N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


sábado, 11 de maio de 2013

A LUZ E AS RUAS DE LISBOA


Nesta manhã de sábado, a incomparável luz de Lisboa derrama-se generosamente sobre a cidade, fazendo sobressair ainda mais as camisolas vermelhas que se vão vendo um pouco por toda a parte.

O povo benfiquista está com o seu clube: acredita e assume-o com aquele orgulho que só nós temos.

Vemo-nos mais logo.
Nas ruas de Lisboa.


RC

A ARMADILHA

Depois da festa, do champanhe, dos comunicados, das entrevistas e das notícias contraditórias finalmente percebi o que aconteceu na finalíssima do campeonato nacional de Vólei.  
O Espinho comete um erro numa substituição quando estava a dois pontos de fechar o Set. Nem o árbitro nem a mesa dão por isso, ou pelo menos não se quiseram manifestar. Felizmente a nossa equipa técnica estava atenta. Como agora estas coisas são gravadas com som e imagem não foi possível negar. Estiveram ali vários minutos a render a pilula, a engendrar uma saída e quando finalmente o jogo é retomado com o Benfica já na frente, o nosso capitão pede a formação à mesa. Esta presta uma informação errada, a meu ver de forma deliberada. O Benfica ganha o jogo no lance imediato, o árbitro faz sinal de fim de jogo, o Benfica faz a festa com champanhe e confetis.
Passados uns minutos a equipa do Espinho e a mesa avisam que existe erro na formação do Benfica. Era impossível o jogo ser retomado, a festa já estava instalada. Depois foi o que se sabe, comunicados, declarações avulsas, ameaças de abandono e o jogo repetido por um erro da mesa.
Vale a pena continuar numa competição destas?   
JL

FIM DE CICLO


Não, não é o jogo do campeonato, nem o jogo do ano nem qualquer desses clichés de que usa e abusa a nossa cansada imprensa desportiva.
Não é tão tão-pouco uma espécie de guerra da secessão em versão tuga e apenas porque o Benfica é um clube demasiado grande para se confinar a uma região, a um país, a um continente.
São os outros que apesar de todas as apregoadas vitórias, não passam de ratos acantonados no seu cantinho regional, brandindo ódio contra Lisboa, contra o sul, contra tudo o que não seja o seu mísero quintal.

Ao contrário do que muitos pensam, este jogo não decide o campeonato.
O Porto-Benfica de amanhã decide uma era no futebol português.

Ao derrotarmos a intimidação, o clima de terror, as provocações, a batota, os Proenças todos que se atravessam no nosso caminho, abriremos uma nova era no futebol português: a de um Benfica definitivamente forte e corajoso, que não teme, não se submete, não se deixa intimidar.
Seja por palavras sujas de um pseudo-treinador ainda mais sujo,seja por dirigentes corruptos, seja por pedras ou bolas de golfe, seja por tarjas que mais não revelam que desespero e cobardia.

É este Benfica que, estou certo, subirá mais logo ao relvado do Ladrão: disposto a pôr termo a um longo período de trevas e de sujidade no futebol português.
Lutando, acreditando, cerrando os dentes, sofrendo.
Vencendo.

E é esse o Benfica que ficará na história.

RC

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O TOLINHO E OS MILAGRES DE FÁTIMA

