N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

UM DÉRBI NO RIO




Durante anos um clube gostava de se confundir, ou confundir-nos, com as representações olímpicas do País. Talvez por falta de melhor em outras áreas, talvez pelo facto do Comité Olímpico ter sido comandado durante tempo demasiado, e por sinal com péssimos resultados, por um seu associado e membro do conselho leonino. Seja lá qual for a principal razão, o facto é que se orgulham de medalhas de gente que nem sabe onde fica Portugal, já para não falar daquela famosa de Armando Marques no Tiro em 76, apesar do atleta à época representar o Clube Português de Tiro a Chumbo, contabilizam como do Sporting apenas por ser adepto.

Porém, na situação atual já parece difícil contornar as evidências. Nas últimas três olimpíadas, ou seja, nestes 12 anos, o Benfica consegue 3 medalhas, contra uma (e coletiva) do Sporting. Os 3 medalhados do Glorioso, Telma Monteiro, Nélson Évora e Vanessa Fernandes, são atletas com passado, presente e futuro no clube, inseridos num projeto que já dura há mais de uma década. Não foram, como outros fazem agora, contratações avulsas e sem critério apenas para fazer número. Aqui está a explicação para a circunstancia do número de atletas que viajaram para o Rio de Janeiro ter fciado ligeiramente desequilibrado para um dos lados.

Mas falemos de resultados. Para quem anunciou com pompa e circunstancias, em conferência de imprensa, a grande comitiva, e mesmo tendo em consideração a desastrosa participação portuguesa na gneralidade, não deixam de ser risíveis. Façamos o exercício de comparar os resultados do desempenho dos atletas dos dois clubes. As conclusões ficam com cada um de nós.

Os 20 portugueses do Benfica: Telma Monteiro (3º Lugar), Célio Dias (17º Lugar), Nuno Saraiva (17º Lugar), João Pereira (5º Lugar), João Silva (35º Lugar), Miguel Arraiolos (44º Lugar), Teresa Portela (11º Lugar), João Ribeiro (4º e 6º Lugares), Vanessa Fernandes (suplente), Dulce Félix (16º Lugar), Susana Costa (9º Lugar), Marta Pen (36º Lugar), Carla Salomé Rocha (26º Lugar), Nelson Évora (6º Lugar), Tsanko Arnaudov (29º Lugar), Rui Pedro Silva (123º Lugar), Ricardo Ribas (desistiu), Sérgio Vieira (53º Lugar), Pedro Ísidro (31º Lugar), Miguel Carvalho (35º Lugar).

Os 22 portugueses do Sporting de Lisboa e respetivas classificações: Patrícia Mamona (6º Lugar) Lorene Bazolo (1ª Eliminatória), Cátia Azevedo (1ª Eliminatória) Marta Onofre (26º Lugar) Vera Barbosa (1ª Eliminatória), João Vieira (31º Lugar), Leonor Tavares (33º Lugar), João Vieira (desistiu), Jéssica Augusto (desistiu), Sara Moreira (desistiu), Emanuel Silva (4º e 6º Lugares), Francisca Laia (8º Lugar na Final B) Ricardo Esgaio (6º Lugar) Carlos Mané (6º Lugar), Diogo Abreu (16º Lugar) Joana Ramos (Eliminada), Sergiu Oleinic (Eliminado), Jorge Fonseca (Eliminado), Alexis Santos (12º e 14º Lugares), Gastão Elias (Eliminado), João Costa ( 11º Lugar)

JL
 

domingo, 21 de agosto de 2016

UMA OPORTUNIDADE E UM AVISO


Esta pode ser uma oportunidade para Rui Vitoria fazer mudanças na equipa. Como é óbvio, a vitória por 3-0 na final a supertaça e de 2-0 em Tondela recomendava um escalonamento da equipa conservadora e sem grandes alterações. Foi isso que o treinador seguiu. Contudo, há lesionados a voltar, há aquisições a experimentar. Ederson, Jardel, Samaris, André Almeida, Eliseu, Danilo, Zivkovic, Raul, por diversas razões, ainda não se estrearam a titulares. E hoje houve jogadores que, no mínimo, mostraram, pouca intensidade.

E é também um aviso. Não há vídeo-árbitro que salve uma arbitragem destas. Perdemos a conta das faltas marcadas ao contrário, jogadas travadas e a vista grossa a faltas perigosas a favor do Benfica. Os quatro minutos de compensação no final, tal como os dois ao intervalo demonstraram bem ao que vinha. E é muito estranho a vinda deste árbitro neste momento à Luz e após a deplorável exibição da última vez que cá tinha estado.

JL

FUTSAL FAROESTE


O Futsal em Portugal está cada vez mais transformado num circo. Decidiu-se ainda na época passada que as equipas tinham que ter, pelo menos, sete elementos formados localmente na ficha de jogo e que só podiam só poderiam jogar cinco estrangeiros. O Sporting de Lisboa, com dinheiro vindo de não sei de onde, contratou oito estrangeiros. Não é que a alguns dias do início da época a FPF faz tábua rasa do que foi acordado e decidido anteriormente?

Mas se acham que isto é anedótico, vejam a situação do Bruno Coelho. O jogador foi suspenso pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol duas horas antes do último jogo da final do Campeonato passado. Castigo que nem sabe bem porquê, basta ver as imagens dos dirigentes do Lumiar perante a equipa da arbitragem. Aliás, há dois anos atitudes ainda mais graves dos mesmos dirigentes originaram 15 dias de suspensão a cumprir nas férias.

Não é que agora, depois de ano passado ter sido impedido de jogar pelos representantes da federação que estavam no pavilhão, a FPF vem agora dizer que o castigo tem de ser cumprido na supertaça? Incrível. Vale tudo.



JL

domingo, 14 de agosto de 2016

UM EXERCÍCIO


O Benfica está diferente e a forma como decorreu este primeiro jogo é demonstrativo dessa realidade. O Tondela, a manter o mesmo ritmo e a mesma agressividade e determinação, corre o risco de criar a outros, muitos amargos de boca durante este campeonato. O Benfica geriu bem as suas próprias debilidades e soube empregar no momento certo os seus pontos fortes.  Há que destacar dois aspetos que não devem ser desprezados: Seis jogadores do onze que entrou têm menos de 22 anos e encarámos esta primeira jornada com um número considerável de lesionados na enfermaria do clube, o que já vem sendo habitual.

