N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

COMO SEMPRE!

Então como agora, o país precisava de um abanão.

Então como sempre, os chorões cobardolas e queixinhas do clube do regime precisaram de uns penalties mal-amanhados para não serem ainda mais humilhados.
Então como muitas vezes, as camisolas vermelhas foram a alegria do povo.
Então como agora, como sempre: para ganhar!



RC 

MANTER A TENDÊNCIA

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o Benfica anunciou um lucro de 24,2 milhões de euros no primeiro trimestre da época. Este resultado, muito positivo, fica essencialmente a dever-se às vendas de Witsel e Javi Garcia. Nestes tempos que as receitas vão naturalmente descer (quotização, bilheteira, publicidade, etc.), é importante uma lucrativa gestão de activos, sem que o plantel perca a competitividade. E que tal o nosso amigo Nico ajudar a manter a tendência?
JL

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

TENHAM CUIDADO, ELE É PERIGOSO, ELE É O EMPRESÁRIO DO TACUARA CARDOZO...



É definitivamente a fase mais consensual de Cardozo no Benfica.
Os entusiastas do goleador paraguaio estão hoje mais eufóricos do que nunca com os golos que o “Tacuara” vai somando e com os espaços que vai abrindo para o seu parceiro de ataque; os críticos resignaram-se perante a eficácia do nº 7, esquecendo um estilo desconcertante entre o trapalhão puro e desengonçado e o de mago da bola com pé esquerdo mágico.
Finalmente, o próprio Cardozo mudou, tornando-se indubitavelmente um jogador mais activo, mais interessado no jogo, mais interveniente e mais assertivo.
Mais jogador e melhor jogador, portanto, facto a que não será alheia a chegada e a súbita afirmação de Lima...

Eis, porém, que pela enésima vez surge a personagem do costume: o senhor Pedro Aldave que como habitualmente desata a falar de renovações, a não comentar supostos interesses de supostos clubes de meia-Europa e a insinuar-se perante o melodioso som de um eventual super-contrato, seja lá o que isso for.

Cardozo tem contrato com o Benfica até 2014, pelo que não o atrapalhem: deixem-no jogar, marcar golos e usufruir deste momento de rara unanimidade entre os benfiquistas.
Quanto ao outro, não o deixem entrar na Luz, amordacem-no se necessário for, mas por uma vez, calem-no!



RC

terça-feira, 27 de novembro de 2012

DA IRONIA:



Quando a canalha se junta, há sempre alguma coincidência cósmica que sarcasticamente dá sinais, mesmo que ligeiros, de uma ironia deliciosa.



JL

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

NADA MENOS QUE A ESTOCADA FINAL!


Não há que temer as palavras, nem verter lágrimas de crocodilo: espero que dia 10 de Dezembro o Benfica cumpra finalmente a sua missão e contribua para meter esta gente no buraco de onde nunca deveria ter saído.
 Sinceramente, tenho dúvidas de que tal aconteça: nestas ocasiões, o Benfica deixa-se levar pela estúpida magnanimidade dos enormes e  hesita, não dando nunca a merecida e justa estocada final.

Pois bem, chegou  a hora: não é, sequer um trabalho sujo e, sem dúvida, somos nós que temos de o fazer!

RC



domingo, 25 de novembro de 2012

UM SÍMBOLO

Faleceu hoje, aos 93 anos, Guilherme Espírito Santo, um dos melhores atletas que este país já viu. Um símbolo imortal do Sport Lisboa e Benfica. Uma lenda. No futebol (vários campeonatos e taças de Portugal com o Benfica) e no atletismo (campeão e recordista nacional no sato em altura, comprimento e triplo). Foi justamente nomeado Presidente Honorário do nosso Centenário. Como já vi escrito hoje: “uma mistura de Eusébio com Nelson Évora”.  


JL

PIMBALHADA À CHUVA


Ponto prévio: existe por ai um blogue, sinceramente não me lembro qual e peço desculpa por isso, que tem uma imaginativa teoria sobre a importância dos símbolos nas bancadas da Luz. O autor defende que toda a simbologia fora do padrão benfiquista que apareça nos topos do estádio, com especial relevância para os dos No Name Boys, tem uma influência nefasta sobre o desempenho da equipa e consequentemente no resultado final dos jogos.
Eu tenho uma teoria parecida embora seja menos convicto na sua defesa. Quando vejo a equipa a entrar com o equipamento alternativo, nomeadamente a partir do momento em que o saudoso branco foi riscado das opções pelo nosso brilhante marketing, tenho um forte pressentimento que a coisa não vai correr bem. E geralmente confirma-se, ou é exibição, ou é o resultado, ou são ambas. Façam um exercício de memória e tentem recordar-se dos jogos com equipamento alterativo que foram memoráveis. Desde a exclusão do branco, claro.
E o jogo de hoje? Depois da serenata de terça-feira, hoje foi música Pimba. Se na terça ficámos apaixonados, hoje apenas alegres. Foi como os bailaricos da aldeia. Péssima musica mas muita diversão e no final vamos felizes na mesma para casa. Muita bola enrolada, mal tratada, chutada sem convicção, passes incertos, paragens demasiadas, falhanços ridículos, opções trocadas. Um jogo excessivamente pimba.
Ao contrário do que seria de supor, porque hoje esteve permanentemente a chover, o terreno estava razoável, não sendo por aí que poderá existir alguma atenuante. De eventual cansaço também não, de terça a sábado o tempo de recuperação é mais que suficiente. O que notei foi alguma displicência, porque a sensação que deu, é que mais concentrado o Benfica daria quatro ou cinco a este Olhanense. Ficaram os três pontos bem merecidos que nos permitem uma noite de domingo interessante.  
Por fim, dizer que este último mês foi fértil em novas opções para a equipa e que chegados a Dezembro, estou muito mais optimista que no início da época, o que não é nada mau.


