N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


domingo, 30 de junho de 2013

ELEMENTAR, MEU CARO FÁBIO

Parece linear: o jogador quer regressar a uma casa onde foi muito feliz e para isso estará até disposto a baixar o salário.

O clube onde está, não conta com ele e deve-nos ainda alguns milhões na sequência desta e de outras transferências.

Finalmente e pela parte que nos toca e pela 3ª época consecutiva, ou seja desde a sua saída, não temos qualquer jogador para aquele posto: uma estranha maldição que Jesus com doses iguais de teimosia, desenrascanço e burrice tentou atamancar com soluções mal amanhadas.


Não sei do que estamos à espera para ir rapidamente a Madrid e trazer de volta Fábio Coentrão.



RC

sábado, 29 de junho de 2013

QUERO ACREDITAR

Quero acreditar que é este ano que o Benfica vai ter um defesa-esquerdo. Se não for já na segunda – feira, será nos próximos dois ou três dias. Quero acreditar que irá com o resto da equipa para estágio e que esta demora em anunciá-lo se deve à afinação da solução. Longe de mim pensar em mais uma época com adaptações e soluções de recursos. Estou a aguardar.
JL

sexta-feira, 28 de junho de 2013

BENFICA TV - ADERIR É UMA OBRIGAÇÃO

Já se sabe que a mensalidade andará à volta dos 10 euros, mais ou menos 45 cêntimos por dia, já se sabe que estará disponível em todos os operadores e já se sabe que para além dos jogos em casa do Benfica, temos os B, a formação, as modalidades, a liga inglesa, brasileira, grega e jogos de seleções. Do que estão à espera?
JL

O DESPOTENCIADOR DE JOGADORES

Vender Nolito por 5 milhões já não era grande negócio, mas vender metade por dois milhões e meio, o mesmo valor gasto em dois ou três craques que nunca passaram da equipa B, já anda perto do desbaratar património. Juntem ao grupo o Miguel Vitor, o Miguel Rosa, o Sidnei, o Urreta, o Mora e outros e temos já um conjunto jeitoso de exemplos de jogadores não potenciados.  
JL

quinta-feira, 27 de junho de 2013

TAÇA DA LIGA

O anúncio do possível fim da taça da liga, por mais defeitos que esta tenha, é uma má notícia. Compreende-se que esta competição não é filha desta direcção da liga e que esta direcção está a utilizar o eventual encerramento para fundamentar promessas por cumprir, como o alargamento do campeonato maior e a entrada do Boavista. Só à luz deste facto, se compreende (mas não se aceita) que mais uma vez vá fora o bebé junto com a água do banho.
A ideia de criar a taça da liga foi uma lufada de ar fresco no nosso futebol. Acontece que no antro de podridão que se tornou o desporto rei no nosso país, a última coisa que fica bem é uma brisa de frescura. São como perolas a porcos. Por isso nunca foi bem aceite, nem acolhida por todos os agentes do futebol. Acresce que a competição nunca foi bem estruturada. Querer arranjar dérbis e clássicos à pressão, fazendo uma calendarização martelada, torna-a artificial aos olhos do público.    
No entanto, a competição tem vários méritos. Permite diversificar a oferta, tão importante quando estávamos a caminhar para a monopolização do espectáculo futebolístico por parte de apenas um operador televisivo, a utilização de jogadores menos aproveitados, com várias vantagens para todos os clubes, pequenos e grandes e uma repartição de receitas mais directamente relacionada com o mérito desportivo.
Apesar do martelamento de calendário referido atrás, a taça da liga ainda consegue um equilíbrio competitivo que não se verifica no campeonato nacional, porventura devido às quotas obrigatórias na constituição do onze e à necessidade de rodagem dos jogadores nas equipas mais fortes. Não esquecer que em todas as edições não houve um vencedor que não tenha jogado com pelo menos um dos grandes, a maior parte jogou até com dois.
Com a gradual bipolarização do campeonato e com o crescente desequilíbrio entre o Porto e Benfica e os restantes competidores, qualquer falha nesta competição é decisiva. Assim sendo, não pode haver lugar a grandes experiências e novidades, ficando quase vedado o acesso de jogadores menos utilizados aos onze iniciais. Não sofrendo das pressões da competição maior, a taça da liga configura-se como um espaço mais candente e aprazível, onde jovens, novas aquisições ou jogadores em período de recuperação de lesões podem evoluir sem a pressão dos grandes jogos. Tanto as equipas B e a recuperação da taça de honra não respondem a estas necessidades. Este facto deveria ter uma maior atenção por parte do sindicato dos jogadores.
JL

