N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PORTA-AVIÕES AO FUNDO ?

E com enorme estrondo, mais um tiro no porta-aviões!

[Entretanto para compensar a baixa, o Sportém na pessoa dessa luminária chamada Oliveira e Costa, cedeu já à Sportv todos os direitos de transmissão do "tiro à bala" (presume-se que o vencedor é quem acertar na bala...), "carabina deitado" e "carabina 3 posições".
Pelos vistos e atendendo a tanta e tão valiosa variedade, a modalidade de futuro pelas bandas do Lumiar é mesmo o Kamasutra da carabina.]



RC

109 ANOS DE GLÓRIA






A LEI DO GUARDA ABEL

É impressão minha ou das imagens disponíveis verifica-se claramente que quem começou os confrontos no dérbi B do Minho foram os adeptos do Braguinha? É visível que o primeiro movimento é dos visitantes e que os da casa, acantonados na sua bancada, até têm alguma dificuldade em responder de imediato. Se o policiamento não é obrigatório, qual é a culpa do clube de Guimarães? Por não prever a violência dos arruaceiros? Assim sendo, o estádio do Braga também seria interditado há um mês atrás devido aos graves confrontos com os adeptos do Leixões no 1º de Maio.

O curioso é que estes meninos de Braga muito provavelmente foram os mesmos que, uma semana antes, obrigaram os adeptos do Paços a fugir para o relvado. Que se saiba não houve castigo algum. Nem se pode dizer que qualquer dia há tragédia porque já houve uma morte, precisamente quando receberam os seus mentores, que foi obviamente abafada.  
Braga “desportiva” faz lembrar o Porto pós-Pedroto. Onde imperava a lei do Guarda Abel. Como o clube é pequeno é apenas uma réplica em miniatura, contudo a pequena barbárie é ampliada porque hoje existe youtube, redes sociais e máquinas digitais em todo lado.
E como a massa adepta violenta do Braga não é infinita, previsivelmente hoje também foram os mesmos que, motivados pela força da impunidade, apedrejaram o autocarro do Benfica. Cobardemente escondidos no cimo de um viaduto, como o fazem no Porto.
Guerreiros em Braga, só aquele cabeçudo que anda por lá no intervalo. O resto são uns meninos cobardolas convencidos por alguém que o LOL de Braga é um clube importante.    

JL

RESCALDO DE UMA DERROTA ANUNCIADA


Depois do que aconteceu com os adeptos do Belenenses, do Leixões, do Paços de Ferreira e do V. de Guimarães adivinhava-se algo do género.
A impunidade absoluta tem destas coisas e gera este tipo de monstros.
A apanhar os cacos (literalmente) ficou a nossa equipa, cobardemente atacada à saída de Braga.

Tanto como ver as imagens da infâmia, dói-me saber que foi a esta gente que o MEU treinador entregou de bandeja a presença numa final de uma competição oficial, abdicando de ganhar um jogo que apenas tinha que ganhar.
Tanto como saber que a impunidade continuará, porque há coisas que não mudam nunca neste país de merda, dói-me saber que é a esta gente que o MEU presidente empresta jogadores e que é com esta corja de reles aprendizes de mafiosos que continua a partilhar confortáveis lugares de camarotes.

Aos jogadores que foram cobardemente atacados, um forte abraço de solidariedade Benfiquista.
A todos quantos por omissão, demissão, incompetência ou interesses mais ou menos obscuros, continuam a pactuar com este tipo de gente, o meu desdém.

Fico a aguardar um comunicado oficial do Sport Lisboa e Benfica.


RC

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

BREVE CRÓNICA DE UMA DERROTA ANUNCIADA (II)

Um tipo quer defender a continuidade de Jesus no Benfica por muitos anos, mas o homem faz tudo para nos desmoralizar...

Já desconfiava mas fiquei hoje a saber que a pedreira é uma fortaleza inexpugnável e que o Braga é assim uma espécie de Real Madrid, de Manchester United, de Bayern, mas até talvez para melhor.
Pensando melhor, foi uma proeza termos chegado aos penaltys.


RC


BREVE CRÓNICA DE UMA DERROTA ANUNCIADA


Um treinador que abdicou de ganhar, um árbitro habilidoso, manhoso e ladrãozito (aquilo não é penalty sobre o Gaitán????), 3 comentadores nojentos, jogadores escolhidos a dedo para falhar penaltys e qual cereja no topo da mixórdia, um joaquinzinho ordinário, rancoroso, mau, porco, reles, provocador, nojento, cuspindo  no prato que o alimentou durante anos.
Todos bem uns para os outros.

