N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


sábado, 18 de maio de 2013

AS NOSSAS MODALIDADES

Mais uma derrota no Ladrão, mais uma derrota com os andrades, mais um campeonato perdido. Desta vez no andebol. É psicológico? O ambiente é um inferno insuperável? Falta-nos convicção? Tudo verdade, mas não só.
Começa com o facto de chegarmos ao Ladrão quase sempre em inferioridade pontual e este facto faz uma enorme diferença. Seja no futebol, no andebol ou no hóquei, as nossas equipas conseguem a proeza de perder o pouco avanço conseguido antes de lá chegar. No caso particular do andebol a seguir a uma difícil, sofrida mas entusiasmante vitoria sobre o Porto em casa, fomos perder com o Aguas-santas e com os lagartos em dois jogos que tivemos praticamente na mão. Foi aqui que o campeonato foi perdido.
Num campeonato que se joga taco a taco a permanente concentração é fundamental. Não deve a haver lugar a descompressões, descontrolos ou brincadeiras. A entrada alucinada do Carlos Martins aos pés do jogador do Estoril, os remates desvairados para a bancada do Cláudio Pedroso, os livres falhados do Cláudio Lopez são a consequência de uma forma de estar colectiva.
Não sei se culpa é da estrutura, da forma aberta como se prepara as competições ou da falta de exigência do corpo directivo para com os profissionais principescamente pagos. Sei que temos jogadores e treinadores que são idolatrados pela Benfica TV sem conseguirem ganhar um único campeonato em várias épocas e isso no Benfica não deve ser aceite.
Obviamente que o ambiente conta e que o nosso pavilhão a maior parte dos jogos parece uma sala de cinema. Mas o que esperar quando os nossos responsáveis têm um politica de horários que é no mínimo incompetente e desleixada? Quando os nossos adeptos sentem-se como num campo de concentração, na sua própria casa, rodeados de seguranças e policia?
Soluções? Fechar modalidades? Voltar para a indigência competitiva do final do século passado? Claro que não. Mas colocar dinheiro em cima dos problemas também não resolve nada.
Para começar as modalidades devem ter um responsável focado na gestão das 5 modalidades de pavilhão, sem distracções. Não um director-geral que ao mesmo tempo é treinador da equipa profissional de basquetebol e nem um vice-presidente que acumula a função com a gestão das casas do Benfica.
Sinceramente acho difícil o Carlos Lisboa, por mais competente que seja, conseguir preparar uma equipa profissional que joga geralmente duas vezes por semana e ao mesmo tempo gerir as outras quatro modalidades, nomeadamente no que diz respeito à relação com os poderes instituídos, ou seja, federações e arbitragem, fundamentais no sucesso final. O mesmo se aplica ao Vice-presidente, não é possível seguir o excelente e importante projecto de expansão das casas e ao mesmo tempo acompanhar cinco equipas profissionais, as da formação e mais as outras duas dezenas de modalidades do clube.
Depois tem de haver um responsável competente pela organização os jogos no pavilhão. Que não encavalite os horários, que os consiga colocar junto aos jogos do futebol e não a acabarem uma ou duas horas antes e que torne agradável uma ida ao pavilhão, transmitindo aos segurança que aquele espaço é dos sócios e que por isso devem ser tratados como VIP que realmente são.
Por fim, não acabando com nenhuma das modalidades de pavilhão, apostar fortemente em apenas três. Perceber que há modalidades que por mais investimento que se faça não se consegue, devido a factores externos ao jogo, o justo retorno em relação ao investimento efectuado. E tenho para mim que o andebol seria uma delas. Talvez durante uns anos apostar apenas na formação.   
Talvez assim se consiga libertar alguns recursos para fazer finalmente o ténis de mesa subir de divisão ou ajudar o râguebi a sair do buraco em que está metido.      
JL