terça-feira, 25 de junho de 2013

O ABSOLUTO ABSURDO


Nos dias que correm, deparamo-nos muitas vezes com noticias absurdas que provocam indignação, escárnio ou apenas desprezo.
Mau mesmo é quando o absurdo e o non sense da realidade ultrapassam qualquer noticia por estapafúrdia que pareça.

RC

segunda-feira, 24 de junho de 2013

AS GAJAS, O EMBLEMA E O TRIÂNGULO DAS BERMUDAS

O escritor Vincent Gaddis tornou comum a expressão "triângulo das Bermudas" para circunscrever uma zona onde estranhos desaparecimentos teriam ocorrido. Trata-se de um triângulo imaginário, formado entre as ilhas Bermudas, Porto Rico e a Flórida, onde alguns crêem que, desde meados do séc. XIX, mais de meia centena de barcos e aviões desapareceram.
Por vezes penso que para os lados do Estádio da Luz também deve haver um triângulo desses. A existir, certamente está circunscrito a um espaço menor, sendo também difícil delimitá-lo com rigor. No entanto, cada vez estou mais certo da sua existência.
A minha certeza vai aumentando com o ritmo dos desaparecimentos. O primeiro mistério notado foi o desaparecimento dos jogadores oferecidos pelo Atlético Madrid na compra do Simão Saborosa. Eram dois e faziam parte do preço. Mas houve mais desaparecimentos. Tantos, que não deve existir um único adepto do Benfica que consiga colocar num papel todos os jogadores seniores com contrato com o Clube. Se calhar, poucos na SAD o deverão saber. Qualquer dia abrem um armário à procura do saco dos tacos de golfe e sai de lá um Fernandez ou um Filipe Menezes.
Mas não são só jogadores que desaparecem. Vejam o projecto do râguebi para Oeiras. Mais alguém ouviu falar nisso? Alguma explicação de um responsável? Não há uma alma que, numa das centenas de entrevistas que passam na BTV, em vez das habituais banalidades, dê alguma informação nova e útil? Ou vamos ter de saber pelo Record ou pelo Correio da Manhã?
A nova vítima do nosso “triângulo das Bermudas” é a antiga sede. Há anos que se espera um sinal, uma nota no jornal, nem que seja de rodapé. Nada. Falou-se na Fundação, mas já passaram mais de duas dezenas de meses e nem um esboço de projecto. Deve ser como o Estádio do Bravo em que as informações são arrancadas a ferro, como quem tira um dente por desvitalizar.
Há dois meses desapareceu o famoso emblema que adornava a esquina e tornava a baixa mais nossa, mais gloriosa. Parece que foi vandalizado. Parece, escrevo eu, porque isto no Benfica é mais importante divulgar uma visita do presidente do Curitiba e desmentir o interesse num jovem de 16 anos, do que esclarecer os sócios sobre um símbolo do clube.
E o site? Temos a miss Benfica para divulgar e dizem os espertos em comunicação que estas coisas dos sítios na internet não podem ter informação a mais. E está mais que sabido que esta malta do Benfica quer é gajas.
JL

QUANDO OS COMENTÁRIOS VALEM MAIS QUE O POST

Muito mais. Força Eddie, continua.  

JL

domingo, 23 de junho de 2013

PEQUENA CRÓNICA DO BENFICA DESTES DIAS

  • No futebol, os plenos poderes dados de bandeja a quem devia ter rédea curta.
 
