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Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


domingo, 31 de março de 2013

AS RELAÇÕES COM O SPORTING


Verdadeiramente e até pelo clube envolvido, o tema não mereceria sequer duas linhas, quanto mais um post.
Se o abordo, porém, é porque constatei através da blogosfera que ainda há benfiquistas suficientemente ingénuos e crédulos ao ponto de acreditarem em hipotéticas alianças com o Sporting, visando concretamente derrubar o domínio que o Porto tem exercido sobre as estruturas do futebol português.

Antes de mais, essa é uma tarefa só nossa: devemo-lo à nossa história por respeito aos nossos valores mas também por todos quantos vestiram as nossas camisolas e foram espoliados ao longo de mais de 3 décadas de mentira, corrupção e batota.
Depois, porque vejo apenas uma forma de a realizar: ganhando.
Não uma vez, não esporadicamente, não com um campeonato em cada 3 ou 5 anos.
Só vencendo de forma consecutiva e sustentada, o Benfica acabará de forma natural com uma teia que apesar de persistir, parece claramente apodrecida e a dar sinais de ruptura.
Estou completamente convencido, aliás, que quando o Benfica conseguir de novo um bi-campeonato será o fim definitivo do velho senil, dos seus acólitos e de uma determinada era no futebol português.

Quando ao Sporting, não consigo entender como ainda há quem alimente qualquer tipo de ilusões sobre aquilo que verdadeiramente os move.
O novo presidente no primeiro fim-de-semana do seu mandato, já se encarregou de o demonstrar com as declarações após a vitória do Benfica B em Rio Maior.
Estou, aliás, completamente convencido que daqui a 2 semanas, antes do Benfica-Sporting, iremos ter uma qualquer bravata levada a cabo pelo presidente da comissão liquidatária da lagartagem com o nobre fim de unir a família sportinguista: como sempre, como todos.

Um cenário como o de 1979-1980 em que Benfica e Sporting se uniram contra a nascente cruzada nascida a norte, lançada por Pedroto e pelo então aprendiz Pinto da Costa, não é, obviamente, repetível.
Aquela foi uma aliança meramente conjuntural, vinda das bases que sentiram claramente o monstro que estava a nascer mas, sobretudo, a onda de ódio que a norte estava a ser alimentada de uma forma pensada, sistemática e organizada.
Criminosa, também.

A partir daí, o Sporting fez as suas opções, trilhando o caminho absurdo de um anti-benfiquismo completamente primário e obsessivo, contentando-se cobardemente com as migalhas que o magnânimo aliado do Norte foi deixando aqui e ali com os resultados que estão à vista.

Antes assim: verdadeiramente nada nos une.
Mais do que rivais, considero mesmo que somos uma espécie de inimigos de classe e não são poucos os exemplos que o provam ao longo da história dos dois clubes.
Aliás, o Benfica nasceu do povo, sonhado por um humilde orfão e por um grupo de amigos; não por capricho de um qualquer aristocrata mimado.

Façamos, pois, o nosso caminho, se necessário for, contra muitos, contra quase todos; olhando em frente e zelando apenas pelos nossos interesses e pelos nossos objectivos: a vitória, como sempre na nossa história mas conquistada de forma limpa, leal, digna.
Com as camisolas suadas dos nossos jogadores: haverá outra forma de sermos Benfica ?

O resto é apenas poeira levantada pela matilha raivosa, mesquinha e esfomeada.


P.S.- Sobre o Benfica-Sporting que se aproxima: depois dos actos criminosos que se verificaram na época passada e que ficaram impunes, o Benfica não deveria, evidentemente, ceder um bilhete que fosse a tal corja de energúmenos.


RC

sábado, 30 de março de 2013

CALDEIRADA COM SABOR A LIMÃO

Quem veja a ficha do jogo sem o ter visto pode ser levado a pensar que hoje houve uma autêntica batalha campal no Estádio da Luz. Apesar dos 12 Amarelos e 3 vermelhos, nada mais falso. O que se passou foi uma mudança de estratégia por parte da arbitragem imediatamente a seguir ao segundo golo do Benfica.  
Quando o Benfica faz o 2-0 sentiu-se que a vitória já não escapava e Rui Costa também o deve ter sentido no relvado. “Hoje já não faço aqui nada” pensou certamente. Vai daí, qual cozinheiro de tasca manhosa, toca de preparar uma caldeirada cheia de cartões. Qualquer faltazinha, qualquer simulação ou algo parecido, vai de amarelar de empreitada.
Nem é preciso ser muito perspicaz para entender a importância dos amarelos no Benfica nesta fase final do campeonato e também no Rio-Ave considerando o jogo da próxima quarta-feira para a Taça da liga. No meio do festival de cartões apenas ficámos sem o Melgarejo, mas podia ter sido pior.
De resto, com o Benfica a jogar assim, vai ser precisa muita caldeirada para nos abater.
JL

quarta-feira, 27 de março de 2013

AINDA O FUTSAL

O Futsal vai servir de modelo para conhecermos a acção desta Direcção em relação às modalidades. Quando falo em Direcção falo daquela que foi eleita no ano passado, porque a anterior, liderada pelo mesmo Presidente da actual, deixou as modalidades ao deus dará. Houve resultados? Pois houve, mas não houve na medida do investimento efectuado e sabemos bem que colocar apenas dinheiro em cima dos problemas até pode resultar, porém só a curto prazo.
Com as eleições houve alterações significativas na estrutura de topo. Mais que a mudança de Vice-Presidente, foi ao nível dos assessores da SAD, que na realidade são quem gere as modalidades do clube (chamo a atenção para o contra-senso organizacional), que as mudanças se fizeram notar com mais intensidade. A pergunta que fica então é esta: as mudanças no Futsal foram apenas uma reacção pontual, forçada pelos maus resultados ou estes foram a justificação oportuna para o início de uma limpeza nas gorduras que estrangulam as várias modalidades?     
JL