quinta-feira, 16 de maio de 2013

E SE EM SETEMBRO ME DISSESSEM…

E se em Setembro me dissessem que o Benfica ia à final da Liga Europa e dava um banho de bola ao Chelsea? Um banho tão grande que os ingleses, apesar da vitória, pareciam envergonhados nas ruas de Amesterdão. E se me dissessem ainda que entrávamos na última jornada do campeonato com apenas uma derrota e cinco empates? A um ponto do líder. E acrescentassem que íamos ao Jamor ao fim de tantos anos e que apenas não marcávamos novamente presença na final da taça da liga devido à má fortuna nos penáltis? Se me dissessem isto tudo quando eu chorava a saída do Javi Garcia e do Witsel? Quando desesperava por um defesa-esquerdo como deve ser?  
JL

segunda-feira, 13 de maio de 2013

JÁ FOMOS FELIZES EM AMESTERDÃO


A “Travessa” vai a Amesterdão e já volta, cheia de estórias de dias felizes e com o caneco como bagagem de mão.

Vivó Benfica!!!



RC

domingo, 12 de maio de 2013

SPORT LISBOA E BENFICA, O CAMPEÃO

Finalmente o Voleibol voltou à condição de campeão. Parabéns. Foi merecido e serviu a para minimizar a mágoa da noite de ontem. As bruxas deram-nos um pouco de descanso. Avaliemos agora a modalidade e se a mesma tem condições para cumprir o nosso destino, que é o de vencer. 
JL  

DÃO-SE ALVÍSSARAS...


…A quem consiga explicar de forma convincente e lógica, ou seja, não “à la JJ” a entrada desse talento da formação chamado Roderick Miranda, numa altura em que o jogo estava controlado e o Porto estava à mercê do Benfica.

... A quem consiga argumentar que Olá John pese o seu potencial, seja superior a Bruno César ou Nolito e que, sobretudo, esteja à altura de um jogo destes.

…A quem me justificar o ostracismo a que André Gomes foi votado nos últimos tempos.

…A quem me consiga explicar o facto de termos um guarda-redes que nos jogos realmente a doer é incapaz de fazer uma daquelas defesas que valem pontos e dão campeonatos.

… A quem me explique quando é que o Benfica resolve definitivamente o problema dos defesas-laterais, arranjando para a direita uma alternativa válida ao desorientado Maxi e para a esquerda um lateral de raiz que não seja uma adaptação feita à bruta pelo treinador?

…A que me explique como se eu fosse um completo incapaz mental, porque é que neste clube, os jogos com o Porto se tornaram um problema tão grande, tão crónico e tão transversal que bloqueiam jogadores e treinadores, independentemente dos escalões e das modalidades?


…E finalmente, a quem me justifique, explique, argumente, teorize, como é possível perder um campeonato desta maneira.


RC

sábado, 11 de maio de 2013

A LUZ E AS RUAS DE LISBOA


Nesta manhã de sábado, a incomparável luz de Lisboa derrama-se generosamente sobre a cidade, fazendo sobressair ainda mais as camisolas vermelhas que se vão vendo um pouco por toda a parte.

O povo benfiquista está com o seu clube: acredita e assume-o com aquele orgulho que só nós temos.

Vemo-nos mais logo.
Nas ruas de Lisboa.


RC

A ARMADILHA

Depois da festa, do champanhe, dos comunicados, das entrevistas e das notícias contraditórias finalmente percebi o que aconteceu na finalíssima do campeonato nacional de Vólei.  
O Espinho comete um erro numa substituição quando estava a dois pontos de fechar o Set. Nem o árbitro nem a mesa dão por isso, ou pelo menos não se quiseram manifestar. Felizmente a nossa equipa técnica estava atenta. Como agora estas coisas são gravadas com som e imagem não foi possível negar. Estiveram ali vários minutos a render a pilula, a engendrar uma saída e quando finalmente o jogo é retomado com o Benfica já na frente, o nosso capitão pede a formação à mesa. Esta presta uma informação errada, a meu ver de forma deliberada. O Benfica ganha o jogo no lance imediato, o árbitro faz sinal de fim de jogo, o Benfica faz a festa com champanhe e confetis.
Passados uns minutos a equipa do Espinho e a mesa avisam que existe erro na formação do Benfica. Era impossível o jogo ser retomado, a festa já estava instalada. Depois foi o que se sabe, comunicados, declarações avulsas, ameaças de abandono e o jogo repetido por um erro da mesa.
Vale a pena continuar numa competição destas?   
JL