Ao tolinho ditaram-lhe uma estratégia, desvalorizar o campeonato. E ele agora não pára. Hoje foi esta: “Títulos de campeão não se compram”, disse o tolinho. Só não lhe colocam a tabuleta de Rei dos ridículos porque estamos em Portugal, onde os jornalistas olham embasbacados para a fatiota imaginário do Rei que vai nu.
Esta estratégia é uma tabua de salvação, não para o treinador, mas para quem, dominando de alto abaixo a estrutura do nosso futebol e investindo como se não houvesse amanhã, tem estado acossado por uns medíocres resultados desportivos.   
Vejamos como se chegou a este estado. Com a saída de Villas- Boas, agarraram num adjunto que andava por ali e promoveram-no na esperança de estarmos perante um terceiro especial. A vaidade é uma coisa tramada e o sucesso uma droga altamente viciante.
A primeira época até começou relativamente bem. Ganhou a Supertaça, esse trofeu sobrevalorizado do nosso futebol, que se resume a um jogo manhoso em época de defeso, num estádio do norte, em que o Porto geralmente ganha. Foi um jogo ganho no limite, com os casos do costume (que admiração), frente a um Vitoria de Guimarães em crise.  
Depois levou 3 da Académica e foi borda fora na taça de Portugal. Na liga dos campeões ficou em terceiro num grupo fraquíssimo sendo recambiado para a liga Europa, onde foi logo eliminado pelo City por uns expressivos 6-1. City que seria logo de seguida eliminado pelo moribundo Sporting.
Quando tudo parecia encaminhar-se para a tragédia cai-lhe o título no colo. O Benfica perde de repente cinco pontos da forma que sabemos e com ajuda da malta do apito cede o lugar de líder ao pior Porto da década. Um milagre que Vítor Pereira bem agradeceu com uma caminhada até Fátima no fim da época.
Entretanto, este ano não foi melhor, apesar do colossal investimento do Papa e da saída de duas pedras fundamentais no fidagal adversário. Também iniciou a época com a habitual vitória na supertaça, uma vitória miserável sobre a Académica com um golo apenas aos 90 minutos. A quantidade de supertaças que o Porto já ganhou em polémica é incrível.  
Mas depois foi o que se viu, eliminado na taça de Portugal pelo Braga, eliminado da liga dos campeões pelo Málaga, perdida a final taça da liga, onde chegou com uma serie de ilegalidades e mais uma vez a tragédia andava em volta do tolinho.
Claro que a incompetência não se publicita, nem na torre das Antas, nem na cofina, nem na avenida da liberdade. Por isso, o Sporting lá fez o papel do idiota útil e serviu-lhes de bandeja o Capela. O silêncio do Benfica fez o resto.
Mas, devido a uma serie de vicissitudes, algumas do campo do sobrenatural, como o facto inexplicável da cegueira colectiva ao nível da arbitragem em relação a uma regra tão básica no futebol como é a mão na bola, o tolinho vê-se na iminência de ser novamente campeão e até, vejam bem, sem qualquer derrota. Os Deuses do futebol devem estar mesmo loucos.  
Se ganhar, este ano não chega uma simples caminhada até Fátima. Para pagar este milagre terá de ser ao pé-coxinho e com uma banana enviada no cú. Daquelas colombianas. Deus protege os tolinhos, mas não para sempre.
JL

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CHELSEA: UM SÚBITO AMOR


Talvez seja mania da perseguição mas quase jurava que nunca na Sportv, ouvi tantos elogios ao Chelsea : desde Benitez até ao outrora bombo da festa de seu nome “El Niño” Torres, houve louvores a rodos para todos.

Num ápice, de flop do ano da Premier League, o Chelsea quase passou a dream team: os milagres que uma final com o Benfica podem operar, são, de facto, um designio do todo-poderoso (não, não é desse que estão a pensar...).

Freitas Lobo, esse, estava extasiado perante a qualidade de um tal Ramires, conhecem???
Enorme jogador, incontestavelmente: vale mais de 50% da equipa do Chelsea.
Perante o que vi e ouvi, não deixo de pensar que quem nos dera a todos que um dia, um jogador como Ramires passasse pelo futebol português: Freitas Lobo tornar-se-ia talvez menos amargo e seguramente menos enigmático na sua algaraviada futeboleira.





RC


terça-feira, 7 de maio de 2013

UM APELO AOS NOSSOS


As críticas ao que de mal foi feito durante a época, chegarão a seu tempo, aconteça o que acontecer.

Por agora, queria apenas pedir ao treinador, aos jogadores, a toda a estrutura, uma só coisa: quando chegarem lá acima, não os olhem nos olhos.
Olhem-nos de cima para baixo, reduzam-nos aquilo que, de facto, são: um clube pequeno, mesquinho, miserável, provinciano, porco.

Somos melhores: somos Benfica!

E já agora, encarem o jogo como uma guerra: é isso que eles fazem e é exactamente disso que se trata.
 Antes de se deitarem, ao levantar, antes das refeições, depois do treino: vejam, revejam, absorvam isto.

Outros tempos, a mesma guerra: do outro lado a mesma escumalha de sempre com os únicos métodos que sabem usar.

Ganhamos, então.
Ganharemos agora.

Viva o Benfica !