segunda-feira, 25 de março de 2013

OS TRASEIROS E AS CADEIRAS NÃO SÃO TODAS IGUAIS

Há cerca de dois anos, o Benfica tinha a taça da liga nas mãos, vencia por dois zero no dragão na primeira mão da taça de Portugal, brilhava na liga Europa a caminho das meias-finais e depois de um início horroroso, fazia uma recuperação notável no campeonato. Colocámos a carne toda no assador. No entanto, ganhou-se a taça da Liga ao Paços de Ferreira, sem brilhantismo e com a equipa a receber a taça sob assobios, fomos eliminados por um acessível Braga na liga Europa e deixámos o FCP recuperar a eliminatória da taça e fazer a festa do campeonato em nossa casa. Do sonho ao pesadelo foi um piscar de olhos. Muita cadeira para tão pouco traseiro, concluiu-se.
Na mesma época, beneficiando do desnorte benfiquista, Villas-Boas consegue o Campeonato, a taça de Portugal e a Liga Europa. Não consta que fosse a pé a Fátima agradecer a tripleta. Não foi certamente devido a qualquer tipo de intervenção divina que o FCP viu o seu único e verdadeiro opositor perder três jogos dos primeiros quatro do campeonato. Nove pontos de avanço logo à partida. Embora à época fosse uma possibilidade, também não foi um milagre a marcação de rajada de três golos em pleno estádio da Luz na segunda mão da meia-final da Taça. E esperava-se outro resultado em Dublin contra um Braga que até se deixou ultrapassar pelo Sporting no campeonato?
Já em 2003 o especialíssimo Mourinho consegue também a desejada tripleta. Benzido por fruta e café com leite, o passeio no campeonato e na taça (onde o Gondomar despachou o Benfica logo na primeira ronda), permitiu a concentração total na Europa. E apesar destas benesses internas e da boa equipa do FCP e já agora um grande treinador, foi necessário a mãozinha da sorte para conseguir o caneco. Em campo e nas bolinhas do sorteio.
Nos anos sessenta o Benfica dominava a Europa. Logo em Maio de 61, vence o Barcelona por 3-2 em Berna na Suíça e consegue a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Internamente rivaliza com um ainda pujante Sporting e acaba por conseguir brilhantemente o campeonato com quatro pontos de avanço. Faltava a taça de Portugal para ser uma época perfeita.   
O Benfica defronta o Vitoria de Setúbal nos oitavos de final e na primeira mão vence em casa por 3-1. A segunda mão está marcada para o dia 31 de maio, exactamente o dia seguinte à final de Berna. O nosso presidente, Vieira de Brito, tenta durante quase um mês, junto da federação, o adiamento do jogo evocando o óbvio interesse nacional. O Benfica acabou por perder por 4-1, sendo eliminado, praticamente ao mesmo tempo que a equipa principal chegava a Lisboa com a taça dos campeões. O vencedor da taça de Portugal daquele ano foi o inesperado Leixões.   
Lembrei-me destes factos quando temos a Taça bem encaminhada, lideramos o campeonato e na liga Europa, cujo percurso é no mínimo muito razoável, abrem-se boas hipóteses de chegarmos à final. E lembrei-me especialmente porque o Olhanense, apesar de ter ordenados em atraso e do relvado do quintal onde joga estar impraticável, está hesitante em jogar no estádio do Algarve. Um dilema que foi inexistente quando recebeu o FCP na primeira volta.
JL

domingo, 24 de março de 2013

SUPERGA E A HOMENAGEM POR FAZER


Se outros méritos não tivesse (o que na minha modesta opinião de leigo, nem é verdade), o documentário Benfica-4, Torino-3 exibido esta tarde no S. Jorge no âmbito da Festa do Cinema Italiano, teria sempre a virtude de devolver à memória colectiva do Benfiquismo, um assunto que dela não deveria nunca ter saído: falo, evidentemente, da tragédia de Superga, que vitimou toda a famosa equipa do Torino.

Evidentemente que a história do Benfica é riquíssima e felizmente para nós, plena de grandes vitórias, tardes de glória e momentos épicos.
Há, porém, momentos menos felizes que fazem parte da nossa história colectiva e que inexplicavelmente têm sido quase ignorados nas últimas décadas.
A tragédia de Superga é um desses casos: uma pecha grave e que urge reparar urgentemente.
Por respeito à nossa história, ao nosso passado, mas sobretudo pelo dever de honrarmos a memória e o exemplo de um grupo de magníficos campeões que perdeu a vida, na sequência de uma grande tarde de futebol em Lisboa e da fraterna festa de homenagem  que quiseram proporcionar ao grande Francisco Ferreira.

O Benfica tem uma enorme divida de gratidão para com o Torino e para com a memória dos amigos italianos do nosso Chico Ferreira.
Quem acompanha o futebol italiano sabe perfeitamente que o Torino é um dos clubes mais respeitados do calcio.
No dia em que o Benfica se deslocar a Turim para fazer um jogo e homenagear institucionalmente as vitimas da tragédia de Superga, ganhará definitivamente o respeito e o coração de milhares de italianos, aumentando o seu prestigio e reforçando a sua imagem como um dos clubes míticos do futebol europeu.

