N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


segunda-feira, 10 de março de 2014

TEMOS APENAS UMA BOA ALMOFADA



Falta a cama e isso faz toda a diferença. Quando ainda vamos ao Nacional, ao Braga e ao Porto e quando temos ainda uma serie de pequenos obstáculos que com uma distracção podem se tornar sérios problemas, estamos longe, muito longe de nos podermos deitar. 

Acresce que o Porto procura uma nova vida e apesar do calendário cheio como nós, depois da aposta falhada no Fonseca tem mais a ganhar que a perder. O segundo lugar vale ainda bastante e qualquer aproximação excessiva pode ainda dar-lhes esperança de novo jogo decisivo no Dragão.

Acresce ainda o inqualificável Sporting e seu nauseoso Presidente, que está fazer a campanha mais negra que tenho memória, e já vejo futebol com atenção há três décadas. Isto nem no tempo do Pedroto. Não há uma única derrota que não se arme um carnaval, não há eliminação que não seja seguida de arraial. Tudo com a complacência de uma comunicação social amestrada, hipnotizada, que levanta a pata ao menor gesto do dono.  

A boa notícia é que com um bom resultado na Madeira, e apenas nessa condição, vamos finalmente ter apenas um rival para nos preocupar. Tendo em conta o terrorista oficial feito pelos do Lumiar espero sinceramente que sejam os da Madalena a estarem atrás de nós. E dois pontos podem fazer a diferença. 

JL

sábado, 8 de março de 2014

UM LIVRO À BENFICA



Trata-se de uma espécie de upgrade desta obra. Quando se aproximam momentos decisivos e por isso dramáticos para quem sente um amor profundo pelo maior clube do mundo, a leitura deste livor é remédio apaziguador, portanto altamente aconselhável. 

Se há aspecto em que o Benfica é imensamente superior aos seus rivais é em relação à sua história. É possível amar o clube sem a conhecer bem, mas é impossível não o amar ainda mais depois de aprender como foram construídos os seus alicerces, ultrapassados os seus momentos negros e impulsionado o seu crescimento. Para além de conhecimento este livro oferece-nos felicidade. 


JL

quarta-feira, 5 de março de 2014

O SILÊNCIO É DE OURO


Um blogue escrito a duas vozes tem destas coisas: importa sobretudo o que nos une (de muitos, um!) e por isso não devo esconder que discordo em absoluto do que o meu amigo e companheiro de benfiquismo JL escreveu à volta do golo invalidado ao Belenenses no último domingo.

Grave seria, em meu entender, que o Benfica se desdobrasse em comunicados e outras parvoíces do género: para além da nossa tradicional inabilidade, estaríamos a cair que nem patinhos nas habituais armadilhas que nos são montadas e às quais não resistimos quase nunca, com resultados pouco brilhantes, diga-se em abono da verdade.

Foi aliás e infelizmente, o que aconteceu em inúmeros blogs e nas redes sociais: ao primeiro assomo de fingida e histérica indignação, reagimos com idêntica gritaria entre esquemas e fotografias que, sinceramente, mais não fazem do que o jogo do inimigo, alimentando um assunto que não tem ponta por onde se pegue.

Para mim, é claro que o golo foi mal invalidado mas devo dizer que o assunto não me gera quaisquer complexos.
Não porque queira ganhar a qualquer a qualquer preço (leia-se “à Porto”), mas sim porque me parece que o fiscal de linha foi claramente iludido pela posição e movimentação dos 2 jogadores do Belenenses envolvidos na jogada.
Apenas isso, nada mais do que isso, pelo que o assunto deveria terminar aqui.
Fazermos disto um caso com comunicados oficiais e folclore do género, é apenas alimentarmos um charivari que muito regozijo traria a toda a lagartagem que subitamente acordou para a vida.

Não é preciso sequer invocar os últimos 30 anos de uma mentira chamada futebol português: basta lembrar o que já se passou esta época com as “Virgens do Lumiar” que andaram semanas a fio a somar pontos às costas e às custas de árbitros, fiscais de linha e comunicação social cúmplice, calando penalties mal assinalados e sucessivos golos em fora de jogo.

Porém, nesta altura da época e perante uma conjuntura como a actual, embarcarmos em discussões estéreis e guerras de comunicados é distrairmo-nos e desconcentrarmo-nos em relação ao que é verdadeiramente importante.

