N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


sábado, 3 de dezembro de 2016

RESSUSCITANDO ALMAS PENADAS


Deixem lá o árbitro, as faltas não assinaladas, o anti-jogo do Marítimo, as rábulas das substituições, as lesões simuladas, a brotoeja, cãibras e bicos de papagaio que de repente assolaram os jogadores madeirenses.
Nada disto é novidade para nós ou pelo menos não o deveria ser. Há décadas que é assim e assim continuará, nada de novo sob o sol.

Do que se trata verdadeiramente é que o Benfica falhou golos ridículos, sofreu golos ridículos (como em Nápoles, como em Istambul…), foi incompetente, negligente, atabalhoado, trapalhão.

Negar isto ou vir com teorias da conspiração é tapar o sol com a peneira: perdemos um jogo que não podíamos perder e nem sequer empatar.

Curar uma série de moribundos e ressuscitar umas quantas almas penadas que por aí vagueavam à toa: eis o verdadeiro resultado do jogo desta noite.

RC

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

NOJO

A última jogada foi o resumo do jogo. O árbitro dá amarelo a um jogador por queimar tempo na marcação de um pontapé de baliza. O jogador sai, o guarda-redes chuta e acaba o jogo quando a bola vai no ar. Há coisa mais ridícula que isto?
De resto, um jogo contra o azar e contra duas equipas nojentas. Desta vez perdemos. Como disse o Luisão: “fomos parados de várias formas”.

JL

AINDA HÁ COISAS QUE NOS COMOVEM

JL

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

NOS: BOM NEGÓCIO APENAS PARA ELES?


Pelos idos de Julho durante um jantar com apoiantes à sua recandidatura e creio que até mais tarde em pleno período pré-eleitoral, Vieira frisou a necessidade de “clarificar o contrato com a NOS”.

Mais do que fazer comparações sem sentido com o contrato que a mesma entidade assinou com a agremiação do Campo Grande, é exactamente isso que esperamos do presidente: clarificar e esclarecer.


De tudo isto e muito para lá da poeira que cirúrgica e estrategicamente o Record lança para o ar, espero  que o Benfica não tenha sido “enrolado” num negócio lucrativo apenas para ELES, mas sobretudo que uma vez mais não nos tenhamos metido na boca do lobo, perdendo a liberdade e a independência que como, aliás, Vieira bem sabe, tanto nos custou a ganhar.

RC

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A BIPOLARIDADE, DOENÇA INFANTIL DO BENFIQUISMO


Imaginemos que o jogo desta noite em Istambul tinha terminado aos 60 minutos.

Com 3-0 e uma exibição perfeita (seguramente das melhores dos últimos anos), a nação benfiquista viria abaixo com tanta euforia.
Rui Vitória ver-se-ia alcandorado a uma espécie de Bella Guttman do século XXI, os jogadores incensados como dignos sucessores de Eusébio, Torres, Coluna, Simões e José Augusto, a comitiva seria provavelmente recebida em delírio no aeroporto e Cardiff estaria a dois passos independentemente de quem nos surgisse no caminho.

Acontece que os jogos terminam aos 90 minutos mais o respectivo tempo de compensação como, de resto e infelizmente bem sabemos.

Ora, nesses restantes 30 minutos aconteceu de tudo um pouco: o Benfica falhou o 4-0 e a possibilidade de matar o jogo, foi recuando, foi-se encolhendo, sofreu o 1º golo em fora-de-jogo (lamento mas não conheço “ligeiros" fora-de-jogo; ou está ou não está e este estava...), sofreu o 2º numa clamorosa infantilidade de Lindelof e claro sofreria o 3º noutra trapalhada da nossa defesa.

Acresce que as substituições não foram felizes: quem entrou nada trouxe de novo e de positivo à equipa.
Acontece a quem tem de tomar decisões mas claramente é bem mais fácil acertar no Placard depois do jogo.

Pois bem, depois destes 90 minutos em que quase tocamos o céu para quase nos despenharmos no inferno, veja-se o que por aí vai em termos de comentários.