No entanto, mais importante que tudo, pagará uma divida que se tem arrastado há tempo de mais, honrando definitivamente a memória, o exemplo e a amizade que os campeões granata deixaram em Lisboa, antes de ingloriamente voarem para a morte.   



 RC

ELEIÇÕES NO CAMPO GRANDE


Então é assim: as urnas já fecharam há 5 horas e ainda não se sabe quem ganhou, ao que parece por faltarem os votos por correspondência ou então por haver votos duplicados (será que é o Barroso dos fígados que os está a contar ? É que isto das urnas encerrarem depois de jantar é uma chatice…) ou talvez ainda porque o programa informático eleitoral é uma contrafacção trazida da Índia pelo Sunil Chhetri.

Enfim, os viscondes desesperam, já houve encontrões e pancadaria à porta da sede social da Juve Leo, não há ainda presidente eleito, mas o Record já lançou o foguetório, apanhou foguetes e está neste momento a bater palmas.

Vejamos alguns títulos da edição on line do pasquim oficioso da agremiação recreativa do Campo Grande:



Bruno de Carvalho gosta de cinema e de discutir o Mundo
Apoio familiar nunca faltou a Bruno de Carvalho
Bruno de Carvalho: 20 anos de experiência de gestão
Granadas? Não. Calma que o Bruno é sereno

Absolutamente esmagador, de facto.
Algo só ao alcance de um Kim Il Sung, de um José Estaline ou de um Miguel Relvas.

Também o Público, anuncia a agenda pós eleitoral do novo presidente do Sporting.
Aqui está, com a devida vénia:

O líder da lista B, que nas últimas eleições foi derrotado por Godinho Lopes, antecipou aos jornalistas a sua agenda para a próxima semana. “Na terça-feira reunirei com funcionários do clube e departamentos, na quarta será com as modalidades e com as pessoas que estão encarregues do canal Sporting, do site e do jornal, na quinta com os actuais parceiros, na sexta estaremos a reunir com os bancos, de manhã, e à tarde a direcção vai fazer uma súmula de tudo aquilo que apurámos para programar a semana seguinte”, explicou.

Um ritmo estonteante de um homem de acção e visão: na 6ª feira de manhã, por exemplo, estará a reunir com os bancos.
Escolheu, de facto, o dia certo: não ouvirá recusas de crédito nem ultimatos desagradáveis para liquidar os incumprimentos: em plena 6ª feira santa, não haverá seguramente neste país, instituição bancária que lhe recuse o que quer que seja.

 Enfim, vamos aguardar que o Barroso atine com a contagem e que os pombos-correios tragam os votos dos correspondentes.
Sim, ou pensavam que havia portes pagos???

RC

quinta-feira, 21 de março de 2013

A ÚLTIMA CRUZADA EM TERRA DE MOUROS

Se há quem pense que a saída  apressada  da Champions é para esquecer rapidamente, está completamente equivocado.
Pelo contrário, a passagem pela Andaluzia do clube do velho senil ficará para sempre na memória de alguns malaguenhos e não falo de Saviola e companheiros nem dos que estiveram no estádio a presenciar a derrota da equipa do Bitó.

Aí estão eles no seu melhor, em plena cruzada e onde as conquistas são mais saborosas: em terras de mouros, evidentemente.

Enquanto isso, a nossa imprensa assobia para o ar e rejubila com o inquérito lançado pela UEFA à eterna idiotia dos petardos lançados por eternos e incorrigíveis idiotas.

RC



quarta-feira, 20 de março de 2013

FUTSAL: ESTALOU O CHICOTE


Adivinhava-se e pressentia-se.
Más exibições, vitórias pouco convincentes e quase sempre sofridas, derrotas inexplicáveis, patéticas algumas.
Em Dezembro, abordamos o assunto na sequência da célebre entrevista de Ricardinho.
Nada melhorou e antes pelo contrário a equipa nunca se encontrou, continuando a falhar vezes de mais.
O cenário actual é surreal: 12 pontos a menos do que o Sporting.
Simplesmente ridículo e inadmissível para uma equipa com o orçamento e as condições de trabalho de que esta dispõe.
Aliás, o Futsal, sendo obviamente o caso mais flagrante é, reafirmo-o, paradigmático em relação a uma certa forma de estar nalgumas modalidades do Benfica.
Em termos gerais, há frequentemente e de uma forma clara, vedetismo a mais e humildade a menos.
Por isso, somos às vezes surpreendidos com derrotas só aparentemente inexplicáveis: vence quem mais trabalha e quem mais acredita, não quem dispõe de maiores orçamentos nem de melhores condições.
A própria Benfica TV, na  ânsia de dar a conhecer o “Universo SLB” e ainda que involuntariamente, acaba por contribuir para este status quo, criando ídolos com pés de barro e pondo nas nuvens quem deveria ter os pés bem assentes na terra.
Parece, por vezes, que há por ali gente que ainda não se apercebeu quão escuros são os tempos que correm e por isso mesmo, o que significa trabalhar num clube como o nosso em que nada falta, seja em termos monetários, seja em condições de trabalho "tout court".

Voltando ao futsal, parece-me de bom augúrio o facto da vassourada ter sido geral e não se ter ficado pela óbvia e costumeira solução de afastar o treinador.
Não sei nem tenho dados para avaliar se Paulo Fernandes é réu ou inocente, mas seguramente é apenas uma parte da questão: possivelmente nem sequer a mais determinante.
Evidente, parece-me o facto desta equipa estar pesada, cansada, sem alegria; sem liderança também, fruto de uma estratégia em que o mais importante parecia ser afastar rapidamente todas as referencias do futsal do Benfica.