  • Os contentores de sérvios last fashion (com todo o devido respeito a uma das melhores escolas desportivas da Europa..), depois de paraguaios, uruguaios e brasileiros de 2ª e 3ª até para a equipa B.


  • Jogadores que podem até inventar a lua que nunca servirão, apenas porque não (Miguel Rosa, por exemplo); outros que foram como fugazes cometas cujo fim se adivinha (André Gomes).
(Os restantes hão-de ser desperdiçados entre empréstimos sem sentido nem estratégia)
              

  • Os laterais que parecem não existir à face da terra.


  • A dificuldade em finalmente descobrir um guarda-redes decente e que não se borre de medo ante qualquer jogo decisivo.


  • Depois, é a falta de uma politica de comunicação digna, decente, coerente, voltada para os sócios.


  • E nas modalidades, a completa ausência de uma estratégia que não a de fazer jorrar dinheiro e novos jogadores em cima de problemas antigos e reconhecidos por todos.


  • Entre os sócios, uma pseudo-oposição entricheirada na blogosfera e cujo cimento que a une  é o ódio ao presidente; enquanto isso,  uma imensa maioria, cansada de falsas esperanças e sem pachorra nem tempo para guerras sem lógica, vai desmobilizando e deixando o estádio e os pavilhões meio vazios, (e a propósito, veremos qual  número de red pass que se venderão na próxima época...)


  • A direcção vai fingindo que tem uma estratégia para que alguns finjam que nela acreditam: não há um rasgo, uma nova ideia, uma abanão no status quo: os cortesãos parecem tudo dominar.



É este o Benfica destes dias: uma enorme interrogação, um vazio de entusiasmo e mobilização, mas acima de tudo um cansaço apenas comparável a todas as recentes desilusões.


RC

sexta-feira, 21 de junho de 2013

UM LÍDER PRECISA-SE

As notícias são claras e parece não haver contraditório. O técnico Luis Sénica foi dispensado precipitadamente antes do fim da época mas depois é depois convidado a renovar, Luis Viana despede-se emocionado do público e do clube porque lhe comunicaram a não renovação do contrato, tem posteriormente proposta para um novo contrato, Ricardo Silva, após longa carreira no clube, deixa mensagem muito dura no facebook, falando em mágoa e em pessoas falsas. Isto tudo quando o hóquei consegue a mais importante vitória da história da modalidade no clube. Era evitável. Se houvesse dúvidas sobre a falta de estratégia nas nossas modalidades está aqui um bom exemplo. E nem foi necessário falar do andebol e do futsal. Sobre o provável mau ambiente em alguns sectores, ele é apenas o reflexo dessa falta de estratégia.
Pergunta-se: Quem é o responsável máximo pelas modalidades do clube e que poderá responder por todas elas, com conhecimento de causa? O Vice que acumula com as casas do Benfica? O Diretor-Geral que acumula com a orientação da equipa de basquetebol? Algum assessor anónimo do Presidente e que nem é benfiquista? Tal como o futebol, a direção das modalidades precisa de um rosto, que pense 24 horas nas mesmas e que esteja acima dos diversos diretores técnicos que pululam nas diversas secções. E acima de tudo que otimize o enorme investimento que está ser feito.    
JL