JL

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

EIS O MUSEU


Já o tinha referido aqui, a ter um nome algum ilustre benfiquista que seja aquele que mais nos devia inspirar. Contudo, tal como desejaria Cosme Damião o nome devia de ser apenas Museu Sport Lisboa e Benfica. Nome grandioso e aprovado em Assembleia Geral.

O NOSSO MAIOR PATRIMÓNIO


JL

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

UMA ENORME VERGONHA

Mais uma vez uma vergonha. Uma enorme vergonha o que se passou hoje em Braga. Uns senhores artistas que a Federação nomeou para arbitrar o ABC-Benfica tudo fizeram para que o Benfica não saísse vencedor. Os últimos minutos conseguirem que jogássemos sempre em inferioridade numérica e mesmo assim iam falhando o objectivo. Mas ao 30º minuto lá conseguiram marcar um inexplicável livre de 7 metros que deu o 23-23.
Sou apologista que com este estado de coisas e se o Benfica, depois do enorme investimento que fez, não for campeão, que se acabe com a equipa profissional. Invistam em outras modalidades onde pelo menos ao roubarem não é tão descarado.
JL

É O SONECA ? É A FOCA DO CIRCO CHEN ? NÃO, É O NICO GAITÁN !!!



Em tempos que já lá vão, jogador brasileiro era quase sinónimo de brinca-na-areia.
A simpática e genérica designação dizia quase tudo: habilidade às carradas, toques de deliciar a mais exigente das plateias, capacidade de fintar meia equipa adversária numa cabine telefónica (quando as havia…).
A questão e o problema era que toda aquela arte e aquele inato virtuosismo assemelhavam-se a algumas laranjas de má raça: mesmo bem espremidos nada davam, ou seja, nada daquela pirotecnia futebolística resultava em proveito concreto da equipa, servindo apenas para entreter papalvos ou mentes menos exigentes.

Era exclusivamente coisa de brasileiros, pensava-se, e nessa santa ignorância vivi durante muitos anos.

Grandes são, porém, os desígnios do Senhor e o que fez Ele para nossa alegria e redenção?
Pois bem, algures no meio de uma nocturna transmissão televisiva, desencantou um brinca-na-areia argentino.
Isso mesmo: na sua infinita sabedoria, Jesus teve a visão da quadratura do círculo e obsequiou-nos com uma espécie de Santo Graal do futebol, descobrindo um tipo de ar permanentemente ensonado e de rebelde cabelo espetado num futebol cuja histórica imagem de marca é feita de zaragateiros de cabelos longos e faca na liga, com propensão para grandes cenas de pancadaria  e que disputam cada lance como dançam o tango: com génio, garra, paixão, raiva e ódio.

E é assim a nossa vida: há 3 anos que aturamos Nico Gaitán que, dizem as almas mais crédulas e piedosas, é um daqueles jogadores que num momento de génio pode resolver um jogo.
E é óbvio que sim: basta apenas que esteja acordado…


RC

EM NOME DE QUEM?

No top ten das coisas que mais me irritam está de certeza aquela frase que oiço no final e de todos os jogos na Luz: “em nome do Sport Lisboa e Benfica (…) vocês são o melhor público do mundo, muito obrigado”. É mais ou menos isto.  Por favor. Estamos onde? No circo Chen? No Cardinali? Imaginem a mesma frase: “em nome de Vitor Hugo Cardinali temos o prazer de anunciar que vocês são o melhor público do mundo, muito obrigado”.  Mas quem fala em nome do Benfica? O Speaker? O gajo do marketing que lhe escreveu o texto? Estes gurus da comunicação não percebem que ali não existe público, nem clientes, nem fregueses. Existem benfiquistas que são ao mesmo tempo o próprio Benfica. Porque o Benfica é somente o conjunto de sócios que o constitui. O resto são jogadores milionários, gestores bem pagos, funcionários mais ou menos competentes, enquadrados em cimento, vidro e plástico, que não são Benfica, estão no Benfica, o que é muito diferente.
Esta frase é toda ela o símbolo de uma certa gente que serve o nosso clube. Que não sabe que não se agradece a quem vai ao estádio da mesma forma que se agradece a um cliente do el corte inglês que acabou de comprar um jogo de cobertores. O nosso estádio não é uma loja, uma agência de seguros, nem uma sala de espectáculos. A Catedral é um local de culto, de sofrimento e de felicidade. Tudo ao mesmo tempo.
Deixem-se de tretas comerciais e percebam onde estão. No final apenas um apaixonado “viva o Benfica” antes da voz eterna do Luís Piçarra.
JL

JÁ OIÇO O RUFAR DOS TAMBORES AO LONGE

É de reconhecer que o Benfica, paulatinamente (palavra muito do agrado das gentes da bola), vai conseguindo exibições de encher o olho. Mesmo com Jesus em modo Jesus, a colocar em campo o cada vez mais gaitanizado Nico, quando nada o justificava e de fazer a habitual substituição à Felgueiras com a entrada do Jardel em cima da hora, o Benfica ganha e convence.
A manta é curta, para ter o Lima e o Cardozo a moer a cabeça aos defesas temos um meio campo parecido com os restaurantes portugueses antes do fim do mês. De qualquer forma, o Matic (hoje um pouco mais trapalhão) vai-se assumindo como um seis de eleição, o Almeida está inesperadamente um senhor jogador, apenas o Enzo parece ter falta de pernas para uma posição para qual tem as características ideais. É uma questão de tempo. Do Melgarejo já nem se fala dele.
Foi uma partida de sentido quase único. Quem viu o jogo contra o Barcelona e a seguir viu este, só pode achar que a vitória dos escoceses sobre os catalães foi algo do campo da ficção.  O Benfica dominou e chegou até a ser bastante infeliz na finalização. Quem devia estar com um pé nos oitavos era o nosso Benfica e não estes escoceses por mais simpaticamente alcoólicos que sejam.
Vamos agora a Camp Nou para pontuar. Parece impossível? Porra, somos o Benfica. Vai ser uma noite memorável. Estes jogadores merecem. Já oiço o rufar dos tambores ao longe.
JL