Quanto ao Benfica, segue dentro de momentos, se na sua douta sapiência, o senhor Jesus assim o entender.


RC

SEM autoMATICsmos, ARTUR NÃO CHEGOU…

Tinha tudo para ser uma eliminação suave. O Benfica manteve a invencibilidade, jogou QB, descansando aqueles que são os seus principais jogadores e deixa de disputar uma taça que já ganhava há quatro anos seguidos, numa espécie de totalitarismo que não é benéfico para a competição e para quem a vence. Mas o que custou? Custou ver a comemoração raivosa do jogador mais nojento que me lembro de ter visto a ser campeão pelo meu clube.     
Só mais um pormenor, eu não vejo os treinos, mas se tivesse que escolher 5 jogadores que nunca colocaria a marcar penaltis, de certeza que incluía Luisão, Rodrick e Gaitan.
JL

UMA PERGUNTA…POR AGORA

O Benfica tem aumentado o valor dos empréstimos obrigacionistas todos os anos, quase ao mesmo ritmo que aumenta o passivo. O Benfica é um clube com fortes tradições democratas. A Direcção, recentemente eleita, vai dignar-se a explicar a estratégia para médio-longo prazo ou apenas vai voltar a falar aos sócios, os verdadeiros donos do clube, daqui a quatro anos, quando houver eleições?     
JL

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

QUANDO A IMPUNIDADE REINA

 A boa exibição do Benfica de ontem à noite foi ofuscada por mais uma sessão de pancadaria a envolver adeptos do Braga. Desta feita foi em Guimarães, onde os vitorianos devem ter respondido à forma como tinham sido recebidos na pedreira no dia anterior. Nesta história não há inocentes, mas há uns mais culpados que outros. É sempre assim.
Curiosa é esta admiração da comunicação social com a escalada da violência nos nossos estádios. Na época passada, adeptos de um determinado clube, espicaçados pelos dirigentes desse mesmo clube, incendiaram uma bancada do estádio de um adversário. Tanto aos adeptos, como ao clube prevaricador não aconteceu rigorosamente nada. Apenas ficaram de pagar os estragos, um dia destes.
JL

sábado, 23 de fevereiro de 2013

FUTEBOL PORTUGUÊS, CENAS DO QUOTIDIANO

Já passava um minuto e trinta do tempo regulamentar e a equipa B do Benfica perdia por 1-0 em Matosinhos. O árbitro tinha dado apenas três minutos de compensação. O Benfica, dentro das suas limitações, ao tentar chegar ao empate, ganha um canto a favor. Cancelo coloca a bola no quarto circulo e prepara-se para a marcação. Inesperadamente, Bruno Paixão apita para parar o jogo. Desloca-se desde a entrada área, calmamente e de forma lenta, na sua habitual elegância, até ao local da marcação do canto para verificar se o jogador do Benfica colocou a bola no sítio certo. Olhou e verificou que sim, que estava local correto. Afastou-se às arrecuas até ao local de origem e deu ordem para o recomeço do jogo.
É apenas um pormenor, muito pequeno, durou uns dez, quinze segundos, todavia é exemplificativo de como o nosso futebol é tratado. De resto, Benfica perdeu bem, mas até jogou razoavelmente para quem tem tanta juventude e entra campo com menos um jogador.  
Na semana passada iniciou-se a fase final do campeonato de Juniores. O Benfica foi brilhantemente vencer por 5-1 ao reduto do Nacional, campo sempre difícil e onde nos últimos anos temos deixado pontos. O Sporting empatou em Setúbal e o FCP perdeu em Braga.
Hoje o Benfica recebeu o Setúbal num jogo “arbitrado” por uma besta chamada Ricardo Baixinho. Logo aos 10 minutos Bernardo Silva, de longe o melhor jogador que o Benfica tem actualmente na formação, apesar de sofrer uma marcação violenta, leva amarelo por protestos. Por volta dos 30, Rudinilson faz pé em riste na entrada área e leva cartão vermelho directo. Para “azar” nosso, durante o resto do jogo, apesar de várias entradas rudes da malta de Setúbal, o árbitro nunca mais usou este critério ultra-rigoroso. A seguir, Rocha é rasteirado na área e leva amarelo por simulação. Com menos um jogador, de cabeça perdida e cheio de amarelos, o Benfica sofre dois golos seguidos, de puro contra ataque, mesmo antes do intervalo. Pelo meio disto tudo o nosso treinador também é expulso.
Mesmo com a continuação da miserável arbitragem do Senhor Baixinho e com apenas 10 jogadores, o Benfica combateu com uma enorme dignidade, acabou por empatar o jogo e só não venceu por pura infelicidade. Para ficarmos com uma ideia, na segunda parte, o Setúbal a jogar com mais um elemento, não fez um remate.
Nesta jornada o Porto voltou a empatar, desta vez em casa com o Rio-Ave. O Sporting ganhou em casa com um golo marcado aos 89 minutos. Nos últimos anos o campeonato de Juniores tem sido um exemplo de como a mentira impera no nosso futebol, desde o campeonato ganho às pedradas ao jogo do ano passado em Braga. Formar assim também é difícil.
JL