Rui Vitória, o Guttman dos primeiros 60 minutos, não passa afinal de um treinador de 2ª, tacticamente fraquíssimo, sem estofo nem capacidade de gerir o jogo, 
Quanto aos bravos descendentes de Eusébio e Cª, uma desgraça: há  os que não sabem, os que não podem, os que se cansam por tudo e por nada, os que  entraram já cansados ou que não deveriam, sequer, ter entrado. 
Pelo meio há ainda quem peça o afastamento do presidente, um must nestas ocasiões festivas em que a "moca é afiada" para uma bela sessão de bordoada.

Infelizmente, o Benfica também é isto e não, não se trata da paixão excessiva de uma massa associativa exigente a habituada a ganhar.
Trata-se isso sim, de uma bipolaridade absurda e estúpida, enraizada num completo desconhecimento do que é o futebol e num sentimento bem português: a intriga, a ignorância, a maledicência pura.

O Benfica, este Benfica não era seguramente a melhor equipa da Europa nos primeiros 60 minutos como não foi ainda mais seguramente uma equipa de coxos e inúteis, liderada por um incompetente no último terço do jogo.

No curto espaço de 90 minutos fizeram-se coisas muito boas que nos colocaram à porta dos oitavos de final e cometeram-se erros fatais que acabaram por nos penalizar, adiando tudo para a última jornada.
É apenas disso que se trata e não sendo pouco, não creio que seja motivo para de repente tudo e todos questionar, passando uma vez mais do oito para o oitenta ou neste caso, do oitenta para o oito.


RC

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

UMA RESERVA INESGOTÁVEL


Li em algures que os nossos vizinhos do Lumiar têm uma reserva inesgotável. Sempre que pensamos que já vimos tudo, eis que nos conseguem surpreender. A imagem que se segue é da capitã da equipa de futsal feminino do Sporting durante um time out. Vale por mil palavras.
 

JL

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ÓDIO, APENAS ÓDIO


Pela primeira vez na minha vida vi a Sportingtv.

Qual Inácio, aproveitei um link e espreitei dois, três minutos, não mais que isso do jogo de andebol desta noite.
Inenarrável, só visto.

Locutores aos urros e grunhidos em histeria completa e após um golo do Sporting, uma visão da bancada com o Querido Líder aos murros no ar como se tivesse ganho a Champions no último minuto.

Seja andebol, futsal ou chinquilho, por aquelas bandas o ódio anda no ar.
Tudo isto começa a ultrapassar em muito os limites de uma normal, lógica e histórica rivalidade desportiva.

O ódio está à solta, e, desenfreado já nem se insinua: omnipresente, pressente-se, sente-se, ostenta-se.
É bandeira, fonte de inspiração e toque a reunir. 

Cada golo, cada vitória, cada comunicado, cada escarradela são apenas isso: manifestações de um ódio em estado puro e irracional. Grotesco e animal. 
Mais que nunca, o ódio ao Benfica é o cuspo que os cola. 

Tudo isto só pode acabar mal mas para jé e acima de tudo é uma enorme tristeza termos que partilhar a cidade, a vida, o futebol, o desporto com esta gente.


RC

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A SÍNDROME DA PONTE


Quem tem entre 45 e 50 anos recorda bem o martírio que significava para os então jogadores do Porto atravessar a Ponte D. Luís.
Dizia-se que era aí que o Porto, por melhores equipas que tivesse, começava a perder os jogos, sempre que se deslocava a Lisboa e sobretudo ao Estádio da Luz.
Atravessar a ponte era o inicio da deslocação à Luz e consubstanciava todos os medos e fobias próprios de um clube pequeno e provinciano.

Curiosamente, passados todos estes anos, a “síndrome da ponte” parece ter atingido o Benfica e não há meio de nos vermos livres dela.
Encerrada a era do apito dourado e dos esquemas mafiosos que durante décadas lhe proporcionaram o domínio do futebol, o Porto não passa de um clube moribundo bem à imagem do seu presidente que finge não se aperceber que não passa de um Salazar cuja cadeira se partirá mais tarde ou mais cedo.
Entretanto, o Benfica avançou rumo ao futuro, reconquistando o seu verdadeiro lugar na hierarquia do futebol português.
Temos hoje uma estrutura profissional sem comparação em Portugal, melhores jogadores e melhor treinador.