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

AS APARÊNCIAS ILUDEM



Vestem à lagartos, parecem lagartos, quase se poderiam confundir com lagartos, mas as semelhanças terminam aqui.
São adeptos decentes, tipos simpáticos, adversários leais e dignos, daqueles que do jogo fazem uma festa.
Pertencem a um clube mítico, tal como o nosso e isso torna tudo mais fácil: os grandes entendem-se e, sobretudo, respeitam-se.
No final do jogo, em vez de cobardemente pegarem fogo à bancada, farão estremecer os ares da Catedral, entoando a uma só voz “You’ll never walk alone”.
Aplaudirão o Benfica e no fim beberão cervejas connosco.
Recordarão certamente mais uma grande noite de futebol no “Estádio da Luz” e voltarão sempre a uma casa que respeitam e onde são respeitados.

Vestem à lagartos, parecem lagartos, quase se poderiam confundir com lagartos mas eles sim, são verdadeiros e nobres leões. 
De Glasgow, porém.


RC

domingo, 18 de novembro de 2012

ZÉ PICANHA, O HOMEM QUE AINDA NÃO SABE CAIR

O Zé picanha ainda anda espantado com o futebol português. Vê-se nos seus olhos, sempre bem abertos, a querer apanhar tudo. Vê-se também na boca, semi-aberta de espanto. O seu baixo centro de gravidade já adivinhava um jogador em alta rotação e cheio de raça. E é assim, atira-se à bola da mesma forma como se atira ao prato de entrecosto com feijão no zé pinto. O problema para nós é que adaptou-se melhor às mesas do famoso restaurante lisboeta do que aos relvados portugueses. Vai lá com o tempo, não tenho dúvidas, porque pontualmente mostra a arte que o tornou famoso. Mas não chega. Talvez se tenha de concentrar mais no relvado do que à mesa.
O Zé picanha tem outro problema, ainda não sabe cair. Não sei se é do peso, da estatura arredondada ou de falta de treino específico, mas mesmo violentamente sarrafado tem tendência para o mergulho. Aconteceu no ano passado e aconteceu no último jogo contra o Moreirense. Duarte Gomes, condicionado pelo seu benfiquismo assumido (novo Proença?), não teve dúvidas. Aquilo era um mergulho à séria, merecia amarelo e reprimenda. Nem era preciso ver as repetições para perceber que tinha sido uma valente entrada de um cavalão da equipa de Moreira de Cónegos. Aquela malta se não jogasse futebol tinha lugar facilmente numa empresa de mudanças. Lá ficou o Zé picanha com o amarelo e o Benfica sem o livre perigoso. Temos de ter paciência.     

JL

sábado, 17 de novembro de 2012

DO COITO INTERROMPIDO AO ORGASMO MÚLTIPLO

O Benfica fez uma boa primeira parte. O adjectivo “boa” não vem aqui com qualquer sentido de complacência. Os jogadores vermelhos jogaram com um enorme sentido de responsabilidade, cerraram os dentes, lutaram por cada palmo de terreno, deram o máximo em cada disputa de bola. Assim, só com uma grande infelicidade não ganhavam o jogo.
Estava a dar um prazer imenso ver as disputas ganhas pelo Matic, as correrias do Luisinho, o ar de rei espantado do Gaitan, o regresso confiante do Luisão, a inesperada firmeza do Almeida. O Benfica insistiu, insistiu e marcou. Com o Moreirense encostado às cordas e o seu guarda-redes com o reportório de invisíveis lesões esgotado, a falta de Luz veio mesmo a calhar para os da casa. Pode ser falha minha, mas não me lembro de situação idêntica em outras competições internacionais.
A paragem prejudicou mais o Glorioso ao interromper uma estupenda dinâmica de jogo. Em consequência viveu-se minutos difíceis e de incerteza, porque o Moreirense pareceu que moralizou com a paragem. Contudo, já depois da hora surge o messias Cardozo e deixa-nos todos mergulhados na felicidade do alívio. Foi mais que merecido.


JL

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

IR DO 8 AO 80

Esta notícia já tem uns dias e duvido até da sua total veracidade, apenas a comento por ser um exemplo típico do bicho demagógico que por vezes nos vai corroendo. O hábito de dizer umas coisas para o ar, ao sabor do vento que corre, que depois ou são inconsequentes ou têm demasiadas consequências.  
É sabido que o Benfica, ao nível do mercado, não pode concorrer com os clubes europeus de primeiro plano. A juntar aos alemães, ingleses, franceses, espanhóis e italianos, agora também os russos surgem com um poder financeiro quase ilimitado. Sendo impossível competir no primeiro mercado a melhor opção é ir buscar os jogadores cada vez mais cedo. Ou seja, ir à lota em vez de esperar que o peixe chegue à praça. A outra alternativa é frequentarmos os freeports desta vida, como a lagartagem.
Por isso, nunca me senti escandalizado por ter estrangeiros nos juniores ou, como agora, na equipa B. É obvio que, com a aposta e investimento que o Benfica faz na formação, é um escândalo alinhar frequentemente com onze estrangeiros na equipa principal, mas daí a pretender fechar as portas da nossa formação a jovens promissores vai uma enormíssima distância, para além de revelar ser de um provincianismo bacoco. 
Certamente este foi um daqueles desabafos (como disse atrás, inconsequentes) do Presidente, mas não deixa de ser sintomático de como se defendem os projectos. Ou querem estar como os vizinhos do Lumiar em que tudo o que sai da academia é ouro? O padrão deve ser o equilíbrio. Não é ir contratar tudo o que mexe na Argentina, mas também não tornar a equipa B num gueto tuga, do orgulhosamente só.