Voltamos, pois, á estaca zero, o que pode ser uma virtude: nada está ainda perdido e as trancas põem-se antes de casa  roubada.
Espera-se que seja, de facto, o inicio de uma nova era e que a solução encontrada seja a que melhor sirva os interesses do Benfica.
E já agora, que todas as partes envolvidas reajam à altura da grandeza do clube: o pior que nos podia acontecer era cada um dos envolvidos vir à praça pública carpir mágoas e apontar culpados a dedo.



RC

terça-feira, 19 de março de 2013

OS IDIOTAS ÚTEIS

O FCP tem assentado o seu domínio no futebol português nas últimas três décadas na existência dos chamados idiotas úteis. Quem são? São os clubes que lhes prestam cegamente vassalagem, mesmo prejudicando-se, na esperança de tirar alguns benefícios das migalhas que vão escorregam da mesa do sistema.  
Estes, ao fim de uns anos neste registo, vão caindo em desgraça porque o apoio do FCP, sendo apenas de sentido único, é apenas ilusório. O fim do União de Leiria SAD é um exemplo paradigmático do futuro destas relações. Outros são os nossos vizinhos do Lumiar, que nos últimos anos têm servido de fornecedores de mão-de-obra qualificada a baixo custo mesmo afectando profundamente as suas finanças. A memória é o bem mais escasso do nosso futebol.
No entanto, o modelo mais bem conseguido do idiota útil para o sistema encontra-se mais a sul, à beira do Sado. É impressão minha ou o presidente do Vitória de Setúbal fez muito mais barulho quando perdeu por cinco zero com o Benfica, considerando excessiva a expulsão do Amoreirinha, do que agora que é eliminado ilegalmente de uma competição que daria enormes dividendos financeiros e desportivos ao seu clube?
Se no primeiro caso encheu páginas com declarações inflamadas com as expressões “inadmissível”, “dualidade de critérios gritante” e “inexplicável”, no segundo apenas um pequeno comunicado a referir que a decisão da FPF é apenas “incompreensível”. Isto ter acontecido com o FCP foi uma grande chatice para o senhor Fernando Oliveira.  
JL

JESUS: A REDENÇÃO ?


Vamos lá deixar em paz coisas menores como “ambos os 3”: ao que consta, o Relvas disse algo do género e é tão somente o homem mais poderoso deste país.
Para além disso, se quiséssemos um intelectual como treinador, contratávamos o Freitas Lobo que entre basculações, duplos e triplos pivots e análises profundas às jogadas do Alan John, fala a mesma linguagem imperceptível de um cientista nuclear norte-coreano.

Isto para dizer que Jesus me surpreendeu agradavelmente após o jogo com o V.Guimarães: no flash-interview da Sportv quando desmontou de forma brilhante a estúpida argumentação do palerma de serviço sobre a alegada motivação do Benfica pós-empate dos andrades e depois na conferencia de imprensa quando humildemente assumiu que nada está ganho e que sobretudo é preciso ainda saber sofrer muito.

É talvez o melhor sinal para o ainda falta deste campeonato: um Jesus mais maduro, menos arrogante e que dá sinais de ter aprendido com os erros e omissões de um passado recente e tão doloroso para o povo benfiquista.


RC

segunda-feira, 18 de março de 2013

UMA MOSCA-VAREJEIRA NO BANQUETE

Festim de futebol ontem em Guimarães. O melhor tempero da comida é a fome e os benfiquistas estavam sequiosos por uma exibição destas. O Benfica entrou focalizado no objectivo e sentiu-se que minuto menos minuto a bola entrava. Uma ementa rica em futebol espectáculo, apresentada pelo chefe de sala Matic e cozinhada por um Gaitan invulgarmente entusiasmante, um Lima cheio de força e um Cardozo criterioso. Se juntarmos o aperitivo madeirense servido antes do manjar, foi uma noite de banquete para os benfiquistas que já tinha iniciado na tapadinha, apesar da tarde de bruxas no basquetebol.   
Por essa razão poucos reparam na mosca-varejeira que mais uma vez entrou pela janela da SportoTV. Nome: Luís Freitas Lobo. Uma viagem pela democrática Wikipédia confirmo que as moscas-varejeiras são moscas de grande tamanho e que geralmente possuem uma coloração verde azulada metálica.
Os comentários que a SportoTV nos ofereceu ontem durante o jogo do Benfica ultrapassou todos os limites do razoável, mesmo que habitualmente o “razoável” na SportoTV seja um anti-benfiquismo primário, tratando o Benfica como uma equipa estrangeira que está jogar com a selecção nacional.
Luís Freitas Lobo não fala do que vê, fala daquilo que deseja que aconteça. Infelizmente para ele os factos são teimosos e persistentes. Foi doloroso vê-lo falar em jogo equilibrado quando as imagens só apresentavam oportunidades do Benfica. A SportoTV ainda não consegue, mesmo virtualmente, apresentar ilusões.
Mas não está sozinho na tentativa de criar uma narrativa alternativa à realidade, esta prática é comum a toda equipa de comentadores e habitual nas transmissões dos jogos do Benfica neste canal pago. Chega a ser caricato a forma obsessiva como tentam que os adversários do Benfica falem das arbitragens.
A decisão de não renovar o contrato televisivo com a SportoTV não resolve o problema, já que teremos sempre os jogos fora, mas moralmente, perante o triste espectáculo semanal, era algo que se impunha.  


