N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

LES JEUX SONT FAITS

Enquanto nós estamos ocupados a questionar o presidente, o João Gabriel, o Cardozo e a discutir se Jesus deve ficar ou sair, ir ficando ou ir andando, o Porto vai tranquilamente pagando favores e tratando de garantir atempadamente a conquista do campeonato 2013-2014.

Pedro Emanuel está já colocado no Arouca.
Estoril e Paços de Ferreira foram já premiados pelos bons serviços prestados.
Fica apenas a faltar o empréstimo desinteressado de 2 ou 3 jogadores ao Nacional do amigo Manuel Machado, para a época 2012-2013 ficar definitivamente encerrada e a próxima devidamente encaminhada.

Les jeux sont faits!


RC 




quarta-feira, 29 de maio de 2013

QUAL É A PRESSA?

O Benfica tem um plantel grande e tem uma lista de jogadores sob contrato colossal. Já contratou meia dúzia de sérvios e até um jovem paraguaio. Que saibamos, com excepção daqueles que findam contrato, não saiu ninguém. Não entendo por isso o stress mediático sobre a situação do Jorge Jesus.
Virá algum mal ao Mundo (benfiquista, pois claro), se o dilema Vieirista se mantiver até meados do mês que vem? Claro que não, a estrutura da SAD deve trabalhar a médio/longo prazo e não sobre o imediato. O plantel da próxima época deve (ou devia) estar a ser trabalhado independentemente do treinador. Se for o Jesus, a estratégia foi certamente montada com o seu aval, se for outro, tem mais que tempo para fazer alguns acertos.
Parece-me que a urgência da resolução do problema Jesus reside mais a norte, onde mora alguém que tem um treinador medíocre mas que foi campeão nacional e que tendo pressa e desejo de o despachar, está entalado entre as hipóteses de colocação do mesmo e o perigo de não conseguir um estrondoso substituto, que dê moral aos adeptos.
Traduzindo: Como Pinto da Costa não pode despedir um treinador campeão, a única hipótese é simular um interesse externo mais vantajoso financeiramente para o Pereira. Assim sendo, graças ao seu amigo Mendes, a colocação para o Pereira em alguns clubes médios da Europa é neste momento uma realidade, mas o peidoso só o dispensa se tiver oportunidade de agarrar o Jesus, caso contrário prefere mantê-lo. Entretanto enquanto não vê fumo branco da Luz, as janelas de oportunidades para o Pereira podem se ir fechando e em consequência disso, o Pintinho ficar com o menino nos braços. Faço ideia os telefonemas para as redacções de “fontes seguras”.
JL


JESUS NO PORTO

Os blogues a duas mãos (ou quatro) têm destas coisas. Opiniões por vezes divergentes ou mesmo opostas. Sobre Jesus o que eu desejava era vê-lo assinar pelo FCP. Conseguir um contrato milionário como o tem na Luz, ter todo o poder sobre a estrutura do futebol como sempre o desejou, gerir os ativos do clube a seu belo prazer como o fez nestes quatro anos de águia ao peito.  
Claro que alguém falhou no processo. Não se deixa uma renovação dependente do resultado de um jogo, mesmo que seja uma final, aliás, especialmente sendo uma final. É dos livros. Se a culpa é do presidente e das suas habituais hesitações ou se foi mais um esquema jesuíta para sacar uns cobres ou ver se vinha um convite da estranja, não sei. O que sei é que mesmo com a derrota na taça se a renovação tivesse sido resolvida o nível da discussão era outro.
Mas não foi decidido ou pelo menos anunciado formalmente. Com a agravante do Presidente garantir numa entrevista que sim, que estava tudo definido e menos de 24 horas depois o messias vir dizer que talvez seja assim mas ainda vai pensar. Porque o grande Jorge Jesus, um dos treinadores mais bem pagos da Europa, não está dependente do seu empregador.  
Jorge Jesus não é um extraterrestre (embora às vezes pareça). Existem outros seres humanos e a viver em Portugal com capacidade para gerir uma equipa de futebol. O que não existe, que me lembre, é um clube com esta dependência sobre um treinador, nem mesmo o Mourinho o conseguiu. E sejamos francos, o pior que pode acontecer ao Benfica é passar mais ano em branco, que por acaso foi o que aconteceu exatamente com o Jesus no comando.
Sinceramente, gostava de o ver no FCP. E já agora que leve o Manuel Sergio para o guiar espiritualmente que já não o posso ouvir.   
JL

ÚLTIMA OPORTUNIDADE ?

