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Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A ARTE DO GOLO



Único: adjectivo; que é só um; que não tem outro da sua natureza ou espécie figurado superior aos demais; excepcional; incomparável; exclusivo

O golo de Lazar Markovic foi um momento único. Daqueles que nos vamos lembrar durante décadas e recordar sempre que a conversa resvalar para os grandes golos. Como aquele do Poborsky contra o Braga em 98 ou os do João Pinto no 6-3. Era uma tremenda injustiça se os deuses do futebol permitissem que durante os restantes 50 minutos surgisse outro golo a fazer sombra àquela obra de arte. A seguir ao golo de Markovic o árbitro devia ter terminado o jogo e íamos todos para casa. Felizes. 

JL

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

MARXISMO AZUL E BRANCO



O Harpo Marx lá do sítio não é louro, nem surdo-mudo, mas faz-se. O Grouxo, sem charuto, nem bigode, empurrou com ar ameaçador um jornalista porque, com coragem ou distração, fez uma pergunta (im)pertinente. A comunicação social, por distração ou falta de coragem, não faz referência alguma a tão inusitada irritação presidencial, como se a espontânea conferência de imprensa a altas horas, num parque de estacionamento fosse algo absolutamente normal. No papel impresso o que unicamente se releva, de tão cómico filme, é que o senhor presidente não confirmou a demissão do treinador. Chico Marx estará hoje em estúdio, com todo o seu charme, a limpar a cena do crime. 

Não pertenço ao grupo de pessoas que abranda na estrada para ver os estragos de um acidente, mas ontem e hoje levantei o pé do pedal. Ele há coisas irresistíveis. 

JL

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A NORTE O DESNORTE



Fosse JJ a tratar o Eintracht por Bayern e a confundir Frankfurt com Leverkusen e teríamos anedotas, escárnio e maldizer para vários meses.
É a desorientação completa da outrora “estrutura perfeita”.

Assim o saibamos aproveitar.

RC

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O CÉU É O LIMITE?



“Tamos fortes, muita fortes”. Não pela vitória, porque o PAOK é de um nível abaixo. Não pela exibição, pelas mesmas razões. Mas porque com metade de suplentes e com um ou dois Maneis, revelámos uma segurança de jogo invejável. Para mim, esta época, Jorge Jesus tinha muito pouca margem. Mesmo quase nada. Mas hoje faço-lhe uma vénia, está a conseguir passar pelo buraco da agulha. Agora, que não se arme em camelo, porque o difícil ainda vem aí. 

JL

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

QUANDO LA PLATA SE TORNA OURO



Enzo é um toureiro fora da arena. Não há sol, não há silêncio nas bancadas. Não faz mal, Enzo espera, espera aproximação da besta, espera o momento. O momento é tudo. Nem mais, nem menos. No segundo exacto, aquele que meticulosamente escolheu, arranca, serpenteando, com a bola na ponta dos pés, um mar riscado de verde. Visto de longe é arte, é artifício. De perto, é a mais bela das formas humanas. O momento em que a bola beija as redes e o céu se tinge de vermelho. Um vermelho que só encontramos no fundo do nosso ser. 

JL

A VITÓRIA FICA-NOS TÃO BEM


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

TRISTE SINA A NOSSA

Logo que o speaker anunciou a não realização do jogo, tive o pressentimento de que estavam criadas as condições para estar armado um charivari dos antigos.
O ridículo comunicado que sociedade recreativa do Lumiar agora emitiu, só o confirma.

É assim, esta gente: putativos campeões de secretaria, já que em campo não passarão nunca de uma bando de derrotados e de falhados.
A Taça da Liga foi um simples ensaio, um aquecer de motores: depois, a Stephanie deu a ajuda que faltava para que estes trastes criassem mais um caso no futebol português.

Este comunicado é tão ridículo quanto hipócrita e nojento sob a capa de uma pretensa magnanimidade: À luz destes factos e a serem confirmados pelas entidades responsáveis e sem a devida vistoria, o Sporting Clube de Portugal poderia evocar o Artigo 94º, do Regulamento Disciplinar da LPFP, pontos 1 e 2 que lhe dariam a vitória no encontro (…)”

É isto o sportém, é esta a sua génese e não serão nunca capazes de viver doutra maneira.


Um nojo de gente, com quem temos a desdita e a triste sina de partilhar a nossa cidade.

RC