JL

domingo, 17 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

OS CONTABILISTAS DE PETARDOS

A contagem dos petardos nos jogos do Benfica começa a ser um clássico dos jornais desportivos. Rigorosos como em nenhum outro tema, nunca falham no número. Referem ainda a UEFA, um potencial e quase certo castigo, aliás a maior parte das vezes salientam mesmo “um pesado castigo”. O anseio por uma punição é tanto que hoje no Jornal A Bola até surge a mesma notícia duas vezes, em páginas diferentes. Esta petardamania mediática vai acabar por obrigar a acção de alguém e já sabemos quem será o prejudicado.
JL

A TRANSGRESSÃO COMO MODO DE VIDA

De irregularidade a irregularidade. O FCP utilizou jogadores que não devia num jogo da Taça da Liga. As regras aprovadas por todos os clubes impunham a derrota no referido jogo. O mesmo FCP, com a conivência do Vitória de Setúbal (irónica coincidência ou talvez não), repetiu um jogo da Liga fora dos prazos legalmente aceites. As regras aprovadas por todos os clubes impunham a derrota no referido jogo, para ambas as equipas. Como tradição é tradição, nada disto aconteceu. E assim, num piscar de olhos, o FCP sobrevive em apenas duas competições e em ambas de forma irregular.
JL 

quinta-feira, 14 de março de 2013

EVIDENTEMENTE...


…que temos de começar a pensar seriamente em ganhar a Liga Europa.

Sem bazófias nem arrogância mas também sem falsas modéstias nem miserabilismos mentais, o Benfica tem de se assumir definitivamente como um dos grandes candidatos à vitória.

Está, obviamente, tudo em aberto, mas Benfica, Chelsea (apesar de ter o gordo espanhol como treinador…) e Tottenham são, na minha opinião, as equipas mais fortes da competição.

As grandes equipas constroem-se na ambição permanente da vitória, jogando grandes jogos, estando permanentemente nas grandes decisões e disputando competições de topo.

Dizia Mozer há uns tempos que cansados deveriam estar os jogadores do Sporting porque só perdiam, afirmou hoje Artur após o jogo: "Desgastados ? Saímos é felizes".
Está tudo dito.

O mundo não acabará, obviamente, se não ganharmos a Liga Europa, mas a história do Benfica não perdoará se por ela não lutarmos ou se dela abdicarmos.

 Sei apenas que seria  fantástico  voltarmos a erguer um caneco em Amesterdão…



RC

quarta-feira, 13 de março de 2013

...Y SIGAN CHUPANDO!


De urgência, chamem o Proença e a restante corja para anular golos limpos aos adversários, validar golos em fora-de-jogo e assinalar penalties manhosos.

Peçam ao Paiva Brandão e ao Guilherme Aguiar para mexerem cordelinhos, traficarem influências e angariarem putas finas para árbitros e delegados.

Digam ao Domingos Gomes para preparar uma mezinha milagrosa e para logo a seguir avaliar a mistela com um controlo cego, surdo e mudo.

Convoquem o Vitó para dissertar sobre o tema preferido dele: o Benfica.

Implorem ao velho senil que dê uma conferência de imprensa e diga piadinhas imbecis sobre o Benfica.
E riam todos, riam muito.

Inchem porcos, inchem.
E como diria o mais famoso compatriota de Saviola ( e já agora, obrigado “Conejo”, serás sempre um dos nossos!) “que la chupen y sigan chupando”!


RC

A TÉNUE LINHA QUE SEPARA A SUBVERSÃO DA ESTUPIDEZ

Todos temos diferentes formas de viver o benfiquismo. Prejudicar constantemente o Clube não é, decididamente, uma dessas formas.
Os petardos não são uma idiotice, tornaram-se. Uma boa piada contada vezes sem conta passa rapidamente para o campo da mediocridade. O lançamento constante de petardos no estádio da Luz atravessa a linha da insurreição para se alojar no canto quente do establishment. Os  poderes estabelecidos necessitam destes insurrectos de meia tijela para reforçar a sua posição. 
O primeiro petardo ouvido no estádio, talvez também o segundo,  teve a virtude do inesperado. Um som ensurdecedor a romper a letargia das bancadas. Como um rasgo subversivo com o intuito de provocar uma brecha momentânea na estrutura instalada.
Mas o número faz o hábito e o hábito é irmão da vulgaridade. Agora é apenas uma estupidez teimosamente mantida. Pior, uma banalidade pimba a caminho da insignificância social, mas financeiramente relevante para o nosso clube. Continuamos com a UEFA à perna e com a Liga de clubes a encher os bolsos à nossa custa.
A falta de inteligência é um problema difícil de resolver. Apesar de ser mais fácil de detectar que os pequenos engenhos explosivos, encontrar antídotos aos efeitos provocados pela estupidez cronica é uma empreitada árdua. Talvez o aparecimento de outro motivo de deslumbramento, juntamente com a fadiga da repetição acelere a passagem desta moda. Até lá vamos pagando multas a quem não nos quer bem.  

JL

domingo, 10 de março de 2013

CACHIMBO DA PAZ


Jogo tranquilo, boa vitória sem grandes sobressaltos.
Foi o jogo ideal para o cachimbo da paz entre sócios e equipa.
Quem tinha razão?
Provavelmente ambas as partes ou talvez nenhuma delas.
Acontece nas melhores histórias de amor mas já lá vai.

Importante é olhar em frente e aí estão mais duas finais: Bordéus e Guimarães.
Para ganhar, é evidente.
Não há outro modo de ser Benfica.