RC

domingo, 5 de maio de 2013

ENTRE O LOW COST E O ESTORIL


A cabeça do adepto benfiquista anda sem descanso desde a noite de 5ª feira.
As habituais polémicas sobre a gestão do plantel feita por JJ, a inabitual unanimidade em torno de Tacuara, as correrias tantas vezes disparatadas do Maxi e o fantástico jogador em que se tornou Matic foram substituídas por fóruns, sms’s, mails e intermináveis conversas telefónicas sobre sites de operadores, linhas aéreas de low e high cost e qualquer forma de chegar a Amesterdão por mar, terra ou ar.
Estou até seguro que a maioria do povo benfiquista, não chegou a aperceber-se que na Choupana, o habitual Cosme Machado voltou a apresentar serviço, perante a pouco habitual passividade de Manuel Machado que no fim trocou até abraço cúmplice e sorridente com o Vitó.

Por este dias, qualquer adepto benfiquista está, portanto, apto a tornar-se um operador turístico especializado no mercado dos Países Baixos, com alternativas que vão desde a viagem em machimbombos que provavelmente não passarão de Aveiras de Cima até ao luxo de uma viagem em companhia de bandeira, com direito a refeição e jornal do dia.

Vinte e três anos é de facto muito tempo: uns já esqueceram, outros começam agora a recordar-se e para outros simplesmente é a 1ª vez que se deparam com uma final europeia.
 É, para todos, evidentemente, um momento histórico.

Estou seguro que o nosso treinador e os nossos jogadores têm mais juízo do que nós e que neste momento estarão apenas concentrados num pequeníssimo pormenor: a vitória sobre o Estoril que nos permitirá a ida ao Estádio do Ladrão em estado de graça.
Também eu ando cheio de stress por causa de bilhetes, viagens e ligações para Amesterdão, mas neste momento, mais do que o papelinho mágico que me permitirá entrar na Arena da bela cidade holandesa, o que quero mesmo é ganhar ao Estoril e despachar rapidamente este assunto do campeonato: só assim ficaremos, enfim, descansados e a salvo de qualquer manigância em que o futebol português é pródigo.

Vamos a isso rapazes e contem connosco: que a Luz volte a ser um inferno, amanhã!


RC

A MENSAGEM AINDA NÃO PASSOU

Bem tenta a tropa avançada: o Sousa Tavares, o gajo que quer ir para a câmara do Porto, o gordo habitual e a estrela rock lá do bairro. Eles bem tentam que o Benfica fique no lugar do Porto como o clube mais odiado. É difícil, porque por muitos defeitos que tenham, não vejo os nossos dirigentes com discursos separatistas ou regionalistas, com desprezo pelos adversários ou encarar a competição como uma grave disputa bélica.
Por isso foi delicioso o final do jogo de ontem na Choupana. Será uma das imagens que fica deste campeonato. Os adeptos do Nacional, um clube que até é “amigo”, a gritarem SLB, SLB, Glorioso, SLB e a cara do Vitinho abasbacada. Impagável.
Interessantes foram os comentários do Luís Freitas Lobo. “Isto não é a melhor forma de apoiar o clube”. Pois não, é como o fazem em Alvalade e no Dragão, em que se canta a mesma música, mas com outra letra, mesmo sem o Benfica estar em campo. Isso sim, deve ser a forma de apoiar que defendes.
JL

sábado, 4 de maio de 2013

ERRATA: A DÉCIMA PRIMEIRA FINAL

Dá vontade de repetir até à exaustão. Esta é a 11ª final europeia do Benfica. Para que conste:
Taça Latina: 1950, 1957. 
Taça dos Clubes Campeões Europeus: 1961, 1962; 1963, 1965, 1968, 1988, 1990.
Taça UEFA: 1983.
Liga Europa: 2013.
Enquanto outros contabilizam taças toyotas e vitórias com a camisola de Portugal, o Benfica, por vezes, esquece-se de lutar pelo que já conquistou. 

JL

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A DÉCIMA FINAL

Dá vontade de repetir até à exaustão. Esta é a 10ª final europeia do Benfica. Para que conste:
Taça Latina: 1950.
Taça dos Clubes Campeões Europeus: 1961, 1962; 1963, 1965, 1968, 1988, 1990.
Taça UEFA: 1983.
Liga Europa: 2013.
Enquanto outros contabilizam taças toyotas e vitórias com a camisola de Portugal, o Benfica, por vezes, esquece-se de lutar pelo que já conquistou.

JL

A NOITE EM QUE O BENFICA VOLTOU


Esta foi a noite mágica em que voltei ao velho e mítico Estádio da Luz.