JL

OLHA MANEL, AS BORLAS VOLTARAM

Ora aqui está, certo como o sol. O Manel comprou o pack para os três jogos da Champions. Mesmo não tendo a certeza de conseguir, àquela distância, estar presente nos três jogos, pareceu-lhe uma boa poupança. E sempre é o Benfica. Hoje recebe um e-mail do marketing do clube (esse Estado dentro do Estado) a oferece-lhe um bilhete gratuito. Mas ele tem bilhete? Talvez seja para o oferecer àquele colega de trabalho que nunca põe os pés na Luz exceto quando é de borla.  
O Manel anda lixado com a vida. As dificuldades são tantas que hoje nem greve conseguiu fazer. Talvez o seu colega tenha razão, o melhor seja esperar sempre pelas borlas. Ele já não tinha comprado o redpass, para o ano talvez não compre o pack da Champions. É este o resultado a medio prazo do marketing do Benfica.   


 
JL

terça-feira, 13 de novembro de 2012

SALA SUJA


Nestes tempos escuros que estamos a atravessar, já poucas coisas me espantam, mas hoje senti algo entre a revolta e o nojo, o desprezo e o ódio quando assisti ao triste espectáculo dado por António Sala à porta da 4ª vara Criminal de Lisboa, no âmbito do julgamento de Vale e Azevedo.
 Entre sorrisos inchados por ter tantos jornalistas à volta, Sala lá foi dizendo que não sabia de nada, nunca soube de nada, nunca desconfiou de coisa alguma.
Afinal, ele era apenas o “homem da cultura” e portanto das contas, das trapalhadas e das vigarices de Vale e Azevedo nunca soube de nada, se bem que perspicaz como sempre, no fim achava que tudo aquilo era talvez um pouco estranho.
Pela leitura de jornais on-line, vim a saber que também Capristano alinhou pelo mesmo diapasão: nunca soube, nunca desconfiou porque confiava no presidente.
Ilimitadamente.
Repito, porque pode haver dúvidas: confiança ilimitada, total e absoluta em Vale e Azevedo.
Capristano assegura mesmo que Vale lhe provocou um grande desgosto, o que, de resto, não deixa de me partir o coração.
O enorme Sala vai, contudo, mais longe e pede agora prisão ou castigo para quem infringiu a lei, esquecendo-se esta personagem popularucha da rádio, TV, disco e cassete pirata que tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica a guardar.
Sala, Capristano e outros crápulas guardaram, calaram e consentiram durante todo o tempo.
Tempo demais que quase significava o fim do nosso clube.


São assim os criminosos do Benfica: tal como os nazis no julgamento de Nuremberga, de nada sabiam, de nada desconfiavam, nada questionavam.
Limitavam-se a cumprir ordens, quais zelosos amanuenses.
Uns do Führer, outros de Vale e Azevedo.
Pobres e incautos inocentes, todos, obviamente.


RC

TIROS AO RETARDADOR

Foi por caminhos sinuosos que decidiu ir a lista alternativa ao atual Presidente. Tenho muita pena que assim tivesse sido. No entanto, ainda não terminou. O Sr. Rangel achou que um Juiz em funções pode candidatar-se à presidência de um clube desportivo, que não é somente um clube desportivo, é maior clube do Mundo, uma instituição socialmente incontornável a nível nacional. Por mim teve razão, que pode desde que deixe a magistratura para assumir o cargo depois da eventual vitória. Como aliás estava previsto.
Contudo, é um contrassenso esse mesmo Juiz vir agora considerar que um inspetor da policia, que fora das suas funções profissionais é um cidadão livre desde que as suas ações privadas não choquem com a missão em que está instituído, não pode apoiar um dos candidatos à presidência do clube do qual é sócio, fazendo parte da sua comissão de honra. Eu sei que aquela comissão pouca honra tinha, mas estamos ainda num país livre. Ou esta notícia tem mais sumo ou é mais um tiro no pé, mesmo quando já pouco interessa.
JL

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DA SERIE GRANDES VITÓRIAS QUASE OCULTAS

Há sinais que nos enchem de optimismo. A poderosa vitória do passado sábado por 7-1 sobre o Réus de Espanha fez-me recordar as grandes tardes no antigo pavilhão por baixo do antigo terceiro anel. Que grandes jogos assistíamos naquela época, alguns até foram recuperações memoráveis. Depois voltar a ser campeão no ano passado, o Benfica parece estar a dar passos seguros para voltar a dominar a modalidade. É uma pena este facto passar despercebido à maior parte dos adeptos.    

JL

domingo, 11 de novembro de 2012

13 BRAVOS LUTAM, UM ESTÁ-SE NAS TINTAS


Primeira parte razoavelmente jogada e segunda parte razoavelmente sofrida.
Nada a dizer, porém: vitória inteiramente justa e merecida e é também destes jogos que se fazem os campeões.
Pela forma como lutaram e conseguiram trazer os 3 pontos num jogo complicado, uma palavra de apreço para todos os jogadores do Glorioso.
Todos? 
Não!
Há um irredutível argentino que resiste: Nico Gaitán.
Zero de atitude, zero de posicionamento táctico, zero de contribuição para a equipa: absolutamente vergonhoso.
A jogada em que vira as costas à bola e possibilita um perigoso ataque do Rio Ave é sintomática quanto à forma de estar em campo deste brinca-na-areia argentino.
Há quem aprecie o estilo e invente desculpas para uma atitude permanentemente desleixada, indolente e pouco profissional.
Por mim, estou farto.
Jesus, esse, prefere ir gritando com Melgarejo, Ola John ou Nolito.
A não ser que considere Gaitán um caso já perdido e aí, sim, tem o meu respeito e compreensão…



RC

sábado, 10 de novembro de 2012

TEMPO DE SER BENFICA!


