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Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

NEM TRISTEZA NEM FADO


O treinador crê que já retribuiu o milionário contrato e que portanto pode estar 3 anos à sombra da bananeira, o presidente faz comunicados, vomita posts e distribui processos judiciais por tudo o que mexe, o treinador elogia o Bruno Paixão, o presidente reflecte a propósito da nomeação do mesmíssimo Paixão para um jogo do Benfica, o treinador flirta às descaradas com o Porto, o presidente promete reforços e milhões para atacar a nova época.

 O presidente diz que o treinador está apaixonado pelo clube, o treinador diz que é do mundo e não do clube, o presidente fala uma, duas, dez, cem vezes sobre o Benfica, as contas do Benfica, as horas dos jogos do Benfica, as datas dos jogos do Benfica, os árbitros nomeados para os jogos do Benfica, o treinador-artista-visionário liberta saudosas reminiscências sobre ex-jogadores do Benfica.

O presidente perde processos e acumula indemnizações a pagar (Benfica, Carlos Freitas, Doyen…), o treinador diz que não é o dinheiro que o move, o presidente reflecte e reflecte, o treinador, esse, parece nunca reflectir.

Enquanto isso, a tal Doyen pede a penhora de bens do Sporting (mas quais bens ? sempre pensei que esta malta dos fundos era mais esperta e atenta…) e um  administrador da SAD demite-se para ir trabalhar para…o Leixões.


Tudo isto não é triste nem é fado: é o Sporting.


RC

OS LIMITES DO AMOR


Canto “Eu amo Benfica”, mas a cinco minutos do fim do jogo já estou na porta de saída porque quero ser o primeiro a chegar ao balcão da cervejaria. “Eu amo Benfica”, contudo vou a correr para o metro porque não gosto de me sentir apertado, “Eu amo Benfica”, todavia viro as costas à equipa mal o árbitro apita, “Eu amo Benfica”, mas quanto mais depressa chegar a casa, melhor. “Eu amo Benfica”, no entanto não perco 5 minutos da minha vidinha para aplaudir os jogadores no fim do jogo.


JL

terça-feira, 26 de abril de 2016

O JOGO DA MALA


Esta é a imagem do desespero de um jogador do Vitória de Setúbal na derrota frente ao Benfica na Luz. E na derrota em casa frente ao Tondela? Suicidaram-se?
JL

A PASSADEIRA VERDE


O campeonato dos grandes está bipolarizado, de um lado quem joga só em campo, do outro aqueles cujo insucesso tem de ser impedido ou minimizado a todo o custo. Não falo só do Sporting. O FC Porto já deu a época como perdida e não lhe interessa nada um TRIunfo do Benfica. Pinta da Costa está acabado, mas ainda esperneia e sabe que o Sporting, mesmo campeão, vai sucumbir perante a loucura de quem o governa atualmente. Assim, nada se deve esperar do jogo no Ladrão. Está mais que visto que vai ser estendida uma passadeira ver…de. Só contamos connosco. Como sempre.

JL

A ARTE DE CHORAR EM CORO


Peçam a um lagarto, andrade ou dragarto, tanto faz, que apresente um jogo em que o Benfica tenha ganho pontos, inequivocamente, devido a erros de arbitragem. Não esperem uma resposta com factos. Vão atirar para o ar palavras ocas como colinho, andor, ajuda, etc. Também não esperem que ao virarem a pergunta para o umbigo dos nossos adversários, que eles se lembrem do Tondela, do Moreirense, do Braga, do Guimarães e muitos outros. Questionem a alguém que não partilhe convosco o bom gosto de ser do Benfica se não acham ao nível da demência as declarações semanais do Inácio, as conferências do Jesus ou os comunicados do trinca-bolotas. A resposta da maior parte vai ser não. Não se trata de amor cego pelo seu clube, trata-se de um confortável ódio, alimentado em doses cavalares de inveja. O coro vai portanto continuar muito para além do campeonato., seja quem for o campeão.  Os canídeos, surdos pelo seu próprio som, nem se apercebem que é o agitar das águas faz crescer a nossa onda.

JL

segunda-feira, 25 de abril de 2016

TONEL, NÃO É QUEM QUER


Já nem consigo detetar alguma lógica razoável no que diz o Inácio. Ontem foi mais ou menos isto: o Roderick, esse craque que foi incapaz de travar o Kelvin há dois anos a dois minutos de ser campeão, levou o quinto amarelo de propósito para permitir que jogasse o Vilas Boas, que num lance de predestinado assiste de propósito o Jiménez, fazendo a bola tabelar na barra. Ufa! Não foi uma assistência qualquer, a forma como bate na bola, de raspão, é todo um hino ao futebol de classe. Nem o Manaca faria melhor. Ao invés, podia ter metido a mão na bola a desproposito, com o jogo a terminar, pois podia, mas não era a mesma coisa. Que demência.

