N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


sábado, 21 de dezembro de 2013

TENDÊNCIAS SUICIDAS À BEIRA SADO




O título do post não diz respeito ao Benfica, embora com uma primeira parte daquelas a ideia que deu é que para os jogadores (alguns) um empatezito dava para passarem o Natal bem-dispostos. Diz respeito ao Vitória, cujos jogadores tantas fitas fizeram no confronto com o Fejsa que obrigaram Paulo Batista a dar-lhe amarelo. Foi o melhor que nos podia ter acontecido. Se eu fosse o Couceiro, a meio da primeira parte, tinha chamado um jogador à linha e recomendava deixarem o sérvio em paz: “estimem o homem”.

Sou de opinião que Fejsa foi uma boa aquisição, mas deve ser muito trabalhado para os jogos com equipas muito defensivas ou então falta ao resto da equipa estar escalonada à sua forma de estar no meio campo. Porque uma coisa é certa, cada vez que o Matic recua a equipa sobe e isso faz toda a diferença.

E assim se fez a história do jogo. Depois de uma primeira parte horrível, sem um único remate à baliza, passou o Enzo para o meio, entrou um extremo e a equipa passou a respirar melhor. Mas há mais “certezas” que saem reforçadas da noite fria de Setúbal: Rodrigo acerta mais dentro da área do que fora dela, Lima nem com os golos ganha forma, visto de longe Oblak parece ter o dobro do tamanho do Artur e com tantos extremos disponíveis Jesus anda atrapalhado com o sector

JL

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

TOLOS OU SEM ARTE



Quando um árbitro diz que é simpatizante do Benfica fico logo de pé atrás. Por norma, não gosto de simpatizantes. Não há nada mais deprimente do que ser simpatizante de alguma coisa. Ou se é ou não é. Ver o mundo às riscas, sem grandes comprometimentos, é querer ter o melhor de dois mundos e acabar por não ter nada.

No caso dos árbitros, a razão pela qual fico de pé atrás não têm a ver com o Proença. Este não é benfiquista, nem simpatizante. É sócio do Benfica (ainda?) porque o pai o fez sócio, mas até a costela de lagarto que ganhou nos tempos de atleta de futsal se foi perdendo com a atração pelo sucesso planetário patrocinado pelo padrinho.

Quando um árbitro diz que é simpatizante não só fica com porta aberta para o dislate, como fica extremamente condicionado pela corja vigilante de anti-benfiquistas que pululam no esgoto em que se tornou a comunicação social especializada.

Penso que foi o que aconteceu com a Benfica TV. Desde o início da época que não se cansaram de alertar sobre os malefícios da sua obvia parcialidade, levantando uma suspeição contínua sobre uma eventual visão tendenciosa das transmissões. Todavia, em quase meio campeonato, o único jogador prejudica por essas transmissões foi precisamente um atleta nosso, o Enzo Peres. 

O castigo não foi devido ao relatório do quarto árbitro, que também possibilitava o sumaríssimo, mas precisamente devido às imagens televisivas. A difusão daquela imagem, repetida e difundida sem filtros, foi de uma estupidez atroz.  

O mais curioso é em outros canais já ocorreram situações semelhantes e as imagens desapareceram ou são editadas e mostradas de uma forma e num contexto que prejudicam sempre o Benfica. Aliás, esta foi principal razão, porque a Direção do Benfica pressionada pela massa associativa mais atenta, não renovou o contrato com a Sport TV. 

A Benfica TV é um excelente projeto. Tem evoluído com uma velocidade inesperada. No entanto, é um instrumento que ainda não é utilizado ao serviço do clube, em toda a sua plenitude. Nem de perto.  

JL

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

BORLAS PRECISAM-SE


Não sei o que é pior: se o estado actual da nossa equipa de futebol, se o ridículo de um certo benfiquismo pretensamente bem-pensante e muito à frente, contestário e radical, anti-poder por moda e porque sim.

Bastou saírem os preços para o próximo Benfica-Porto e nos círculos do costume, caiu o Carmo e a Trindade.
 A intelligentsia que actualmente abunda no nosso clube está indignadíssima com os preços.

Eu também.
Aliás, acho mesmo que devia ser à borla, com oferta de voucher para um jantar no Gambrinus ou no Ramiro, após o jogo.
E mais: se queriam justificar estes preços absolutamente vergonhosos, deveriam apresentar o Ribéry ou o Bale (ou mesmo ambos, porque não ???) ao intervalo, como reforços de Inverno.

Vá lá, façam lá umas borlas porque a malta precisa de dinheiro para Ipad’s, Ipod’s, Smartphones, PS3,4, 5 e 6 e, claro, porque se aproximam o Optimus Alive, o Rock in Rio, o Festival do Sudoeste, e o Piquenicão do Tony Carreira.