Pois bem, o bloqueio mental de jogar agora no Dragão como antes nas Antas mantém-se.
Com Rui Vitória agora como com Jesus (e de que maneira!) anteriormente, só para mencionar os últimos treinadores campeões pelo Benfica.

Vejamos o panorama até às 18H de ontem: pese embora uma onda inusitada de lesões, temos uma equipa mais sólida, melhores jogadores, melhor treinador e uma tranquilidade assegurada por 5(!) pontos de avanço sobre o Porto. Sabemos todos que, aconteça o que acontecer, sairemos do Porto em 1º lugar.
A diferença está apenas em saber se aniquilamos o moribundo o se o ressuscitamos.
Pois bem, uma vez mais vemos um Benfica entre o encolhido e o envergonhado que quase se deixa encurralar por um Porto que mesmo jogando no limite, é apenas aquilo.

O Benfica à semelhança de outros Benficas de tantos anos no passado, parece uma equipa algo atarantada: não ousa, não consegue sair a jogar, não consegue seguer controlar o jogo deixando-se quase dominar por uma equipa banal que parece apenas acreditar mais e ser mais rápida.

E é isto: passados todos estes anos e terminada definitivamente uma era, este estranho bloqueio mental mantém-se: o Benfica, este Benfica vai à Allianz Arena e encara o todo-poderoso Bayern nos olhos para depois se encolher perante um qualquer Porto.
O mesmo Benfica que vai a S. Petersburgo meter no bolso a arrogância de Vilas Boas, aflige-se e ataranta-se perante a equipa do rabiscador Nuno Espirito Santo.

Saíram jogadores importantes, faltam jogadores fundamentais?
Tudo verdade mas não creio que com eles as coisas mudassem muito como, de resto, quase sempre aconteceu no passado recente.

Vai sendo tempo do Benfica se libertar deste bloqueio mental, desta espécie de síndrome que mais parece uma sina ou maldição.
A ponte, o raio da ponte é apenas uma passagem para a outra margem e nas Antas, no Dragão ou em qualquer estádio do País, a norte ou a sul há algo que não muda: somos Benfica.


Podemos, evidentemente, perder ou fazer um jogo menos conseguido mas ao entrarmos tolhidos pelo receio, pelo peso da história ou por qualquer outro motivo, estaremos sempre muito mais longe de vencer.


RC



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A FOTO IMPOSSÍVEL NA FESTA DO VOTO


Eleições no Benfica são sinónimo de festa, participação, militância e fervor clubista.

Sempre foi assim até em tempos mais distantes quando dávamos lições de democracia a uma país que vivia asfixiado pela ditadura.

Dia de festa, portanto e ontem não se fugiu à regra.

Há, porém, limites e das duas, uma: ou o povo benfiquista endoideceu de vez ou os infelizes que alegremente posam para a foto, confundiram o ladrão ensebado com algum galã de telenovela da TVI.




RC

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A TELMA MONTEIRO ESCOLHEU


Escolheu o reconhecimento, o futuro, a dignidade. Daqui a 5, 10, 15 anos, Telma vai ser vista por todos os portugueses, sejam de que clube for, como uma briosa atleta, a melhor de sempre na modalidade. Não será um Paulo Sousa desta vida. Provavelmente terá a sua escola de judo como sempre sonhou. Terá ainda outros projetos, porque o futuro é longo e não acaba aos 35 anos. No presente conseguiu um abrigo, uma âncora. Outros desbaratam este capital por mais uns zeros na conta bancária.

JL

QUEM SERÁ O RESPONSÁVEL PELAS MODALIDADES?