Temos amanhã mais uma final.
Nada de novo, nada de diferente.
Esperam-nos até ao final do campeonato 22 finais, pelo que estamos avisados.
Esperam-nos também muitas armadilhas: o sistema não é virtual, existe, está mais forte e pujante do que nunca, e, mais do que isso, pronto a retaliar quem ousou desafiar uma das traves mestras que sustenta o edifício apodrecido que é o futebol português.
Falo, obviamente, de um polvo chamado Olivedesportos cujos longos tentáculos se farão sentir ao longo de uma época que poderá marcar o princípio do fim de um poder imenso e aberrante.

E há o resto: vamos defrontar um adversário forte, lutador que fará de cada palmo de terreno e de cada bola dividida uma questão de vida ou de morte.
Nada de novo, nada de diferente, nada de dramático: apenas tempo de ser Benfica.

Que todos tenham consciência do momento que vivemos e do que está realmente em causa.
Estamos num momento crucial da época, em que por isto ou por aquilo se começa a montar a ideia de que o Porto é demasiado forte para a concorrência.
Os habituais sabujos de serviço começam a levantar o mito da invencibilidade, como que preparando o terreno para o que aí vem: a partir daqui, tudo será mais fácil de justificar...

Pede-se um Benfica forte, humilde, lutador. 
Onze rapazes de vermelho vestidos que suem, honrem e dignifiquem a mais bela bela camisola do mundo, justificando-a em cada minuto, em calma palmo de terreno, em cada lance dividido.
E claro, exige-se também um treinador preparado: verdadeiramente centrado nos interesses da equipa e do clube, mais humilde, menos arrogante porque é tempo de trabalho e não de jogos florais que nada interessam por agora.
É tempo de ser Benfica!


RC

O SENHOR ÁGUAS



Treze épocas no Benfica, 5 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal, 2 Taças dos Campeões Europeus, 5 vezes melhor marcador do Campeonato, 377 golos.
 Capitão, goleador e exemplo de liderança e Benfiquismo.
Obrigado por tudo, Senhor José Águas!          

RC



 O SENHOR ÁGUAS por António Lobo Antunes
Há mais de trinta anos que não assisto a um jogo de futebol. Não conheço os estádios novos, vejo, às vezes, um bocadinho na televisão. Mas entre os dez e os vinte anos não falhava um jogo do Benfica. E não falhei enquanto Águas jogou. Claro que não era apenas Águas: era Costa Pereira, Germano, Ângelo, Simões, Eusébio, Cavém, o grande Mário Esteves Coluna que Otto Glória considerava o melhor jogador português, outros mais artistas que jogadores, como José Augusto, por exemplo, a todos estou grato pela beleza e a alegria que me deram, porém nunca admirei tanto um atleta como admirei José Águas. Para quê, portanto, ir ao futebol se ele já não se encontra no estádio? Era a elegância, a inteligência, a integridade, o talento, e ao pensar em escrever o meu desejo era ser o Águas da literatura. Vi Pelé, Didi, Nilton Santos, Puskas, Di Stefano, Santamaria, tantos outros génios, no tempo em que o futebol não era ainda uma indústria nem os jogadores funcionários competentes, comandados por esse horror a que chamam técnicos: era pura criação, uma actividade eufórica, uma magia cinzelada, uma nascente de prazer, uma inspiração, um entusiasmo. Águas foi tudo isso e, muito novo, ganhou o respeito dos colegas, dos adversários, dos jornalistas da época, que os havia de grande qualidade, Carlos Pinhão, Carlos Miranda, Aurélio Márcio, Homero Serpa, tantos outros. Não jogava futebol: criava futebol, respirava futebol, inventava futebol, e teria sido um privilégio para mim conhecê-lo. Não para falar com ele, para o ouvir. A sua beleza física invulgar distinguia-o de todos os outros, a forma de se mover em campo era única, a autoridade sobre os companheiros natural e humilde. Os miúdos que iam comigo à bola chamavam-lhe senhor Águas, sem sonharem que era desse modo que Simões e Eusébio o tratavam, como tratavam Coluna. Senhor Águas, senhor Coluna. Reconhecíamo-lo, do alto do terceiro anel, no estádio de então, onde, de tão longe, os jogadores minúsculos, pelo modo de correr, se deslocar no campo, passar, rematar, reconhecíamo-lo pelos seus golpes de cabeça, inimitáveis, pelo sentido da ocupação do espaço, pela simplificada geometria do seu futebol. Não tinha a garra de Ângelo ou Cavém, a força de Coluna, o gigantesco talento de Eusébio, o poder do drible de Simões, a velocidade de José Augusto: era uma espécie de rei sereno e eficaz, um aristocrata perfeito. Até a andar os olhos ficavam presos nele, na harmonia dos gestos, no modo de ajeitar bola, e eu, criança de dez anos ou adolescente de quinze, pensava tenho de trabalhar mais esta página, ainda não chego aos calcanhares de José Águas. Escrever como ele jogava, com a mesma subtileza e a mesma eficácia. Escrever como a equipa do Benfica, umas vezes à Ângelo, outras à Germano, outras à Coluna, e finalizar à Águas. Nunca deve ter ouvido falar em mim nem podia adivinhar que um garoto qualquer o tomava não apenas como mestre de futebol mas como mestre de escrita. Só, mais tarde, certos saxofonistas de jazz, Bird, Coltrane, Webster, Coleman, Hodges, alguns mais, tiveram, sobre o meu trabalho, influência semelhante. Mas Águas foi o meu primeiro e indisputado professor: escreve como ele joga, meu estúpido, aprende a escrever como ele jogava. Como morava em Benfica via-o, às vezes, no autocarro do clube e ficava, pasmado de admiração, a fitá-lo. Isto lembra-me o meu irmão Nuno chegando a casa de dedo no ar
- Toquei no Eusébio, toquei no Eusébio
como provavelmente, eu o faria, porque na infância e na adolescência o futebol era, para além de uma aprendizagem do mundo, um prazer infinito. A cor dos equipamentos
(o meu amigo Artur Semedo:
- Não sou um homem às riscas, sou homem de uma cor só)
a entrada em campo, o hino, tudo isto me exaltava e fazia feliz. E as vitórias, comemoradas em Benfica com bebedeiras eufóricas. Uma das minhas glórias secretas, confesso-o agora, consiste em ter visto a fotografia do meu pai no balneário do hóquei em patins do Benfica, de ele ter estado no Campeonato da Europa de 1936, em Estugarda, com vinte ou vinte e um anos, e de brincarmos com uma caixa de lata cheia de medalhas, a que o meu pai não dava importância alguma e eu considerava inestimáveis. Há pouco, a minha mãe
- O que faço eu a isto?
exibindo-me uma espécie de troféu ou de placas num estojo, que alguns anos antes de morrer a Federação de Patinagem lhe entregou, juntamente com outras antigas glórias, e que me recordo de o meu pai, que não saía, ir receber com satisfação secreta. Mas, claro, eu era só filho do Lobo Antunes, não era filho do Águas, e ainda sei medir as distâncias. Portanto, o que vou eu fazer a um campo de futebol se ele já não joga? Seguir os funcionários competentes de um negócio? Assistir ao bailado dos técnicos? Ver a fantasia substituída pela sofreguidão, a ambição pela avidez, o amor ao clube pela violência idiota? Claro que continuo a querer que o Benfica ganhe. Claro que sou, como em tudo o resto, parcial, sectário, por vezes sem bom senso algum. Mas há séculos que não sofro com as derrotas e, sobretudo, não choro lágrimas sinceras com elas: estou-me nas tintas. Contudo voltaria a trotar, radiante, para assistir à entrada em campo de Costa Pereira, Mário João, Germano, Ângelo, Cavém, Cruz, José Augusto, Eusébio, Águas, Coluna e Simões, a agradecer-lhes o facto de me terem, durante anos e anos, colorido a existência. E talvez no fim do jogo, postado junto ao autocarro, quando os jogadores saíssem do balneário, o senhor Águas me apertasse a mão.