RC

23 ANOS DEPOIS

O Benfica venceu hoje o campeonato Nacional de Cross, 23 anos depois. Recuperou ainda o título de juniores femininos e renovou o título júnior masculino. Está feita a mudança, somos indiscutivelmente a maior força nacional no atletismo. O mérito é em grande medida da professora Ana Oliveira. Enorme capacidade de trabalho, engenho para ultrapassar inúmeras dificuldades internas e paixão pelo Benfica e pelo desporto.



JL

sexta-feira, 8 de março de 2013

AO SENHOR JESUS


Boa noite Senhor Jesus: tenho quase 35 anos de sócio do Benfica mas já via futebol antes de ir à Rua Jardim do Regedor materializar o meu Benfiquismo.
Uma vida, portanto.

Isto para lhe dizer duas coisas:
  1. O futebol não é propriamente uma ciência oculta cujo entendimento só está ao alcance de alguns visionários, génios, magos ou parapsicólogos
  2. Detesto que me tratem como atrasado mental

Tudo a propósito, já se vê, da MISERÁVEL exibição que o Benfica proporcionou a 33 mil pobres almas que se deslocaram esta noite à Luz.
Não, Senhor Jesus, ninguém esperava nem exigia que o Benfica goleasse ou que trucidasse esta simpática equipa francesa que, não por acaso, está em 10º lugar do campeonato gaulês.
Nós, pobres mortais e já agora pagantes, gostaríamos apenas de ter visto um pouco de brilho, de garra, de determinação.
E de futebol, já agora, até porque o adversário dava para tudo.

Mas não, o Senhor Jesus do alto da sua infinita sapiência, decidiu continuar a fazer gestão do plantel, seja lá o que for que isso signifique.
Sabe o que me parece que está a fazer, Senhor Jesus?
Pois bem, para além de dar tiros nos pés (uma competição já lá vai…), conseguiu desconcentrar competitivamente o plantel, a equipa, os jogadores que, sente-se, começam a perder a noção daquilo que realmente está em causa.
Vejamos: pouparam-se na Taça da Liga para o jogo de Aveiro; pouparam-se no jogo de Aveiro para a Liga Europa; pouparam-se na Liga Europa para o temível Gil Vicente e de poupança em poupança presumivelmente continuaremos.

A equipa está à toa, atordoada pela falta de estratégia: não sabe se vai, se fica, se ataca a bola ou fica confortável no casulo, tentando supostamente gerir aquilo que não sabe porque não está no seu ADN.

Senhor Jesus: deixe-se disso.
Uma equipa de alta de competição fez-se para isso mesmo: para competir ao mais alto de nível, perante elevados níveis de esforço e de exigência competitiva.
É aliás disto, que os jogadores gostam: dos grandes e decisivos jogos, daqueles que podem valer vitórias, títulos, glória.
Aquilo que está a fazer é nem mais nem menos que partir uma equipa, gerindo-a artificialmente.
Não faltará muito para que aos jogadores naturalmente fatigados, se juntarão os que quebram por força deste consecutivo e absurdo pára-arranca que o Senhor Jesus decidiu prescrever à equipa.
Administre o plantel como entende, proteja jogadores que estejam menos frescos, mas porra! não amordace a equipa, nem a meta numa camisa de forças, transformando bons jogadores em tipos que não conseguem sequer fazer um passe de 5 metros.
Faça lá isso, Senhor Jesus e garanto-lhe que mesmo que não se jogue bem, a malta não assobia: lembra-se do jogo com a Académica?

P.S.-Eu sei que o Senhor Jesus não gosta do futebol inglês, mas viu o Tottenham-Arsenal ? O ritmo e a intensidade competitiva a que foi jogado? Pois bem, a equipa de Londres hoje despachou o Inter com 3 batatas. Assim mesmo, à bruta, sem poupanças nem gestão. E sábado ou domingo há mais…


 RC

QUEM ESTEVE PIOR?

Embalado pela inacreditável música pimba do voo da águia, o Benfica jogou mal. Mais uma vez. Jesus poupou alguns jogadores, mas não poupou os adeptos, que já descobriram um novo Emersson, chama-se Roderick e tanto joga a central, como a trinco. Não foi dos piores. Melgarejo está passar a pior fase da época. Cardozo, Sálvio e Lima andam esquisitos. Olá John chega a enervar com a mania de alternar o miserável com o brilhante no mesmo jogo.
Mas quem esteve mesmo mal foi o público. Hoje foi dia de são assobio, dia muito em voga nos anos noventa e que eu pensava já arredado da Catedral. Eu sei que é chato vir ao frio e à chuva, num dia de semana, aturar as teimosias do senhor Jesus. Mas ninguém é obrigado a vir e por mais que nos queiram convencer do contrário, isto não é um espectáculo de variedades, é um jogo do Benfica. Não somos simplesmente público, somos apoiantes. Nós somos o Benfica.
JL