A grande dúvida que paira após as eleições de hoje é quem será o responsável pelas modalidades do Sport Lisboa e Benfica. Mas se essa é uma dúvida que certamente será dissipada nos próximos dias, a pergunta que se devia fazer é como é que uma lista vem a eleições sem os pelouros definidos ou pelo menos conhecidos dos sócios. No caso das modalidades, e pelas declarações de Fernando Tavares hoje à noite, não está mesmo definido que ficará com a essa área. Será uma gestão a duas mãos? Esta indefinição poderá ter consequências nada positivas num setor que tem sofrido uma enorme pressão externa.  Uma liderança forte e competente não tem de necessariamente ser totalitária. E no caso do Benfica começam a aparecer alguns tiques.  Atenção. A carneirada é no outro lado.

JL

DA PARANÓIA (PURA E DURA)







A paranóia, também denominada pensamento paranóico (ou paranóide), consiste numa psicose caracterizada pelo desenvolvimento de um pensamento delirante crónico, lúcido e sistemático, provido de uma lógica interna própria, sem apresentar alucinações.

Nesta patologia, o indivíduo desenvolve uma desconfiança ou suspeita exacerbada ou injustificada de que está sendo perseguido, acreditando que algo ruim está para acontecer ou que o perseguidor deseja lhe causar mal.
Acredita-se que a etiologia dos pensamentos paranóicos resida em certos factores, como:
Factores genéticos;
Factores bioquímicos;
Stress.
A paranóia pode ser discreta, com o indivíduo ajustando-se socialmente, ou pode ser tão severa que o indivíduo torna-se incapacitado. As paranóias podem ser divididas em três categorias principais. São elas:

Distúrbio paranóide de personalidade;
Distúrbio delirante paranóide;
Esquizofrenia paranóide.
Distúrbio Paranóide de Personalidade
Indivíduos com este tipo de paranóia tornam-se desconfiadas sem motivo, em tal intensidade que seus pensamentos paranóicos podem destruir sua vida profissional e pessoal. Dentre as características presentes nestes indivíduos estão:

Desconfiança;
Hipersensibilidade;
Frias e distantes.
Distúrbio Delirante Paranóide
O factor que caracteriza este tipo de paranóia é a presença de um tipo de delírio persistente e não bizarro, com ausência de qualquer outro tipo de sintomatologia de distúrbio mental.

Cinco tipos distintos de delírio podem ser observados neste distúrbio paranóico:

Delírio da grandeza ou megalomania;
Delírio persecutório (perseguição);
Delírio do ciúme;
Delírio erótico;
Delírio hipocondríaco.
Esquizofrenia Paranóide
Comportamentos e pensamentos paranóides compõem uma forma de esquizofrenia denominada esquizofrenia paranóide. Pessoas afetadas por este tipo de paranóia comumente são acometidas por delírios altamente bizarros ou alucinações, quase sempre sobre um determinado assunto. Costumam ouvir vozes que os outros não ouvem ou acham que seus pensamentos estão sendo controlados ou propagados em voz alta. Além disso, a relação com a família e no ambiente de trabalho vai se deteriorando, e em muitos casos, sem expressão emocional.



Com a devida vénia a site da especialidade, a Travessa do Alqueidão assume os sublinhados, reservando-se, porém o dever de não fazer comentários em matéria tão especifica e sensível.

Apenas uma justificação relativamente a um item não sublinhado: o delirio erótico. 
Podendo ser observado neste tipo de patologia, entende-se que seria demasiado penoso para nós e para os nossos leitores imaginar os delirios eróticos de gente como o Bruno e o Saraiva, o Octávio e o Barroso, o Dias Ferreira e o Oliveira e Costa.


RC

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

LEILOEIRA DO CAMPO GRANDE? NÃO, OBRIGADO!


Sobre o estado das modalidades e sobretudo a sua sustentabilidade no pós-Bruno de Carvalho, é assunto a que voltaremos em breve.

O que espero não aconteça é ver o Benfica envolvido em leilões, seja por quem for.

Cento e doze anos de uma história ímpar e recheada de glória também nas modalidades, por força de nomes como José Maria Nicolau, Guilherme Espírito Santo, Venceslau Fernandes, António Ramalhete, António Leitão, Carlos Lisboa e tantos outros, não poderá nunca ser beliscada sequer por qualquer leilão em praça pública, lançado e alimentado por um desesperado incendiário-aprendiz-de-presidente que pratica uma política de terra queimada.