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

VIAGEM À ARGENTINA

Noticia A Bola que o assessor jurídico da SAD, Paulo Gonçalves, está em Buenos Aires a negociar uma possível venda de Rodrigo Mora ao River Plate. Não é quem pretende comprar que se deve deslocar? No defeso Luis Filipe Vieira farta-se de acumular milhas. Estamos assim tão aflitos de dinheiro, que é necessário apressar um negócio que não ultrapassará os 3 milhões? Será que o aviso do Domingos Soares Oliveira ontem no O Jogo é o primeiro sinal de alarme? Afinal o gigantesco passivo não é tão benigno como nos venderam em campanha eleitoral? Pode não ser nada disto e estarmos num processo de recrutamento de mais uma ou duas jovens estrelas argentinas.  
JL

UMA NOITE EUROPEIA

Não se foi horas antes para estádio fazer tempo e guardar lugar nas rampas para o terceiro anel, com o farnel e um baralho de cartas. O estádio nem sequer encheu. Não havia nervoso miudinho, nem excursões do Portugal profundo. A águia não voou e o entusiasmo era mínimo. Alguma excitação com as cenas de pugilato entre os russos e alguns adeptos incautos deu um pouco de colorido ao início da partida, mas pouco mais. Tudo se compunha para uma noite morna e sem brilho. Mas desta vez a equipa teve mística. Lutou pela vitória, puxou pelo público e saímos todos felizes da Luz.
Felizes com o Tacuara Cardozo (quem diria), com o Melgarejo, com o jovem André Almeida, com Olá John, Garay e Jardel e muito satisfeitos com Enzo Peres. O Artur esteve intransponível, um autentico Bento com pronúncia. Foi um Benfica europeu, como nos recordamos de infância. A lutar pela Vitória e a impor-se em casa. Hoje foi sem dúvida uma noite feliz.  

Dois aspectos mais negativos, a forma como Jesus está sugar o Sálvio e a derrota do Barcelona. Que grandes inúteis!

JL

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A MILITÂNCIA

Faz hoje quase uma semana que Miguel Sousa Tavares no lixo semanal da sua autoria que se publica no jornal A Bola fazia um ataque feroz à MEO, defendendo a concorrente ZON. Os argumentos eram vários mas o que mais se destacavam eram dois, o facto dos gatos fedorentos, com os quais mantem um conflito clubístico, darem a cara pela empresa e claro, porque a Benfica TV está alojada naquela plataforma.
Este ataque aos patrocinadores e parceiros do Benfica não é inocente. Quanto menos ganharem estas empresas por apoiarem o Benfica, mais difícil se torna as negociações e o retorno financeiro para o clube.
Estas campanhas não são novas. Recordo a infame campanha contra Parmalat há uns anos atrás que teve como resultado o fim da relação daquela empresa com o Benfica. Ou mais recentemente a pressão feita pelos lagartos junto da Caixa Geral de Depósitos quando do naming do centro de estágio. Em contrapartida nunca se ouviu algo do género da parte do Glorioso contra os parceiros dos adversários, e muito tínhamos a apontar, não é Sr. Luís Filipe Menezes?
Por estas razões não consigo compreender e muito menos aceitar que quem se diz verdadeiramente benfiquista continue a enterrar o seu dinheiro em marcas que engordam os outros em detrimento daquelas que apoiam o Benfica e que se virem um forte benefício nesse apoio e patrocínio o podem renovar e reforçar. Por mim, cerveja é Sagres, televisão é MEO, combustível é Repsol. Acham que me sentia bem em beber uma cerveja de uma marca que pagou a festa do FCPorto? Nem me sabia bem.  




