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Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

APOIADO



…e de pé. Aquele comité olímpico pareceum covil de lagartos ressabiados. Sempre pareceu. Como é que estes animais se mantêm em silêncio perante décadas de corrupção no desporto português. Corrupção provada, gravada e, acima de tudo, assumida e vêm agora, com uma lata do tamanho das suas frustrações, falar do Benfica. Somente a maior instituição desportiva do país, exemplo de correcção em todas as competições, que nunca andou de mãos dadas com nenhum regime, que nunca depositou dinheiro em contas bancárias de árbitros e que faz mais pelo desporto nacional numa semana que esses senhores fizeram em vida toda.   

E já agora Sr. Presidente do COP (e que não o deixa de ser quando escreve no facebook), sócio do Benfica há vinte anos, o que fez pelo Benfica nestas duas décadas? É que eu nunca o vi por lá. E quando há eleições ou assembleias nunca o vi preocupado com o caminho que o clube tomava. Talvez nem esteja mesmo preocupado com clube e isto seja apenas um acerto de contas.



JL

A CASA COMEÇA A ESTAR ARRUMADA, MAS TARDE, MUITO TARDE




Isto é como quem arruma a casa já com a festa a decorrer. Imaginem os convidados a entrar e nós ainda a aspirar o chão, a abrir cadeiras, a preparar as bebidas, a reparar que falta o gelo e a ter de ir comprar. Adivinhem quem vai começar tarde a divertir-se. E talvez tarde de mais. Assim está o Benfica. Partimos para terceira jornada a acertar o plantel. E ainda não se vendeu ninguém. 

Finalmente temos um suplemente para o Matic, finalmente temos o Oblak como alternativa. O primeiro era uma necessidade que entrava pelos olhos dentro, o segundo andou fugido porque soube pela televisão, da boca do treinador, exemplo de ponderação, que ia ser mais uma vez emprestado. 

Tivemos o caso Cardozo, tardiamente resolvido. Anteriormente tinha sido o próprio treinador, mais uma novela desnecessariamente alimentada, quando segundo o próprio presidente tinha tudo acertado muito antes.  

Que esta pretensão para a polémica e para a historieta não apanhe o nosso capitão. Esteve mal? Pois esteve. Até devia ser multado? Talvez, de forma discreta e sem conhecimento mediático. Mas porra, quantas vezes não nos apetece fazer o mesmo à malta do assobio?  

JL

domingo, 25 de agosto de 2013

DE CORAÇÃO…E SEM PENÁLTIS



Diziam-me na bancada que o Benfica estava a jogar com o coração e não com a cabeça. Depois do trauma de há três meses e da pré-época em que tudo foi feito ao contrário tenho de admitir que até nem é mau. O problema é que o coração ganha jogos, mas a cabeça campeonatos. No fim foi uma com muito sofrimento, mas merecidíssima e sem penáltis. Pode que tenha sido aqui clique. 

 JL

sábado, 24 de agosto de 2013

O HABITUAL SABOR AGRIDOCE



Vou direito ao assunto. É perfeitamente dispensável que o Presidente do maior clube do Mundo, nas raras vezes que se dispõe a explicar alguma coisa em público, perca um minuto que seja a falar das suas guerras pessoais, mesmo que se esteja a referir a antigos funcionários. Por mais razões que tenha, aquelas menções ao Veiga, tipo Octávio Machado, não só não lhe fica nada bem, como não transmite uma imagem de elevação que deve ter o líder institucional do Sport Lisboa e Lisboa.

De resto, se exceptuarmos os tiques do culto da personalidade, que vão desde a quantidade de vezes que somos informados das horas que passa na Luz, até há frequência que utiliza a palavra “certeza”, Luís Filipe Vieira lá conseguiu explicar muitas das coisas que já deviam estar mais do que explicadas pela tão propagada estrutura do clube. 