Que o faça em relação ao seu clube, é lá com ele e com a sua carneirada e de resto até lhe agradeço: quanto pior, melhor.


Do Benfica, tratamos nós e é isso que todos esperamos dos nossos responsáveis.


RC   

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

MENINO DE OURO



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Golden Boy para o Tuttosport e para a Europa do futebol, menino de ouro para nós, para os seus, para o povo Benfiquista que o viu chegar, crescer e vencer.

Vítima de uma campanha sem precedentes no futebol português, Renato a tudo resistiu, deixando a sua marca no inesquecível 35.

Uma força da natureza, uma alma imensa, jogador puro, intenso, imenso: à Benfica, claro! ainda que hoje vista outras cores.

Menino que soube ser Homem na hora da saída, não esquecendo o clube que tudo lhe deu e lhe permitiu chegar onde chegou.

Prometeu regressar.
Porém, regressando ou não, será sempre um dos nossos.


Parabéns, Renato! 

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RC

domingo, 23 de outubro de 2016

A SÉTIMA DE DOIS MIL E DEZASSEIS


Sete supertaças coletivas. Aqui está a essência do clube.  



JL

ROMA VAI PAGANDO A TRAIDORES (POR ENQUANTO...)

A apresentação de Nélson Évora na agremiação do Campo Grande coincidiu, curiosamente com uma notícia que passou despercebida a quase todos: mais a norte e para o jogo contra o Arouca, Maxi Pereira não foi convocado por opção técnica.

Aparentemente, estes dois factos nada têm em comum nem existe qualquer relação entre eles.
Aparentemente, apenas.

Esta gentalha que trai cobarde e miseravelmente, cuspindo no prato em que comeu, esquece uma coisa elementar: deixaram de ser dos nossos e não serão nunca um deles.

No Benfica passaram a simples nota de rodapé, ao optar despejar a história e a glória na mesma sanita onde verteram dignidade e gratidão.
Por lá, passado o folclore da apresentação e da novidade não deixarão nunca de ser vistos como corpos estranhos e como mercenários e reles traidores de que efectivamente não passam.

Mini Pereira é já passado e felizmente viu o 35 de longe.

Quanto a Évora, já estava acabado como atleta de elite e provou agora que também como homem, já teve dias bem melhores.


RC

RICO, MAS SEM ABRIGO


Já não é primeira vez que Nelson Évora troca de clube. Em 2002 já tinha saída para o FC Porto, mantendo-se por lá dois anos. Naquela altura era apenas uma esperança e apesar de formado na Luz, não era ainda um potencial ícone do clube, nem tinha lugar de destaque no Museu que não havia. Na época o atletismo do Benfica não era o projeto promissor que é hoje e não ganhava campeonatos às dezenas. Ir para o Sporting agora não é o mesmo do que ir para o Porto em 2002.

Nelson Évora vai ganhar para o Sporting essencialmente dinheiro. O dobro, dizem. Perde a ligação a um clube que sempre o apoiou. E aqui a palavra “sempre” ganhar contornos mais elevados. O atleta teve maus momentos físicos, lesionou-se com gravidade, esteve preste a abandonar, mas nunca foi abandonado.

Para 2020 faltam 3 anos. Se Évora for aos próximos Jogos Olímpicos será um atleta de 36 anos. Terá eventualmente a conta bancária mais recheada. Isto se ainda houver atletismo no Sporting. Contudo, olhará para o resto da vida, que se espera ainda longa e verá que nunca será recebido com a honra de campeão na Luz, em Alvalade ou mesmo no Dragão. Um sem abrigo.

Quanto aos clubes, o Sporting aparenta pretender acabar com o projeto do Vieira de construir o Lar dos Atletas. Já o Benfica, deve continuar com o seu projeto, no qual o veterano Rui Silva e a sua escola de formação do Cartaxo parecem encaixar bastamente bem.
JL