Querem preços populares, de verdadeiro povão ?
Vão ver a selecção e para além de generoso desconto em cartão Continente, terão o privilégio de se sentarem ao lado de gente que não distingue um fora de jogo de um canto e que pensa que o Pepe nasceu na Sertã.

Vão à merda, sim?
Ou então, têm um bom remédio: comprem Red Pass!

DATA E HORA A CONFIRMAR
Banc.Bancada meoBancada tmnBancada Coca-ColaBancada Sagres
PisosSócioPúb.SócioPúb.SócioPúb.SócioPúb.
Piso 0 Inferior25€40€25€40€17,5€25€17,5€25€
Piso 0 Superior30€45€30€ 45€ 20€ 30€ 20€ 30€ 
Piso 140€75€40€75€27,5€45€27,5€45€
Piso 3 Inferior25€ 40€25€ 40€ 22,5€ 30€ 22,5€ 30€ 
Piso 3 Superior20€35€ 20€ 35€ 17,5€25€ 17,5€25€ 
Geração Benfica
(3 a 13 anos,  Piso 0 e 3 de qualquer bancada)
12,5€N/A12,5€N/A12,5€N/A15€N/A

Bilhete Família 25 €
4 pessoas (1 sócio adulto maior de 18 anos + 1 acompanhante adulto + 2 acompanhantes criança dos 3 aos 13 anos). Possibilidade de adquirir ainda 1 bilhete acompanhante adulto a 10€ e bilhetes acompanhante criança (3 aos 13 anos) a 5€/cd. Bilhetes exclusivo para a Bancada Coca-Cola Piso 0, sector 21, 22 e 23.

Bilhete Família 35 €
4 pessoas (1 sócio adulto maior de 18 anos + 1 acompanhante adulto + 2 acompanhantes criança dos 3 aos 13 anos). Possibilidade de adquirir ainda 1 bilhete acompanhante adulto a 10€ e bilhetes acompanhante criança (3 aos 13 anos) a 5€/cd. Bilhetes exclusivo para a Bancada Meo Piso 0, sector 20

Geração Benfica * Sócio, 3 a 13 anos (qualquer bancada).


 RC

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A BALIZA ASSOMBRADA

Não me parece que haja meio-termo: ou Oblak é a solução ou temos um enorme problema na baliza do Benfica.

De Artur, não me parece que se possa esperar muito mais.
Substituiu o mal-amado Roberto e foi de inicio uma esperança para muitos de nós: parecia sóbrio, firme, frio e eficaz.
Pelo contrário: revelou-se fraco sempre que os níveis de pressão aumentavam, falhando em praticamente todos os jogos decisivos.
Recordo algumas boas defesas de Artur; não recordo uma única defesa que tenha feito a diferença num jogo importante, decisivo.

Fraco, atabalhoado e complicativo a jogar com os pés, hesitante e desajeitado a sair aos cruzamentos, lento a fazer-se a bolas rasteiras, Artur tem como ponto forte as bolas de meia-distância: claramente insuficiente para um guarda-redes do Benfica, não me parece que subsistam grandes dúvidas.

Falhas repetidas baixaram drasticamente os níveis de tolerância e de paciência do público para com o Artur.
Saber se o guarda-redes é um dos grandes culpados da intranquilidade e fragilidade defensiva da equipa ou se é apenas a última das vítimas, é um pouco a discussão do ovo e da galinha, sendo completamente inútil nesta fase.

A baliza do Benfica tornou-se um castelo assombrado por dois enormes fantasmas: Manuel Galrinho Bento e Michel Preud’ Homme.
Ambos enormes, não podiam, no entanto, ser mais diferentes: sem condições físicas de excepção para o posto, Bento foi um proletário da baliza, subindo a pulso, à custa de litros de suor e de dedicação sem fim.
Manuel Bento treinava como jogava: sempre a sério.
Entre os postes, a dominar a área, Bento era um gigante: com pouco mais de 1,70m mas um gigante.

Michel era uma espécie de príncipe, um predestinado.
Elegante sem ceder à tentação das “defesas para a fotografia”, dominava a área, orientava a defesa, intimidava os adversários, pela presença. Pela classe.
Nunca se acomodava, porém: Lucien Huth, o seu treinador no Benfica costumava dizer que Michel era um perfeccionista.

É, pois, nesta área assombrada em que demasiados têm falhado, uns por manifesta falta de categoria, outros por medo da própria sombra, que Oblak se prepara para entrar.
Aparentemente, terá tudo a ganhar e muito pouco a perder.