FIM DE CICLO


Não, não é o jogo do campeonato, nem o jogo do ano nem qualquer desses clichés de que usa e abusa a nossa cansada imprensa desportiva.
Não é tão tão-pouco uma espécie de guerra da secessão em versão tuga e apenas porque o Benfica é um clube demasiado grande para se confinar a uma região, a um país, a um continente.
São os outros que apesar de todas as apregoadas vitórias, não passam de ratos acantonados no seu cantinho regional, brandindo ódio contra Lisboa, contra o sul, contra tudo o que não seja o seu mísero quintal.

Ao contrário do que muitos pensam, este jogo não decide o campeonato.
O Porto-Benfica de amanhã decide uma era no futebol português.

Ao derrotarmos a intimidação, o clima de terror, as provocações, a batota, os Proenças todos que se atravessam no nosso caminho, abriremos uma nova era no futebol português: a de um Benfica definitivamente forte e corajoso, que não teme, não se submete, não se deixa intimidar.
Seja por palavras sujas de um pseudo-treinador ainda mais sujo,seja por dirigentes corruptos, seja por pedras ou bolas de golfe, seja por tarjas que mais não revelam que desespero e cobardia.

É este Benfica que, estou certo, subirá mais logo ao relvado do Ladrão: disposto a pôr termo a um longo período de trevas e de sujidade no futebol português.
Lutando, acreditando, cerrando os dentes, sofrendo.
Vencendo.

E é esse o Benfica que ficará na história.

RC

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O TOLINHO E OS MILAGRES DE FÁTIMA

Ao tolinho ditaram-lhe uma estratégia, desvalorizar o campeonato. E ele agora não pára. Hoje foi esta: “Títulos de campeão não se compram”, disse o tolinho. Só não lhe colocam a tabuleta de Rei dos ridículos porque estamos em Portugal, onde os jornalistas olham embasbacados para a fatiota imaginário do Rei que vai nu.
Esta estratégia é uma tabua de salvação, não para o treinador, mas para quem, dominando de alto abaixo a estrutura do nosso futebol e investindo como se não houvesse amanhã, tem estado acossado por uns medíocres resultados desportivos.   
Vejamos como se chegou a este estado. Com a saída de Villas- Boas, agarraram num adjunto que andava por ali e promoveram-no na esperança de estarmos perante um terceiro especial. A vaidade é uma coisa tramada e o sucesso uma droga altamente viciante.
A primeira época até começou relativamente bem. Ganhou a Supertaça, esse trofeu sobrevalorizado do nosso futebol, que se resume a um jogo manhoso em época de defeso, num estádio do norte, em que o Porto geralmente ganha. Foi um jogo ganho no limite, com os casos do costume (que admiração), frente a um Vitoria de Guimarães em crise.  
Depois levou 3 da Académica e foi borda fora na taça de Portugal. Na liga dos campeões ficou em terceiro num grupo fraquíssimo sendo recambiado para a liga Europa, onde foi logo eliminado pelo City por uns expressivos 6-1. City que seria logo de seguida eliminado pelo moribundo Sporting.
Quando tudo parecia encaminhar-se para a tragédia cai-lhe o título no colo. O Benfica perde de repente cinco pontos da forma que sabemos e com ajuda da malta do apito cede o lugar de líder ao pior Porto da década. Um milagre que Vítor Pereira bem agradeceu com uma caminhada até Fátima no fim da época.
Entretanto, este ano não foi melhor, apesar do colossal investimento do Papa e da saída de duas pedras fundamentais no fidagal adversário. Também iniciou a época com a habitual vitória na supertaça, uma vitória miserável sobre a Académica com um golo apenas aos 90 minutos. A quantidade de supertaças que o Porto já ganhou em polémica é incrível.  
Mas depois foi o que se viu, eliminado na taça de Portugal pelo Braga, eliminado da liga dos campeões pelo Málaga, perdida a final taça da liga, onde chegou com uma serie de ilegalidades e mais uma vez a tragédia andava em volta do tolinho.
Claro que a incompetência não se publicita, nem na torre das Antas, nem na cofina, nem na avenida da liberdade. Por isso, o Sporting lá fez o papel do idiota útil e serviu-lhes de bandeja o Capela. O silêncio do Benfica fez o resto.
Mas, devido a uma serie de vicissitudes, algumas do campo do sobrenatural, como o facto inexplicável da cegueira colectiva ao nível da arbitragem em relação a uma regra tão básica no futebol como é a mão na bola, o tolinho vê-se na iminência de ser novamente campeão e até, vejam bem, sem qualquer derrota. Os Deuses do futebol devem estar mesmo loucos.  
Se ganhar, este ano não chega uma simples caminhada até Fátima. Para pagar este milagre terá de ser ao pé-coxinho e com uma banana enviada no cú. Daquelas colombianas. Deus protege os tolinhos, mas não para sempre.
JL