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O CASACO DE CABEDAL

No bairro onde cresci, bem no centro de Lisboa, penso que ainda existe uma loja de pronto-a-vestir, termo agora em desuso. A existir tem pelo menos a minha idade, porque não me lembro da sua falta. Como distante estava uma Lisboa capilarizada com as marcas da Inditex, a referida loja ganhava uma importância desmesurada mesmo para quem estava a cinco minutos a pé do Rossio e do Chiado. Qual aldeia urbana, ali se fazia as compras na entrada das estações, numa cadência relojoeira.  
Recordo que na época o nosso conceito de centro comercial resumia-se ao grandioso Imáviz ou ao mais modesto mas bem equipado Apolo 70. Mais longe do centro apareceu o gigantesco CC Portela, apenas visitado na companhia dos progenitores e ao fim-de-semana.
Voltando á loja, o pequeno empresário lá ia alterando a montra conforme as necessidades provocadas pelo calendário. Talvez seja uma lembrança confortável, mas tenho para mim que as coisas na altura estavam mais bem definidos e no Verão fazia mesmo calor e no inverno mesmo frio e chuva.
A propósito de Inverno, ficou para a colecção de lendas juvenis da freguesia um famoso casaco de cabedal que anualmente era exposto na dita montra. Todos os anos, no início de Outubro, o casaco, castanho-escuro, de linhas clássicas e sem grandes inovações, era lá colocado. Mudava de sítio, trocava de conjunto, o preço era colocado em cores e tamanhos diferentes. A mudança não era só anual. Chegava ao fim de Dezembro, início de Janeiro, e o casaco deixava o manequim da esquerda que tinha umas calças azuis e uma camisa às riscas e ia descansar ao lado ao oposto, ao manequim mais friorento, com o pullover de bico e calças de bombazine.
Ao princípio pensávamos que o casaco era outro, mas de tanto passarmos à porta, começamos a conhecer tão bem a peça, como conhecíamos as bordas dos passeios onde se realizavam os mais emocionantes grandes prémios do Mundo. Não havia dúvidas, era sempre o mesmo casaco.
Por vezes víamos um cliente a experimentá-lo e com o hábito até parávamos o jogo da bola para aguardar o desfecho da negociação, que invariavelmente terminava com um abanar a cabeça do promissor comprador perante a irredutibilidade do lojista em baixar o preço. Para nós, bando de pardais à solta, sempre foi um mistério esta contradição viva à lei da oferta e da procura.
E tenho a certeza, que agora todos nós, já adultos, quando passamos na referida loja e não vemos exposto o famoso casaco, apostaríamos sem medo que ele nunca foi vendido e que repousa no armário do dito lojista, sendo usado a miúde nos dias mais friorentos.
Lembro-me sempre desta história cada vez que leio uma notícia sobre o interesse de um clube no Nicolas Gaitan.
JL

quarta-feira, 19 de junho de 2013

BENFICA TV

Esta última controvérsia sobre a entrada da PT no capital da SportTV deve estar a dar algumas dores de cabeça aos responsáveis do clube, mas estes, se forem sagazes, devem ver esta situação como uma boa oportunidade. Uma oportunidade de inovar e de tomar a dianteira em relação à concorrência.
Estou em crer que mais do que os direitos dos 15 jogos em casa (poderiam ser 17 se tivesse havido alargamento), a grande mais-valia ao nível dos conteúdos é o campeonato inglês. Com as aquisições que se anunciam e nomeadamente com a presença do mediático Mourinho, muitos serão aqueles que não vão resistir a ter acesso a esse mundo por uns simples 10 euros mensais.
Outra época empolgante dos homens de Jesus, equipas competitivas de pavilhão e jogos da equipa B transmitidos com uma qualidade aceitável (no ano passado a experiência foi miserável), não sendo fundamental, pode contribuir para engrossar a adesão.  
Ganha a batalha dos conteúdos, o ataque dá-se ao nível dos canais distribuição. A tentativa clara de estrangulamento da Benfica TV, impedindo contratualmente que qualquer conteúdo concorrencial à Sport TV fosse transmitindo nas plataformas PT e ZON, parece-me claramente condenada ao insucesso. Quero acreditar que ainda há leis neste país.
De qualquer forma, a televisão como a conhecemos morreu, ou está a morrer, e o Benfica não pode estar amarrado a um canal construído de forma convencional. A televisão já não se vê em directo, é o espectador que faz a sua própria grelha. A televisão já não se vê somente a partir da caixa que temos na sala. Ela pode ser vista em qualquer lugar e com diversos suportes; PC, tablet, telemóvel, etc.
O telespectador deixou de ser simplesmente consumidor, ele quer também ser produtor de conteúdos, quer ser activo. Quer ver e destacar no facebook ou enviar para os amigos. Quer escolher o que vê, quando e como. Neste campo a inovação é fundamental e a presença no mundo através dos diversos suportes disponíveis é a chave do sucesso.
É dentro desta premissa que a Benfica TV tem de trabalhar, assumindo-se como o principal meio de difusão do benfiquismo no mundo, mas também, e desde que ficou guardiã dos valiosos direitos televisivos dos nossos jogos, tornar-se uma das principais fontes de receita, muito mais relevante no bolo total do que o foi até agora.