Gritou-se Benfica!Benfica!Benfica!; batemos com os pés no chão até abanar a bancada (bancada? nada disso: o 3º anel, garanto que vi e revivi o meu velho e inesquecível 3º anel!...); abracei companheiros desconhecidos tão desorientados como eu; ri, exultei, gritei como se não houvesse amanhã.

Todos juntos, fomos lá abaixo buscar a equipa ao relvado, tal como aqueles heróis de vermelho colado ao peito, puxaram por nós.

Hoje, reencontrei o Benfica da minha juventude, reaprendi o Benfica dos meus sonhos.

Mais do que voltar a uma final europeia 23 anos depois, a mágica noite de hoje significa o regresso definitivo do grande Benfica, daquele Benfica que um dia conhecemos, pelo qual nos apaixonamos e que sempre soubemos que um dia voltaria.

Aconteça o que acontecer, está de volta.
Para sempre, como sempre.

Viva o Benfica!

RC

quarta-feira, 1 de maio de 2013

OLHÓ BONECO!

Este fuinha, com cara de personagem Disney irrelevante, tão irrelevante que não chegaria a ser um dos sete anões, foi lesto a comentar a conferência de João Gabriel. “Não houve faltas” disse do cimo da sua miopia mental. Acabada a declaração, voltou a ser guardado na caixa das marionetas. Com algum cuidado, para não entrelaçar os fios e ficar sempre pronto a ser usado.
Certamente a mesma caixa em que ficou escondido durante as duas últimas semanas, quando um dos associados da associação que preside foi injustamente crucificado em praça pública.
A APAF é uma entidade curiosa e o facto do seu mais alto órgão ser presidido pelo árbitro Soares Dias é sintomático. Desde que deram cobertura jurídica ao rol de malfeitorias intitulado apito dourado, cada vez mais a ficção ultrapassa largamente a realidade.   
No meu tempo víamos o teatro de robertos na rua. Imagino esta personagem ao sair da caixa ser-lhe aplicado o tratamento habitual. Paulada até mais não, para gaudio da criançada.
Já agora, caro José Gomes, o dia do fantoche é comemorado a 9 de maio. Está quase, aproveite.  
JL


PLATINI VOLTA A ATACAR?

Dá mesmo a ideia que a UEFA não quer o Benfica na final. Mais uma vez um árbitro francês no caminho. Amanhã temos Stéphane Lannoy, que “brilhou” na nossa pesada derrota em Olympiakos (5-1) em 2008. Tenho memória de uma péssima arbitragem. Já não bastava os Proenças, Xistras e Soares Dias de cá.
JL

MANIFESTO

MANIFESTO ANTI – SOUSA TAVARES
(Adaptação do manifesto anti Dantas de Almada Negreiros)

Basta pum basta!
Um jornal, que consente deixar escrever este Sousa Tavares é um jornal que não é um jornal! É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de intrujões e de vendidos!
Abaixo o jornal A Bola!
Calem este Sousa Tavares, calem-no! Pim!
Um director de jornal com este Sousa Tavares a cavalo é um burro impotente!
Um jornal com este Sousa Tavares à proa é uma canoa em seco!
Este Sousa Tavares é um mentiroso!
Este Sousa Tavares saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias para cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!
Este Sousa Tavares pesca tanto de futebol como de física nuclear!
Este Sousa Tavares é um habilidoso!
Este Sousa Tavares veste-se mal!
Este Sousa Tavares usa ceroulas de malha!
Este Sousa Tavares especula e inocula os concubinos!
Este Sousa Tavares é Sousa Tavares!
Este Sousa Tavares é Miguel!
Calem este Sousa Tavares, calem-no! Pim!
Este Sousa Tavares quer ser amigo do médico dos fígados. Encheu uma página de jornal para namorá-lo. E o Barroso vai gostar e aplaudi-lo. Este Sousa Tavares vai agradecer.
Este Sousa Tavares é um aldrabão.
Este Sousa Tavares nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
Este Sousa Tavares é uma crónica dele próprio!
Este Sousa Tavares nu é horroroso!
Este Sousa Tavares cheira mal da boca!
Não é preciso disfarçar-se de cordeiro para atacar como um lobo. Basta não ter escrúpulos nem moral, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado e usar fina ironia e olhos meigos! Basta ser judas!
Calem este Sousa Tavares, calem-no! Pim!
Este Sousa Tavares é o escarnio da consciência!
Se este Sousa Tavares é português eu quero ser espanhol!
Este Sousa Tavares é a vergonha da intelectualidade portuguesa! Este Sousa Tavares é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar este Sousa Tavares!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó deste Sousa Tavares!
Este Sousa Tavares tem a lata de vir falar em escutas telefónicas, de insultos de técnicos e atletas, de irregularidades, de favores governamentais, de sistema e de outras fraudes.
Este Sousa Tavares deve pensar que somos todos atrasados mentais.
Calem este Sousa Tavares, calem-no! Pim!
 JL