Não poucas vezes, tenho sido tremendamente crítico em relação a Jesus, a última das quais há exactamente 2 dias, ainda a quente e ressacado depois de uma impensável derrota na final da Taça.

O que está escrito é, felizmente, indelével e assumido também.
Foi a minha opinião naquele momento, perante aquelas circunstâncias.

Pode, por isso, parecer profundamente contraditório que neste momento apareça a defender a renovação com Jorge Jesus.
Não o faço por ser simplesmente “do contra” ou por gostar de ser diferente mas tão-somente por achar que, apesar de tudo, é a opção que menos riscos comporta para uma entidade que está bem acima de todos nós: o Sport Lisboa e Benfica.

 Dos defeitos de Jesus, muito fui falando ao longo de 1 ano de blogue e muitas vezes nos piores momentos: contra a corrente, quando muitos o endeusavam.
Que fique também claro que, na minha modesta opinião, Jesus é o principal responsável (a palavra culpado remete-nos para uma espécie de tribunal do Santo Oficio que não me agrada particularmente…) pela perda do campeonato e da Taça de Portugal.

A questão é que, ao não renovar com Jesus, o Benfica está a deitar tudo fora: a água do banho, o bebé e a própria banheira.
Mais do que um risco, um enorme desperdício, de que, duvido, o clube se possa dar ao luxo neste momento.

Ao não renovar com o Jesus, obviamente que o Benfica não acaba: Jesus passará, agora, amanhã ou daqui a 5 anos e o Benfica continuará enorme como sempre foi, acima de qualquer treinador, presidente ou sócio.

Trata-se apenas de uma questão de risco e de termos todos consciência de que podemos dar vários passos atrás (e nesta conjuntura talvez irreversíveis) se nos atirarmos de cabeça para uma solução tipo Quique Flores ou Ronald Koeman.
Sejamos claros: não há neste momento um único treinador estrangeiro de topo que esteja disponível para se enfiar no campeonato português: os melhores já têm, obviamente, clube.
Por outro lado, o futebol português está completamente armadilhado: são necessários anos para entender como funciona esta complicada teia.
Tudo tempo que não há, como é óbvio.

O mercado nacional, é por seu lado, curto, estando também cheio de minas e armadilhas.
As soluções sugeridas pela imprensa poderiam ser a solução num clube estabilizado e com cultura de vitória, o que como sabemos e infelizmente para nós, está muito longe de ser o caso.

Defendo, por isso a continuidade de Jesus: se calhar por ser uma espécie de mal menor; possivelmente por se temer menos o que já se conhece.
Consciente, porém de que, a continuar terá tolerância zero: para disparates, para invenções, para mais bazófias, robertadas  emersonices e melgarejadas.
Ou seja, terá que ter aquilo a que em bom português se chama rédea curta.

Uma estrutura séria, altamente profissional e verdadeiramente benfiquista na assumpção e transmissão dos valores do clube e todos iremos perceber que não custa nada pôr Jorge Jesus na linha e impedi-lo de fazer os disparates que uma, duas e três vezes deitaram tudo a perder.
É a hora certa para o fazer e assim sendo, estes malditos últimos 15 dias não terão sido totalmente perdidos.

Aliás, talvez seja mesmo a última oportunidade...

RC


segunda-feira, 27 de maio de 2013

UM ANO DEPOIS

Um ano de blogue, que até passou despercebido tal a intensidade das últimas semanas. Cento e setenta e seis posts e mais de cento e quarenta mil visualizações depois, o Benfica de Jesus ainda não ganhou nenhum troféu oficial. A realidade é esta. Parece-me que o arriscado não é mudar, é manter a aposta. Mas se essa for a vontade da SAD, que saiba que o espaço para errar será do tamanho de um alfinete.
JL