JL

segunda-feira, 17 de junho de 2013

E ISTO É DE GENTE ALTAMENTE PROFISSIONALIZADA

Os tipos da comunicação do Benfica que foram a Amesterdão vieram carregados de produto, só assim se compreende este comunicado. Estivesse o Vieira mais atento a tudo o que o rodeia e uma limpeza naquela área do clube era o mínimo que se esperaria. Ou então ia tudo mijar para o copo, como na tropa. 
É este o célebre profissionalismo de gente que nem benfiquista é?
Aliás, a deplorável forma de redigir comunicados já se vinha a notar há uns tempos para cá, mas este último bate todos aos pontos e deve entrar diretamente para o anedotário nacional. Neste blogue sempre se pediu a existência no clube de uma comunicação célere e ativa, mas assim, desta forma, mais vale o silêncio.   
JL

domingo, 16 de junho de 2013

CUIDADO COM AS IMITAÇÕES

Há um manto de despotismo que se vai alastrando pelo nosso Clube, ocultado pela indesmentível recuperação financeira e encoberto por alguma estabilidade económica. Só não consegue passar totalmente oculto porque o sucesso desportivo não é tão absoluto como nos foi prometido. Ao contrário do que dizem os cartazes espalhados pelo estádio, há quase uma década, o Benfica não é ainda a maior força desportiva nacional.  
É muito pouco o que nos foi oferecido em dez anos. No futebol e nas modalidades. O preço foi demasiado elevado para quem vê o associativismo como um dos pilares da sociedade, de uma sociedade democrática. Aguentámos eleições estrategicamente antecipadas, estatutos alterados convenientemente, falta de debate e de contraditório, sangria de benfiquista nos comandos do clube. Tudo em nome de um pretenso profissionalismo que nos daria o domínio do desporto nacional.
Esta politica Goebbeliana, essencialmente alicerçada na Benfica TV, tem tido como efeito irreversível o fenecimento lento da nossa identidade. Querem um exemplo? Alguma vez se poderia admitir, mesmo que numa hipótese muito remota, que um personagem chamado Carlos Janela viesse trabalhar para o Benfica? Não está em causa veracidade da notícia, o que para o caso, e considerando exemplos recentes, até é irrelevante. O que é revelador do estado a que chegámos é simplesmente o mero facto de se colocar essa hipótese.
O Benfica não está só em risco de se tornar uma multinacional sem cor, sem alma e sem paixão. Pode ser bem pior. É que, com ou sem o consentimento do presidente, está a ser ocupado por uma gentalha com uma agenda própria, com cores políticas bem determinadas ou lóbis de interesses duvidosos. Isto num clube cujo ADN é a democracia, o pluralismo e a liberdade.
A Assembleia de sexta foi apenas um sinal exterior. Foi um efeito e não uma causa. Porque dentro das paredes do complexo desportivo, por vezes nos seus subterrâneos, longe dos holofotes mediáticos, a mediocridade vai derramando veneno sobre a competência e o verdadeiro benfiquismo.
Vendo a Benfica TV ou lendo A Bola e conhecendo os factos, percebemo-nos como a realidade é dourada por quem se move na sombra. Talvez um dia o Presidente Vieira, absolvido pela ignorância, se aperceba que o seu maior inimigo é o próprio vieirismo que criou. Talvez nesse momento seja tarde demais.
Alguma vez eu pensaria um dia assistir  a um sórdido episódio  de censura no meu Benfica?
Nós os verdadeiros, resta-nos a resistência. E para resistir temos de estar atentos, porque como cantava o Sérgio, o fascismo é como uma minhoca que se infiltra na maçã, por vezes vem em botas cardadas, outras em pezinhos de lã.

