N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


sábado, 18 de fevereiro de 2017

A ESTÁTUA


A história conta-se em três penadas. Um grande benfiquista teve a ideia e a iniciativa de propor uma moção em sede de Orçamento Participativo da CML para a colocação de uma estátua a Cosme Damião em Lisboa.
Essa moção foi a votos e, com a colaboração de milhares de adeptos do Glorioso, foi aprovada. O proponente, porque se teve de ausentar para o estrangeiro, tomou a iniciativa de pedir apoio a um grupo de benfiquistas para a elaboração do projeto da estátua.
Escolheu-se uma foto de Cosme Damião sentado, e elegantemente equipado, e conseguiu-se que o escultor Francisco Simões a desenhasse. A ideia, que está na foto em baixo, era o nosso Cosme num banco de jardim, toda em bronze. Bonita, e de certa forma inédita, serviria, por exemplo, para nos deixarmos fotografar sentados ao lado do grande Cosme Damião.
Insistiu-se por todo o lado. Pressionou-se incessantemente a CML para avançar com o projeto. Chateou-se a Direção do Benfica, o departamento de marketing, sempre avesso às ideias dos outros. Parecia que se andava a bater com a cabeça numa parede.
Para se ter uma ideia, numa primeira reunião, os técnicos da CML nem sabiam sequer quem era Cosme Damião, muito menos como operacionalizar uma proposta eleita no tão propagado Orçamento Participativo
Durante muito tempo nem Benfica, nem CML mexeram uma palha, a ideia da Estátua parecia estar morta.
Contudo, em ano de eleições autárquicas, finalmente houve fumo branco. A Estátua será inaugurada a 28 de fevereiro, na rotunda diante das garagens da Luz, com 5,5 metros por 1,70m e será o já conhecido stencil de Cosme Damião sobre uma peanha. Um mamarracho. Sem qualquer personalidade. Uma ideia desleixada, feita com os pés, para despachar.
Mas o pior é que, no decurso disto tudo, a CML pura e simplesmente CAGOU para quem teve a ideia e não a deixou morrer! Nem um mail, nem um telefonema aos "cidadãos" que tiveram a ideia, e ao grupo que despendeu tempo e esforço para não a deixar morrer, ao longo dos vários anos! NADA!
A ideia:

A realidade:


JL
Durante muito tempo nem Benfica, nem CML mexeram uma palha, a ideia da Estátua parecia estar morta.
Contudo, em ano de eleições autárquicas, finalmente houve fumo branco. A Estátua será inaugurada a 28 de fevereiro, na rotunda diante das garagens da Luz, com 5,5 metros por 1,70m e será o já conhecido stencil de Cosme Damião sobre uma peanha. Um mamarracho. Sem qualquer personalidade. Uma ideia desleixada, feita com os pés, para despachar.
Mas o pior é que, no decurso disto tudo, a CML pura e simplesmente CAGOU para quem teve a ideia e não a deixou morrer! Nem um mail, nem um telefonema aos "cidadãos" que tiveram a ideia, e ao grupo que despendeu tempo e esforço para não a deixar morrer, ao longo dos vários anos! NADA!
JL

Durante muito tempo nem Benfica, nem CML mexeram uma palha, a ideia da Estátua parecia estar morta.

Contudo, em ano de eleições autárquicas, finalmente houve fumo branco. A Estátua será inaugurada a 28 de fevereiro, na rotunda diante das garagens da Luz, com 5,5 metros por 1,70m e será o já conhecido stencil de Cosme Damião sobre uma peanha. Um mamarracho. Sem qualquer personalidade. Uma ideia desleixada, feita com os pés, para despachar.

Mas o pior é que, no decurso disto tudo, a CML pura e simplesmente CAGOU para quem teve a ideia e não a deixou morrer! Nem um mail, nem um telefonema aos "cidadãos" que tiveram a ideia, e ao grupo que despendeu tempo e esforço para não a deixar morrer, ao longo dos vários anos! NADA!

JL



sábado, 28 de janeiro de 2017

NENHUM BARULHO POR TUDO


Nos últimos dois desaires, o Benfica sofreu cinco golos. Dos cinco, apenas um foi imaculado. E mesmo nesse, parecia que a bola tinha vida, desviando-se milagrosamente dos desesperados jogadores vermelhos, fazendo uma última e maldita curva para interior da baliza, como se os deuses a tivessem soprado.