A este propósito proponho o seguinte exercício: excluindo os que entraram de inicio tentem escalonar um onze de cada um dos três candidatos ao título apenas com os sobrantes.  Aqui vai o do Benfica: Ederson, André Almeida, Jardel, Lisandro, Eliseu, Samaris, Danilo, Sálvio, Carrillo, Jonas e Raul. Esta bem podia ser a equipa titular. E os outros? Têm assim tantos titulares?

JL

sábado, 6 de agosto de 2016

SUPERCLUBE


Amanhã em Aveiro o Benfica disputa a supertaça de futebol. É primeira de dez. As outras: Andebol Masculino, Hóquei em Patins Masculino e Feminino, Ténis de Mesa Masculino, Basquetebol Masculino, Voleibol Masculino, Râguebi Feminino, Futsal Masculino e Feminino. Um ecletismo único.

JL

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

BASQUETEBOL – RESUMO 2015/2016 E EXPECTATIVAS PARA 2016/2017

Para finalizar o resumo das principais modalidades de pavilhão do Sport Lisboa e Benfica ficou para o fim o basquetebol, a principal desilusão da época. E não apenas por causa dos resultados!

A época acabou da pior forma possível mas foi apenas a consequência do que se passou durante o ano. A contratação da "estrela" ex-NBA Cook e um plantel constituído com excesso de confiança revelaram-se apostas totalmente erradas (a segunda mais grave, na minha opinião). A começar por chegarem apenas 2 estrangeiros, Cook e Wilson, ficando deste modo com menos soluções interiores. Verdade seja dita que se percebeu o erro e se foi buscar um poste croata, Radic, embora depois se tenha emprestado Cláudio Fonseca. Ou seja, voltou a falta de soluções para o jogo interior. E nem quando os nossos maiores rivais se reforçaram a meio da época se reforçou a equipa quando tão necessário era. Ficámos a ver e quem fica a ver perde.

Mas na minha opinião o fracasso da época passada está todo ligado à contratação de Cook. Há muitos jogadores com feitios difíceis ou manias ou como lhe quisermos chamar. Mas eu nunca vi nada como este jogador americano. Ele pura e simplesmente vivia num mundo à parte em relação ao resto da equipa. Não defendia, não corria, não ouvia o que o treinador lhe dizia, não se aplicava nos treinos (e nem ligava ao treinador nem restante equipa técnica). Jogava quando lhe apetecia, corria quando lhe apetecia, lançava quando lhe apetecia. Jogava a maioria das vezes, a passo.

Compreendo que seja complicado gerir atletas que estão no mundo aparte em relação à realidade do nosso basquetebol, mas nisto tenho que criticar o treinador pois ao "perdoar" o mau profissionalismo deste atleta em relação aos outros acabou por perder o grupo. Foram incontáveis as vezes em que alguns jogadores quando substituídos vinham a protestar com o treinador, algo que não acontecia no início da época mas foi crescendo com o decorrer da mesma.

Por fim, a falta de soluções tácticas a partir do meio da época. O nosso jogo era previsível e quem nos defendesse bem só tinha que esperar que os triplos não entrassem. Mas em relação a isto já referi que o treinador perdeu o grupo e não sei até que ponto o discurso entrava na cabeça de alguns jogadores. De qualquer das formas a equipa técnica será sempre a principal responsável por esta época que considero um ano completamente desastroso.
Em relação ao basquetebol não vou fazer destaques pela positiva e negativa, pois todo o meu texto acima são os destaques pela negativa, e pela positiva a única coisa foi mesmo termos conquistado a Taça de Portugal. Isto porque… calhou!




Previsão da época 2016/2017
Antes de mais e por saber que é um assunto em que estou em discordância com a maioria dos restantes sócios, digo desde já que concordo com a manutenção do treinador. Por ser quem é, uma figura lendária do nosso basquetebol, mas principalmente porque o que conquistou nos últimos anos lhe deu na minha opinião, margem para continuar ao comando da equipa. Acho que esta época a equipa técnica tem um grande teste para provar que está à altura das necessidades do Clube.

Em relação ao plantel optou-se praticamente por uma revolução na equipa. Faz todo o sentido em acordo com o que escrevi antes. Teremos para já:

Base: Derek Ravio, Mário Fernandes, Tomás Barroso, Aljaz Slutej

Em relação à posição de primeiro-base ou base organizador temos a saída do agora ex-capitão Carreira que na verdade já não contava muito, e a entrada do norte-americano Derek Ravio. Pelas ligas onde jogou parece ser sem dúvida uma mais-valia, embora aparentemente seja um base mais concretizador que organizador. Ficarei à espera de perceber as suas valências defensivas e a sua qualidade para organizar o jogo. Acho esta posição a mais importante no basquetebol e claramente a equipa precisava de um base um nível acima do Mário e Tomás, pelo que acho que era necessário um reforço neste sector. Espero que o tenhamos encontrado, embora ache que a capacidade defensiva e de organização ofensiva fossem as mais importantes.

Em relação ao promissor jovem Aljaz que vem brilhando na equipa B penso que apesar de teoricamente fazer parte do plantel não contará muito a menos que haja uma lesão num dos outros jogadores referidos.

Base-extremo: Lace Dunn, Nuno Oliveira e Sérgio Silva

Para a posição de segundo base ou base atirador optou-se pelo regresso de um jogador que nos impressionou pela positiva na sua anterior passagem por cá. Lace Dunn na época que passou na Luz provou ser jogador a mais para o nosso basquetebol e pese embora não ser um Jobey Thomas parece-me que é um verdadeiro reforço desde que a forma física e motivação estejam inalteradas.

Em relação a Nuno Oliveira considero que fez uma primeira época positiva tendo em conta a nova realidade. Num plantel que se pretende mais equilibrado e com um espirito mais colectivo parece-me que tem capacidade para melhorar.

Já sobre o jovem marcador de pontos Sérgio Silva tenho a mesma opinião que sobre o jovem Aljaz.