JL

DO DEFESO

Não vivemos, de facto, dias entusiasmantes.
Depois de um final de época desastroso, sem as feridas saradas nem o luto feito, o que vemos?
Duas trincheiras, ambas inexpugnáveis e cheias de irredutíveis.

De um lado, uma direcção que legitimada por uma votação expressiva e inequívoca, se julga acima de toda a critica, esquecendo que tem explicações a dar, já para não falar de um princípio elementar: a democracia e o debate interno não se esgotam em eleições de 4 em 4 anos.
O Benfica tem uma história ímpar de democracia interna e participação associativa, facto que, por vezes, pouco parece interessar aos nossos actuais dirigentes.

Do outro, move-se uma pseudo-oposição que claramente se sobrevaloriza.
De uma forma geral, actua pela gritaria e pela arruaça, unindo-se apenas num ódio estúpido e cego a Vieira, perdendo argumentos, razão, legitimidade.

Um diálogo de surdos, uma conversa acabada.
E no meio, aquilo que verdadeiramente nos interessa: o Benfica.

Desportivamente é que se vê: a nova época parece ser preparada, uma vez mais, ao sabor de uma qualquer moda.
Depois dos contentores de paraguaios e argentinos, eis que chega a brigada sérvia, constituída por agregados familiares quase completos que irão provisionar as equipas A, B e o que mais adiante se verá.

Dos jornais, chegam-nos pormenores, fictícios ou não, de contactos e negociações: Lisandro Lopez tem nome de novo folhetim, Eduardo é o susto e Rui Patrício o pânico absoluto.
Tudo especulação?
Quanto aos guarda-redes, espero estes sejam nomes para entreter papalvos e que a verdadeira alternativa a Artur apareça.
Caso contrário, temos Oblak e algo me diz que não ficaríamos nada mal servidos…

De defesas laterais e de jogadores de qualidade para reforçar um meio-campo demasiado exposto e espremido, nem novas nem mandadas: estarão porventura na clandestinidade acompanhados pelo director-desportivo.
E a propósito: quem sucederá a Carraça?
Por aqui e por ali, fala-se de Carlos Janela.
Perante tal hipótese socorro-me da mais famosa das frases de Hagan: “no comments”.
No comments mesmo.

E de resto, tudo como dantes: Miguel Rosa, uma vez mais escorraçado do Benfica e constata-se que a formação já nem para abastecer a equipa B vai servindo.
Valerá a pena continuar a gastar milhões na formação de jogadores e na manutenção de um centro de estágio?

Inquieta a falta de coerência, de rumo, de um fio condutor, de uma verdadeira politica desportiva, tentando-se resolver com injecções de dinheiro e fornadas de novos jogadores o que falta em método e organização.
Nada de novo, portanto.

 RC



sexta-feira, 14 de junho de 2013

OS DESPOJOS DOS DIAS

Miguel Rosa, Diego Lopes,  Léo Kanu,  Airton, Luisinho, Ruben Amorim, David Simão, Felipe Menezes, Nolito, Sidnei, Fernández, Urreta, Nélson Oliveira, Franco Jara,  Alípio, Rodrigo Mora,  Hugo Vieira, Djaniny, Nuno Coelho, Carlos Martins, João Amorim, Yannick Djaló,  Júlio César, Miguel Vitor, Rafael Copetti, Bryan Garcia, Nélson Semedo, Manuel Liz, Derlis González, Michel, Carole, Cláudio Correa e muitos outros.
JL

quinta-feira, 13 de junho de 2013

VENDEDOR DE ILUSÕES OU VISIONÁRIO


E eu a pensar que o grande objectivo era o campeonato nacional. Afinal tenho as vistas curtas. Vamos lá colocar a fasquia no alto que a Europa é nossa. Vê-se perfeitamente que está tudo pensado ao pormenor. É ténue a linha que separa o visionário do vendedor de ilusões.
JL