O TREINADOR

É este o treinador mais caro da história do Benfica.
É este o treinador que teve à sua disposição os maiores orçamentos do futebol do Benfica.
É este o treinador responsável por algumas das maiores humilhações da história do Benfica.
É este o treinador que insiste em absurdos até à exaustão e depois deixa-os cair, apenas pelo instinto básico da (sua) própria sobrevivência: César Peixoto, Roberto, Emerson, sendo Melgarejo a sua mais recente vitima.
É este o treinador que ostraciza bons jogadores apenas porque sim: Nolito, lembram-se?
É este o treinador que ignora jovens jogadores da formação apenas porque não têm mais de 1,90m ou não falam castelhano: Miguel Vítor, Miguel Rosa são 2 exemplos óbvios.
É este o treinador que na mesma época lança jovens jogadores para depois subitamente os deixar cair: André Gomes diz-vos alguma coisa?
É este o treinador que se crê um iluminado, mas que é incapaz de gerir a posse de bola durante 3 minutos decisivos no Porto ou contra um Guimarães absolutamente banal.
É este o treinador que durante 3 anos deixou o Benfica refém de um gigantesco embuste: o receio irracional de vê-lo ir para o Porto ganhar campeonatos. Como se qualquer Vítor Pereira não fosse capaz de o fazer…
É este o treinador (viu-se hoje com Cardozo como já se tinha visto antes com Enzo) que deixou de ser líder ao perder o respeito dos seus jogadores: acontece inevitavelmente a quem não respeita.
É este o treinador que não consegue abordar um jogo com o Porto de forma competitiva e mentalmente adequada: a habitual bazófia dá lugar a uma cobardia inexplicável. Ou não…
É este o treinador que consegue o milagre de entregar 2 campeonatos que os adversários deram como perdidos e não, as arbitragens não explicam tudo, sobretudo esta época.
É este o treinador que, apesar da míngua de títulos, consegue manter um clube como o Benfica numa espécie de encantamento irracional: todos nós, no fundo, continuamos à espera que um Bella Gutman nos caia do céu aos trambolhões…
É este o treinador que é completamente incapaz de fazer a gestão de um plantel ao longo de uma época, espremendo jogadores até à exaustão e ignorando outros.
É este o treinador que poderia ter tido o Benfica a seus pés mas que por arrogância, pretensiosismo, ignorância, incapacidade e falta de humildade deitou tudo a perder.

Foi este o treinador do Benfica durante 4 épocas.
Foi.



RC

NÃO HÁ CONDIÇÕES

Jorge Jesus já não tem as mínimas condições para continuar no Benfica. Para mim até é fácil dizê-lo, pois foi um treinador que nunca me agradou e já o demonstrei em alguns posts. No entanto, reconheço-lhe aspectos muito positivos, designadamente a forma afirmativa como a equipa por vezes joga e o seu trabalho na potencialização de certos jogadores. Falta saber se estes aspectos positivos são totalmente mérito seu ou despontaram também devido ao facto de, pela primeira vez de há muitos anos para cá, o Benfica ter tido quatro anos de estabilidade técnica.
Uma equipa não é uma entidade una. É um conjunto de jogadores, cada um com a sua capacidade técnica e física, vontade, motivação, desejos e ambição. A forma como é liderada é condição essencial para estimular ou não as particularidades de cada um dos elementos. Assim, o líder é o principal responsável pelos resultados. E se por um golo se ganha, por um golo se perde e desde o primeiro ano que Jesus apenas nos tem dado umas taças da liga e este ano nem isso. A nível competitivo o insucesso é total.
A responsabilidade do treinador não é só descendente, é igualmente para no sentido cimeiro da estrutura. De quem é responsabilidade do Benfica ter mais uma vez estado uma época inteira sem lateral-esquerdo? Foi o treinador que não quis ir buscar ninguém ou foi a SAD que ficou sem dinheiro após o gastar nos Deversons desta vida? Seja qual for a resposta Jorge Jesus tem responsabilidade. No mínimo tem a culpa de não se impor. E podia falar ainda dos emprestados, do facto do Matic não ter um suplente à altura, do meio campo ser um deserto com apenas dois oásis, dos jogadores que aparecem e desaparecem da equipa sem critério visível como o André Gomes e o Urreta, dos protegidos incompreensíveis e que nos desesperam.
Jorge Jesus não consegue construir uma equipa equilibrada. Todos os anos temos novelas tristes. Desde o César Peixoto, passando pelo Emersson, pelo Roberto, pelo Roderick, até àquele guarda-redes brasileiro que foi buscar ao Belenenses e que anda por aí emprestado e que por acaso tem o mesmo empresário que ele. Tanta preparação, tanta conversa sobre projecto e estratégia e acaba a época com um médio, que por vezes joga lateral-direito, a jogar a lateral-esquerdo.  
Com a derrota de hoje e a miserável exibição, não tenho duvidas que moralmente Jorge Jesus chegou ao fim da linha. A equipa, depois dos desaires que temos sofrido, não pode jogar desta forma. Num dia em que apesar de tudo o que se tem passado, os benfiquistas encheram de enorme entusiasmo as matas do Jamor. Não merecíamos. Que Luís Filipe Vieira saiba abrir-lhe a porta da saída sem lhe ter de pagar uma choruda indemnização. Há tantos treinadores no Mundo.
JL