Nunca na historia recente, e talvez mesmo em toda a sua história, o Benfica foi tão atacado. Nem mesmo quando Pinto da Costa era vivo.  Falar em colinho, benefícios, ajudas em relação a um clube com a historia do Sport Lisboa e Benfica não é simples difamação, é a consagração do no sense, só possível num país de ignorantes de memoria curta.

O silêncio tem sido a arma do Glorioso. Até agora letal, e para alguns, com efeitos de destruição massiva. Contudo, a frustração não desarma e o barulho começa a ter efeitos perversos no desenrolar das competições.

Há presidentes que cospem, empurram, escrevem demencialmente em redes socias, ladram fora e dentro do canil. Há treinadores que montam circos em conferências de imprensa e dissimulam investidas desonestas na boçalidade gramatical. Há anões que à beirinha do relvado, esse tapete sagrado do futebol, saltam, rebolam e dão cambalhotas à voz do dono. Todos são olhados com a indiferença com que olhamos para as desgraças do quotidiano. São assim, sempre foram, é da sua natureza. Desculpados vezes sem conta. Multados ao nível de uma qualquer EMEL.

Rui Vitória é Benfica. Da cabeça aos pés. No banco, no treino, nos contactos com os jornalistas. É um exemplo. Fossem todos Rui Vitória, fossem todos os clubes como o Benfica e havia um orgulho enorme em pertencer a este mundo chamado liga portuguesa.

Os 15 dias de castigo a Rui Vitória não é apenas uma aberração. Faz parte do plano B de uma estratégia falhada, cujo o objetivo deixou de ser a glória, mas a sobrevivência.

JL

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

CARRILLO? O SUPER-AGENTE RESOLVE!

Fulanizar é algo injusto no futebol, podendo mesmo tornar-se cruel na hora do insucesso, mas há problemas que sendo por demais evidentes, não podem ser ignorados.

No Benfica versão 2016-2017 há um problema chamado Carrillo.

Não será certamente o único nem provavelmente o maior mas trata-se de um equívoco gigantesco que, ou muito me engano ou um destes dias estoira nas mãos do treinador.

Já se percebeu que Rui Vitória está a fazer tudo para não deixar cair o jogador; começa porém a pressentir-se o fim da linha para Carrillo.

Sem espontaneidade, alegria ou velocidade, Carrillo parece um corpo estranho na equipa e quando entra em campo significa quase sempre que passaremos a jogar com menos um.

Ao que consta, o alegado custo zero importou em qualquer coisa como 10 milhões de euros: muito dinheiro, de facto.

Também por isso, Rui Vitória vai tentando segurar o jogador na esperança de um qualquer clique naquelas pernas perras ou naquela cabeça que parece estar a milhas de um campo de futebol.

Ontem na Luz, assistiu-se a um primeiro esboço de assobiadela colectiva ao peruano, perante mais uma perda de bola inexplicável.

Quer-me parecer, pois, que Carrillo chegou mesmo ao fim da linha e a solução só poderá passar pela venda.

Eis, pois, uma óptima oportunidade para pôr à prova as excelsas e nunca por demais elogiadas capacidades do super-agente Jorge Mendes, capaz ao que se diz de transformar em ouro tudo aquilo em toca.

Ou será que o tal super-agente apenas sabe vender os Renatos Sanches desta vida?


RC 

LIÇÃO OU DEPRESSÃO?


O Benfica passou aos oitavos da Liga dos Campeões e, não há volta a dar, é um saldo extremamente positivo.  Podemos até fazer uma analogia com o resultado na Turquia. O Benfica empatou em casa do Besiktas e, sem ver o jogo, não podemos afirmar que o resultado foi negativo. Já agora, ainda acrescento, o Benfica perde um jogo para o campeonato, ao fim de 10 meses, nas condições que vimos, objetivamente também não é nenhuma tragédia.

O problema é que assistimos aos jogos e a visualização de um jogo de futebol é tudo menos objetivo. Não é a mesma coisa empatar 0-0 ou 1-1 ou estar a vencer por 3-0 e em meio hora deixar-se empatar. No futebol, a hora de futebol total que demonstramos na Turquia, antes da meia-hora de descalabro, não serve de crédito.