Extremo: Carlos Andrade, João Soares e Velkjo Stanjkovic

Carlos Andrade e João Soares continuam como os extremos da equipa. Será certamente a última época de Andrade e Soares deverá consolidar-se como o principal jogador da equipa na posição 3, ele que foi dos poucos que conseguiu estar bem no final da época passada mostrando vontade e inconformismo. Dada a versatilidade de alguns jogadores a equipa poderá jogar com 3 bases ou 3 extremos/postes pelo que não será uma posição exclusiva destes dois jogadores.
Extremo-poste: Damian Hollis, Marko Loncovic e Nicolas dos Santos

Para a posição 4 com a saída de Wilson chegam dois reforços sendo teoricamente o principal Damian Hollis, embora este me pareça da pouca informação que retirei mais "small forward" que "power forward". Esperemos que tenha a qualidade desejada para dar um nível extra à equipa.

Em relação ao Marko e depois de uma época em que ficou completamente aquém das expectativas esperemos que se possa mostrar mais pois é impossível ter desaprendido de jogar. Também me parece que precisa de um estilo de jogo colectivo para poder sobressair, algo que não aconteceu a época passada. Esperemos que não aconteça o mesmo nesta.

Sobre Nicolas dos Santos, um jogador com passaporte português que desconhecia por completo, será um verdadeiro extremo-poste. Forte fisicamente vem teoricamente acrescentar peso e tamanho no ressalto. Contando como português parece-me que será uma mais-valia, embora seja mais um caso de esperar para ver.
Poste: Raven Barber e Ricardo Monteiro

Para o lugar de Radic chega Raven Barber, um jogador que fez um bom ano em Ovar. Não tenho grande opinião sobre ele e apenas vi os jogos da Ovarense quando se deslocou à Luz mas não me parece que seja melhor que Radic. E dado que a opção Ricardo Monteiro é (à semelhança de Aljaz, Sérgio e Velkjo) por enquanto apenas um jovem promissor, parece-me que ficamos claramente com um jogo interior abaixo do nível exigido. Face a isto ainda compreendo menos a saída de Cláudio Fonseca pois embora não fosse um jogador que me agradasse muito sempre era uma solução nacional e com uma qualidade acima da média.

Resumindo em relação à próxima época teremos um verdadeiro teste à equipa técnica que tem a responsabilidade de reerguer uma equipa de basquetebol que se quer dominadora depois de uma época terrível principalmente ao nível exibicional. Para isso contou com uma revolução no plantel, algo que eu compreendo e até concordo, embora me pareça que o plantel mais uma vez estará desequilibrado. Com várias soluções exteriores e não tantas interiores esperemos que os jogadores norte-americanos sejam jogadores que façam a diferença. Já se sabe que dado o nível do nosso basquetebol a qualidade dos jogadores americanos é preponderante para o sucesso da época.

Portanto este ano não há desculpas, queremos todos mais e melhor tanto a nível exibicional como de títulos


Eddie

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A MANIPULAÇÃO DA MORTE


Que esta gente não tem escrúpulos é sabido.

Que esta gente não olha a meios (quaisquer que eles sejam) para atingir os fins, faz parte da história recente do nosso desporto.

Que dominam a arte intoxicante e suja da propaganda, da manipulação e da auto-promoção, não subsistem quaisquer dúvidas.
Insinuam-se permanentemente com a sua omnipresença, vomitando opiniões e lugares comuns com pretensões a grandes tiradas.

Tudo isto a propósito da morte do Prof. Moniz Pereira, figura respeitável e unanimemente respeitada no desporto nacional.

Seria lógico que a comunicação social se afadigasse na recolha de opiniões de quem com ele privou: atletas, dirigentes, colegas de profissão, gente ligada ao atletismo de uma forma geral ou até ao fado, outras das suas grandes paixões.

Nada disso bastou, porém, a uma comunicação social que se esmera em prestar serviços e fazer recados, preenchendo diligentemente e apedido a agenda desta gente, intoxicando-nos: criando gigantes a partir de meros anões.

E foi assim que Bruno de Carvalho passou sucessivamente em horário nobre e em directo pelos 3 canais informativos da televisão portuguesa, para além da honra de um depoimento escrito no “Expresso”.

Sim, falo de Bruno de Carvalho, esse incomparável e histórico dirigente do desporto português que lidou décadas a fio com o Prof Moniz Pereira e que, portanto, muito terá que partilhar connosco sobre esta grande figura do atletismo português.

O grave de tudo isto não é haver quem manipule ou tente manipular.

Preocupante é a existência de uma comunicação social rasteira e sabuja que hoje não passa de uma correia de transmissão ao serviço desta gente, dos seus interesses e da divulgação da sua imagem até á exaustão.

Os objectivos, esses, conhecemo-los nós.


RC



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PARA ENTRAR PARA A HISTÓRIA


A baliza está como no ano passado. Talvez até melhor. Paulo Lopes fez uns amigáveis razoáveis. Assim, uma hecatombe, nunca será uma hecatombe. Júlio César deverá aproveitar a lesão de Ederson e manter-se a titular no campeonato. Ederson vai esperar pela taça e taça da liga. Só uma lesão poderá alterar a ordem natural das coisas.

A defesa esquerdo a minha preferência vai para Alex Grimaldo, mas não acredito que Rui Vitória desperdice a experiencia e a força de vontade de Eliseu. Será como disse em cima, um no campeonato, outro nas taças. Já na direita a maioria dos benfiquistas tem grandes esperanças em Nelson Semedo. Para mim já é um jogador para ser titular no glorioso. No entanto a evolução de André Almeida é ainda mais estrondosa. Em jogos em que não é espectável um domínio avassalador do Benfica parece-me que o Almeida dá mais garantias de equilíbrio.

Se aguentarmos estes quatro centrais Rui Vitória vai ter uma dorzinha de cabeça cada vez que tiver de escolher os 18. A meu ver Lindelof devia ser titular indiscutível, com Jardel alternar com Luisão, preparando-se atempadamente substituição do capitão. Lisandro dá garantias no banco. Kalaica terá de evoluir na B.

A 6 fejsa entra em vantagem. Contudo, sendo propício a lesões é de crer que Samaris será muitas vezes titular. Samaris pode jogar a 8, como Danilo a 6. Mas Danilo, que promete muito a 8, tem em Horta um competidor à altura. Quatro jogadores que funcionam como seis soluções para duas posições.

O necessário quarteto de extremos será um quinteto: Sálvio, Carrillo, Cervi, Zivkovic e Pizzi. Este último pode evoluir no meio campo. À frente mais um quarteto onde geralmente são necessários dois titulares: Jonas, Mitroglou, Raul e Guedes.