Se tudo correr bem, o lugar é seu e ponto final parágrafo.
Se falhar, é apenas mais um que não resistiu à assombração da baliza da Luz.







RC

domingo, 15 de dezembro de 2013

O ENTRONCAMENTO AQUI TÃO PERTO



Já vi de tudo no futebol, mas nunca tinha visto ser marcado um penalti por uma suposta falta fora do campo. Ainda mais sobre um jogador que em momento algum da jogada chega a entrar na área. O mais caricato é que mesmo dentro do campo, mesmo dentro da área, seria sempre uma falta ridícula, porque já nem no futsal se marcam faltas por contactos destes. Era preciso uma coisa destas para desbloquear o jogo? Sabemos que isto não é sério, mas ao menos esforcem-se para disfarçar um bocadinho.   

JL

sábado, 14 de dezembro de 2013

ORGOGLIO BIANCONERO

Amesterdão ainda está bem presente nas nossas memórias e obviamente que todos queremos voltar rapidamente a uma final europeia.

Depois de ter ficado provado que não tínhamos nem equipa, nem estofo, nem treinador para o sonho da Champions, lá voltamos à Liga Europa, uma competição que, embora recente, se tornou já um caso mal resolvido para o Benfica.

É, porém, conveniente não nos entusiasmarmos demasiado.
Para além da nossa prioridade natural ser o campeonato e, portanto, todas as distracções serem proibidas, há na Liga Europa algumas equipas muito fortes, tornando a competição bem complicada.

E há, não esqueçamos, outro factor nada irrelevante se pensarmos um minuto que seja no calibre dos envolvidos: a final joga-se em Turim e a Juventus está na prova.

E o presidente da UEFA é este senhor:



Tudo gente séria.


RC

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

E FOI TAMBÉM ASSIM QUE AQUI CHEGAMOS...



Quando o meu companheiro de blog e de benfiquismo decidiu falar de Paneira, pensei que me tinha tirado o post da mão.
Tudo porque há umas semanas vi e depois revi com mais atenção, uma entrevista na BTV onde estavam, entre outros, Vítor Paneira.
Curiosamente, na mesma semana, Toni dava uma entrevista ao jornal i , a propósito de uma célebre derrota em Setúbal, onde fomos trucidados por Yekini e onde para não variar, Toni foi insultado por uns quantos benfiquistas; tudo isto na época que se seguiu ao Verão quente e que culminaria com um campeonato ganho depois dos 6-3 em Alvalade.
Rectifico apenas um ponto: não é uma vulgar entrevista, mas sim uma enorme lição de profissionalismo, dignidade e benfiquismo.

O que une as duas entrevistas?
O traço inconfundível do benfiquismo, é certo, mas também a forma miserável para nós Benfica e para nós benfiquistas como estes 2 Homens foram traídos pelo seu clube.
Pelo nosso clube.

Vítor Paneira foi escorraçado aos 28 anos, no auge de uma carreira de jogador de eleição.
Vítor Paneira é, aliás, o símbolo da destruição (metódica, maquiavélica, planeada, diga-se) de uma equipa de campeões.
Toni foi indecentemente traído no final de uma época em que teria merecido uma estátua: pelo que fez, pelo que aguentou, pelo que sofreu, pela forma como acreditou.
E claro, pelo que ganhou.

A traição a Toni, o inexplicável e prematuro afastamento de jogadores como Paneira, Isaías, Mozer são o símbolo de um tempo de absoluta destruição do qual ainda não recuperamos e do qual já duvido que cheguemos a recuperar.
Todo o mal que foi feito ao Benfica, ficou provado ser irreversível.
Está, aliás, à vista.

Quando um clube renega e trai os seus, enxovalha a sua história e hipoteca o seu futuro.

Na história nada acontece por acaso.
No Benfica, muito menos.





RC

O QUE FAZ FALTA AO BENFICA?



O que faz falta ao nosso Benfica? O que se perdeu quando caminhávamos para o final do século e deixámos entrar gente pouco recomendável? Falta gente que jogue com o “olhar sério, expressão dura, sem sorrisos”, concentrados, não porque devem ser benfiquistas desde pequenos, mas porque estão numa atividade que lhes dá um rendimento muito, mas mesmo muito acima da média. Alguém como o Paneira. Como se descreve aqui: “Paneira jogava concentrado, como se tudo dependesse daquilo. Paneira jogava com olhar sério, expressão dura, sem sorrisos. Quando marcava explodia para a bancada, com os braços a rodar no ar, partilhando a alegria e o alívio que os verdadeiros adeptos sentem quando marcamos.” Isto incute-se. Demora e dá trabalho, mas estando impregnado na estrutura fica tudo mais fácil.
JL