domingo, 26 de maio de 2013

ENTRE O DESPREZO E O NOJO

Artur?
Jesus?

À vez, vão brincar com a senhora que desgraçadamente os pôs neste miserável mundo.

Depois disso, peçam humildes desculpas por terem tido a honra de vestir o manto sagrado.

RC

sábado, 25 de maio de 2013

DESPERDÍCIO AO CESTO

Só procura incessantemente a vitória quem odeia perder. Será que no Benfica ainda odiamos perder? Dantes nada nos doía mais que ficar em segundo. Se ainda é assim, não sei. O que sei é que não gostei nada de perder o jogo de basquetebol com a académica. Jogo que nos dava um título nacional.
Mais uma vez, desleixadamente, o Benfica deixa fugir a vitória e adia o título que já estava na mão. Ainda mais em directo num canal transformado numa imensa académica TV, com os comentadores em êxtase com a recuperação dos da casa.
O Benfica vai certamente ser campeão, mas não posso deixar de lamentar estas derrotas contra equipas cujo orçamento é infinitamente inferior. Uma dessas derrotas até já nos custou a taça de Portugal deste ano. No basquetebol do clube, existe uma clara desproporcionalidade entre o investimento e os resultados e a culpa tem de ser de alguém. Com esta equipa e com o panorama geral da modalidade em Portugal ter uma derrota na época inteira era demais, quanto mais esta serie de deslises.
Depois do ter também assistido ao futsal, não preciso de ver mais para concluir que ou as modalidades do clube levam uma volta ou vamos continuar a desperdiçar dinheiro como se o tivéssemos com fartura.
JL

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O MARQUÊS, O POVO E O BUSINESS


Haja quem, nestes dias amargos como nunca, esfregue as mãos de contentamento.
Contado por alguém com anos e responsabilidades na estrutura, o ano foi excelente. Quem diria?
Foi, no entanto, assim: bons e fartos negócios entre venda de jogadores de que a equipa acabou por não se ressentir (diz ele…), um empréstimo obrigacionista que foi um sucesso, novos negócios para a BTV e a marca a vender como nunca.
Claro que não há bela sem senão e o tecnocrata em questão diz que só faltou “mandar o povo para o Marquês”.
Uma pena, portanto: com o aparvalhado povo no Marquês, a marca tinha valorizado ainda mais, os jogadores também, novos e grandes negócios se avizinhariam porque a nora não pode parar, pelo menos enquanto houver povo para andar à volta.

No entanto, o povo anda triste.
Foi em festa para a festa e veio da festa destroçado, embora orgulhoso.
De avião, de carro, de carrinha, de autocarro, de comboio, percorreu meia Europa atrás de um sonho e tudo apenas 5 dias depois de um enorme pesadelo que lhe continua a atormentar a alma.
Povo tremendo, este.

Daqui a 5 dias lá estará de novo na festa, perdoando ao seu amor de sempre e fingindo que esqueceu tudo.
De alma lavada e pronto para outra.
Oxalá não seja ingrato e continue a valorizar a marca.