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CHELSEA: UM SÚBITO AMOR


Talvez seja mania da perseguição mas quase jurava que nunca na Sportv, ouvi tantos elogios ao Chelsea : desde Benitez até ao outrora bombo da festa de seu nome “El Niño” Torres, houve louvores a rodos para todos.

Num ápice, de flop do ano da Premier League, o Chelsea quase passou a dream team: os milagres que uma final com o Benfica podem operar, são, de facto, um designio do todo-poderoso (não, não é desse que estão a pensar...).

Freitas Lobo, esse, estava extasiado perante a qualidade de um tal Ramires, conhecem???
Enorme jogador, incontestavelmente: vale mais de 50% da equipa do Chelsea.
Perante o que vi e ouvi, não deixo de pensar que quem nos dera a todos que um dia, um jogador como Ramires passasse pelo futebol português: Freitas Lobo tornar-se-ia talvez menos amargo e seguramente menos enigmático na sua algaraviada futeboleira.





RC


terça-feira, 7 de maio de 2013

UM APELO AOS NOSSOS


As críticas ao que de mal foi feito durante a época, chegarão a seu tempo, aconteça o que acontecer.

Por agora, queria apenas pedir ao treinador, aos jogadores, a toda a estrutura, uma só coisa: quando chegarem lá acima, não os olhem nos olhos.
Olhem-nos de cima para baixo, reduzam-nos aquilo que, de facto, são: um clube pequeno, mesquinho, miserável, provinciano, porco.

Somos melhores: somos Benfica!

E já agora, encarem o jogo como uma guerra: é isso que eles fazem e é exactamente disso que se trata.
 Antes de se deitarem, ao levantar, antes das refeições, depois do treino: vejam, revejam, absorvam isto.

Outros tempos, a mesma guerra: do outro lado a mesma escumalha de sempre com os únicos métodos que sabem usar.

Ganhamos, então.
Ganharemos agora.

Viva o Benfica !

RC

domingo, 5 de maio de 2013

ENTRE O LOW COST E O ESTORIL


A cabeça do adepto benfiquista anda sem descanso desde a noite de 5ª feira.
As habituais polémicas sobre a gestão do plantel feita por JJ, a inabitual unanimidade em torno de Tacuara, as correrias tantas vezes disparatadas do Maxi e o fantástico jogador em que se tornou Matic foram substituídas por fóruns, sms’s, mails e intermináveis conversas telefónicas sobre sites de operadores, linhas aéreas de low e high cost e qualquer forma de chegar a Amesterdão por mar, terra ou ar.
Estou até seguro que a maioria do povo benfiquista, não chegou a aperceber-se que na Choupana, o habitual Cosme Machado voltou a apresentar serviço, perante a pouco habitual passividade de Manuel Machado que no fim trocou até abraço cúmplice e sorridente com o Vitó.

Por este dias, qualquer adepto benfiquista está, portanto, apto a tornar-se um operador turístico especializado no mercado dos Países Baixos, com alternativas que vão desde a viagem em machimbombos que provavelmente não passarão de Aveiras de Cima até ao luxo de uma viagem em companhia de bandeira, com direito a refeição e jornal do dia.

Vinte e três anos é de facto muito tempo: uns já esqueceram, outros começam agora a recordar-se e para outros simplesmente é a 1ª vez que se deparam com uma final europeia.
 É, para todos, evidentemente, um momento histórico.