terça-feira, 30 de abril de 2013

AFINAL MEXERAM-SE E BEM


É chato, mas os factos são teimosos e muito haveria ainda por dizer. Mas o que tira do sério alguns é como uma equipa que ficou sem o seu meio campo (Javi e Witsel) dias antes do início campeonato, sem o capitão por castigo uns dez jogos (Luisão) e que entretanto não se reforçou, viu anulado o golo da vitória logo na primeira jornada (Braga), foi escandalosamente prejudicado na 4ª jornada (Académica) e na 18ª jornada (Nacional) - por curiosidade 3 dos 4 jogos em que perdeu pontos – pode estar nesta altura com reais possibilidades de chegar ao título.
Esta posição pública do Benfica, se tem algum defeito, chama-se atraso. Mais vale tarde que nunca.   



JL

ANDAMOS TODOS A PENSAR NO 33

JL

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O HOMEM, O CÃO E O ÁRBITRO

Está em qualquer manual de jornalismo para principiantes: a notícia é apenas quando o homem morde o cão porque o contrário sendo normal, não é, obviamente motivo de interesse jornalístico.
A semana passada ficou marcada, como todos sabemos, por um homem que abocanhou furiosamente um cão, ou antes um lagarto, não se comovendo com dúzia e meia de penaltis reclamados pela agremiação do Campo Grande.
Entre mergulhos com elevada nota artística, supostas placagens ou simples aselhice, o tal Capela ter-se-á atrevido a não assinalar qualquer penalty contra o Benfica: um roubo, um escândalo, uma afronta.
E sobretudo uma bela noticia, como não poderia deixar de ser.

Felizmente, tudo voltou ao normal e os cães voltaram a fincar o dente: o Xistra lá deu a ajuda do costume à equipa do Bitó e os choramingas do Lumiar lá recolheram os dividendos da campanha de beneficência lançada após o jogo na Luz: uma expulsão perdoada e o golo da vitória em fora de jogo.
Tudo normal, portanto: nada que dê para uma semana de intermináveis e inflamados debates, declarações de fina ironia e pedidos de cadeira elétrica para os árbitros em questão.

Assim é que é bonito: de más notícias estamos nós fartos.

RC

domingo, 28 de abril de 2013

UM PORQUINHO CHAMADO SERPA


Num artigo de opinião que envergonharia qualquer um dos fundadores ou dos grandes mestres do jornalismo que já passaram por aquela casa, Serpa mostra bem ao ponto a que chegou o jornalismo desportivo em Portugal.

Em “A Bola” de ontem, o  director que faz do anti-benfiquismo primário um autêntico modo de vida, pergunta se “Porto e Benfica estarão mesmo interessados em destruir o sistema e construir algo de sério “.
E mais à frente, continua: “Umas vezes uns, outras vezes outros e sempre os mesmos sacrificados, sendo certo que Porto e Benfica acabarão, sempre, por ter menos razões de queixa”.

Fica, pois, confirmado que para Serpa, é tudo a mesma coisa, sendo Porto e Benfica duas faces da mesma moeda, uma espécie de Dupont e Dupond, daquilo a que se chama “o sistema”.

É tempo, pois, de sabermos tudo: seguramente Serpa terá tido acesso a escutas telefónicas em que Vieira e seus pares falavam de fruta e café com leite para árbitros, em que dirigentes do Benfica falavam de malas com quinhentinhos para árbitros.
Certamente Serpa saberá de árbitros que foram recebidos na casa de Vieira ou em bares de alterne, propriedade de algum dirigente benfiquista.
Evidentemente que Serpa terá bem presente na memória a agressão cobarde de que Carlos Pinhão foi vitima, a mando do presidente do Benfica ou de algum dos seus brutais capangas.
Obviamente que Serpa se recorda bem dos “chitos” de que se orgulhava Adriano Pinto, histórico dirigente da Associação de Futebol de Lisboa e que tanto poder oculto ou não, granjearam ao Benfica.
E claro que Serpa não esquece a fuga de Vieira para a Galiza, previamente avisado por um juiz amigo, como convém.
O célebre “Apito Dourado” nasceu nas profundezas do Estádio da Luz, não foi, Serpa ?

