N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


terça-feira, 19 de março de 2013

JESUS: A REDENÇÃO ?


Vamos lá deixar em paz coisas menores como “ambos os 3”: ao que consta, o Relvas disse algo do género e é tão somente o homem mais poderoso deste país.
Para além disso, se quiséssemos um intelectual como treinador, contratávamos o Freitas Lobo que entre basculações, duplos e triplos pivots e análises profundas às jogadas do Alan John, fala a mesma linguagem imperceptível de um cientista nuclear norte-coreano.

Isto para dizer que Jesus me surpreendeu agradavelmente após o jogo com o V.Guimarães: no flash-interview da Sportv quando desmontou de forma brilhante a estúpida argumentação do palerma de serviço sobre a alegada motivação do Benfica pós-empate dos andrades e depois na conferencia de imprensa quando humildemente assumiu que nada está ganho e que sobretudo é preciso ainda saber sofrer muito.

É talvez o melhor sinal para o ainda falta deste campeonato: um Jesus mais maduro, menos arrogante e que dá sinais de ter aprendido com os erros e omissões de um passado recente e tão doloroso para o povo benfiquista.


RC

segunda-feira, 18 de março de 2013

UMA MOSCA-VAREJEIRA NO BANQUETE

Festim de futebol ontem em Guimarães. O melhor tempero da comida é a fome e os benfiquistas estavam sequiosos por uma exibição destas. O Benfica entrou focalizado no objectivo e sentiu-se que minuto menos minuto a bola entrava. Uma ementa rica em futebol espectáculo, apresentada pelo chefe de sala Matic e cozinhada por um Gaitan invulgarmente entusiasmante, um Lima cheio de força e um Cardozo criterioso. Se juntarmos o aperitivo madeirense servido antes do manjar, foi uma noite de banquete para os benfiquistas que já tinha iniciado na tapadinha, apesar da tarde de bruxas no basquetebol.   
Por essa razão poucos reparam na mosca-varejeira que mais uma vez entrou pela janela da SportoTV. Nome: Luís Freitas Lobo. Uma viagem pela democrática Wikipédia confirmo que as moscas-varejeiras são moscas de grande tamanho e que geralmente possuem uma coloração verde azulada metálica.
Os comentários que a SportoTV nos ofereceu ontem durante o jogo do Benfica ultrapassou todos os limites do razoável, mesmo que habitualmente o “razoável” na SportoTV seja um anti-benfiquismo primário, tratando o Benfica como uma equipa estrangeira que está jogar com a selecção nacional.
Luís Freitas Lobo não fala do que vê, fala daquilo que deseja que aconteça. Infelizmente para ele os factos são teimosos e persistentes. Foi doloroso vê-lo falar em jogo equilibrado quando as imagens só apresentavam oportunidades do Benfica. A SportoTV ainda não consegue, mesmo virtualmente, apresentar ilusões.
Mas não está sozinho na tentativa de criar uma narrativa alternativa à realidade, esta prática é comum a toda equipa de comentadores e habitual nas transmissões dos jogos do Benfica neste canal pago. Chega a ser caricato a forma obsessiva como tentam que os adversários do Benfica falem das arbitragens.
A decisão de não renovar o contrato televisivo com a SportoTV não resolve o problema, já que teremos sempre os jogos fora, mas moralmente, perante o triste espectáculo semanal, era algo que se impunha.  


JL

domingo, 17 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

OS CONTABILISTAS DE PETARDOS

A contagem dos petardos nos jogos do Benfica começa a ser um clássico dos jornais desportivos. Rigorosos como em nenhum outro tema, nunca falham no número. Referem ainda a UEFA, um potencial e quase certo castigo, aliás a maior parte das vezes salientam mesmo “um pesado castigo”. O anseio por uma punição é tanto que hoje no Jornal A Bola até surge a mesma notícia duas vezes, em páginas diferentes. Esta petardamania mediática vai acabar por obrigar a acção de alguém e já sabemos quem será o prejudicado.
JL

A TRANSGRESSÃO COMO MODO DE VIDA

De irregularidade a irregularidade. O FCP utilizou jogadores que não devia num jogo da Taça da Liga. As regras aprovadas por todos os clubes impunham a derrota no referido jogo. O mesmo FCP, com a conivência do Vitória de Setúbal (irónica coincidência ou talvez não), repetiu um jogo da Liga fora dos prazos legalmente aceites. As regras aprovadas por todos os clubes impunham a derrota no referido jogo, para ambas as equipas. Como tradição é tradição, nada disto aconteceu. E assim, num piscar de olhos, o FCP sobrevive em apenas duas competições e em ambas de forma irregular.
JL 

quinta-feira, 14 de março de 2013

EVIDENTEMENTE...