Estou seguro que o nosso treinador e os nossos jogadores têm mais juízo do que nós e que neste momento estarão apenas concentrados num pequeníssimo pormenor: a vitória sobre o Estoril que nos permitirá a ida ao Estádio do Ladrão em estado de graça.
Também eu ando cheio de stress por causa de bilhetes, viagens e ligações para Amesterdão, mas neste momento, mais do que o papelinho mágico que me permitirá entrar na Arena da bela cidade holandesa, o que quero mesmo é ganhar ao Estoril e despachar rapidamente este assunto do campeonato: só assim ficaremos, enfim, descansados e a salvo de qualquer manigância em que o futebol português é pródigo.

Vamos a isso rapazes e contem connosco: que a Luz volte a ser um inferno, amanhã!


RC

A MENSAGEM AINDA NÃO PASSOU

Bem tenta a tropa avançada: o Sousa Tavares, o gajo que quer ir para a câmara do Porto, o gordo habitual e a estrela rock lá do bairro. Eles bem tentam que o Benfica fique no lugar do Porto como o clube mais odiado. É difícil, porque por muitos defeitos que tenham, não vejo os nossos dirigentes com discursos separatistas ou regionalistas, com desprezo pelos adversários ou encarar a competição como uma grave disputa bélica.
Por isso foi delicioso o final do jogo de ontem na Choupana. Será uma das imagens que fica deste campeonato. Os adeptos do Nacional, um clube que até é “amigo”, a gritarem SLB, SLB, Glorioso, SLB e a cara do Vitinho abasbacada. Impagável.
Interessantes foram os comentários do Luís Freitas Lobo. “Isto não é a melhor forma de apoiar o clube”. Pois não, é como o fazem em Alvalade e no Dragão, em que se canta a mesma música, mas com outra letra, mesmo sem o Benfica estar em campo. Isso sim, deve ser a forma de apoiar que defendes.
JL

sábado, 4 de maio de 2013

ERRATA: A DÉCIMA PRIMEIRA FINAL

Dá vontade de repetir até à exaustão. Esta é a 11ª final europeia do Benfica. Para que conste:
Taça Latina: 1950, 1957. 
Taça dos Clubes Campeões Europeus: 1961, 1962; 1963, 1965, 1968, 1988, 1990.
Taça UEFA: 1983.
Liga Europa: 2013.
Enquanto outros contabilizam taças toyotas e vitórias com a camisola de Portugal, o Benfica, por vezes, esquece-se de lutar pelo que já conquistou. 

JL

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A DÉCIMA FINAL

Dá vontade de repetir até à exaustão. Esta é a 10ª final europeia do Benfica. Para que conste:
Taça Latina: 1950.
Taça dos Clubes Campeões Europeus: 1961, 1962; 1963, 1965, 1968, 1988, 1990.
Taça UEFA: 1983.
Liga Europa: 2013.
Enquanto outros contabilizam taças toyotas e vitórias com a camisola de Portugal, o Benfica, por vezes, esquece-se de lutar pelo que já conquistou.

JL

A NOITE EM QUE O BENFICA VOLTOU


Esta foi a noite mágica em que voltei ao velho e mítico Estádio da Luz.

Gritou-se Benfica!Benfica!Benfica!; batemos com os pés no chão até abanar a bancada (bancada? nada disso: o 3º anel, garanto que vi e revivi o meu velho e inesquecível 3º anel!...); abracei companheiros desconhecidos tão desorientados como eu; ri, exultei, gritei como se não houvesse amanhã.

Todos juntos, fomos lá abaixo buscar a equipa ao relvado, tal como aqueles heróis de vermelho colado ao peito, puxaram por nós.

Hoje, reencontrei o Benfica da minha juventude, reaprendi o Benfica dos meus sonhos.

Mais do que voltar a uma final europeia 23 anos depois, a mágica noite de hoje significa o regresso definitivo do grande Benfica, daquele Benfica que um dia conhecemos, pelo qual nos apaixonamos e que sempre soubemos que um dia voltaria.