O que vi ontem foi um Nápoles imensamente superior ao Benfica. Em todos os capítulos do jogo. Nomeadamente no aspeto técnico, tático e físico. Na segunda parte, houve momentos que parecia uma equipa de juniores contra uma de seniores. Uma má noite da equipa? Influencia de conhecerem o resultado do Dínamo ao intervalo? Talvez.

Porém, o mais preocupante é que já tínhamos assistido a esta falta de intensidade na Madeira, com os jogadores insulares, menos dotados tecnicamente, a chegar sempre primeiro aos lances e a ganhar a maioria das bolas divididas.  

Um jogo por vezes ganha-se por milímetros ou por segundos. Se os nossos remates são demasiadas vezes parados pelos pés dos adversários, se a percentagem de passes falhados é assustadora, se os outros chegam mais vezes primeiro à bola, as nossas hipóteses de ganhar descem significativamente.

 JL

sábado, 3 de dezembro de 2016

RESSUSCITANDO ALMAS PENADAS


Deixem lá o árbitro, as faltas não assinaladas, o anti-jogo do Marítimo, as rábulas das substituições, as lesões simuladas, a brotoeja, cãibras e bicos de papagaio que de repente assolaram os jogadores madeirenses.
Nada disto é novidade para nós ou pelo menos não o deveria ser. Há décadas que é assim e assim continuará, nada de novo sob o sol.

Do que se trata verdadeiramente é que o Benfica falhou golos ridículos, sofreu golos ridículos (como em Nápoles, como em Istambul…), foi incompetente, negligente, atabalhoado, trapalhão.

Negar isto ou vir com teorias da conspiração é tapar o sol com a peneira: perdemos um jogo que não podíamos perder e nem sequer empatar.

Curar uma série de moribundos e ressuscitar umas quantas almas penadas que por aí vagueavam à toa: eis o verdadeiro resultado do jogo desta noite.

RC

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

NOJO

A última jogada foi o resumo do jogo. O árbitro dá amarelo a um jogador por queimar tempo na marcação de um pontapé de baliza. O jogador sai, o guarda-redes chuta e acaba o jogo quando a bola vai no ar. Há coisa mais ridícula que isto?
De resto, um jogo contra o azar e contra duas equipas nojentas. Desta vez perdemos. Como disse o Luisão: “fomos parados de várias formas”.

JL

AINDA HÁ COISAS QUE NOS COMOVEM

JL

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

NOS: BOM NEGÓCIO APENAS PARA ELES?


Pelos idos de Julho durante um jantar com apoiantes à sua recandidatura e creio que até mais tarde em pleno período pré-eleitoral, Vieira frisou a necessidade de “clarificar o contrato com a NOS”.

Mais do que fazer comparações sem sentido com o contrato que a mesma entidade assinou com a agremiação do Campo Grande, é exactamente isso que esperamos do presidente: clarificar e esclarecer.


De tudo isto e muito para lá da poeira que cirúrgica e estrategicamente o Record lança para o ar, espero  que o Benfica não tenha sido “enrolado” num negócio lucrativo apenas para ELES, mas sobretudo que uma vez mais não nos tenhamos metido na boca do lobo, perdendo a liberdade e a independência que como, aliás, Vieira bem sabe, tanto nos custou a ganhar.

RC

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A BIPOLARIDADE, DOENÇA INFANTIL DO BENFIQUISMO


Imaginemos que o jogo desta noite em Istambul tinha terminado aos 60 minutos.

Com 3-0 e uma exibição perfeita (seguramente das melhores dos últimos anos), a nação benfiquista viria abaixo com tanta euforia.
Rui Vitória ver-se-ia alcandorado a uma espécie de Bella Guttman do século XXI, os jogadores incensados como dignos sucessores de Eusébio, Torres, Coluna, Simões e José Augusto, a comitiva seria provavelmente recebida em delírio no aeroporto e Cardiff estaria a dois passos independentemente de quem nos surgisse no caminho.

Acontece que os jogos terminam aos 90 minutos mais o respectivo tempo de compensação como, de resto e infelizmente bem sabemos.

Ora, nesses restantes 30 minutos aconteceu de tudo um pouco: o Benfica falhou o 4-0 e a possibilidade de matar o jogo, foi recuando, foi-se encolhendo, sofreu o 1º golo em fora-de-jogo (lamento mas não conheço “ligeiros" fora-de-jogo; ou está ou não está e este estava...), sofreu o 2º numa clamorosa infantilidade de Lindelof e claro sofreria o 3º noutra trapalhada da nossa defesa.