OS REGRESSO DOS PAPAGAIOS



O assunto é sensível e a comunicação social sabendo-o bem já o abocanhou, não o largando.
As últimas conferências de imprensa de antevisão dos jogos, foram disso exemplo: não houve uma única em que JJ não fosse questionado sobre a renovação do seu contrato com o Benfica.

Do lado da SAD o silêncio tem sido ensurdecedor, o que não significa que o tema não esteja a ser trabalhado; assim sendo, é caso para dizer que o silêncio é de ouro.
Não há, contudo, bem que sempre dure e eis que aparece em campo um vice-presidente do Benfica - Varandas Fernandes (aquele senhor de óculos que costumava ser da oposição) - que, honra lhe seja feita, até estava a cumprir um excelente mandato e a fazer a sua honrosa obrigação, mantendo-se de boca fechada desde a tomada de posse.
Pois bem, a criatura decidiu sair da clausura a que se tinha (e bem!) devotado e logo para discorrer sobre a renovação de Jorge Jesus, despejando boca fora uma série de óbvias banalidades sem o mínimo conteúdo nem qualquer interesse para o futuro do Benfica e da gestão do seu futebol.

Não creio, convictamente, que algo daquilo que foi dito, vincule o Benfica e sobretudo o seu presidente, a única pessoa de que dependerá a continuidade ou não de Jesus (para além da vontade do próprio, obviamente).
No entanto, que um vice-presidente do Benfica, nesta altura da época, venha a público fingir que tem ideias sobre a renovação do treinador, ainda para mais para dizer coisas brilhantes e profundas como “…Depende. Nesta altura não sei… mas se ganhar, talvez…”, é coisa para nos deixar preocupados, apreensivos e pouco confiantes quanto à forma como a questão se vai resolver.

Há alguns anos, Vieira falou, enfadado,sobre os papagaios que existiam no Benfica.
Eles aí estão, de novo: espécie colorida e engraçada mas persistente, esta.


RC




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

SERÁ PEDIR MUITO ?


Primeiro renovem com Jorge Jesus: por 5, por 10, por 15 anos, é indiferente.
É contudo, essencial: não há margem para retrocessos nem para mais tiros no escuro ou apostas falhadas.
Façam de Jesus o Ferguson da Luz, deixem-no lá mascar pastilha à vontade, ter as embirrações de estimação e as crónicas teimosias do costume.

Depois, calem-no por uns tempos.
O Benfica precisa de um Jesus totalmente concentrado no trabalho e nas competições que há para ganhar.
Quais?
Todas.
Somos Benfica: não desistimos, não abdicamos, não entregamos nada a ninguém.
Sport Lisboa e Benfica, para o caso de alguém não ter percebido bem.


RC

ISTO É DOPING…E DO BOM!

É oficial, a equipa está cansada. Jesus tem feito a gestão possível. Podemos até discordar de uma ou outra opção, eu próprio tinha colocado hoje o Urreta em vez do John e nem de propósito, este faz um golão decisivo e tem uma ponta final até rebentar. Nota-se que sem Sálvio e Lima parece que falta alguma fluidez no ataque, mas para continuarmos em todas as frentes tem mesmo de ser assim.
Uma coisa tem de se ter presente, este Bayer Leverkusen não é uma Académica qualquer e o Benfica não tem a capacidade financeira de um Barcelona, nem anda lá perto. Estas duas vitórias são históricas.  
É óbvio que irrita as manias do treinador, a histeria com certos jogadores, particularmente quando está ganhar. Por exemplo, hoje a hesitação em fazer a última substituição foi levada ao extremo, deixando o holandês quase de gatas em campo. Todavia, fazendo a contabilidade, ainda parcial claro, estamos em todas as frentes e com significativas hipóteses de sucesso. E esta vitória dá um “doping” importantíssimo: moral.
JL