RC



quarta-feira, 22 de maio de 2013

O ENCANTADOR DE GIRAFAS

O que é que o Miguel tem, ou melhor, o que é que o Miguel não tem? Tem atitude, autentica carraça em campo (olha, escrevi carraça), tem remate, faz golos em barda, tem técnica, assiste como poucos. Várias vezes melhor em campo, várias épocas o melhor jogador da divisão de honra.
Não sendo um Aimar, talvez lhe falte altura para jogar no Benfica. O Enzo não deve ser mais alto e o Sálvio até deve ser mais baixo, mas são argentinos e têm essa qualidade. Qualidade que não tinha o Nolito, baixote e só castelhano. Sorte dos bem alimentados Jardel e Roderick, nem a falta de jeito com os pés lhes retira predicados. Bem-aventurados os grandes de corpo, porque deles é o reino de Jesus. Já o Miguel Vítor coitado.
Agora que a parabólica da aroeira emperrou virada para um canal desportivo Sérvio, azar do Miguel não ter nascido nos arredores de Belgrado e não ser primo do Matic. Como já é velho para a B, vão entregá-lo de bandeja a um qualquer Estoril da nossa praça, daquelas equipas que cerraram bem os dentes contra nós e fecharam os olhos contra os outros. Num negócio a meter os Michel e Luisinhos desta vida. Eles dirão felizes: “São Rosas senhor” e muito me engano e o Miguel aparecerá mais a norte e na selecção daqui a dois anos. Já vi este filme.
JL

segunda-feira, 20 de maio de 2013

PREPARADOS PARA UMA NOVA ERA?

Entrámos numa nova era do futebol português. Algo que se vinha adivinhando há uns anos para cá mas que agora parece clarinho como água. Vêm aí tempos de bipolarização. Como aconteceu em grande parte dos anos 80. Com o Sporting moribundo e o Braga em fase descendente, o Benfica e Porto podem vir a dividir os próximos títulos e trofeus. Taco a taco. Saiba o Benfica não cometer os erros que cometeu nessa década.
O pior que podia acontecer ao Benfica, neste momento, era deitar tudo a perder. Começar de novo. Do zero. Reformular a equipa como muitas vezes fez o Manuel Damásio, com a ânsia da rápida  vitória.
Como aqui já foi referido, devido a contingências inesperadas do mercado (saídas de Witsel e Javi) e a teimosias do Jesus (época inteira com laterais esquerdos adaptados) o Benfica partiu para este campeonato bem atrás do Porto. Por isso, uma vitória no campeonato seria sempre algo digno de registo, do campo da superação. Se juntarmos o facto de termos conseguido chegar à final de duas longas competições e à meia-final de outra, entramos no campo do assombro.  Mas ia acontecendo. Estivemos à distância de um pontapé de conseguir uma época histórica. Alguém tem dúvidas que fora da Europa bem cedo, não empatávamos com o Estoril?
Perder isto tudo, numa atitude “Damasiana” é voltar ao início das escadas, porque tropeçamos no último degrau. O que Benfica tem é de conservar a equipa tipo. Vender um, no máximo dois jogadores e reforçar duas ou três posições com titulares indiscutíveis ou quase. Um defesa-esquerdo de classe, um trinco de muita qualidade para suplente do Matic e caso saia o Garay, um defesa-central do mesmo nível. O resto é aproveitar um ou dois da equipa B, mais um ou dois dos emprestados e manter a qualidade de jogo.
Jorge Jesus? Com todos os defeitos, e tem muitos, tem todas as condições para continuar, se assinar o contrato, no máximo até ao dia 27 de maio. Mais que isso é andar a gozar.
JL

domingo, 19 de maio de 2013

ONDE PARAM OS VALENTÕES ?


Os 200 ou 300 valentões que adoram atirar petardos e sobrecarregar o clube com multas e castigos, insultar o presidente e tentar subverter assembleias gerais com ganzas, votos passados de baixo para cima e de cima para baixo, foram hoje incapazes de ir até ao Marquês de Pombal e debaixo de qualquer pretexto por mais ridículo que fosse, impedir que poucas dezenas de andrades nojentos conspurcassem a rotunda que é o coração de Lisboa com urros animalescos, graçolas de mau gosto e insultos ao SLB.

Onde estariam, então, os valentões do costume, que não se cansam de gritar que o “Benfica é deles”?

O Benfica é também isto e infelizmente para nós.
Quando não há petardos para rebentar nem presidente ou treinador para insultar, o Sport Lisboa e Benfica é coisa de somenos para este tipo de gente.