Acresce que as substituições não foram felizes: quem entrou nada trouxe de novo e de positivo à equipa.
Acontece a quem tem de tomar decisões mas claramente é bem mais fácil acertar no Placard depois do jogo.

Pois bem, depois destes 90 minutos em que quase tocamos o céu para quase nos despenharmos no inferno, veja-se o que por aí vai em termos de comentários.

Rui Vitória, o Guttman dos primeiros 60 minutos, não passa afinal de um treinador de 2ª, tacticamente fraquíssimo, sem estofo nem capacidade de gerir o jogo, 
Quanto aos bravos descendentes de Eusébio e Cª, uma desgraça: há  os que não sabem, os que não podem, os que se cansam por tudo e por nada, os que  entraram já cansados ou que não deveriam, sequer, ter entrado. 
Pelo meio há ainda quem peça o afastamento do presidente, um must nestas ocasiões festivas em que a "moca é afiada" para uma bela sessão de bordoada.

Infelizmente, o Benfica também é isto e não, não se trata da paixão excessiva de uma massa associativa exigente a habituada a ganhar.
Trata-se isso sim, de uma bipolaridade absurda e estúpida, enraizada num completo desconhecimento do que é o futebol e num sentimento bem português: a intriga, a ignorância, a maledicência pura.

O Benfica, este Benfica não era seguramente a melhor equipa da Europa nos primeiros 60 minutos como não foi ainda mais seguramente uma equipa de coxos e inúteis, liderada por um incompetente no último terço do jogo.

No curto espaço de 90 minutos fizeram-se coisas muito boas que nos colocaram à porta dos oitavos de final e cometeram-se erros fatais que acabaram por nos penalizar, adiando tudo para a última jornada.
É apenas disso que se trata e não sendo pouco, não creio que seja motivo para de repente tudo e todos questionar, passando uma vez mais do oito para o oitenta ou neste caso, do oitenta para o oito.


RC

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

UMA RESERVA INESGOTÁVEL


Li em algures que os nossos vizinhos do Lumiar têm uma reserva inesgotável. Sempre que pensamos que já vimos tudo, eis que nos conseguem surpreender. A imagem que se segue é da capitã da equipa de futsal feminino do Sporting durante um time out. Vale por mil palavras.
 

JL

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ÓDIO, APENAS ÓDIO


Pela primeira vez na minha vida vi a Sportingtv.

Qual Inácio, aproveitei um link e espreitei dois, três minutos, não mais que isso do jogo de andebol desta noite.
Inenarrável, só visto.

Locutores aos urros e grunhidos em histeria completa e após um golo do Sporting, uma visão da bancada com o Querido Líder aos murros no ar como se tivesse ganho a Champions no último minuto.

Seja andebol, futsal ou chinquilho, por aquelas bandas o ódio anda no ar.
Tudo isto começa a ultrapassar em muito os limites de uma normal, lógica e histórica rivalidade desportiva.

O ódio está à solta, e, desenfreado já nem se insinua: omnipresente, pressente-se, sente-se, ostenta-se.
É bandeira, fonte de inspiração e toque a reunir. 

Cada golo, cada vitória, cada comunicado, cada escarradela são apenas isso: manifestações de um ódio em estado puro e irracional. Grotesco e animal. 
Mais que nunca, o ódio ao Benfica é o cuspo que os cola. 

Tudo isto só pode acabar mal mas para jé e acima de tudo é uma enorme tristeza termos que partilhar a cidade, a vida, o futebol, o desporto com esta gente.


RC

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A SÍNDROME DA PONTE


Quem tem entre 45 e 50 anos recorda bem o martírio que significava para os então jogadores do Porto atravessar a Ponte D. Luís.
Dizia-se que era aí que o Porto, por melhores equipas que tivesse, começava a perder os jogos, sempre que se deslocava a Lisboa e sobretudo ao Estádio da Luz.
Atravessar a ponte era o inicio da deslocação à Luz e consubstanciava todos os medos e fobias próprios de um clube pequeno e provinciano.