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O PETARDO

Um petardo matinal. Uma bufa do vizinho no elevador. Um pneu numa poça de água quando passamos no passeio. Algo inconsequente mas irritante, ainda mais em dia de jogo. O nome do Benfica e de Raúl Meireles na mesma frase, mesmo que seja um boato de um site manhoso, mas replicado num jornal que já foi de referencia. O gabinete de comunicação do Benfica, sempre lesto a desmentir jogadores e negociações, por vezes desnecessariamente, tinha aqui uma oportunidade. Nem que fosse para anular a jogada do empresário do jogador em usar o nome do Benfica como argumento negocial.    
JL
    

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

VITÓRIA EM PATINS

O Benfica continua a sua senda na luta pelo título de hóquei em patins. Foi uma vitória difícil hoje em Barcelos, apesar dos números. Ficou 2-6, num jogo onde por vezes fomos inexplicavelmente tenrinhos e ingénuos. Este resultado continua a deixar-nos à frente do FCP, mas não evita, ainda, que a nossa deslocação ao ladrão caixa seja decisiva. Curioso o facto de que nas três modalidades em que o FCP tem aspirações a ganhar o título, os jogos em sua casa contra nós poderão ser decisivos: Hóquei, Andebol e Futebol. Somos tipo “cliente habitual”. Ficava mais descansado se em cada uma delas entrássemos no Porto já como campeões. Por uma questão de higiene.
JL

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O GRANDE LIMA E O SS MADEIRENSE


E eis que rebenta um não tema: a hipótese de Lima representar a selecção de todos eles.

Lima é, recorde-se, aquele rapaz de que esse exemplo de gestão desportiva, esperteza e sagacidade chamado FC Porto abdicou por 500 mil Euros.
Uma espécie de dedo mindinho de um qualquer Danilo, portanto.

Pois bem, Lima é o exemplo perfeito de grande jogador, um daqueles que não necessitou de uma coisa tão complexa como o solenemente chamado “período de adaptação”: chegou, viu e marcou.
Estivesse Lima a facturar no Porto como tem marcado no Benfica e os pasquins apregoariam aos quatro ventos o impacto de mais um jogador sacado nos bigodes de Vieira: o velho senil soltaria um dos habituais dichotes e os cortesãos dariam gargalhadas alarves.

O tema é, porém, a selecção e faltava apenas que esse grande mestre do futebol mundial chamado Leonardo Jardim viesse também mostrar à sociedade que tinha opinião.
Assim, qual Brigadeführer das SS, o madeirense cabeçudo vem defender que “em Portugal devem jogar apenas os biologicamente nascidos em Portugal”.
Assim mesmo, sem tirar nem pôr.

Concordo plenamente e não estava a pensar nesse genuíno alentejano chamado Liedson, em Pepe, esse puro transmontano arranca-cabeças, ou em Deco, que nem depois de tantos anos passados no Porto, conseguia disfarçar o inconfundível sotaque de algarvio genuíno. 
Penso sim e por exemplo em Cristiano Ronaldo que fala uma língua que se assemelha vagamente a português, tendo nascido numa região cujo Führer, perdão, presidente tem defendido a independência relativamente ao cont’nente.

Estou, portanto com o grande Leonardo, diferindo apenas no conceito biológico: a minha patriótica ambição é sofrer por uma selecção bacteriologicamente pura: nem lagartos, nem andrades, nem madeirenses: apenas jogadores do Benfica sejam eles nascidos nos Urais, em Beja ou na Patagónia.                          

Quanto a Lima, espero que permaneça alguns anos mais no Benfica, fazendo o que faz de melhor: golos, muitos golos.
E já agora, que se afaste de más companhias: nos tempos que correm os corredores da Federação e a selecção não são coisas que se recomendem a ninguém.

P.S – Certamente, por mera coincidência, as declarações do Leonardo cabeçudo foram proferidas em pleno estádio do Ladrão durante uma homenagem à clínica Espregueira Mendes, seja lá o que isso signifique: é lá com eles.
De qualquer forma, pelo sim pelo não com Leonardo nas redondezas, eu aconselharia toda a prudência a Vitó e Pintinho: um por causa do lugar, outra por causa da mulher…


RC

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

DJANINY

Djaniny é o tipo de pessoa que atrai problemas. O chamado pé frio. No ano passado acabou o campeonato a jogar, literalmente, com meia dúzia de miúdos no União de Leiria. Este ano parecia que ia ter uma vida mais sossegada no Benfica B. A julgar pela concorrência seria provavelmente titular indiscutível.
Mas há gente que não gosta de estar bem e não sossegou enquanto não viajou para o Algarve para representar o grande Olhanense.  Azar dos azares e o clube algarvio aparenta ser a versão dois do União de Leiria. Salários em atraso já são três e o seu Presidente não prevê melhorias para breve.
Com esta sorte e atracção pelo abismo, não fosse o ponta de lança Cabo-verdiano ter contrato com o Benfica e eu talvez apostasse que ainda passaria pelos nossos vizinhos do Lumiar. É que o homem tem alma de cangalheiro.