Aconteça o que acontecer, está de volta.
Para sempre, como sempre.

Viva o Benfica!

RC

quarta-feira, 1 de maio de 2013

OLHÓ BONECO!

Este fuinha, com cara de personagem Disney irrelevante, tão irrelevante que não chegaria a ser um dos sete anões, foi lesto a comentar a conferência de João Gabriel. “Não houve faltas” disse do cimo da sua miopia mental. Acabada a declaração, voltou a ser guardado na caixa das marionetas. Com algum cuidado, para não entrelaçar os fios e ficar sempre pronto a ser usado.
Certamente a mesma caixa em que ficou escondido durante as duas últimas semanas, quando um dos associados da associação que preside foi injustamente crucificado em praça pública.
A APAF é uma entidade curiosa e o facto do seu mais alto órgão ser presidido pelo árbitro Soares Dias é sintomático. Desde que deram cobertura jurídica ao rol de malfeitorias intitulado apito dourado, cada vez mais a ficção ultrapassa largamente a realidade.   
No meu tempo víamos o teatro de robertos na rua. Imagino esta personagem ao sair da caixa ser-lhe aplicado o tratamento habitual. Paulada até mais não, para gaudio da criançada.
Já agora, caro José Gomes, o dia do fantoche é comemorado a 9 de maio. Está quase, aproveite.  
JL


PLATINI VOLTA A ATACAR?

Dá mesmo a ideia que a UEFA não quer o Benfica na final. Mais uma vez um árbitro francês no caminho. Amanhã temos Stéphane Lannoy, que “brilhou” na nossa pesada derrota em Olympiakos (5-1) em 2008. Tenho memória de uma péssima arbitragem. Já não bastava os Proenças, Xistras e Soares Dias de cá.
JL

MANIFESTO

MANIFESTO ANTI – SOUSA TAVARES
(Adaptação do manifesto anti Dantas de Almada Negreiros)

Basta pum basta!
Um jornal, que consente deixar escrever este Sousa Tavares é um jornal que não é um jornal! É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de intrujões e de vendidos!
Abaixo o jornal A Bola!
Calem este Sousa Tavares, calem-no! Pim!
Um director de jornal com este Sousa Tavares a cavalo é um burro impotente!
Um jornal com este Sousa Tavares à proa é uma canoa em seco!
Este Sousa Tavares é um mentiroso!
Este Sousa Tavares saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias para cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!
Este Sousa Tavares pesca tanto de futebol como de física nuclear!
Este Sousa Tavares é um habilidoso!
Este Sousa Tavares veste-se mal!
Este Sousa Tavares usa ceroulas de malha!
Este Sousa Tavares especula e inocula os concubinos!
Este Sousa Tavares é Sousa Tavares!
Este Sousa Tavares é Miguel!
Calem este Sousa Tavares, calem-no! Pim!
Este Sousa Tavares quer ser amigo do médico dos fígados. Encheu uma página de jornal para namorá-lo. E o Barroso vai gostar e aplaudi-lo. Este Sousa Tavares vai agradecer.
Este Sousa Tavares é um aldrabão.
Este Sousa Tavares nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
Este Sousa Tavares é uma crónica dele próprio!
Este Sousa Tavares nu é horroroso!
Este Sousa Tavares cheira mal da boca!
Não é preciso disfarçar-se de cordeiro para atacar como um lobo. Basta não ter escrúpulos nem moral, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado e usar fina ironia e olhos meigos! Basta ser judas!
Calem este Sousa Tavares, calem-no! Pim!
Este Sousa Tavares é o escarnio da consciência!
Se este Sousa Tavares é português eu quero ser espanhol!
Este Sousa Tavares é a vergonha da intelectualidade portuguesa! Este Sousa Tavares é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar este Sousa Tavares!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó deste Sousa Tavares!
Este Sousa Tavares tem a lata de vir falar em escutas telefónicas, de insultos de técnicos e atletas, de irregularidades, de favores governamentais, de sistema e de outras fraudes.
Este Sousa Tavares deve pensar que somos todos atrasados mentais.
Calem este Sousa Tavares, calem-no! Pim!
 JL