…que temos de começar a pensar seriamente em ganhar a Liga Europa.

Sem bazófias nem arrogância mas também sem falsas modéstias nem miserabilismos mentais, o Benfica tem de se assumir definitivamente como um dos grandes candidatos à vitória.

Está, obviamente, tudo em aberto, mas Benfica, Chelsea (apesar de ter o gordo espanhol como treinador…) e Tottenham são, na minha opinião, as equipas mais fortes da competição.

As grandes equipas constroem-se na ambição permanente da vitória, jogando grandes jogos, estando permanentemente nas grandes decisões e disputando competições de topo.

Dizia Mozer há uns tempos que cansados deveriam estar os jogadores do Sporting porque só perdiam, afirmou hoje Artur após o jogo: "Desgastados ? Saímos é felizes".
Está tudo dito.

O mundo não acabará, obviamente, se não ganharmos a Liga Europa, mas a história do Benfica não perdoará se por ela não lutarmos ou se dela abdicarmos.

 Sei apenas que seria  fantástico  voltarmos a erguer um caneco em Amesterdão…



RC

quarta-feira, 13 de março de 2013

...Y SIGAN CHUPANDO!


De urgência, chamem o Proença e a restante corja para anular golos limpos aos adversários, validar golos em fora-de-jogo e assinalar penalties manhosos.

Peçam ao Paiva Brandão e ao Guilherme Aguiar para mexerem cordelinhos, traficarem influências e angariarem putas finas para árbitros e delegados.

Digam ao Domingos Gomes para preparar uma mezinha milagrosa e para logo a seguir avaliar a mistela com um controlo cego, surdo e mudo.

Convoquem o Vitó para dissertar sobre o tema preferido dele: o Benfica.

Implorem ao velho senil que dê uma conferência de imprensa e diga piadinhas imbecis sobre o Benfica.
E riam todos, riam muito.

Inchem porcos, inchem.
E como diria o mais famoso compatriota de Saviola ( e já agora, obrigado “Conejo”, serás sempre um dos nossos!) “que la chupen y sigan chupando”!


RC

A TÉNUE LINHA QUE SEPARA A SUBVERSÃO DA ESTUPIDEZ

Todos temos diferentes formas de viver o benfiquismo. Prejudicar constantemente o Clube não é, decididamente, uma dessas formas.
Os petardos não são uma idiotice, tornaram-se. Uma boa piada contada vezes sem conta passa rapidamente para o campo da mediocridade. O lançamento constante de petardos no estádio da Luz atravessa a linha da insurreição para se alojar no canto quente do establishment. Os  poderes estabelecidos necessitam destes insurrectos de meia tijela para reforçar a sua posição. 
O primeiro petardo ouvido no estádio, talvez também o segundo,  teve a virtude do inesperado. Um som ensurdecedor a romper a letargia das bancadas. Como um rasgo subversivo com o intuito de provocar uma brecha momentânea na estrutura instalada.
Mas o número faz o hábito e o hábito é irmão da vulgaridade. Agora é apenas uma estupidez teimosamente mantida. Pior, uma banalidade pimba a caminho da insignificância social, mas financeiramente relevante para o nosso clube. Continuamos com a UEFA à perna e com a Liga de clubes a encher os bolsos à nossa custa.
A falta de inteligência é um problema difícil de resolver. Apesar de ser mais fácil de detectar que os pequenos engenhos explosivos, encontrar antídotos aos efeitos provocados pela estupidez cronica é uma empreitada árdua. Talvez o aparecimento de outro motivo de deslumbramento, juntamente com a fadiga da repetição acelere a passagem desta moda. Até lá vamos pagando multas a quem não nos quer bem.  