Aqui estão os 24 magníficos para enfrentar o tetra e seis. Talvez Celis seja o vigésimo quinto.

Kalaica, Marçal, Carcela, Benitez, João Teixeira, Rui Fonte e Jovic dificilmente jogariam com regularidade integrados neste plantel.

Se o mercado não nos atacar é isto que temos. Juventude, Experiencia, Classe, Habilidade. Com vontade e foco vão entrar na história como a equipa do tetra.  

JL


sexta-feira, 29 de julho de 2016

MILHÕES, KLOPP E RUI VITÓRIA

O futebol está a tornar-se um mundo insano.

Esboroam-se milhões por jogadores banais cuja notoriedade maior é o penteado estrambólico ou o emaranhado de tatuagens.
Pogba, um bom jogador, mas nada mais que isso, parece estar a caminho do Manchester United por obscenos 110 milhões; Higuaín acaba de trair a paixão de milhares de napolitanos e ruma à Juventus por 90 milhões de euros.

A unidade de contagem já não é sequer o milhão mas sim a dezena: qualquer perna de pau vale 30, 40, 50 milhões, sobretudo se as transferências envolverem os mercados espanhol e inglês.

Vale a pena por isso, atentarmos nas palavras de Jurgen Klopp, um treinador, de facto, diferente, que acredita mais nas virtudes do trabalho do que no mérito do milhão.

No futebol, o dinheiro esbanjado a rodos não significa necessariamente sucesso, conquistas, títulos.
Apesar dos milhões que hoje o envolvem de forma ilógica e obscena, o futebol continua a ser um jogo e portanto com uma forte componente aleatória.

Mas não só: no futebol poderá vencer também quem for mais competente, metódico, organizado, perspicaz, inteligente, resiliente, trabalhador.

Eis, pois, o que me parece evidente para o nosso clube.

Deveremos nós partir antecipadamente derrotados para uma grande competição como a Champions ?
Deveremos nós abdicar, desistir, resignarmo-nos à disputa de competições menores, como, aliás, o fizemos em tempos bem recentes ?

Nada disso e não só por sermos Benfica.

Muito para além dos milhões esbanjados em estrelas ou candidatos a tal, no futebol poderá ganhar também quem for, de facto, melhor e mais forte: não no orçamento mas sim na capacidade de trabalho, na competência, na organização, na ambição, na capacidade de sonhar, até.


É este o alcance das palavras de Klopp e foi esta a lição de Rui Vitória quando em Abril último fez tremer o todo-poderoso Bayern, perdendo a qualificação por uma unha negra, mas acima de tudo, lutando até ao fim e em cada palmo de terreno.


RC

terça-feira, 26 de julho de 2016

FUTSAL – RESUMO 2015/2016 E EXPECTATIVAS PARA 2016/2017


No futsal e depois de uma época espetacular 2015/2016 ficou aquém das expectativas.

Como tinha referido a época passada, o Sport Lisboa e Benfica mudou o paradigma do futsal nacional ao reforçar-se no mercado europeu. Era sabido que os outros nos tinham copiado e que esta época seria mais equilibrada. Penso que não estivemos ao nível do que era exigido não só a nível de mercado no princípio da época, como também a nível mental durante a época com a exceção dos playoffs finais.

Não eramos imbatíveis (ficou provado) e a equipa embora já não andasse a praticar um futsal com a qualidade que nos tinha habituado, também a nossa capacidade mental diminuiu muito após a primeira derrota do treinador Joel Rocha (em casa frente à AD Fundão, com uma arbitragem algo escandalosa).

Penso que devido ao planeamento da época ter sido feito a pensar na UEFA futsal cup, os nossos níveis físicos não foram os melhores e ao aparecerem alguns maus resultados (depois de más exibições) a equipa passou a revelar uma maior intranquilidade o que provocou um efeito tipo “pescadinha de rabo na boca”… Juntando a isso o nosso adversário ter estado bem e sem dar hipótese aos adversários que ia encontrando também terá afetado a nossa equipa, que nisto dos campeonatos a dois as vantagens mentais são importantes e relevantes.

Destaques pela negativa em 2015/2016

- A nossa condição física durante a época não foi a melhor. Durante toda a época foi notória a falta de capacidade para ultrapassar as equipas que jogavam em bloco baixo e que se revelavam bem fisicamente.

- Falta de capacidade criativa em vários jogos. Chaguinha não faz uma época ao nível da anterior e quando não esteve bem foi evidente a perda de criatividade coletiva, pois sempre pareceu que mais ninguém conseguia desequilibrar.

- O abaixamento de forma de jogadores decisivos e a não confirmação da qualidade prevista nos reforços efetuados. Já falei sobre Chaguinha, mas também Patias não esteve tão decisivo como na época anterior. Isto para falar nos jogadores realmente decisivos. Em relação aos reforços, apenas Fábio Cecílio provou que foi uma boa aquisição. Mário Freitas nunca conseguiu impor o seu futsal e em relação ao internacional argentino Fernando Wilhelm sempre me pareceu que a equipa não jogou o estilo de futsal a que ele está habituado.

- A vergonha que se passou no castigo a Bruno Coelho. Mais uma vez se prova que o domínio do futsal nacional se conquista fora de campo. Não é possível que um conselho de disciplina tome a decisão de suspender um jogador a duas horas duma final, quando podia suspender o jogador para um jogo posterior nessa final. Ainda por cima num jogo pivot, num desporto em que todos os pormenores contam. Obviamente isso afetou todo o grupo. Não podemos deixar que aquele diretor que agride jogadores e árbitros, escolhe árbitros de escalões de formação e tem poder de acabar com carreiras de árbitros continue a fazer o que quer no futsal.