JL

O MANEL VOTOU VIEIRA

Já conhecem o Manel? Vejam aqui. O Manel, acima de tudo, ama o seu Benfica. Por isso os três anos de Vale e Azevedo foram um autêntico martírio. Três anos que pareceram décadas. Ele olha para os vizinhos do Lumiar e imagina o que seria do Benfica se Vilarinho não tivesse ganho as eleições.
Por essa razão a sua tolerância em relação a Luis Filipe Vieira foi sempre enorme. Maior do que o aceitável, mesmo nos piores momentos desportivos (que os houve e profundos), mesmo quando o presidente não tinha quem lhe escrevesse os discursos e ninguém para lhe limitar alguns excessos de linguagem e o impedisse de falar em papagaios ou em dream team.
O Benfica entretanto foi melhorando a olhos vistos. Construiu-se uma bela catedral, um excelente centro de estágios, as modalidades começaram a apresentar resultados, a formação tornou-se um dos pilares do clube, houve projetos únicos e motivadores, como a Benfica TV, o Kit Sócio, a Fundação Benfica. O próprio Presidente melhorou a sua postura, aprendeu a ter sentido de estado. Só o futebol não deixava o Manel satisfeito. Perguntava si próprio se seria uma questão de tempo ou um caso de polícia.  Como é que era possível com tão boas equipas só conseguir um campeonato de lés-a-lés? A resposta é dourada.
Ao entrar no terceiro mandato de braço dado com o Rui Costa, Manel ficou convencido que este seria o último de LFV. Uma passagem tranquila e LFV ficava na história. Foi com esta visão que foi olhando para o desempenho do Presidente e da sua Direção. Viu os números do passivo crescerem, o clube a fechar-se aos sócios, os assessores a multiplicarem-se. Mas a equipa de futebol era razoavelmente competitiva, as modalidades enchiam – lhe o orgulho. Até o Museu que ia vendo crescer cada vez que passava pela avenida Lusíada o emocionava. “Até que enfim!”.
Contudo, Manel sabia que o poder demasiado instituído não augura nada de bom. É da história. Sente-se isso à volta do estádio. Dos seguranças por tudo o que é esquina. Nos negócios que o Manel não consegue avaliar porque é do desconhecimento geral. Do pouco peso da sua voz no clube apesar de lhe terem aumentado os votos de 20 para 50.  Da excessiva personalização da figura do Presidente. Da Vieira TV. Da segurança nas AG.
O Manel estava decidido, apesar de considerar que LFV fez um bom trabalho, que era preciso mudar. Nada como a alternância democrática. A história do Benfica é feita de muitos. Cosme Damião é exemplo disso. Manel esperou pela alternativa.  
A alternativa demorou a chegar. Não veio numa manhã de nevoeiro, mas veio enublada. Com grandes benfiquistas, sem dúvida. Mas também sem grandes ideias. Com pouca informação. Sem projeto. Manel teve medo. Lembrava-se de Vale e Azevedo, que veio acompanhado de bons mas ingénuos benfiquistas. Hesitou.   
A campanha ficou feia. Ameaças de processos, ofensas e injúrias. Manel dizia sentado no sofá. Porra! ainda me vão obrigar a votar Vieira!  Manel nunca foi afoito. É como a maior parte dos portugueses um conservador e no dia 26 de Outubro em frente ao ecrã votou pelo certo contra o incerto.
Quando ouviu o discurso de vitória sentiu um déjà-vu. O mesmo que sentia antes das eleições. LFV em vez de um discurso magnânimo, de quem ganha com grande margem, fez um discurso desafiador. A Dividir mais que a unir. Manel logo se arrependeu. Devia ter votado em Branco.  
JL

domingo, 4 de novembro de 2012

UM SUPERCLUBE 2

Depois deste post, deste e deste, chegou o mais aguardado. O final. O Benfica ganha as cinco supertaças de pavilhão em 2012. Proeza única a nível nacional e por isso histórica. Para além de cimentar o nosso domínio no desporto nacional, abre-nos excelentes expectativas para o resto da época. Parabéns aos atletas e técnicos. Somos os maiores.

JL

SOLTAS DO FIM DE SEMANA


Ao contrário do que propagandeia a habitual prosápia despejada pelo “mestre da táctica”, o Benfica jogou pouco.
Claro que o Benfica dominou intensamente, claro que a vitória foi indiscutível, mas o adversário foi bem fraquinho.
O futebol da nossa equipa é quase sempre feito de repelões e de iniciativas individuais.
Por aqui e por agora vai dando mas em termos europeus já se viu que é muito curto e mesmo no campeonato não tenho dúvidas de que teremos enormes dificuldades em jogos mais competitivos e com adversários mais fortes.

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Do jogo de ontem, destaco pela positiva o rendimento e a performance da dupla Lima-Cardozo.
Em circunstâncias normais, poderá perfeitamente valer 35-40 golos no campeonato o que poderá ser fundamental.
Resta saber se será compatível com jogos de maior pressão competitiva e de maior grau de dificuldade.
Aproveitemos, no entanto, o momento: bela cabeçada de Cardozo e pontapé fulminante de Lima: à ponta de lança, ambos
Destaque também para mais uma belíssima exibição de Garay: discrição mas muita classe.
Parece jogar em pezinhos de lã ,mas está onde é preciso: corta, orienta e vai á frente com oportunidade.
Definitivamente na linha dos grandes defesas centrais da história do Benfica.

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Pela negativa: mais uma lesão de Carlos Martins.
Pouco compreensível.
O que está a falhar ? O departamento médico ou cargas de treino pouco compatíveis com o estado físico do jogador ?
Uma enorme perda num momento em que também Aimar está impossibilitado de jogador: abre-se um enorme buraco a meio-campo.
Ainda pela negativa: Bruno César.
Rendimento nulo, uma lástima. Aos 20 segundos em campo, já tinha caído uma vez.
Trapalhão, gordo, inconsequente, nada de aproveitável sai daqueles pés.
É actualmente o mais inútil jogador do Benfica.
Fosse Nolito e Jesus gritaria até que a voz lhe doesse…

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Aquela ideia peregrina de pôr os Gipsy Kings aos berros em pleno voo da águia, (um momento que devia ser de contemplação e de enorme fervor benfiquista) não lembra, de facto, a ninguém, mas é significativa do que vai nalgumas cabeças pensantes que pululam nos corredores da Luz.
Aliás, seja no Estádio ou nos pavilhões, os jogos do Benfica são transformados pelos speakers num misto de feira de Carcavelos com venda massiva de banha da cobra, com um concerto do Tony Carreira.
Um espectáculo cansativo, triste e ofensivo para a dignidade do Benfica.
Haja, pois, quem cale aquela gente, porque os protagonistas são outros e quem paga merece respeito.