JL

domingo, 10 de março de 2013

CACHIMBO DA PAZ


Jogo tranquilo, boa vitória sem grandes sobressaltos.
Foi o jogo ideal para o cachimbo da paz entre sócios e equipa.
Quem tinha razão?
Provavelmente ambas as partes ou talvez nenhuma delas.
Acontece nas melhores histórias de amor mas já lá vai.

Importante é olhar em frente e aí estão mais duas finais: Bordéus e Guimarães.
Para ganhar, é evidente.
Não há outro modo de ser Benfica.


RC

23 ANOS DEPOIS

O Benfica venceu hoje o campeonato Nacional de Cross, 23 anos depois. Recuperou ainda o título de juniores femininos e renovou o título júnior masculino. Está feita a mudança, somos indiscutivelmente a maior força nacional no atletismo. O mérito é em grande medida da professora Ana Oliveira. Enorme capacidade de trabalho, engenho para ultrapassar inúmeras dificuldades internas e paixão pelo Benfica e pelo desporto.



JL

sexta-feira, 8 de março de 2013

AO SENHOR JESUS


Boa noite Senhor Jesus: tenho quase 35 anos de sócio do Benfica mas já via futebol antes de ir à Rua Jardim do Regedor materializar o meu Benfiquismo.
Uma vida, portanto.

Isto para lhe dizer duas coisas:
  1. O futebol não é propriamente uma ciência oculta cujo entendimento só está ao alcance de alguns visionários, génios, magos ou parapsicólogos
  2. Detesto que me tratem como atrasado mental

Tudo a propósito, já se vê, da MISERÁVEL exibição que o Benfica proporcionou a 33 mil pobres almas que se deslocaram esta noite à Luz.
Não, Senhor Jesus, ninguém esperava nem exigia que o Benfica goleasse ou que trucidasse esta simpática equipa francesa que, não por acaso, está em 10º lugar do campeonato gaulês.
Nós, pobres mortais e já agora pagantes, gostaríamos apenas de ter visto um pouco de brilho, de garra, de determinação.
E de futebol, já agora, até porque o adversário dava para tudo.

Mas não, o Senhor Jesus do alto da sua infinita sapiência, decidiu continuar a fazer gestão do plantel, seja lá o que for que isso signifique.
Sabe o que me parece que está a fazer, Senhor Jesus?
Pois bem, para além de dar tiros nos pés (uma competição já lá vai…), conseguiu desconcentrar competitivamente o plantel, a equipa, os jogadores que, sente-se, começam a perder a noção daquilo que realmente está em causa.
Vejamos: pouparam-se na Taça da Liga para o jogo de Aveiro; pouparam-se no jogo de Aveiro para a Liga Europa; pouparam-se na Liga Europa para o temível Gil Vicente e de poupança em poupança presumivelmente continuaremos.

A equipa está à toa, atordoada pela falta de estratégia: não sabe se vai, se fica, se ataca a bola ou fica confortável no casulo, tentando supostamente gerir aquilo que não sabe porque não está no seu ADN.

Senhor Jesus: deixe-se disso.
Uma equipa de alta de competição fez-se para isso mesmo: para competir ao mais alto de nível, perante elevados níveis de esforço e de exigência competitiva.
É aliás disto, que os jogadores gostam: dos grandes e decisivos jogos, daqueles que podem valer vitórias, títulos, glória.
Aquilo que está a fazer é nem mais nem menos que partir uma equipa, gerindo-a artificialmente.
Não faltará muito para que aos jogadores naturalmente fatigados, se juntarão os que quebram por força deste consecutivo e absurdo pára-arranca que o Senhor Jesus decidiu prescrever à equipa.
Administre o plantel como entende, proteja jogadores que estejam menos frescos, mas porra! não amordace a equipa, nem a meta numa camisa de forças, transformando bons jogadores em tipos que não conseguem sequer fazer um passe de 5 metros.
Faça lá isso, Senhor Jesus e garanto-lhe que mesmo que não se jogue bem, a malta não assobia: lembra-se do jogo com a Académica?

P.S.-Eu sei que o Senhor Jesus não gosta do futebol inglês, mas viu o Tottenham-Arsenal ? O ritmo e a intensidade competitiva a que foi jogado? Pois bem, a equipa de Londres hoje despachou o Inter com 3 batatas. Assim mesmo, à bruta, sem poupanças nem gestão. E sábado ou domingo há mais…


 RC

QUEM ESTEVE PIOR?