 Destaques pela positiva em 2015/2016

- Praticamente o único destaque que posso fazer pela positiva é a disponibilidade que os jogadores mostraram. Não tenho nada a apontar aos jogadores em relação a isso e apesar de querer obviamente vencer sempre, como associado deste Clube nunca deixo de estar orgulhoso dos atletas que dão tudo o que têm. Em relação às decisões na UEFA futsal cup acabámos por não perder nenhum jogo e nas finais do campeonato perdemos os dois últimos por um golo com arbitragens um pouco esverdeadas (embora não decisivas o suficiente para que isso possa ser uma queixa relevante)

Previsão da época 2016/2017

Guarda-Redes: Cristian, Bebé e Cristiano

Em termos de GR a nova época não começa teoricamente bem. Sai para o Barcelona Juanjo, na minha opinião o melhor GR de sempre a atuar no futsal português e chega o GR suplente do mesmo Barcelona, Cristian. Portanto podemos concluir do ponto de vista teórico que ficamos mais fracos. Esperemos que a prática contrarie a teoria pois é para mim a posição mais importante do jogo. Em relação a Bebé e Cristiano não tenho nada a apontar. Espera-se cada vez mais Cristiano e menos Bebé durante as próximas épocas.

Fixos:

Gonçalo Alves, Fábio Cecílio, Jefferson e Fernando Wilhelm

Não há mexidas nos jogadores de campo com características mais defensivas. Será certamente o último ano do Gonçalo pois quer sair campeão. Esperemos que o consiga.

Em relação a Cecílio acho que foi o melhor reforço da época passada. Muito jovem e com muito talento e eficácia ao nível do remate.

De Jefferson esta época viu-se muito menos do que na época anterior. Foi uma das pedras essenciais da época anterior que não conseguiram manter o nível. Esperemos que esta época consiga provar que o nível correcto foi do primeiro ano.

Em relação a Fernando muitas dúvidas. Um jogador capitão da seleção argentina que jogava em Itália tinha na minha opinião que mostrar muito mais. Esperemos que com mais um ano de futsal nacional a sua adaptações esteja concluída.

Alas:

Chaguinha, Franklin, Miguel Ângelo, Ré, Bruno Coelho, Rafael Henmi, Mário Freitas e Tiaguinho

Para as alas chegam dois reforços, um nacional vindo dos nossos maiores rivais, Miguel Ângelo, e outro vindo da Rússia e com passagem pelo futsal espanhol, o brasileiro Franklin. Parece-me óbvio que ficamos mais fortes. Reforçamos a equipa num parâmetro que muito faltou durante a época passada, o da criatividade/criação de desequilíbrios.

Não conheço muito Franklin mas espero grande qualidade de um jogador com o currículo dele. Confesso que a contratação de Miguel Ângelo é das que mais me agradam nos últimos anos. Jovem e com muita qualidade, acredito que nos vá trazer muitas alegrias.

Em relação aos restantes jogadores todos tiveram menos bem a época transata do que na anterior, e em relação ao Mário Freitas tenho as mesmas palavras que para o Fernando: Esperava mais, espero que este ano consiga estar mais adaptado e mostrar mais.

Pivots:

Alessandro Patias e Elisandro

Em relação à posição de pivot Patias permanece, ele que também faz uma época abaixo da anterior, e chega Elisandro para o lugar de Alan Brandi. Parece-me que também aqui ficamos mais fortes e com mais presença física. Elisandro é conhecido por “imperador”, se tiver ao nível do último (César Paulo) ficará na história do nosso futsal.

Resumindo em relação à próxima época:

Numa época em que nada se venceu parece-me que fizemos bem em não mexer muito e retocar apenas alguns pontos. O campeonato continuará a ser a dois e os nossos adversários continuam a reforçar-se muito e bem, espero que tenhamos acompanhado o nível.

Gostava de não ter perdido o Juanjo e será muito importante que os reforços consigam estar ao nível esperado/exigido. Tenho muita confiança nesta equipa e espero que voltemos a ser campeões, mas há muito para fazer “fora de campo” para mudar o futsal português.

Eddie

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O PROVEITO E A FAMA


Inesperadamente, ou não, dois nomes destacam-se dos demais nesta agradável pré-época. O surpreendente estável e seguro Paulo Lopes e o gigante e omnipresente Fesja. Não são aquisições, não são novos no Benfica e já estavam no balneário quando o potenciador mor por cá andava. E se não me engano, ainda vão aparecer mais surpresas. Rui Vitória pode não ser um Sena a conduzir um Ferrari, mas a potenciar jogadores dá-nos mais proveito do que a fama do outro.

JL

sexta-feira, 22 de julho de 2016

RAUL - A OUTRA VISÃO


Vamos esquecer a incomum relação entre o Benfica e o Atlético de Madrid, no que diz respeito a negócios com jogadores, às abundantes compras feitas e as interrogações que enquadram algumas das vendas. Isolando o negócio Raul Jiménez, por mais difícil que seja o exercício, provavelmente temos um olhar diferente sobre a aquisição do resto do seu passe pelo Benfica.

Jimenez é jovem, demasiado jovem para ponta de lança, cuja posição só se atinge a plenitude muito perto dos 30 anos. Eu bem me recordo do primeiro ano do Cardozo no Benfica. O paraguaio, que custou uns redondos 12 milhões, ficou famoso naquela primeira época mais pela falta de delicadeza dos seus pés e por uma inaptidão inesperada para jogar de cabeça, do que pelas características de matador. Foi crescendo com a experiencia, tornando-se um jogador imprescindível e de grande qualidade.

Acredito que Raul possa vir a estar num nível mais acima. Tem mais margem de progressão, tem características físicas e técnicas superiores ao Cardozo. Se vai resultar? Há alguma certeza no futebol?  22 milhões é muito para um ponta-de-lança jovem e muito promissor?  Talvez. Mas talvez sejam mais recuperáveis estes do que os vários milhões gastos pelo Benfica em muitos jogadores que andam por aí emprestadados, nos mais recônditos lugares.  

JL

domingo, 17 de julho de 2016

É ISTO, MAIS O JONAS


Os dois primeiros jogos da pré-época do Benfica 16/17, nomeadamente o segundo, deixaram-nos alguma água na boca. Não pela exibição, e muito menos pelo resultado. Sejamos sérios, o adversário de ontem não era nenhum colosso europeu e tinha jogado no dia anterior. Contudo, mais do que foi mostrado, o que nos deixa alerta é o que podem vir a mostrar. Ao nível dos extremos, temos opções em quantidade e em qualidade como nunca tinha visto. Os laterais parecem ter crescido como gigantes. Fejsa inicia a época ao nível que terminou a anterior. Nos centrais não há um elo mais fraco. Vemos as movimentações, a velocidade, os dribles e imaginamos o mesmo, mas com o Jonas ali no meio deles. Não há como não estar otimista.