JL

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O ANDEBOL…QUEM DIRIA


Parabéns rapazes. O Benfica está na final do campeonato nacional de andebol e perto da dobradinha. Uma enorme vitória, de raça, à Benfica. Assim, a modalidade passa, no seio do clube, de patinho feio a exemplo. Este treinador é de ficar.

JL

sábado, 16 de abril de 2016

ESTRATÉGIA DA TRETA


Há jovens jogadores, raros, que devido à sua precoce capacidade competitiva, para evoluírem, têm de jogar um escalão acima. Fazer desta exceção uma regra é colocar em causa décadas de pesquisa sobre formação desportiva. Com o apetite por outro ovo dourado como o Renato Sanches estamos a estrangular a galinha. Uma época horrível para equipa B e juniores. Os juvenis parece que vão pelo mesmo caminho. Ninguém forma a perder. Revejam a estratégia, por favor.

JL

terça-feira, 5 de abril de 2016

OLHOS NOS OLHOS


Foi com uma enorme personalidade que a equipa de Rui Vitória entrou, jogou e saiu do relvado do campeão alemão. Que diferença abismal entre este Benfica e o da pré-época. Humildade, alegria, rigor, inteligência em movimento. Este jogo não dos deu a vitória, mas deu-nos uma esperança imensa. E só não nos deu o empate, ou até algo mais, porque desta vez os deuses na fortuna não estiveram do nosso lado. Seja qual for o resultado em Lisboa, vamos sair de cabeça erguida. Seja da competição, seja para as meias-finais. Sim, o Benfica, com um miúdo à baliza, mais outro a central e um ainda muito novo a tomar conta do meio-campo, está quase nas meias-finais. E com o Jonas disponível. Bem-vindo Sport Europa e Benfica.  

JL

quinta-feira, 31 de março de 2016

FOI UM LONGO CAMINHO


Desde a inolvidável noite de maio de 2008, em que Donner tornou o Benfica campeão 18 anos depois, que o caminho tem sido longo e sinuoso. Depois dessa época, que quase faz a década, não voltámos a estar tão próximo dos melhores. De livre de sete metros a livre de sete metros, vamos batendo o FCP, a atual melhor equipa nacional. Falta pouco. Não vale voltar para trás. Na próxima época temos acrescentar o que falta.




JL

sexta-feira, 25 de março de 2016

O PRÍNCIPE DE AMESTERDÃO


Houve um tempo em que alguns jogadores de futebol eram verdadeiros príncipes.

Nascidos, criados e forjados no futebol de rua, tornavam-se príncipes perante o povo que os via como um dos seus e por isso os amava.

Era um tempo de coisas mais simples e puras: desenhavam arte nos relvados, espalhavam magia com jogadas sublimes, golos assombrosos, pormenores que arrebatavam multidões.

Sem assessores, marketing ou máquinas publicitárias globais.

Jogavam futebol como ninguém e por isso eram famosos, reconhecidos, amados.

Não necessitavam de exibir namoradas, mães, casas sumptuosas, colecções de carros de luxo, atentados à pobreza e ao povo do futebol.

Fizeram história, sim, pelo que jogaram, marcando uma época, deixando golos, jogadas, memórias inolvidáveis.

Hoje o futebol mundial perdeu outro dos seus príncipes: Johan Cruyff, o miúdo rebelde e genial que marcou uma das melhores equipas da história do futebol mundial: o Ajax.

Também nós, Benfica, fomos “vítimas” de Cruyff e da sua geração: entre o final da década de 60 e o início da década de 70 o Ajax era uma máquina imparável e intratável até para um grande Benfica.

Ficou, porém, a admiração e o respeito; pelo Benfica e sobretudo por Eusébio, outro príncipe do povo e do futebol em que Cruyff se revia.

Este é um modesto tributo a mais um príncipe do futebol que hoje partiu: por vezes polémico e politicamente incorrecto mas corajoso sempre. Um homem que de uma certa forma foi sempre contra um determinado establishment implantado nos meandros do futebol mas não apenas: em 1978 recusou jogar o Mundial na Argentina, em protesto contra a cobarde e assassina ditadura que governava o país.

São assim os príncipes e também por isso únicos, irrepetíveis, inalcançáveis.

Até sempre, Cruyff!


RC





quinta-feira, 24 de março de 2016

ANTOLOGIA DA ASNEIRA


Não são necessários comentários adicionais.

A imprensa alimenta-se disto mas pior, tenta alimentar-nos e alienar-nos com coisas deste tipo.