RC

EXORCISMO EM VILA DO CONDE

O título nacional conseguido ontem pelos juniores tem mais importância do que o próprio encerra. Primeiro é um ligeiro safanão moral numa semana inacreditável a nível competitivo. Começou com o golo dos andrades ao último minuto nos mesmos juniores, continuou com saga dos golos sofridos aos 92 minutos nos seniores, na sexta a derrota no andebol precisamente pela diferença que o Porto necessitava para se tornar campeão e já neste sábado a humilhação do hóquei no Ladrão caixa. Espera-se por isso que esta vitória seja uma coisa estilo exorcista.
Segundo porque se há escalão em que o Benfica, nas últimas épocas, tem sido sistematicamente prejudicado pelas arbitragens e não só, é os juniores. Se num ano somos colocados fora pela rabula das pedras, no outro é por arbitragens do outro Mundo, como foi o caso do jogo de Braga no ano passado. E que boas equipas temos tido.
Este ano já houve algumas novelas no Seixal, com expulsões e penaltis por marcar mas a equipa acaba por fazer dos obstáculos forças e vencer com inteira justiça, porque pelo que vi, somos mesmo a melhor equipa.
JL

sábado, 18 de maio de 2013

O COMPLEXO


Depois do andebol, a derrocada do hóquei por inacreditáveis, vergonhosos e humilhantes 7-3.
No local do costume, obviamente.

Criou-se neste clube um gigantesco e aparentemente inultrapassável complexo chamado Futebol Clube do Porto.
Ou o abordamos de uma vez por todas mas de forma séria e profissional, ou de nada serve andarmos a desperdiçar milhões com contratações inúteis para termos os mesmos resultados de sempre.

Ao complexo fêcêpê voltaremos um destes dias.
Entretanto, no universo das modalidades urge um valente murro na mesa.


RC

AS NOSSAS MODALIDADES

Mais uma derrota no Ladrão, mais uma derrota com os andrades, mais um campeonato perdido. Desta vez no andebol. É psicológico? O ambiente é um inferno insuperável? Falta-nos convicção? Tudo verdade, mas não só.
Começa com o facto de chegarmos ao Ladrão quase sempre em inferioridade pontual e este facto faz uma enorme diferença. Seja no futebol, no andebol ou no hóquei, as nossas equipas conseguem a proeza de perder o pouco avanço conseguido antes de lá chegar. No caso particular do andebol a seguir a uma difícil, sofrida mas entusiasmante vitoria sobre o Porto em casa, fomos perder com o Aguas-santas e com os lagartos em dois jogos que tivemos praticamente na mão. Foi aqui que o campeonato foi perdido.
Num campeonato que se joga taco a taco a permanente concentração é fundamental. Não deve a haver lugar a descompressões, descontrolos ou brincadeiras. A entrada alucinada do Carlos Martins aos pés do jogador do Estoril, os remates desvairados para a bancada do Cláudio Pedroso, os livres falhados do Cláudio Lopez são a consequência de uma forma de estar colectiva.
Não sei se culpa é da estrutura, da forma aberta como se prepara as competições ou da falta de exigência do corpo directivo para com os profissionais principescamente pagos. Sei que temos jogadores e treinadores que são idolatrados pela Benfica TV sem conseguirem ganhar um único campeonato em várias épocas e isso no Benfica não deve ser aceite.
Obviamente que o ambiente conta e que o nosso pavilhão a maior parte dos jogos parece uma sala de cinema. Mas o que esperar quando os nossos responsáveis têm um politica de horários que é no mínimo incompetente e desleixada? Quando os nossos adeptos sentem-se como num campo de concentração, na sua própria casa, rodeados de seguranças e policia?
Soluções? Fechar modalidades? Voltar para a indigência competitiva do final do século passado? Claro que não. Mas colocar dinheiro em cima dos problemas também não resolve nada.
Para começar as modalidades devem ter um responsável focado na gestão das 5 modalidades de pavilhão, sem distracções. Não um director-geral que ao mesmo tempo é treinador da equipa profissional de basquetebol e nem um vice-presidente que acumula a função com a gestão das casas do Benfica.
Sinceramente acho difícil o Carlos Lisboa, por mais competente que seja, conseguir preparar uma equipa profissional que joga geralmente duas vezes por semana e ao mesmo tempo gerir as outras quatro modalidades, nomeadamente no que diz respeito à relação com os poderes instituídos, ou seja, federações e arbitragem, fundamentais no sucesso final. O mesmo se aplica ao Vice-presidente, não é possível seguir o excelente e importante projecto de expansão das casas e ao mesmo tempo acompanhar cinco equipas profissionais, as da formação e mais as outras duas dezenas de modalidades do clube.
Depois tem de haver um responsável competente pela organização os jogos no pavilhão. Que não encavalite os horários, que os consiga colocar junto aos jogos do futebol e não a acabarem uma ou duas horas antes e que torne agradável uma ida ao pavilhão, transmitindo aos segurança que aquele espaço é dos sócios e que por isso devem ser tratados como VIP que realmente são.
Por fim, não acabando com nenhuma das modalidades de pavilhão, apostar fortemente em apenas três. Perceber que há modalidades que por mais investimento que se faça não se consegue, devido a factores externos ao jogo, o justo retorno em relação ao investimento efectuado. E tenho para mim que o andebol seria uma delas. Talvez durante uns anos apostar apenas na formação.   
Talvez assim se consiga libertar alguns recursos para fazer finalmente o ténis de mesa subir de divisão ou ajudar o râguebi a sair do buraco em que está metido.      
JL