JL

quinta-feira, 14 de julho de 2016

ATENÇÃO! PERIGO! FACILIDADES À VISTA


Eu sei que anda tudo cego, ainda, e surdo, ainda mais, com a Seleção Nacional. Não é para menos. Mas há quantas pré-épocas não andávamos tão sossegados? Nem crise, nem saídas inusitadas, nem vendas a pataco, nem entradas em barda, nem falta de equipa, nem polémicas absurdas. Tudo muito sereno, rigoroso e planeado. Fechou a feira e o carrocel das entradas e saídas está desmontado? Talvez. Ou talvez tenha estado temporariamente fechado por causa do euro. Veremos nas próximas semanas.

O Benfica, desde que nasceu, sempre se deu mal com facilidades. Por isso este cheiro intenso a Tetra deixa-me profundamente desconfiado. E tão acostumado que eu estava àquelas atribuladas pré-épocas. São hábitos difíceis de quebrar. Hoje já temos equipa. Por esta altura, em anos anteriores, nem um grupo de amigos eram. Mais do que nunca temos de estar atentos. Não foi com facilidades que nos fizemos gloriosos.

JL

quarta-feira, 13 de julho de 2016

HÓQUEI EM PATINS – RESUMO 2015/2016 E EXPECTATIVAS PARA 2016/2017


Sem dúvida alguma a secção vencedora da época. Faltou a cereja no topo do bolo com a final perdida da taça de Portugal onde ficou provado que é preciso continuar a “prego a fundo” ou perde-se o domínio que foi conquistado nos últimos anos. 

Para a memória de todos ficará uma liga europeia vencida em casa no dia do 35º campeonato. Talvez por isso um pouco ofuscada, mas são as vicissitudes de um Clube verdadeiramente ecléctico e vencedor. Inesquecível a entrada destes rapazes no intervalo do futebol.

No campeonato nada a dizer, domínio avassalador até ao dia da conquista do mesmo, curiosamente em dia de meia-final da liga europeia e algum (demasiado) relaxamento na parte final. 

Destaques pela negativa em 2015/2016

- Num ano tão bom é difícil dizer mal mas não podemos acabar a época da forma que acabámos.

- Não conseguir segurar Marc Torra é um problema que sinto que vai influenciar muito 2016/2017.

- A não aposta em Miguel Rocha excepto quando o resultado já está complicado. É um jogador com características singulares no nosso plantel e que se apresentou em excelente forma. Às vezes é um pouco “louco” ou “selvagem” mas na maioria das vezes em que entrou trouxe mais velocidade, força e agressividade à equipa. O estatuto é importante, mas a qualidade não tem idade. Tem que jogar quem está melhor independentemente do nome!

- Nicolia marcar os livres directos dos jogos decisivos. O Jordi tem uma eficácia superior e portanto deve ser ele o primeiro a marcar o livre directo. Se falhar o segundo já pode ser do Carlos. 

Destaques pela positiva em 2015/2016:

- Acima de tudo, a liga europeia! E obrigado ao Sport Lisboa e Benfica por fazer o esforço para a organizar. Se não fosse em casa não seria possível a presença da maioria dos benfiquistas presentes dado o dia em que ocorreu.

- O domínio ao longo da época, aproveitando os inesperados deslizes do nosso maior concorrente. 

Previsão da época 2016/2017

Guarda-Redes: Guillem Trabal e Diogo Almeida

Com a saída de Pedro Henriques para o Réus por empréstimo chegará Diogo Almeida do Hóquei Clube de Braga, equipa que desceu de escalão esta época. Apesar de sabermos que Trabal será dono e senhor do lugar, é importante ter uma segunda escolha de qualidade inegável. Ainda na última final da Taça o Guillem viu um cartão azul e dois minutos maus podem ser fatais no resultado de uma final. Não conheço o GR em questão por isso não posso opinar sobre a sua qualidade, mas espero que esteja à altura. Em relação ao empréstimo do Pedro acho excelente, ainda para mais sendo para Espanha onde o hóquei tem obviamente características diferentes. Acredito que vai voltar para ser guardião do Sport Lisboa e Benfica por muitos anos.

Em relação ao Guillem é um dos melhores GRs de sempre que já actuou em Portugal, além de que tem o espirito vencedor que nós temos que querer no nosso Clube. 

Defesas/Médios: Valter Neves, Tiago Rafael, Diogo Rafael e Miguel Rocha

Não há muito mais a dizer em relação a estes jogadores, é a natural aposta na continuidade da defesa de uma equipa campeã. Como já referi acima gostava de ver o Miguel a entrar mais cedo e não apenas em situações de “desespero”, caso esteja em boa forma. Não pode haver medo de apostar na qualidade, até porque o Miguel tem um estilo (ou características) diferente dos colegas que coloca problemas diferentes às defesas adversárias. São pormenores que podem mudar os jogos.

 Avançados: Carlos Nicolia, Jordi Adroher, João Rodrigues e João Sardo

Em relação à última época sai Marc Torra e entra João Sardo. Acho que é óbvio para todos que o Marc é superior ao João, por muito talento e potencial que o João tenha e tem. Basta ver um jogo dos nossos sub20 e percebe-se que está um nível acima dos colegas e adversários. No entanto o Marc é top mundial, com experiência ao mais alto nível. Além disso é um jogador com uma eficácia tremenda nos penalties, situações que resolvem jogos e títulos.

Na minha opinião e de uma forma geral quem sai da nossa formação para a equipa de hóquei em patins, e devido a esta ser uma das melhores equipas da europa (neste momento a melhor, a campeã europeia!) deve rodar numa equipa de primeira divisão para se ver como se comporta num nível bem superior aos sub20. Não foi essa a escolha da secção, penso que a razão foi não contarem com a saída do Marc e possivelmente não existir ninguém no mercado de qualidade que consideraram suficiente.

Em relação aos restantes avançados não há muito a dizer em relação ao Carlos e ao João. Continuo a criticar um bocado o Carlos por se agarrar muito à bola, por querer ser sempre ele a marcar os livres nos jogos decisivos e também por nunca querer ser substituído. Essas são as suas “más” características, porque na verdade ele quer ser sempre parte da solução. Mas em alguns momentos não o é. Em relação às características positivas, basta ver os jogos…

O João este ano esteve um pouco mais apagado devido à lesão na anca a meio da época. Continua a ser um jogador de área fantástico, o José Águas do nosso hóquei. Não posso fazer melhor elogio! 