Já o escrevi e reitero: preocupante é o facto de, uma vez mais, o Benfica não ter conseguido atempada e tranquilamente matar um jogo facílimo, acabando por se pôr “a jeito” para uma situação que seria quase dramática nesta fase da época.

Deixemo-nos, pois, de “fait divers” e tratemos de nos concentrar no jogo com o Estoril que por ser o próximo é absolutamente decisivo.


RC

O SILÊNCIO DOS INOCENTES



"The Silence of the Lambs", filme de 1991, de Jonathan Demme. Sejam inocentes ou cordeiros, apenas o título tem a ver com a atitude da estrutura do Benfica perante os ataques constantes de toda comunicação social. Eu sei que é estratégico, mas última fez que foi usada esta táctica perdemos o campeonato na Luz com erros grosseiros de arbitragens. “Temos confiança na equipa e isso chega”. Não chega, no futebol português nunca chega e o Brunocarvalhismo sabe disso. 

O lance do suposto golo invalidado ao Belenenses é paradigmático. As regras são claras. Um jogador em posição de fora de jogo não pode estar a cortar o angulo de visão do guarda-redes. Se assim não fosse tínhamos um bom estratagema para treinadores afoitos, colocar um avançado um passo à frente do guarda-redes. Porque não fazer isso nos livres, por exemplo? 

Esta regra é nova. Com a “descriminalização” do fora de jogo posicional, houve a necessidade de salvaguardar este tipo de jogada. Os árbitros sabem disso. Apesar de o árbitro assistente do jogo com o Belenenses da primeira volta o tenha esquecido. 

O tal lance “polémico” é de leitura fácil. Quando o jogador do Belenenses recebe a bola, em posição legal, está um companheiro de equipa à frente do Oblak. Mesmo que se tenha desviado rapidamente e mostrado deliberadamente desinteresse pela jogada, o certo é que por um momento impediu o guarda-redes do Benfica de ver a totalidade do lance. Podemos até admitir que a influência na jogada foi mínima, mas foi indiscutível. O árbitro assistente só podia levantar a bandeirola.

Inegavelmente foi este o lance que foi anulado. Vê-se perfeitamente nas imagens. O que é lamentável é a unanimidade imediata da comunicação social. Unanimidade idêntica a um lance do Sporting – Nacional da primeira volta, em que o defesa madeirense é empurrado pelas costas. Aliás, a foram dois na mesma jogada. Curiosamente com o mesmo fiscal e linha. Nessa noite toda gente foi atrás do espectáculo proporcionado pelo Brunocarvalhismo. 

Este “erro” colectivo assenta em dois factores e num propósito. O propósito é criar, até á exaustão, a imagem que o Benfica é levado ao colo. Mesmo a que realidade seja o oposto. Os factores em que este propósito assenta que nem mel, são a ignorância geral dos agentes desportivos sobre a regras básicas do jogo, que os leva a actuar em rebanho, como cordeiros inocentes e um esquema bem montado na comunicação social, o tal sistema com três décadas, que até pode estar a cair de podre mas que o Brunocarvalhismo parece querer se apoderar dos alicerces. 

Perante isto, o silêncio da nossa estrutura se não é suicida, esta no mínimo a colocar-se na boca do lobo. 



JL

domingo, 2 de março de 2014

O RESTELO E O QUE SE SEGUE

Dois dias depois de completar 110 anos, o Benfica voltou às origens para, a menos de 1 km da Farmácia Franco, ganhar de forma incontestável mas pouco brilhante a um Belenenses medíocre.

Não tem grande história o jogo desta tarde no Restelo, mas é bom que nos faça reflectir.
De um jogo facílimo quase trouxemos um problema, o que nesta fase poderia tornar-se quase trágico.

Este Benfica parece, por vezes, debater-se com um dilema: abandonado o vertiginoso “Poço da Morte” carregado de emoção, risco e nota artística a que tantas vezes se dedicou nos últimos anos com os resultados que se conhecem, tenta tornar-se uma equipa mais fria, pragmática, racional.
Por vezes com sucesso: a exibição em Salónica, por exemplo, foi um autêntico tratado de gestão táctica e técnica de todos os momentos do jogo.
O problema é quando a equipa exagera, refreando-se demasiado e não conseguindo, assim, matar o jogo.
Aconteceu na Luz com o Guimarães, voltou a acontecer hoje no Restelo.
O jogo de hoje foi, a meu ver, absolutamente paradigmático de uma nova forma de estar no jogo por parte do Benfica.
Nada a opor, porque tudo está bem quando acaba bem?
Nem por isso, porque parece-me que corremos demasiados riscos.
Demasiados e, sobretudo, desnecessários frente a um Belenenses sem nível para a 1ª divisão.
Entre as correrias de outrora e um excesso de circulação de bola, há algo que tem de tem ser salvaguardado: o resultado, os 3 pontos.
A equipa tem de ser fria, cruel, matadora e só depois partir para a gestão dos jogos, dos seus momentos e do seus timings.
Se assim não fizer, arrisca demasiado.
Para o Belenenses vai dando; duvido, porém, que seja suficiente para, sem enormes sobressaltos, passar um obstáculo chamado Estoril.