Curiosamente, passados todos estes anos, a “síndrome da ponte” parece ter atingido o Benfica e não há meio de nos vermos livres dela.
Encerrada a era do apito dourado e dos esquemas mafiosos que durante décadas lhe proporcionaram o domínio do futebol, o Porto não passa de um clube moribundo bem à imagem do seu presidente que finge não se aperceber que não passa de um Salazar cuja cadeira se partirá mais tarde ou mais cedo.
Entretanto, o Benfica avançou rumo ao futuro, reconquistando o seu verdadeiro lugar na hierarquia do futebol português.
Temos hoje uma estrutura profissional sem comparação em Portugal, melhores jogadores e melhor treinador.

Pois bem, o bloqueio mental de jogar agora no Dragão como antes nas Antas mantém-se.
Com Rui Vitória agora como com Jesus (e de que maneira!) anteriormente, só para mencionar os últimos treinadores campeões pelo Benfica.

Vejamos o panorama até às 18H de ontem: pese embora uma onda inusitada de lesões, temos uma equipa mais sólida, melhores jogadores, melhor treinador e uma tranquilidade assegurada por 5(!) pontos de avanço sobre o Porto. Sabemos todos que, aconteça o que acontecer, sairemos do Porto em 1º lugar.
A diferença está apenas em saber se aniquilamos o moribundo o se o ressuscitamos.
Pois bem, uma vez mais vemos um Benfica entre o encolhido e o envergonhado que quase se deixa encurralar por um Porto que mesmo jogando no limite, é apenas aquilo.

O Benfica à semelhança de outros Benficas de tantos anos no passado, parece uma equipa algo atarantada: não ousa, não consegue sair a jogar, não consegue seguer controlar o jogo deixando-se quase dominar por uma equipa banal que parece apenas acreditar mais e ser mais rápida.

E é isto: passados todos estes anos e terminada definitivamente uma era, este estranho bloqueio mental mantém-se: o Benfica, este Benfica vai à Allianz Arena e encara o todo-poderoso Bayern nos olhos para depois se encolher perante um qualquer Porto.
O mesmo Benfica que vai a S. Petersburgo meter no bolso a arrogância de Vilas Boas, aflige-se e ataranta-se perante a equipa do rabiscador Nuno Espirito Santo.

Saíram jogadores importantes, faltam jogadores fundamentais?
Tudo verdade mas não creio que com eles as coisas mudassem muito como, de resto, quase sempre aconteceu no passado recente.

Vai sendo tempo do Benfica se libertar deste bloqueio mental, desta espécie de síndrome que mais parece uma sina ou maldição.
A ponte, o raio da ponte é apenas uma passagem para a outra margem e nas Antas, no Dragão ou em qualquer estádio do País, a norte ou a sul há algo que não muda: somos Benfica.


Podemos, evidentemente, perder ou fazer um jogo menos conseguido mas ao entrarmos tolhidos pelo receio, pelo peso da história ou por qualquer outro motivo, estaremos sempre muito mais longe de vencer.


RC



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A FOTO IMPOSSÍVEL NA FESTA DO VOTO


Eleições no Benfica são sinónimo de festa, participação, militância e fervor clubista.

Sempre foi assim até em tempos mais distantes quando dávamos lições de democracia a uma país que vivia asfixiado pela ditadura.

Dia de festa, portanto e ontem não se fugiu à regra.

Há, porém, limites e das duas, uma: ou o povo benfiquista endoideceu de vez ou os infelizes que alegremente posam para a foto, confundiram o ladrão ensebado com algum galã de telenovela da TVI.




RC

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A TELMA MONTEIRO ESCOLHEU


Escolheu o reconhecimento, o futuro, a dignidade. Daqui a 5, 10, 15 anos, Telma vai ser vista por todos os portugueses, sejam de que clube for, como uma briosa atleta, a melhor de sempre na modalidade. Não será um Paulo Sousa desta vida. Provavelmente terá a sua escola de judo como sempre sonhou. Terá ainda outros projetos, porque o futuro é longo e não acaba aos 35 anos. No presente conseguiu um abrigo, uma âncora. Outros desbaratam este capital por mais uns zeros na conta bancária.

JL

QUEM SERÁ O RESPONSÁVEL PELAS MODALIDADES?