O Benfica pode ser gerido como uma multinacional, mas é um clube e no dia que o último sócio deixar de existir, deixa de haver clube e deixa de haver SAD. Ninguém quer que os sócios sejam uma CMVM ao contrário e sejam informados de todas as intenções da direcção, como se fossem um gigante big brother. Mas todas as informações dadas hoje pelo Presidente, maior parte bastante esclarecedoras, poderiam ter sido dadas mais cedo, através de pequenas declarações, comunicados ou mesmo mensagens para os jornais. Se calhar evita-se as tais capas que tanto indigna o presidente. E os sócios não servem só para pagar. 

Quando Luís Filipe Vieira diz: “falam do que não sabem”, está a colocar o dedo na ferida, sendo a frase correcta: Falam, porque não sabem. 

JL

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A CÉSAR O QUE É DE ARTUR ?

À semelhança do lado esquerdo da defesa, a baliza do Benfica é outro caso mal resolvido.
Recuemos no tempo e recordemos a era que se seguiu ao fim prematuro do enorme Manuel Galrinho Bento.
Para Silvino, um livre directo era um penalty; para Neno (e para nós…), os cantos eram uma aflição.
Chegou Michel Preud’Homme e todo o Benfica suspirou de alívio e uivou de prazer: com o melhor do mundo entre os postes, não era por ali que a casa viria abaixo.
Para mal dos pecados do fantástico belga e dos nossos, o melhor Michel viu-se metido no pior Benfica e por aqui acabou a carreira com muita honra mas pouca glória.
Seguiu-se Enke, jovem promissor com muitas qualidades e alguns defeitos, o maior dos quais o excesso de ambição que o levaria a embarcar numa aventura sem sentido chamada Barcelona.
Infelizmente e como sabemos hoje, ser-lhe-ia fatal.
A Enke, sucedeu Moreira, desde cedo apadrinhado pelo 3º anel.
Sempre o favorito dos sócios, nunca o foi dos treinadores e sucessivas lesões nos joelhos foram-na afastando da ribalta que parecia estar-lhe destinada.
De Quim, sem classe nem nível para o Benfica e que contudo conseguiu ganhar 2 campeonatos(!) a um equívoco chamado Moretto, até uma rábula chamada Roberto, tivemos direito a tudo.

E assim chegou Artur.
Confesso que chegou a entusiasmar-me: parecia finalmente que a baliza do Benfica estava em boas mãos.
O primeiro sinal foi o fatídico jogo contra o Porto na Luz em Abril de 2012: o remate de Hulk, embora forte, foi para o meio da baliza mas Artur ensaiou um bailado estranho, abriu alas e entregou o campeonato.
E depois foi o que se tem visto: Artur falha consecutivamente em todos os momentos decisivos.
Em 2012-2013 fez o pleno: disparatou na Luz contra Jackson, ofereceu o golo ao Estoril, foi mal batido no Porto e para completar o brilhante ramalhete, tentou defender a maldita cabeçada de Ivanovic com o golpe de vista.
Artur tornou-se um guarda-redes inseguro, trémulo, fraco, hesitante nas saídas aos cruzamentos, patético a jogar com os pés, desastrado a sair aos pés dos avançados.
Oblak poderia ser uma excelente opção para, a curtíssimo prazo, ocupar a baliza do Benfica, mas Jesus qual elefante numa loja da Vista Alegre, tratou de resolver o problema na célebre entrevista a Moniz: desde então, do esloveno nem novas nem mandadas.
Veremos, aliás, onde Oblak irá parar…

É óbvio que neste momento, o Benfica necessita de um guarda-redes à altura: se Artur já andava assustado com a própria sombra, neste momento é um jogador com a cabeça a prémio e as mãos a tremer.
Depois de um inglês com nome semelhante a uma cerveja australiana, fala-se agora de Júlio César como estando a um passo da Luz.
Mesmo não sendo um grande entusiasta da escola brasileira de guarda-redes, creio que Júlio César poderia ser uma excelente opção para a baliza do Benfica: maduro, conhecedor do futebol europeu, habituado à pressão de adeptos exigentes em grandes clubes.
Numa altura em que Artur, tem tudo para se tornar a par de Cortez, no próximo patinho feio dos sócios, a contratação de Júlio César poderia, portanto, ser uma das poucas boas noticias destes últimos tempos, podendo ajudar a serenar um clube que parece um barril de pólvora.

RC