Embalado pela inacreditável música pimba do voo da águia, o Benfica jogou mal. Mais uma vez. Jesus poupou alguns jogadores, mas não poupou os adeptos, que já descobriram um novo Emersson, chama-se Roderick e tanto joga a central, como a trinco. Não foi dos piores. Melgarejo está passar a pior fase da época. Cardozo, Sálvio e Lima andam esquisitos. Olá John chega a enervar com a mania de alternar o miserável com o brilhante no mesmo jogo.
Mas quem esteve mesmo mal foi o público. Hoje foi dia de são assobio, dia muito em voga nos anos noventa e que eu pensava já arredado da Catedral. Eu sei que é chato vir ao frio e à chuva, num dia de semana, aturar as teimosias do senhor Jesus. Mas ninguém é obrigado a vir e por mais que nos queiram convencer do contrário, isto não é um espectáculo de variedades, é um jogo do Benfica. Não somos simplesmente público, somos apoiantes. Nós somos o Benfica.
JL

quarta-feira, 6 de março de 2013

GALARDÕES COSME DAMIÃO

Este ano pareceu-me que no âmbito do 109º aniversário do Sport Lisboa e Benfica não houve os já tradicionais Galardões Cosme Damião. Nem prémios, nem Gala. O aniversário arrumou-se com um anúncio de um contrato televisivo e chegou. Como se fosse para esquecer, uma coisa sem importância. Aparentaram os aniversários das nossas tias velhotas: novela, chichi, cama.  
Como os sócios já não esperam grandes explicações da parte da Direcção, excepto quando vão à Bola TV, ficámos a aguardar pela Gala, pela inauguração do Museu ou por uma cerimoniazinha evocativa. Provavelmente houve uns brindes na SAD, entre assessores e ajudantes, mas ou foi pouco divulgado ou andei distraído.
Fomos, no entanto, brindados com uma comunicação presidencial da parte da manhã, tipo Chávez hospitalizado, a anunciar uma surpresa e depois, da parte da tarde, um doce que nos serviu, ao menos, para gozar com lagartos e andrades, até ao fim do dia. Não foi mau de todo.
Qual a razão ou razões para este corte com a tradição recente? Sinceramente, não sei. Falta de verba não será, caso contrário não se tinha apostado, há um mês atrás, num clandestino centenário gímnico. Talvez não houvesse paciência para festas e tivessem ficado traumatizados com a quantidade de cadeiras vazias. Talvez.
Na Travessa não temos dinheiro para Galas, nem para os acrílicos. Mas podemos homenagear singelamente aqueles fizeram algo pelo nosso clube no último ano. As categorias são estas:    

  
   
   ·         Casa do Benfica
   ·         Formação
   ·         Projecto do Ano
   ·         Atleta de Alta Competição
   ·         Treinador do Ano
   ·         Inovação
   ·         Modalidade
   ·         Revelação
   ·         Parceiro do Ano
   ·         Futebolista do Ano
   ·         Carreira
   ·         Homenagem





Os vencedores serão divulgados brevemente. Entretanto, valem todas as apostas. 

JL

terça-feira, 5 de março de 2013

A NOITE EM QUE O UNITED SE SENTIU BENFICA


Para quem ainda alimentava algum tipo de ilusão sobre a mentira e os interesses que circulam à volta da chamada “indústria do futebol”, o jogo de hoje em Old Trafford não poderia ser mais elucidativo.
A fava tocou desta vez ao Manchester United, tal como em 2006 havia tocado ao Benfica contra o Barcelona ou o ano passado contra o Chelsea do oligarca Abramovich.

Hoje como então, a UEFA através do apito de um qualquer árbitro sem escrúpulos nem nível, encarregou-se de sentenciar quem pretende ver levantar o mais ambicionado troféu do futebol europeu ao nível de clubes.
Quem não se lembra da forma como em 2006 o Barcelona foi escandalosamente beneficiado em Lisboa e levado ao colo até á final e quem consegue esquecer o roubo miserável de que o Benfica foi alvo nos jogos contra o Chelsea da época passada?