Resumindo em relação à próxima época:

No próximo ano apanhamos os andrades num processo mais consolidado (acabaram bem a época embora em termos de hóquei não nos tenham sido superiores no final da taça) e uns sapos que finalmente fizeram boas apostas (o porco gil continua a ser um dos melhores jogadores do mundo). Temos ainda a outsider simoldes com um excelente plantel.

Face ao que tem sido o mercado dos nossos adversários parece-me que ficar mais fracos não foi uma boa solução… Obviamente que estaremos na luta até porque uma das nossas melhores características é a regularidade, decisiva num campeonato decidido jornada a jornada, mas teremos menos armas que no ano decorrido. Provavelmente teremos mais Miguel Rocha e espero que não tenhamos um João Sardo um ano no banco! Vamos a eles, rapazes!!!

 

Eddie

terça-feira, 12 de julho de 2016

VOLEIBOL – RESUMO 2015/2016 E EXPECTATIVAS PARA 2016/2017


Mais uma modalidade em que não conseguimos ser campeões embora tenhamos dominado durante toda a época e conquistado todas as taças nacionais disponíveis e ainda conseguindo uma meia-final europeia.

A época acabou mal e uma coisa ficou provada: um oposto de grande nível faz toda a diferença no voleibol.

 Destaques pela negativa 2015/2016:

- Paulo Renan. O distribuidor brasileiro desiludiu mais uma vez na sua segunda passagem pelo Clube. E quando a distribuição está mal, toda a equipa está mal.

- Alguns problemas de “balneário” durante a época. Acho que isso também estragou um bocado a parte mental da equipa. E a força mental no voleibol (como em todos os desportos, ou na vida) é essencial para o sucesso. 

Destaques pela positiva 2015/2016:

- Uma nova boa campanha europeia, sendo apenas eliminados nas meias-finais por uma equipa super favorita. Mais que isso, um jogo histórico em Itália com uma fenomenal vitória. Deu para sonhar, mas em casa acusámos um pouco a pressão (tal como na final do ano passado) e infelizmente o jogo calhou em dia de futebol fora. Com mais apoio a coisa podia ter sido diferente. 

Previsão da época 2016/2017

Opostos: Hugo Gaspar e Ché

A aposta na continuidade. Como referi na primeira frase do texto um oposto de qualidade superior faz toda a diferença. Nenhum dos dois a fez durante a época passada. Penso que este ano deverá ser o último ano do nosso capitão e espero que consiga sair sendo campeão. Não podemos ter um oposto que não mete um serviço em suspensão na final do campeonato… Em relação ao Ché é uma renovação normal, uma segunda escolha viável embora às vezes um pouco “cabeça no ar” .

Zona 4: Roberto Reis, André Lopes, João Oliveira e Rapha

Basicamente em relação às entradas sai Kolev e entra Rapha. Sinceramente Kolev faz uma época acima das minhas expectativas. O treinador entendeu que não foi suficiente. Considero que não era uma decisão fácil. Acho que as três entradas da época passada não acabam bem a época. Aparentemente o Rapha é um grande reforço a julgar pelos campeonatos onde participou, embora nos últimos anos tenha estado a jogar em ligas mais fracas. Esperemos que seja reforço. Quanto ao João, mais do mesmo. Será que é este ano que o vamos ver a jogar mais? 

Centrais: Marc Honoré, Zelão e Mart Van Werkhoven

O central canadiano Justin Duff não se revelou tão forte como esperado (vinha com altos créditos) e temos de volta Marc Honoré, o central ofensivo por excelência. Sem dúvida que ficamos a ganhar. Continuamos com Zelão que já é prata da casa e continua a ser essencial e muito eficaz. Em relação ao Mart, provavelmente é um jogador “barato” e não há no mercado nacional alguém tão bom ao mesmo preço. Considero normal a sua permanência. 

Distribuidores: Vinhedo e Tiago Violas

Na posição mais importante no voleibol ficamos muito fortes. Volta Vinhedo, que ao contrário de Renan sempre que cá esteve venceu, e ainda nos reforçamos com o distribuidor da equipa campeã nacional e que esteve muito bem durante a época transacta. 

Líberos: Ivo Casas e João Magalhães

Normal a continuidade de Ivo Casas. Não fazia sentido a sua saída embora também tenha mostrado um abaixamento de forma no fim de época passada. Em relação ao líbero suplente, sai Robertto Rychard e volta João Magalhães depois de uma época na segunda divisão. Não sei se compreendo muito bem esta troca, o Robertto é um jovem promissor e o João já não é assim tão novo. De qualquer das formas o segundo líbero geralmente joga 1 ou 2 jogos por época e contra equipas fracas, não será por aqui.  

Resumindo em relação à próxima época só posso esperar uma coisa: Vencer tudo a nível nacional e fazer uma boa campanha europeia. Face às apostas desta época não faz sentido exigir menos. Esteja a secção à altura.

 

Eddie

segunda-feira, 11 de julho de 2016

ANDEBOL – RESUMO 2015/2016 E EXPECTATIVAS PARA 2016/2017




O ano acaba com um sabor agridoce. E quando se acaba a perder fica-se com a sensação mais acre que doce… Pareceu-nos a todos que era possível fazer ainda mais mas há que dar o mérito a um ABC que provou a todos que é possível fazer mais com menos.  

No entanto a época não foi fácil, o quarto lugar na fase regular é a prova disso. Considero o andebol a modalidade de pavilhão com menos hipóteses de sucesso devido a vários factores, entre eles o facto de existir sporting e porto, mas também porque historicamente não é uma modalidade muito acarinhada pela nossa massa associativa. Apesar disso, este ano não foi o caso.


Destaques pela negativa 2015/2016:

- Qualidade dos reforços estrangeiros não foi suficiente, nomeadamente do pivot Vrgoc que ficou bem aquém das expectativas (mas não só).

- Falta de qualidade dos nossos pontas foi decisiva para as não vitórias no campeonato e taça challenge.