quinta-feira, 16 de maio de 2013

E SE EM SETEMBRO ME DISSESSEM…

E se em Setembro me dissessem que o Benfica ia à final da Liga Europa e dava um banho de bola ao Chelsea? Um banho tão grande que os ingleses, apesar da vitória, pareciam envergonhados nas ruas de Amesterdão. E se me dissessem ainda que entrávamos na última jornada do campeonato com apenas uma derrota e cinco empates? A um ponto do líder. E acrescentassem que íamos ao Jamor ao fim de tantos anos e que apenas não marcávamos novamente presença na final da taça da liga devido à má fortuna nos penáltis? Se me dissessem isto tudo quando eu chorava a saída do Javi Garcia e do Witsel? Quando desesperava por um defesa-esquerdo como deve ser?  
JL

segunda-feira, 13 de maio de 2013

JÁ FOMOS FELIZES EM AMESTERDÃO


A “Travessa” vai a Amesterdão e já volta, cheia de estórias de dias felizes e com o caneco como bagagem de mão.

Vivó Benfica!!!



RC

domingo, 12 de maio de 2013

SPORT LISBOA E BENFICA, O CAMPEÃO

Finalmente o Voleibol voltou à condição de campeão. Parabéns. Foi merecido e serviu a para minimizar a mágoa da noite de ontem. As bruxas deram-nos um pouco de descanso. Avaliemos agora a modalidade e se a mesma tem condições para cumprir o nosso destino, que é o de vencer. 
JL  

DÃO-SE ALVÍSSARAS...


…A quem consiga explicar de forma convincente e lógica, ou seja, não “à la JJ” a entrada desse talento da formação chamado Roderick Miranda, numa altura em que o jogo estava controlado e o Porto estava à mercê do Benfica.

... A quem consiga argumentar que Olá John pese o seu potencial, seja superior a Bruno César ou Nolito e que, sobretudo, esteja à altura de um jogo destes.

…A quem me justificar o ostracismo a que André Gomes foi votado nos últimos tempos.

…A quem me consiga explicar o facto de termos um guarda-redes que nos jogos realmente a doer é incapaz de fazer uma daquelas defesas que valem pontos e dão campeonatos.

… A quem me explique quando é que o Benfica resolve definitivamente o problema dos defesas-laterais, arranjando para a direita uma alternativa válida ao desorientado Maxi e para a esquerda um lateral de raiz que não seja uma adaptação feita à bruta pelo treinador?

…A que me explique como se eu fosse um completo incapaz mental, porque é que neste clube, os jogos com o Porto se tornaram um problema tão grande, tão crónico e tão transversal que bloqueiam jogadores e treinadores, independentemente dos escalões e das modalidades?


…E finalmente, a quem me justifique, explique, argumente, teorize, como é possível perder um campeonato desta maneira.


RC