Ao contrário do que, ingenuamente, por vezes fingimos acreditar, os meandros da alta- roda do futebol europeu não assim tão diferentes do fedorento chiqueiro em que o futebol português se atola e chafurda há mais de 30 anos.
Não por acaso, aliás, há personagens comuns: Paiva Brandão, Guilherme Aguiar e Domingos Gomes, todos eles figuras gradas dos luxuosos mas lamacentos corredores da UEFA.
Já para não falar, é evidente, do inefável Proença a quem foi dado justo prémio pelos inestimáveis serviços prestados à causa, sendo também ele, actualmente umas das figuras de referência do futebol europeu, o que muito abona a favor do senhor Platini e amigalhaços.
É isto a Champions League: uma competição sem ponta de verdade desportiva do inicio ao fim, desde o processo de apuramento às eliminatórias decisivas; uma competição mentirosa e não raras vezes viciada que acaba por comprar os clubes pela força do dinheiro, pelos milhões que movimenta e que faz entrar nos seus depauperados cofres.

Ao contrário da velha e saudosa Taça dos Campeões Europeus, uma competição aberta e democrática por natureza, a Champions League é uma competição fechada num modelo competitivo feita à medida dos clube mais fortes e com mais poder junto da superestrutura da UEFA.
Por outras palavras: quantos clubes estranhos ao sistema conseguiram ganhar a Champions desde que foi criado este novo formato em 1992-93 ?


É pois, por tudo isto e porque não tenho memória curta nem embarco na nacional-parolice da histeria “pró Real Madrid” que hoje estou solidário com Alex Ferguson, o tal “Sir” que um dia disse que o Porto era aquela equipa que comprava títulos no supermercado.


 RC


segunda-feira, 4 de março de 2013

AGORA A FRIO

A história por vezes repete-se. Em 24 de Abril de 2005 o calendário da liga portuguesa tinha previsto um Estoril- Benfica. A equipa da linha, querendo aproveitar o fim-de-semana de sol, marca o jogo para o novíssimo estádio do Algarve, para conseguir vender sete vezes mais bilhetes do que venderia na Amoreira. Estávamos a quatro jornadas do fim, o Benfica liderava com 55 pontos, a apenas um estava o improvável Sporting.
No sábado, véspera do jogo do Algarve, a Académica de Coimbra empata em Alvalade. Com a lotação esgotada, o entusiamo cresceu desmedidamente com a possibilidade de se aumentar para 3 pontos a distancia para os lagartos. Quando o Benfica entrou em campo, num ambiente efervescente, ninguém colocava a vitória em causa. No entanto, o Benfica ganhou por 2-1, marcando os dois golos apenas no último quarto de hora do jogo.   
Lembrei-me deste jogo ontem. O Benfica sabia que podia se isolar no comando, a maior parte dos jogadores tinham descansado na quarta, oferecendo ao Quim a possibilidade de fazer mais um estardalhaço (que rima com palhaço, para quando o fim do complexo de inferioridade?), o estádio estava quase cheio de benfiquistas entusiasmados, num ambiente impar. Mas tudo quase se esfumou numa péssima exibição. Salvou-se o resultado, afinal o mais importante.  
Agora a frio, aquilo não é futebol que se apresente, senhor treinado do Benfica. A equipa até começou bem, marcou cedo, mas depois, como tantas vezes no passado, deixou-se enredar na teia do tempo, numa letargia injustificável. Pedeu o controlo do jogo, andou atrás da bola e colocou-se bem a jeito para sofrer uma surpresa desagradável. O que mais me surpreendeu foi o facto de Jorge Jesus, com o intervalo à sua disposição, não conseguir inverter as coisas.
Nem sei se foi cansaço, medo de falhar ou mérito do Beira-mar. O que eu sei é que o Benfica esteve longe, muito longe do normal desta época. Todavia, quero acreditar que como em 2005 a equipa vai a caminho do título, sabendo de antemão que a história não se repete exactamente da mesma forma e que no futebol a única história que vale alguma coisa é a história que fazemos no presente. Quinta-feira é já ali na esquina…
JL

domingo, 3 de março de 2013

AINDA A DESCANSAR ?


Se o objectivo era “apenas” conquistar 3 pontos e ganhar vantagem sobre o Porto, missão cumprida e nada a dizer.

