a matança do porco, uma das vítimas fugia. E andava por ali a levantar poeira pelos caminhos campestres até ser apanhada. Não consta que nenhum dos porcos tenha fugido de bicicleta. No futebol português onde estamos fartos destas habilidades, o mais certo é isso acontecer. O grave é quando um absurdo não passaapenas  de mais um absurdo.
JL

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

NA MESA COM FORÇA

Porque o Benfica não é só futebol, há uns dias atrás falei entusiasticamente do nosso atletismo, hoje apetece-me falar de ténis de mesa. Uma modalidade com uma história impar entre nós, mas que desde a queda da antiga Catedral e o erguer da nova, vive entalada entre as traseiras das piscinas e o pavilhão nº 2, a rebentar pelas costuras por falta de espaço para tanto atleta.
A situação do espaço piorou um pouco com a vinda dos atletas e técnicos do Estrela da Amadora, que entretanto findou. Mas este facto não impede que os resultados positivos apareçam e com cada vez mais frequência. Este sábado, por exemplo, realizou-se em Mafra o Campeonato Distrital Individual/Pares de Iniciados e Cadetes com resultados memoráveis.  
Depois de terem conquistado o Campeonato Distrital de equipas, os atletas cadetes venceram simplesmente todas as provas da sua classe. De realçar que todos os 9 atletas cadetes atingiram o mapa final e que os 3 primeiros foram nossos (1.º João Neves; 2.º André Gama; 3.º Guilherme Sousa), em Cadetes Femininos a primeira foi a nossa Ana Martins, em Pares Masculinos Cadetes ganharam João Neves/André Gama e em Pares Mistos Cadetes João Neves/Ana Martins. Já reparam que este João Neves é uma espécie de André Gomes do ténis de mesa?



JL

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A CAMINHO DA CLANDESTINIDADE

Deve ser oficial e propositado. A equipa B, talvez devido a uma questão de custos, está a um passo de jogar à porta fechada ou então devido às minhas limitações cognitivas não atinjo o nível de genialidade de quem, no clube e na Liga, decide os horários dos jogos.
Se numa primeira fase pensei que seria objetivo atingir um público específico (estudantes, pensionistas, desempregados) inserido em algum programa ocupacional, com a hora e data em que foi marcado o Benfica B - Aves esse eventual propósito deixou de fazer sentido. Porquanto ao marcar o referido jogo da equipa B em cima do jogo na Alemanha para a Liga Europa da equipa A, não só desencoraja a ida ao estádio, como invalida a transmissão em direto na Benfica TV. Se isto não é tornar o jogo quase clandestino, anda lá perto. 



JL

domingo, 3 de fevereiro de 2013

SETÚBAL ? APENAS BOM PEIXE


Nem sequer tem a ver apenas com o jogo de hoje, mas antes com a postura do clube e da sua equipa de futebol: espero que o V. Setúbal desça de divisão e que se afunde rapidamente nos distritais.

Clube de sabujos, de vendidos ao poder corrupto e de anti-benfiquistas crónicos.
Desapareçam e não deixarão saudades!


RC

RELAXADA

Foi assim que Rodrigo se referiu ao jogo. Relaxada. Jorge Jesus preferiu falar em controlo dos tempos de jogo e da areia em excesso num relvado massacrado pelos jogos da B. Das bancadas da Luz, num gelado domingo à noite, os sócios sempre presentes, alcançam melhor as palavras do avançado. Um relaxamento progressivo que foi atingindo um a um, desde a defesa, que esteve em grande, até aos suplentes utilizados e que impediu o Benfica golear a equipa mais papista do nosso campeonato.    
JL

A CORRER PARA A GLÓRIA


Não é só a correr. É também a saltar, a lançar, a chegar mais longe. Nos anos recentes, semana após semana, competição após competição, o nosso atletismo é o melhor exemplo do que deve ser o melhor clube do Mundo. Estratégia bem concebida, oportunidade e investimento racional, formação a sério. Obviamente isto dá resultados, sem ser necessário atirar dinheiro para cima dos problemas. Hoje renovámos o título europeu de juniores em corta-mato e tornámo-nos campeões nacionais de pista coberta em sub-23. Nenhuma modalidade do Benfica vence mais que o atletismo.


JL

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SAO OVAS, SENHOR!

Entre a incredulidade e o estupor só reservados às grandes catástrofes, o país desportivo tomou conhecimento dos tumultos ocorridos ontem á noite durante a sessão de esclarecimento aos sócios da agremiação recreativa do Campo Grande, vulgo Sportém.

A comunicação social não perdeu tempo e de forma ignóbil tentou achincalhar o bom nome do clube, falando até do arremesso de ovos contra Daniel Sampaio.

Ovos.
Imagine-se. Que horror!

Meus amigos, as coisas são o que são: mas alguém no seu perfeito juízo acredita que um clube diferente, repleto de aristocratas e gente que ostenta brasões como se fossem tatuagens, se dispunha ao plebeu exercício de arremessar ovos de miseráveis galinhas poedeiras da região centro (por exemplo) contra um dirigente?
Alguém pode conceber que um clube cujo presidente quis mudar o nome ao Joãozinho, por não se coadunar com a linhagem histórica da agremiação, tem membros (os clubes de aristocratas são assim; sócios somos nós, os maltrapilhos…) que em vez dos estatutos ou de propostas válidas para mudar o que está mal, vão munidos de caixas da Zêzerovo com o fim ignóbil de arremessar ovos contra os dirigentes?

Tenhamos todos juízo e por uma vez recusemo-nos a acreditar no que a comunicação social nos está a tentar vender, numa campanha sem precedentes contra um clube diferente, honrado e respeitador das tradições e das boas maneiras.

O Sportém não poderia, nunca, descer tão baixo: as galinhas poedeiras de Ferreira do Zêzere tirem o cavalinho da chuva se pensavam ter publicidade gratuita.
O Sportém é um clube diferente, oriundo dos extractos mais elevados da sociedade, gente que se alimenta de carnes e peixes nobres, na tradição das grandes caçadas e pescarias que, aliás, lhes valeram umas quantas medalhas olímpicas e umas largas centenas de títulos.
Aquela agente não se alimenta de ovos, nem sabe o que isso é; ovos de plebeias galinhas poedeiras é coisa de povo, desenganem-se, pois, os que nisso acreditaram.

A “Travessa do Alqueidão” em rigoroso exclusivo, a bem da verdade e numa vertente de verdadeiro serviço público, revela ao mundo o que foi realmente arremessado contra Daniel Sampaio.






RC