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Mais uma vitória para o basquetebol!
Numa época em ganhar tudo é praticamente a única alternativa possível, a equipa mostrou seriedade competitiva o que é fundamental em jogos contra adversários à partida e, de facto, mais fracos.
Parabéns e venham mais vitórias!

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Mau jogo da equipa B, na linha do que vem sendo habitual nos últimos tempos.
Futebol inconsequente, imaturo e de uma enorme inocência competitiva.
Sidnei e sobretudo Miguel Rosa são jogadores para o plantel principal.
Para todos os outros há muito trabalho pela frente e para o paraguaio Correa uma meia-dúzia de quilos a perder.

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E pronto, Vercauteren lá tentou cair nas boas graças dos apalermados lagartos.
Ao que parece, terá dito algo como “nunca vou vestir de vermelho!”.
Um tipo de visão, este belga, se bem que nesta altura e após mais uma derrota (agora em Setúbal), para a lagartagem o homem até se pode vestir de Lady Gaga desde que ganhe um joguito que os afaste da  linha de água.



Boa semana e Viva o Benfica!


RC

DesNORTONtiados

Norton de Matos, numa política de estreitamento de relações com a equipa principal, procurou surpreender à lá Jorge Jesus. Assim se fazem as grandes equipas. Vai daí e coloca o espadaúdo Varela a jogar quando pouco o tinha feito esta época. Não, a culpa da derrota em Penafiel não foi do internacional Mika. Teve um azar climatérico no primeiro lance e de resto bem safou a equipa de ter levado mais. No segundo, queriam o quê? Que ficasse entre os postes à espera que o avançado Penafidelense chegasse, depois de, para variar, a defesa ter ficado nas covas? Nem foi pelo Varela que perdemos hoje, mas fazer esta alteração num dos únicos jogos em que o resultado interessa, parece-me uma autentica “jesusialidade” e uma desconsideração a um jogador que tem sido dos melhores.
Luís Martins é outro jogador que, apesar da qualidade, tem tido enormes dificuldades em impor-se no futebol sénior, até por uma questão física. Pouco tem jogado e quando amiúde entra tem sido uma nulidade. Tem de se lhe dar mais tempo, mas não é num jogo destes. São apenas dois dos factores que a juntar a uma queda de forma acentuada de vários jogadores (Ivan, Carole, Correia), a falta de calo e de cabeça de outros (Cancelo) e a habitual habilidade do árbitro madeirense levaram a que perdêssemos o único jogo que não devíamos perder.  
JL

A ÁGUIA TORTURADA COM MÚSICA PIMBA

Hoje cheguei mais cedo ao estádio e vi o voo da águia. Foi um belo voar, ao som de …Gipsy Kings. Mais precisamente ao som desta música: http://www.youtube.com/watch?v=vXSjDot25QM.
Mas o que têm os Gipsy Kings a ver com o Benfica? A música fala do Glorioso? Eles são sócios do maior? Doaram uma boa maquia para a Fundação Benfica? Nada disso. Toca-se na Luz (depois disseram-me que não era a primeira vez) Gipsy Kings na entrada do nosso maior símbolo porque o Speaker e o responsável pela organização de jogos (Bruno Sá) assim o desejam. Isto foi-me dito pelo próprio tratador quando o abordei. Para além de realçar que a escolha não era sua ainda me implorou que fizesse queixa pois odiava aquela Musica.
E é isto. Andamos ao gosto musical destes funcionários. Um deles até é lagarto e anda ali porque é filho de alguém que fez um negócio que deu dinheiro a outro alguém. Tudo bem, já estamos habituados a estes favores, mas ao menos não ofendam os benfiquistas.
Já não basta a feira que se tornaram os intervalos dos Jogos, ainda temos de ouvir Gipsy Kings num momento que seria de empolgação clubística. A mim ultrapassa-me qualquer razão lógica que não seja a pura estupidez aliada ao desleixo.
O que mais me admira é ninguém ainda ter levantado a questão. Assim, temo seriamente pelo futuro Museu.
Por favor, não estraguem o Benfica.

JL

sábado, 3 de novembro de 2012

A LEI DO FAROESTE

Quando a justiça acha lícito um dirigente receber um árbitro em sua casa uns dias antes de este ir arbitrar um jogo da sua equipa, começo a achar normal que um clube cujo um dirigente deposite dois mil euros na conta de um fiscal de linha, não sofra nenhuma penalização.
JL

UMA TARDE HISTÓRICA

Uma tarde de enorme fervor e generosidade clubística, onde se sentiu o peso da eternidade. Um punhado de benfiquistas, mais de cem anos depois, junta-se em frente ao prédio onde outrora nasceu o maior clube do Mundo e desterra uma placa comemorativa daquele acontecimento impar. São benfiquistas que amam o seu clube e que não esperam nada em troca por esse amor que não seja o cumprimento do destino do Sport Lisboa e Benfica. Vencer com glória.
O ambiente que se viveu há duas horas atrás, em frente ao antigo laboratório Franco, foi de tal maneira grandioso que não havia espaço para aqueles cujo ego (e a carteira) não os deixa ver mais longe que o seu próprio nariz.

O Benfica não é somente um clube (por acaso o maior) é a mais brilhante ideia portuguesa. Tão imensa que se tornou maior que Portugal.
Viva o Benfica
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JL

UMA MANHÃ DE HOMENAGEM


JL