N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

ATIREM AO PRATO, POR FAVOR



Acho muito bem a formação dos nossos jogadores por árbitros ou ex-árbitros relativamente a recentes alterações efetuadas às regras do futebol. Até aqui nada a dizer e a formação promovida ontem no seixal é nesse aspeto irrepreensível. O que não é razoável é ser precisamente o Proença o escolhido para ir ao Seixal. O mediático Proença não é um árbitro qualquer, daqueles que foi apenas infeliz num ou noutro jogo do Benfica. O famoso Proença é uma das faces visíveis do sistema. Participa ativamente no desequilíbrio artificial da competição e tira abundantes benefícios disso. 

O vaidoso Proença não só prejudica sistematicamente, sem exceção, o Benfica nos jogos em que nos arbitra (basta ver os resultados) como tem um longo historial de benefício dos andrades, como exemplo mais recente o jogo adiado em Setúbal na época a passada. 

Assim, era importante que alguém conseguisse explicar à SAD que o Tiro no Pé não nenhuma modalidade olímpica. Porque já deviam ter concluído que esta propensão de Luis Filipe Vieira em “dormir com inimigo” tem tido resultados muito pouco abonatórios para o clube. As visitas de Vieira ao edifico do DN, o apoio público ao Fernando Gomes, o empréstimo de jogadores a clubes como o Nacional e o Braga, faz lembrar uma medíocre canção da Dora que ganhou o festival há mais de duas décadas. 

Gostaria de estar aqui a enaltecer a contratação da Dulce Félix, a renovação com qualidade do Futsal, a aposta da formação no andebol, as boas indicações dos jovens da B apesar dos resultados negativos, o sucesso da Benfica TV, o ter finalmente um Museu condigno, mas sou esmagado por este tiroteio sistemático. Levantem a arma, pá! O Proença no Seixal? Quem se lembraria disto. 

JL

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O INFERNO DA LUZ?




É dramático, mas inquestionável: o Benfica desabituou-se de ganhar.
A simples perspectiva da vitória tornou-se um fardo ou mais que isso, um verdadeiro martírio.
Anos a fio arredado das grandes decisões, de títulos, da glória trazem destas coisas: uma espécie de vertigem perante o êxito, por mais próximo que esteja, por mais óbvio que pareça.
É o Benfica um gigante adormecido, como alguns dizem ?
Pior que isso, muito pior: é um monstro entorpecido, que tem medo da própria grandeza e que se assusta com a própria sombra.
Por isso, cada vez que tem que ganhar, treme de pavor perante a simples perspectiva de sucesso, enredando-se nos seus fantasmas e nos seus medos.
E quase sempre perde. Obviamente.
Recuemos 3 meses e meio no tempo, cento e pouco dias, nada na vida de um  homem, muito menos na vida de um clube gloriosamente centenário.
A 20 dias do final da época, temos o mundo aos pés: finalistas europeus 20 anos depois, a 2 vitórias da vitória no campeonato (jogando duas vezes em casa), finalistas da Taça de Portugal.
O benfiquismo está empolgado como, arrisco a dizer, nunca nos últimos  23 anos, desde que a mão de um Deus chamado Vata incendiou a Luz e nos levou até Viena.
Nem sempre convencendo, a equipa faz, no entanto, o que lhe compete e vai ultrapassando adversários.
O Porto está completamente KO: não há crença ou Benquerença que lhes valha.
A derrota na final da Taça da Liga é apenas a ferida mais recente: o Pinto já não pia e os lacaios remeteram-se à insignificância que nunca deixarão de ter.
Tudo parece mais perto que nunca: o campeonato, a glória, o regresso a um passado que todos ansiamos. E pelo qual desesperamos.
E de repente tudo desaba: em 20 dias perdemos tudo, até a dignidade que o nosso passado nos impõe.
Quem falhou, o que falhou, como foi possível tudo falhar e tudo perder num ápice, são as perguntas que desde então nos atormentam: o suplício parece não ter fim, como este inicio de época demonstra.
Não me parece, contudo, que a solução esteja num simples virar de esquina e de página, trocando Jesus e/ou Vieira por novos protagonistas, num filme visto vezes demais nos últimos 20 anos.
É um facto que o Benfica parece um manicómio em auto-gestão, mas talvez tenha chegado a altura de todos pararmos para reflectir.
E são todos mesmo, porque não há inocentes : sejam os que falam demais, os que calam sempre que deviam falar mas que, ao invés, falam quando se deveriam manter recatados, mas também os que fazem da gritaria o único argumento.
A descaracterização do Benfica começou há muito e neste processo há muitos culpados e poucos inocentes.
A verdadeira dimensão da questão e do limbo em que caímos, torna-se óbvia quando ouvimos, lemos e vemos os rostos da chamada oposição: é nisto (também) que o Benfica que se tornou.
O Estádio da Luz está cheio de yes man, de boys tecnocratas para quem é igual trabalhar no Benfica, na Nestlé; de vieiristas de ocasião: tudo verdade.
Para lá disso, porém o que nos resta ?
Rangel ? Antunes ? Veiga ? Tavares?
Movimentos de oposição cuja cola de cuspo é o ódio a Vieira ?