JL

A VITÓRIA ASSENTA-NOS QUE NEM UMA LUVA

Não sei se foi devido ao banho de cultura pimba provocado pela banda sonora do voo da águia, mas o jogo começou a um ritmo bem mandrião. Deixámos o tempo passar, com um remate nosso aqui, um fita deles acolá, enganados por uma equipa com uma postura inacreditável para uma actividade profissional como é o futebol.
Não entendo como é que um homem como o Jesus com tantos anos de futebol português não prepara a equipa para isto. Uma Académica que nem passava do meio campo, que fez antijogo desde o primeiro minuto, que cortava qualquer jogada mais perigosa com faltas manhosas, uns artistas, talentosos para tudo menos para jogarem futebol. Os nossos jogadores demoraram a acordar, fomos muito anjinhos durante boa parte do tempo e no futebol português isso tem os seus custos.
Até porque no meio de tudo isto tivemos uma arbitragem tipicamente à portuguesa. Muito defensiva, a pactuar com as fitas dos forasteiros, por vezes até a participar activamente no antijogo. O amarelo logo na primeira falta do Maxi Pereira, depois de ter aconselhado calma a três faltas bem piores dos academistas, é um bom exemplo de incompetência…ou não.  
De qualquer forma, este era daqueles jogos que, havendo tempo, o golo pareceria sempre, tal era a superioridade. Surgiu sob a forma de um penalti indiscutível, concretizado superiormente pelo Lima. E depois? E depois foi o filme habitual das equipas satélites do FCP. Jogadores de cabeça perdida, a provocarem tudo e todos, à procura de casos que durem a semana. Parecia que era o fim do Mundo, que tinham perdido um jogo decisivo ou quem sabe algum prémio chorudo.
O curioso é que mesmo na nossa pior exibição da época, a vitória assenta-nos que nem uma luva e isso diz muito desta Académica.  Mas justo, justo, seria assim     


JL

VOLTARAM OS GIPSY KINGS

Pressentiu-se que a noite ia ser difícil quando a águia vitória voltou a voar ao som dos Gipsy Kings. Quem insiste nesta ideia para além de idiota é teimoso e os teimosos são por vezes pessoas perigosas. Por onde andam as associações de defesa dos animais quando são mais necessárias? Ou só se importam com a violência física? E a tortura psicológica porque passa esta pobre águia?
A águia lá voou ao ritmo pimba, acompanhada por meia dúzia de palminhas e pousou agitada junto ao emblema. Em vez da sua habitual postura real, o que se viu foi uma ave a sacudir-se do braço do tratador. Estava tão irritada como nós e certamente como os jogadores que esperavam dentro do túnel para entrar.
O que sentirão os jogadores, quando estão a sair dos balneários, ladeados de fotos da nossa história gloriosa, esperando ouvir um som galvanizador vindo do relvado e o que ouvem é Gipsy Kings? Sentirão que vão para ganhar a todo o custo, deixando a pele em campo se for necessário ou que vai ser uma entretida jornada de compras na feira das galinheiras?   
JL

PROFUNDAMENTE INJUSTO!


Tinha a secreta esperança de que tivéssemos ganho com um penalty forjado, inventado, fruto da imaginação de um árbitro habilidoso e intelectualmente desonesto.
Ansiava, anseio por um desses momentos, um delírio puro: um penalty “à pistoleiro” (lembras-te Proença?) ou “à Lisandro” (lembras-te Proença?).
Era isso que eu mais queria: sair do estádio com a felicidade de ter roubado algo a alguém; de ter defraudado a esperança e o esforço do adversário através de uma jogada desonesta, manhosa, batoteira.

Uma vez mais, foi uma enorme desilusão pois o lance é claro, límpido, linear: Gaitán é agarrado e o penalty é tão óbvio que até Proença não o marcaria.

A Académica que hoje vilipendiou a sua história e a sua tradição praticando um futebol miserável e um anti-jogo lamentável e vergonhoso não o merecia.
Deveria, sim, ter sido derrotada através de um penalty inexistente, mentiroso, manhoso, trapaceiro, ridiculamente falso, tanto ou mais que aqueles que um tal Xistra nos assinalou na 1ª volta em Coimbra e com que nos roubou 2 pontos.

Só assim teria sido feita justiça.

RC