Especial atenção para o paradigmático e elaborado pensamento " mostrar o Sporting que a Europa estava habituada a ver".

Um visionário.


RC

KIM JONG-UN É UM MENINO


Há uns dias saiu esta noticia no record;



Hoje está pagada:




São necessários mais comentáros?

JL


UM AZAR DOS DIABOS




Uns falam em má exibição, outros em quebra física e anímica. Outros ainda em sorte, paio, vaca. Até parece que houve algum massacre do Boavista ou uma exibição sobrenatural do Ederson. Nada disso. Foram as dificuldades normais de um campeonato longo, num jogo contra uma equipa aguerrida e agressiva, a seguir a uma semana de três jogos, dois dos quais memoráveis. O Benfica não tem sido bafejado pela sorte no que diz respeito à disponibilidade do plantel.

Neste particular, recordemos quem faltou no Bessa: o guarda-redes titular, três centrais, os dois trincos (um deles teve de jogar a central), a estrela da equipa (Gaitan), o ponta de lança titular. Imaginem a equipa do trinca-bolotas a entrar no Bessa sem Rui Patrício, com o William Carvalho a central, sem Adrian Silva, João Mário e Slimani. Com todos estes presentes e disponíveis o que conseguiram há uns meses atrás, no mesmo estádio, foi apenas um empate.

Não foi, portanto, um caso de sorte, foi de azar, mas azar para eles. Por mais que estiquem o pescoço, entortem a televisão, mexam no Photoshop, o raio da bola andou pouco nas áreas. E lances de eventuais penaltis ou foras de jogos mal tirados, nem cheiro deles. Sem motivo de conversa a estratégia ficou estragada.

Partimos para esta reta final em três frentes, com mais jogos para disputar, com uma legião de lesionados, mas com o bicampeonato na lapela. Os outros, ao invés, focalizados exclusivamente no campeonato e em nós, apostam tudo na guerra aberta e sem quartel. Com este panorama, os vencedores da batalha são incertos, mas da guerra não. Como escreveu alguém depois do jogo: “ Sorte? Sorte é ser do Benfica”.



JL

domingo, 20 de março de 2016

REFLEXÃO DE UM DOMINGO À NOITE



Esta noite foi como tantas outras ao longo destes últimos meses: o Jonas fez mais um golo e o trinca-bolotas fez mais um comunicado.

 É assim: cada um é para o que nasce, cada um tem aquilo que merece.


RC

O SUSTO E A LIÇÃO


Do jogo de hoje e para além do susto fica uma lição, se calhar mais para nós adeptos do que para a equipa: desengane-se quem vir facilidades e passadeira vermelha estendida no calendário do Benfica até final do campeonato.

“Cada jogo uma final” não é expressão de circunstância nem mero futebolês a que os treinadores tantas vezes recorrem.

A forma como o Boavista se bateu é um aviso para o que aí vem: equipas chatas,a busca desesperada pelo ponto, a disputa por cada palmo de terreno, o contra-ataque venenoso.
Acredito sinceramente que a equipa está preparada e mentalizada para isso, sobretudo quando estiver menos remendada e desfalcada.

Quanto ao resto, é sempre bom saber que aprendemos finalmente a ganhar jogos aos 92 minutos…


RC

sábado, 19 de março de 2016

SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO:POIS, POIS...


Dos últimos doze minutos (os únicos que vi), recolho estas duas pérolas do chamado Serviço Público de Televisão, vulgo RTP:

“Assim é que é bonito, os adeptos a apoiarem as suas equipas”
(No preciso momento em que a entusiasmada lagartagem cantava ao desafio “Benfica é merda”)

“Jefferson a comprometer a equipa do Benfica”
(Após expulsão de Jefferson que havia sofrido uma falta claríssima da qual resultou um livre…contra o Benfica).

E é assim.


RC


P:S.- Loures, Odivelas, Livramento, freguesia aqui, câmara acolá, escolas secundárias de Lisboa e arredores: nada nem ninguém parece a salvo do proxenetismo eclético dos viscondes falidos. Quem paga?

SPORT EUROPA E BENFICA


1/2 Final em futsal
1/2 Final em voleibol
1/4 Final em futebol
1/4 Final em andebol
1/4 Final em hóquei
Basquetebol
Atletismo

Sem dúvida, maior que Portugal.
JL

quarta-feira, 9 de março de 2016

CARNAVAL NO SEIXAL


Antes do jogo da Rússia, houve carnaval no Seixal. Este jovem árbitro tem futuro na terra das maravilhas desejada pelo trinca-bolotas. A equipa B não está bem gerida e é pior treinada, mas com este tipo de arbitragens, talvez seja melhor os jovens saltarem diretamente dos juniores para a equipa dos “emprestados”.   
 

JL