quarta-feira, 6 de março de 2013

GALARDÕES COSME DAMIÃO

Este ano pareceu-me que no âmbito do 109º aniversário do Sport Lisboa e Benfica não houve os já tradicionais Galardões Cosme Damião. Nem prémios, nem Gala. O aniversário arrumou-se com um anúncio de um contrato televisivo e chegou. Como se fosse para esquecer, uma coisa sem importância. Aparentaram os aniversários das nossas tias velhotas: novela, chichi, cama.  
Como os sócios já não esperam grandes explicações da parte da Direcção, excepto quando vão à Bola TV, ficámos a aguardar pela Gala, pela inauguração do Museu ou por uma cerimoniazinha evocativa. Provavelmente houve uns brindes na SAD, entre assessores e ajudantes, mas ou foi pouco divulgado ou andei distraído.
Fomos, no entanto, brindados com uma comunicação presidencial da parte da manhã, tipo Chávez hospitalizado, a anunciar uma surpresa e depois, da parte da tarde, um doce que nos serviu, ao menos, para gozar com lagartos e andrades, até ao fim do dia. Não foi mau de todo.
Qual a razão ou razões para este corte com a tradição recente? Sinceramente, não sei. Falta de verba não será, caso contrário não se tinha apostado, há um mês atrás, num clandestino centenário gímnico. Talvez não houvesse paciência para festas e tivessem ficado traumatizados com a quantidade de cadeiras vazias. Talvez.
Na Travessa não temos dinheiro para Galas, nem para os acrílicos. Mas podemos homenagear singelamente aqueles fizeram algo pelo nosso clube no último ano. As categorias são estas:    

  
   
   ·         Casa do Benfica
   ·         Formação
   ·         Projecto do Ano
   ·         Atleta de Alta Competição
   ·         Treinador do Ano
   ·         Inovação
   ·         Modalidade
   ·         Revelação
   ·         Parceiro do Ano
   ·         Futebolista do Ano
   ·         Carreira
   ·         Homenagem





Os vencedores serão divulgados brevemente. Entretanto, valem todas as apostas. 

JL

terça-feira, 5 de março de 2013

A NOITE EM QUE O UNITED SE SENTIU BENFICA


Para quem ainda alimentava algum tipo de ilusão sobre a mentira e os interesses que circulam à volta da chamada “indústria do futebol”, o jogo de hoje em Old Trafford não poderia ser mais elucidativo.
A fava tocou desta vez ao Manchester United, tal como em 2006 havia tocado ao Benfica contra o Barcelona ou o ano passado contra o Chelsea do oligarca Abramovich.

Hoje como então, a UEFA através do apito de um qualquer árbitro sem escrúpulos nem nível, encarregou-se de sentenciar quem pretende ver levantar o mais ambicionado troféu do futebol europeu ao nível de clubes.
Quem não se lembra da forma como em 2006 o Barcelona foi escandalosamente beneficiado em Lisboa e levado ao colo até á final e quem consegue esquecer o roubo miserável de que o Benfica foi alvo nos jogos contra o Chelsea da época passada?

Ao contrário do que, ingenuamente, por vezes fingimos acreditar, os meandros da alta- roda do futebol europeu não assim tão diferentes do fedorento chiqueiro em que o futebol português se atola e chafurda há mais de 30 anos.
Não por acaso, aliás, há personagens comuns: Paiva Brandão, Guilherme Aguiar e Domingos Gomes, todos eles figuras gradas dos luxuosos mas lamacentos corredores da UEFA.
Já para não falar, é evidente, do inefável Proença a quem foi dado justo prémio pelos inestimáveis serviços prestados à causa, sendo também ele, actualmente umas das figuras de referência do futebol europeu, o que muito abona a favor do senhor Platini e amigalhaços.
É isto a Champions League: uma competição sem ponta de verdade desportiva do inicio ao fim, desde o processo de apuramento às eliminatórias decisivas; uma competição mentirosa e não raras vezes viciada que acaba por comprar os clubes pela força do dinheiro, pelos milhões que movimenta e que faz entrar nos seus depauperados cofres.

Ao contrário da velha e saudosa Taça dos Campeões Europeus, uma competição aberta e democrática por natureza, a Champions League é uma competição fechada num modelo competitivo feita à medida dos clube mais fortes e com mais poder junto da superestrutura da UEFA.
Por outras palavras: quantos clubes estranhos ao sistema conseguiram ganhar a Champions desde que foi criado este novo formato em 1992-93 ?


É pois, por tudo isto e porque não tenho memória curta nem embarco na nacional-parolice da histeria “pró Real Madrid” que hoje estou solidário com Alex Ferguson, o tal “Sir” que um dia disse que o Porto era aquela equipa que comprava títulos no supermercado.


 RC


segunda-feira, 4 de março de 2013

AGORA A FRIO

A história por vezes repete-se. Em 24 de Abril de 2005 o calendário da liga portuguesa tinha previsto um Estoril- Benfica. A equipa da linha, querendo aproveitar o fim-de-semana de sol, marca o jogo para o novíssimo estádio do Algarve, para conseguir vender sete vezes mais bilhetes do que venderia na Amoreira. Estávamos a quatro jornadas do fim, o Benfica liderava com 55 pontos, a apenas um estava o improvável Sporting.
No sábado, véspera do jogo do Algarve, a Académica de Coimbra empata em Alvalade. Com a lotação esgotada, o entusiamo cresceu desmedidamente com a possibilidade de se aumentar para 3 pontos a distancia para os lagartos. Quando o Benfica entrou em campo, num ambiente efervescente, ninguém colocava a vitória em causa. No entanto, o Benfica ganhou por 2-1, marcando os dois golos apenas no último quarto de hora do jogo.   
Lembrei-me deste jogo ontem. O Benfica sabia que podia se isolar no comando, a maior parte dos jogadores tinham descansado na quarta, oferecendo ao Quim a possibilidade de fazer mais um estardalhaço (que rima com palhaço, para quando o fim do complexo de inferioridade?), o estádio estava quase cheio de benfiquistas entusiasmados, num ambiente impar. Mas tudo quase se esfumou numa péssima exibição. Salvou-se o resultado, afinal o mais importante.  
Agora a frio, aquilo não é futebol que se apresente, senhor treinado do Benfica. A equipa até começou bem, marcou cedo, mas depois, como tantas vezes no passado, deixou-se enredar na teia do tempo, numa letargia injustificável. Pedeu o controlo do jogo, andou atrás da bola e colocou-se bem a jeito para sofrer uma surpresa desagradável. O que mais me surpreendeu foi o facto de Jorge Jesus, com o intervalo à sua disposição, não conseguir inverter as coisas.
Nem sei se foi cansaço, medo de falhar ou mérito do Beira-mar. O que eu sei é que o Benfica esteve longe, muito longe do normal desta época. Todavia, quero acreditar que como em 2005 a equipa vai a caminho do título, sabendo de antemão que a história não se repete exactamente da mesma forma e que no futebol a única história que vale alguma coisa é a história que fazemos no presente. Quinta-feira é já ali na esquina…
JL