Serpa manipula, desinforma, deseduca, intoxica, confunde.
Deliberadamente, como é óbvio.
Na ressaca de uma semana em que de todos os cantos, desesperados e frustrados vários assestaram baterias contra o Benfica, Serpa junta-se à horda e dá largas ao anti-benfiquismo que, de resto, nunca fez gala em esconder ou dissimular.
Desta vez, em desespero de causa, excedeu-se, porém, recorrendo sem pudor nem vergonha à maior das ofensas e das calúnias, pretendendo meter no mesmo saco um clube sério, honrado, leal, digno com um associação criminosa que nos últimos 35 anos não terá conquistado um único titulo de forma limpa, honesta, sem mácula.

Serpa finge esquecer ou ignorar quem tem sido o grande prejudicado ao longo desta espécie de longa noite em que o futebol português está mergulhado há mais de 3 décadas: o Benfica, obviamente, que quase sempre sozinho tem travado uma batalha nem sempre bem sucedida contra a corrupção, a vigarice, a batota.
Tudo isto, enquanto Serpa ouve deleitado o velho senil a declamar António Nobre.

Serpa é isto mesmo: um traste e um sabujo sem dignidade nem coluna vertebral, que mais não faz do que emporcalhar as páginas, a história e a tradição de um jornal que já foi “A Bíblia” do futebol português e que durante décadas foi uma escola de grandes Homens e de notáveis jornalistas.


RC 

ESTRATÉGIA ERRADA?

O Benfica tem fugido de comentar as arbitragens como o diabo da cruz. Pode ser uma estratégia aceitável, se o intuito for concentrar a equipa apenas no jogo num momento mais que decisivo. Mas é exactamente a mesma estratégia usada no ano passado. Meses de silêncio até à derrota final.
Não me lixem, porque estou farto de ver as imagens. Não houve um único penalti por marcar a favor dos lagartos no último dérbi. É factual. No entanto, mais uma vez, os nossos “amigos” da 2º circular andam há dias de mãos dadas com os andrades, a ocupar páginas dos jornais com a história do Capela. Quanto mais se fala desta história, mais será desculpável um eventual e futuro prejuízo ao Benfica.
Ontem voltou a haver erros no Ladrão, como já é habitual. Ao não ter o reflexo merecido nos jornais é como se não existisse. Aqui é que falha toda a estratégia comunicacional do Benfica. Ao viver entrincheirada no conforto do seu grupo editorial (TV, jornal, revista), o Benfica (os seus atletas e equipas) está completamente abandonado fora desse círculo restrito. O Porto tem O Jogo, o Sporting oficiosamente tem o Record e o Benfica de A Bola só tem a fama, o proveito é apenas para o jornal.
A acrescentar a este panorama existem as televisões. Uma Sport TV permanentemente em guerrilha com o clube e uma RTP infestada de gente formada no Monte da Virgem. Na SIC e TVI o cenário não melhora, visto que foi à RTP que recrutaram muitos dos profissionais.  
Amanhã, quando Benfica entrar nos Barreiros, os nossos jogadores terão de ser indiscutivelmente os melhores. Qualquer hesitação, erro ou azar será aproveitado.  Tenho para mim que este desamparo mediático foi um dos factores da derrocada da época passada. A situação não melhorou. Sintomático é facto de, depois do jogo de ontem do Porto, a única voz a levantar-se, e a ter espaço, ter sido a do Querido Manha. Ao que chegámos.    

PS: Estou a escrever isto e na SIC passa uma reportagem sobre a "sorte" que o Benfica tem tido na Liga Europa. Teve 7 bolas ao poste em 7 jogos, realçaram. Em sete jogos em que só perdemos um e empatámos outro. Por falar em sorte, e que tal se fizessem referencia há quantidade penaltis que neste campeonato marcaram contra o Porto, ou sobre número jogos que o sporting ganhou esta época sem ser com um golo aos últimos minutos. Isso sim é sorte.
Mas sorte, sorte mesmo é existir internet e televisão por cabo com dezenas de canais à disposição.
 
JL