Se, porém, ambicionávamos uma exibição entusiasmante da nossa equipa, que nos fizesse acreditar que a conquista do campeonato é não só possível como provável, então é melhor aguardarmos por melhores dias.

Em Aveiro tivemos um Benfica a cumprir serviços mínimos: apático, pouco ambicioso,sem fio de jogo: sem alma nem alegria.
Uma equipa que não conseguiu, sequer, controlar o jogo contra o último classificado e que por isso arriscou demasiado.

Salva-se o resultado, o que, dir-me-ão, não é pouco.
Verdade, mas a exibição de hoje deixa-me mais preocupado do que esperançado.
 E já agora com uma pergunta por fazer: foi para isto que se entregou de bandeja a meia-final da Taça da Liga ao braguinha ?



RC

DESCARAMENTO; AUSÊNCIA OU FALTA DE VERGONHA

Exemplos? Cosme Machado a querer evitar dar o segundo amarelo ao jogador do Portimonense ontem na tapadinha. Depois desta “contrariedade”, a rapidez supersónica com que expulsou dois jogadores do Benfica. Toda a sua arbitragem, do primeiro ao último minuto.  
As constantes arbitragem ano após anos nas fases finais do campeonato de juniores. A da semana passada contra o Setúbal e a de ontem em Alcochete.  
Mas lata e das grandes é o argumento utilizado da Federação Portuguesa de Patinagem para castigar Edo Bosh com apenas três jogos: “´num ato reflexo e natural (…) abriu o seu braço direito, naturalmente ainda com o stick de jogo na mão (…)”.
JL

sábado, 2 de março de 2013

TIKI-TAKA DISPENSÁVEL


No meio do tabu que se está a criar à volta da renovação de Jesus, duvido que este tiki-taka de meias-palavras e de enigmas entre presidente e treinador traga grandes benefícios ao Benfica, sobretudo nesta altura do campeonato.

Era de todo evitável a conversa de Vieira sobre o treinador e a equipa do próximo ano, até porque esta época está a entrar na fase em que tudo se vai decidir.
Há um campeonato para ganhar e é essencial que no Benfica, todos se concentrem e evitem dispersões, sobretudo à volta de temas que apenas servem para dividir e para alimentar folhetins na comunicação social.

Quero acreditar que todos sabem o que estão a fazer.
Tudo o resto é puro fait-divers cujo beneficiário não é, seguramente, o Benfica.

Faltam 9 finais, a primeira das quais é já amanhã.
Que cada um cumpra o seu dever e o Benfica será campeão!

RC


HOMENS SEM QUALIDADES

Para o Vitó o sucesso é um trauma. Por mais vitórias que tenha no currículo as suas intervenções públicas acabam sempre a falar do Benfica. Nada a fazer, é feitio. Desta vez atirou-se ao Jesus por causa do plantel do Sporting. Acontece que os factos têm uma característica intransponível, são teimosos por natureza e é preciso uma grande dose de desonestidade intelectual, e já agora também de uma grandíssima lata, para vir dizer que jogar com Zezinho, Ilori e Bruma é a mesma coisa do que alinhar com Ínsua, Xandão  e Elias.
O ainda jovem treinador ainda teve tempo para desterrar o Barcelona – Benfica de há uns meses atrás. Falou de um Barcelona B, pretensamente adversário do Glorioso na Liga dos Campeões e de um Barcelona “IÁ” que perdeu com o Real Madrid esta semana.  Disse com uma convicção profunda, de entendedor, que uma e outra equipa só tiveram um jogador em comum, o Puyol.
Azar. Os factos são mesmo teimosos. Eram sete. Sete que jogaram num e noutro jogo. E um deles até foi o Messi.
Já o seu Presidente na noite do clássico na Luz, apresentou, de peito feito, pelo telemóvel, o site da Liga que mostrava uma imaginária vitória do Benfica. Vozeirou, ofendeu, falou em predilecções e cabalas. Tudo televisionado e repetido nos dias seguinte: o velho a apontar o ecrã do telemóvel para as camaras da TV. Obviamente foi levantado processo na liga. Por menos Jesus e Luís Filipe Vieira estiveram meses de castigo. Entretanto, Pinto da Costa cheio de coragem, quando foi chamado à liga, afirmou que não quis prejudicar a imagem da instituição e que não houve mais que um erro. O processo acabou arquivado.
JL