domingo, 3 de março de 2013

AINDA A DESCANSAR ?


Se o objectivo era “apenas” conquistar 3 pontos e ganhar vantagem sobre o Porto, missão cumprida e nada a dizer.

Se, porém, ambicionávamos uma exibição entusiasmante da nossa equipa, que nos fizesse acreditar que a conquista do campeonato é não só possível como provável, então é melhor aguardarmos por melhores dias.

Em Aveiro tivemos um Benfica a cumprir serviços mínimos: apático, pouco ambicioso,sem fio de jogo: sem alma nem alegria.
Uma equipa que não conseguiu, sequer, controlar o jogo contra o último classificado e que por isso arriscou demasiado.

Salva-se o resultado, o que, dir-me-ão, não é pouco.
Verdade, mas a exibição de hoje deixa-me mais preocupado do que esperançado.
 E já agora com uma pergunta por fazer: foi para isto que se entregou de bandeja a meia-final da Taça da Liga ao braguinha ?



RC

DESCARAMENTO; AUSÊNCIA OU FALTA DE VERGONHA

Exemplos? Cosme Machado a querer evitar dar o segundo amarelo ao jogador do Portimonense ontem na tapadinha. Depois desta “contrariedade”, a rapidez supersónica com que expulsou dois jogadores do Benfica. Toda a sua arbitragem, do primeiro ao último minuto.  
As constantes arbitragem ano após anos nas fases finais do campeonato de juniores. A da semana passada contra o Setúbal e a de ontem em Alcochete.  
Mas lata e das grandes é o argumento utilizado da Federação Portuguesa de Patinagem para castigar Edo Bosh com apenas três jogos: “´num ato reflexo e natural (…) abriu o seu braço direito, naturalmente ainda com o stick de jogo na mão (…)”.
JL

sábado, 2 de março de 2013

TIKI-TAKA DISPENSÁVEL


No meio do tabu que se está a criar à volta da renovação de Jesus, duvido que este tiki-taka de meias-palavras e de enigmas entre presidente e treinador traga grandes benefícios ao Benfica, sobretudo nesta altura do campeonato.

Era de todo evitável a conversa de Vieira sobre o treinador e a equipa do próximo ano, até porque esta época está a entrar na fase em que tudo se vai decidir.
Há um campeonato para ganhar e é essencial que no Benfica, todos se concentrem e evitem dispersões, sobretudo à volta de temas que apenas servem para dividir e para alimentar folhetins na comunicação social.

Quero acreditar que todos sabem o que estão a fazer.
Tudo o resto é puro fait-divers cujo beneficiário não é, seguramente, o Benfica.

Faltam 9 finais, a primeira das quais é já amanhã.
Que cada um cumpra o seu dever e o Benfica será campeão!

RC


HOMENS SEM QUALIDADES

Para o Vitó o sucesso é um trauma. Por mais vitórias que tenha no currículo as suas intervenções públicas acabam sempre a falar do Benfica. Nada a fazer, é feitio. Desta vez atirou-se ao Jesus por causa do plantel do Sporting. Acontece que os factos têm uma característica intransponível, são teimosos por natureza e é preciso uma grande dose de desonestidade intelectual, e já agora também de uma grandíssima lata, para vir dizer que jogar com Zezinho, Ilori e Bruma é a mesma coisa do que alinhar com Ínsua, Xandão  e Elias.
O ainda jovem treinador ainda teve tempo para desterrar o Barcelona – Benfica de há uns meses atrás. Falou de um Barcelona B, pretensamente adversário do Glorioso na Liga dos Campeões e de um Barcelona “IÁ” que perdeu com o Real Madrid esta semana.  Disse com uma convicção profunda, de entendedor, que uma e outra equipa só tiveram um jogador em comum, o Puyol.
Azar. Os factos são mesmo teimosos. Eram sete. Sete que jogaram num e noutro jogo. E um deles até foi o Messi.
Já o seu Presidente na noite do clássico na Luz, apresentou, de peito feito, pelo telemóvel, o site da Liga que mostrava uma imaginária vitória do Benfica. Vozeirou, ofendeu, falou em predilecções e cabalas. Tudo televisionado e repetido nos dias seguinte: o velho a apontar o ecrã do telemóvel para as camaras da TV. Obviamente foi levantado processo na liga. Por menos Jesus e Luís Filipe Vieira estiveram meses de castigo. Entretanto, Pinto da Costa cheio de coragem, quando foi chamado à liga, afirmou que não quis prejudicar a imagem da instituição e que não houve mais que um erro. O processo acabou arquivado.
JL