A grande dúvida que paira após as eleições de hoje é quem será o responsável pelas modalidades do Sport Lisboa e Benfica. Mas se essa é uma dúvida que certamente será dissipada nos próximos dias, a pergunta que se devia fazer é como é que uma lista vem a eleições sem os pelouros definidos ou pelo menos conhecidos dos sócios. No caso das modalidades, e pelas declarações de Fernando Tavares hoje à noite, não está mesmo definido que ficará com a essa área. Será uma gestão a duas mãos? Esta indefinição poderá ter consequências nada positivas num setor que tem sofrido uma enorme pressão externa.  Uma liderança forte e competente não tem de necessariamente ser totalitária. E no caso do Benfica começam a aparecer alguns tiques.  Atenção. A carneirada é no outro lado.

JL

DA PARANÓIA (PURA E DURA)







A paranóia, também denominada pensamento paranóico (ou paranóide), consiste numa psicose caracterizada pelo desenvolvimento de um pensamento delirante crónico, lúcido e sistemático, provido de uma lógica interna própria, sem apresentar alucinações.

Nesta patologia, o indivíduo desenvolve uma desconfiança ou suspeita exacerbada ou injustificada de que está sendo perseguido, acreditando que algo ruim está para acontecer ou que o perseguidor deseja lhe causar mal.
Acredita-se que a etiologia dos pensamentos paranóicos resida em certos factores, como:
Factores genéticos;
Factores bioquímicos;
Stress.
A paranóia pode ser discreta, com o indivíduo ajustando-se socialmente, ou pode ser tão severa que o indivíduo torna-se incapacitado. As paranóias podem ser divididas em três categorias principais. São elas:

Distúrbio paranóide de personalidade;
Distúrbio delirante paranóide;
Esquizofrenia paranóide.
Distúrbio Paranóide de Personalidade
Indivíduos com este tipo de paranóia tornam-se desconfiadas sem motivo, em tal intensidade que seus pensamentos paranóicos podem destruir sua vida profissional e pessoal. Dentre as características presentes nestes indivíduos estão:

Desconfiança;
Hipersensibilidade;
Frias e distantes.
Distúrbio Delirante Paranóide
O factor que caracteriza este tipo de paranóia é a presença de um tipo de delírio persistente e não bizarro, com ausência de qualquer outro tipo de sintomatologia de distúrbio mental.

Cinco tipos distintos de delírio podem ser observados neste distúrbio paranóico:

Delírio da grandeza ou megalomania;
Delírio persecutório (perseguição);
Delírio do ciúme;
Delírio erótico;
Delírio hipocondríaco.
Esquizofrenia Paranóide
Comportamentos e pensamentos paranóides compõem uma forma de esquizofrenia denominada esquizofrenia paranóide. Pessoas afetadas por este tipo de paranóia comumente são acometidas por delírios altamente bizarros ou alucinações, quase sempre sobre um determinado assunto. Costumam ouvir vozes que os outros não ouvem ou acham que seus pensamentos estão sendo controlados ou propagados em voz alta. Além disso, a relação com a família e no ambiente de trabalho vai se deteriorando, e em muitos casos, sem expressão emocional.



Com a devida vénia a site da especialidade, a Travessa do Alqueidão assume os sublinhados, reservando-se, porém o dever de não fazer comentários em matéria tão especifica e sensível.

Apenas uma justificação relativamente a um item não sublinhado: o delirio erótico. 
Podendo ser observado neste tipo de patologia, entende-se que seria demasiado penoso para nós e para os nossos leitores imaginar os delirios eróticos de gente como o Bruno e o Saraiva, o Octávio e o Barroso, o Dias Ferreira e o Oliveira e Costa.


RC

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

LEILOEIRA DO CAMPO GRANDE? NÃO, OBRIGADO!


Sobre o estado das modalidades e sobretudo a sua sustentabilidade no pós-Bruno de Carvalho, é assunto a que voltaremos em breve.

O que espero não aconteça é ver o Benfica envolvido em leilões, seja por quem for.

Cento e doze anos de uma história ímpar e recheada de glória também nas modalidades, por força de nomes como José Maria Nicolau, Guilherme Espírito Santo, Venceslau Fernandes, António Ramalhete, António Leitão, Carlos Lisboa e tantos outros, não poderá nunca ser beliscada sequer por qualquer leilão em praça pública, lançado e alimentado por um desesperado incendiário-aprendiz-de-presidente que pratica uma política de terra queimada.

Que o faça em relação ao seu clube, é lá com ele e com a sua carneirada e de resto até lhe agradeço: quanto pior, melhor.


Do Benfica, tratamos nós e é isso que todos esperamos dos nossos responsáveis.


RC