terça-feira, 11 de junho de 2013

FORMAÇÃO AO ENTARDECER

Final de dia no campo dos Pupilos do Exército onde evoluem a primeiras gerações da formação o nosso clube. Muito miúdo, alguns técnicos e funcionários, vê-se que há um trabalho sério e que custa dinheiro. Muito dinheiro.
Todos observam um grupo de novos craques vindos de vários pontos do país, dos nossos CFT, que vão integrar as equipas principais na próxima época e que nos próximos dias vão participar num torneio na Suíça.
Não sei porquê tento me lembrar de um jogador das nossas escolas lançado na equipa A, sem reservas, nos últimos quatro anos. Vem-me também à memória o Miguel Rosa, que hoje se soube que vai voltar a ser emprestado. Deve ser recorde digno do Guiness: “o jogador mais vezes emprestado”. Penso no André Gomes, no Miguel Vítor e em muito outros. Reflicto se vale a pena todo este investimento. Talvez fosse de ponderar em transformar estes custos: técnicos, funcionários, centro de estágio, transporte, alimentação, etc., em dois ou três sérvios promissores.
JL

segunda-feira, 10 de junho de 2013

APRENDER COM A PROFESSORA

Um trabalho sério, de formiguinha, com recursos limitados, num projecto com pés e cabeça. Sem limpezas de balneário, nem renovações anuais de plantel. Sempre a somar, aproveitando o que de bom se fez na época anterior, melhorando o que há a melhorar. Assim continua o nosso atletismo recuperando o tempo perdido. Décadas em que víamos os outros, com a força do cifrão, a correr mais rápido, a lançar e a saltar mais longe e mais alto. Aguardo que o ténis de mesa, finalmente na primeira divisão, faça o mesmo percurso. E a seguir que seja o moribundo râguebi masculino.
Infelizmente, quando estamos ainda a disputar a final do playoff do futsal e a taça de Portugal de hóquei em patins, acho que a nível de grandes vitórias a nossa época terminou ontem com o tricampeonato de atletismo. Espera estar redondamente enganado.  
JL

sexta-feira, 7 de junho de 2013

HÁ UM CAMINHO, MAS EU NÃO O VEJO

No Benfica não há atleta, nem técnico, que seja imprescindível. Sempre assim foi. Quando nos primórdios os lagartos nos vieram buscar meia equipa, soubemos reagir com tanta força que nos tornámos o clube mais popular de Portugal e a maior força associativa do Mundo.    
Por isso não vejo nenhum drama na saída do Sénica e do Viana. Se é que a do técnico se confirma. O que é estranho ou incompreensível para os adeptos, mesmo aqueles mais informados, é não se vislumbrar uma estratégia clara para as modalidades que não seja o investimento ao sabor do vento. Colocar apenas dinheiro em cima dos problemas nunca foi solução. A única excepção é o atletismo, onde se vê um fio condutor.
Vamos esperar pelo que está pensado para o hóquei em patins, que nos últimos anos ganhou finalmente um campeonato, que não ganhava há tempo demais e duas taças europeias, uma das quais histórica pois colmatou uma enorme lacuna que havia no nosso palmarés. E fica também alguma curiosidade sobre os motivos da saída, muito sentida, de um dos mais estimulantes jogadores que passaram pelo nosso hóquei. Pelo menos nos últimos tempos.
Vamos aguardar também pela esperada e urgente limpeza no futsal e da indispensável racionalização do investimento no basquetebol e no voleibol. Do andebol nem sei o que diga. Por mais que se mude e se aposte em jogadores valiosos, os resultados e exibições são iguais, uma montanha russa de emoções, mas que termina sempre no anticlímax.   
E o râguebi? Tem alguma novidade para a próxima época senhor Presidente ou vamos continuar a definhar?   
JL