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Pelos vistos, o nosso grande adversário neste ultimo terço do campeonato será mesmo o Sportém.
Fácil?
Desconfiemos.
A equipa dos viscondes começou por ser levada ao colo: pela comunicação social e pelas sucessivas arbitragens.
Depois gozou de uma completa ausência de pressão: fingindo correr por fora, não foram levados a sério por ninguém, o que lhes foi permitindo defrontar adversários que os encaravam como iguais, com tudo o que isso acarreta.
E assim, pé ante pé, chegaram ao 2º lugar.
Preparemo-nos, pois, para tudo.
O Serpa da Bola, deu hoje o mote com um rasgado elogio ao Sportém; algo me diz que a semana vai ser forte e animada com os talibãs do costume a montarem o habitual chavascal desta vez à volta do golo anulado ao Belenenses.

Preparemo-nos, pois, para tudo, mas para tudo mesmo.
Como costumamos cantar, nada temos que temer.
Mas, já agora, não facilitemos: é que chegou mesmo a hora de ganhar!

RC




OS VELHOS DO RESTELO



De saída para o Restelo só agora tenho tempo fazer referência ao inqualificável comunicado da Direcção do clube daquele bonito bairro de Lisboa. É consensual que o comunicado é desastrado, mas em comunicados desastrados o Benfica também tem o seu longo e doloroso historial. Também é certo e sabido que o seu efeito será exactamente o contrário do que mais tarde vieram apregoar os seus autores. A vigilância e a perseguição são o mote daquelas palavras. 

Todavia, o que se deve destacar é o seu ineditismo. Nem Sporting, nem Porto foram brindados com tais agradáveis preocupações. Estes últimos são até brindados com simpatias e homenagens. Não podemos escolher os nossos vizinhos, mas podemos escolher os nossos amigos e inimigos. A Direcção do Benfica devia se lembrar disto quando empresta e dispensa jogadores. 
  
 JL

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A DOCE SENSAÇÃO DA SUPERIORIDADE



Foi uma vitória à Panenka. Aguardar com a confiança de quem sabe que é superior e atirar certeiro para o lado mais fraco do adversário. Nunca na vida este PAOK faria cócegas a este Benfica. Se era difícil alguma coisa correr mal, não se esperaria que tanta coisa corresse bem. Sálvio a deixar água na boca, Gaitan em forma, Cardozo a fazer minutos, Djuricic a desbrochar lentamente e até o Artur impediu um frango em cima da linha. 

Olhei para os 11 vermelhos sobre a verde relva e veio-me à cabeça que caso a imagem fosse a preto e branco teríamos 11 Colunas em campo. Coluna que vi jogar apenas em imagens era isto, a calma da superioridade técnica, física e moral. Que bonita homenagem. Hoje foram todos capitães. Mas no Restelo, junto ao mítico local onde há 110 anos um punhado de homens criou o mais bonito sonho do mundo, terão de ser todos operários. 

JL

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

AO SENHOR COLUNA







O Menino perguntou: “Senhor Coluna, posso marcar o penalty?”
E o Senhor Coluna pediu: “Ó Lalá, deixa o Menino marcar o penalty…”



Obrigado por tudo quando nos deixou e nos ensinou, Senhor Coluna, mas provavelmente o Otto Gloria ou o Bella Guttman estavam mesmo a precisar de Si para pôr ordem na malta.
Sabe que eles são já muitos
 (aliás, eles são cada vez mais…)
e todos magníficos, é verdade!
 mas, compreende, faltava-lhes o Capitão, sem Si aquilo não é a mesma coisa.

Cuide deles, cuide de nós.
Como sempre fez, ajude-nos a cumprir o Benfica.

Dê um abraço ao Lalá e ao resto da rapaziada e claro: sei que, uma vez mais, não se vai esquecer de olhar pelo Menino.

Até Sempre

RC