- Mas o maior destaque pela negativa é mesmo o “extra-jogo”. Continua a não haver quem meta o dedo na ferida no protocolo com a federação cubana. É óbvio que alguém na federação cubana recebe luvas por este protocolo. Até agora a única coisa que a federação cubana de andebol “ganhou” foi perder 2 seleccionáveis (e continuam com o protocolo porquê?). Há uma equipa a fazer concorrência desleal devido a este protocolo. A nossa federação pode ser favorecida indirectamente devido às “naturalizações” mas os clubes não podem aceitar isto.

- Ainda sobre o “extra-jogo”, os clubes reuniram-se curiosamente sem a presença de Benfica e sapos. Vamos deixar de ter playoff no andebol. Porquê? Porque nos playoffs nem sempre o melhor ganha! Como se viu este ano!

Tenho que deixar uma crítica à falta de trabalho de bastidores do Sport Lisboa e Benfica. Nós e os sapos, e apesar de tudo o que nos separa (é muito e tem sido cada vez mais) temos que fazer força para não ser tudo como os andrades querem. Se for preciso ameaçar criar uma liga de clubes, uma liga com Benfica e sapos é suficiente para ter essa força de mudança tão necessária no nosso andebol.


Destaques pela positiva 2015/2016

- A fase final da época onde os jogadores se transcenderam a todos os níveis, principalmente a nível mental.

- Continuação da aposta na juventude e a constatação da evolução dos mesmos. Destaco Alexandre Cavalcanti, Hugo Lima e o aparecimento de Augusto Aranda.

- A união equipa/massa associativa parece-me que foi decisiva para os “bons resultados”. Apoios fantásticos em vários jogos, a nossa massa associativa mostrou mais uma vez que quando os jogadores dão tudo o que têm, recebem de volta em apoio.


Previsão da época 2016/2017

Guarda-Redes: Hugo Figueira e Nicola Mitrevski

O Hugo Figueira faz uma época espectacular e é normal a sua manutenção. Já em relação ao Nicola considero uma das decisões mais difíceis para o treinador. É um jogador que ao fim de 7 meses já falava português perfeitamente e que me parece tem um excelente espirito de grupo. No entanto, apesar de o considerar um bom GR não considero que seja, por exemplo, superior ao Hugo. E o Benfica (se quer ser campeão) precisa de um GR estrangeiro de uma qualidade muito acima da média, ao nível do Quintana ou até mesmo superior.

Centrais: Tiago Pereira e Hugo Lima

Considero a permanência de ambos natural e merecida. O Hugo cresceu muito na Madeira e este ano já se afirmou, acredito que vá continuar a afirmar-se e crescer ainda mais. Quanto ao Tiago, tem uma qualidade inegável e ao contrário de anos anteriores, esteve este ano ao nível que se exigia.

Pivots: Ales Silva, Paulo Moreiro e David Pinto

A renovação de Ales Silva é uma das melhores notícias para o nosso andebol, chegou a meio da época passada e foi decisivo para os bons resultados principalmente a nível defensivo. Considero a renovação do Paulo natural, já o “reforço” David Pinto será(?) um reforço superior a Vrgoc mas não com o nível esperado (ou exigido para uma equipa campeã), sendo no entanto um jogador da casa (se é para ter estrangeiros de qualidade duvidosa mais vale opções destas). Nesta posição ou o Ales está muito bem durante a próxima época toda ou teremos dificuldades ofensivas.

Laterais esquerdos: Uelington da Silva, Elledy Semedo e Alexandre Cavalcanti

Elledy é um dos jogadores mais decisivos do campeonato principalmente em situações “um contra um”, embora seja irregular. O Uelington, reforço da época passada faz uma época positiva embora não excepcional. Em relação ao Alexandre acho que temos um jogador para segurar por muitos anos (atenção às jogadas de bastidores) e espero vê-lo mais no ataque nesta época. Resumindo em relação a esta posição, não descartava a saída de Uelington para chegar alguém melhor, mas para dar um tiro no escuro é uma decisão que compreendo.

Laterais direitos: Stefan Terzic, Belone Moreira e João Ferreira 

Gosto do Belone, que considero um bom reforço e que esteve regular durante a época embora tenha tido uma lesão a meio da época que lhe complicou a parte final da mesma. No entanto é complicado no andebol moderno ter um lateral que tem no seu adversário alguém com mais 20kg e 20cm de diferença… Em relação ao João Ferreira digo o mesmo que disse do David Pinto, mais vale a prata da casa se não há soluções realmente boas no mercado, mas não sei se chega para o exigido. E por último um reforço que chegou no fim da época passada, um jogador ainda jovem mas já com experiências ao maior nível. Veremos se recupera bem da lesão com que vinha e se faz uma época ao nível das expectativas, que são realmente altas…

Pontas esquerdas: Fábio Vidrago, João Pais e Tiago Ferro

Como escrevi acima um dos problemas revelados pela equipa foi a falta de eficácia dos nossos pontas. Para a esquerda chega Fábio Vidrago, esperemos que traga mais capacidade de finalização. Considero normal a permanência de Tiago Ferro e em relação ao João Pais, sempre o achei fraco para o nível exigido, mas penso que esta época e com a ascensão a capitão esteve muito bem nessa posição de liderança. A sua dedicação e espirito foi um exemplo para todos.

Pontas direitas: Davide Carvalho e Augusto Aranda

Mantém-se a aposta na juventude. Esperemos que com mais um ano “em cima” estejam melhor do que a época passada. O Augusto Aranda é de facto uma promessa enorme, esperemos que deixe de ser.

Num resumo das expectativas em relação à próxima época face ao plantel acima penso que devíamos ter mais qualidade (não sei se podíamos): sendo honesto não me parece que sejamos candidatos, ou pelo menos os principais candidatos. Ou o Terzic tem um nível sem igual no andebol português ou esta época não dará para mais do que fazer “mais uma” gracinha. Mas atenção que os andrades vão voltar muito mais fortes…


Eddie 

domingo, 10 de julho de 2016

MODALIDADES – RESUMO 2015/2016 E EXPECTATIVAS PARA 2016/2017


A partir de amanhã, quase diariamente, o Eddie vai apresentar na Travessa do Alqueidão o resumo da época passada e as expectativas para a próxima época das modalidades do Sport Lisboa e Benfica.


domingo, 26 de junho de 2016

JÁ CHEGA!


Meus caros lagartos, meu caro trinca-bolotas. E que tal umas férias? Descansem. Se o vosso discurso há meses que enjoa, agora já passou para o nível do vómito e da diarreia mental. Já chega.  
JL