E é disto que se faz o Benfica dos nossos dias com o drama e a urgência de termos que ganhar o próximo jogo.
Não por Vieira, não por Jesus: apenas pelo Benfica.
É tão somente disto que se trata.

RC

domingo, 18 de agosto de 2013

ÉPOCA NOVA, VIDA VELHA

Jorge Jesus já não tem as mínimas condições para continuar no Benfica (…) não tenho dúvidas que moralmente Jorge Jesus chegou ao fim da linha. (…) Que Luís Filipe Vieira saiba abrir-lhe a porta da saída sem lhe ter de pagar uma choruda indemnização. Há tantos treinadores no Mundo.” 
 

Como eu gostaria de engolir estas palavras, mas a sua actualidade esmaga qualquer possível contraditório. Os mesmos defeitos, o mesmo fio de jogo, os mesmos erros. As férias, o defeso, as contratações, de nada serviram. Parece que há um contínuo entre o final da época passada e o início desta, como um animal que hiberna e acorda, não como novo, mas exactamente na mesma condição em que adormeceu. 

Neste campo tivemos direito ao menu completo: 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

LOL(O), MAIS UM JOGADOR



Há várias formas de olhar para a aquisição deste jogador que vem do Valhadolid. Com um olhar otimista, diríamos que é um jogador com 20 anos, a custo zero, para a equipa B, com boa margem de progressão. Simplesmente uma boa oportunidade de negócio, não sei se é para o Benfica. 

Todavia, podemos também olhar para esta contratação enquadrados em experiencias recentes, de jovens jogadores contratados e que poucas oportunidades têm, alguns nem chegam a equipar-se. Outros casos, até jogam umas coisas mas ao fim de um ano são despachados para o Belenenses ou Marítimo a custo zero, porque entretanto surgem outras novidades, outros brinquedos novos. Como se o Benfica fosse uma criança no dia 26 de Dezembro. 
 
Sou completamente a favor da contratação de jovens jogadores talentosos e com margem para evoluírem. Só desta forma conseguimos competir com clubes financeiramente mais poderosos. No entanto, o investimento no Seixal foi elevado e seja na equipa A ou na B só podem entrar 11 em campo. Assim, e como é logico, para cada aquisição de fora é menos uma oportunidade para um jovem da nossa formação. 

Continuando este raciocínio, ninguém colocará em causa que devemos ter um cuidado extremo quando vamos buscar algum jogador, mesmo a custo zero, sob pena de estarmos a estrangular a evolução da nossa formação. É este cuidado que me levanta algumas dúvidas. 

JL

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

NO MUNDO DAS COISAS SIMPLES



Ao sair Sálvio e/ou Garay o Benfica fica indiscutivelmente mais fraco, mas dado o excessivo número de extremos e centrais não será necessário ir buscar ninguém. Saindo Matic ficamos substancialmente mais fracos e teremos de inevitavelmente de ir ao mercado. De resto, e a meu ver, falta-nos um guarda-redes para suplente do Artur e um Ponta de lança para suplente do Lima. Em ambos os casos não seria um grande investimento. Nada de craques conceituados. Bastava jovens e promissores. Talvez Oblak e Fontes. Simples. 

JL

UMA SAUDAÇÃO E 3 PEDIDOS

Uma saudação especial a Rodrigo que, inspirado pelos ares da pátria de acolhimento, reapareceu e essa pode ser uma das aquisições da época.
Boas movimentações, 3 golos plenos de oportunidade, o último dos quais um verdadeiro monumento.
Espero eu e desejamos todos que esteja de volta o verdadeiro Rodrigo, que para sermos francos e sinceros andava desaparecido em combate desde que uma alimária de nome Bruno Alves lhe deu um coice sem dó nem piedade numa noite de má memória em S.Petersburgo.
É, sem dúvida, uma óptima noticia porque o plantel é bom mas curtinho no que toca a avançados.

Pedido nº 1: Sr. Jesus, seria pedir muito que não esfrangalhasse tanto a equipa de uma parte para a outra?
Que diabo, sabemos todos o que são jogos de preparação, mas não creio que haja necessidade de mudar tudo em tão curto espaço de tempo, porque a ser assim, estamos a preparar o quê?
A determinada altura, a equipa parecia uma manta de retalhos, com uma série de jogadores algo perdidos em campo e com a equipa a não conseguir sequer pegar no jogo.
Para além de um jogo de preparação, estão também em causa o prestígio do clube e já agora uma taça, por irrelevante que possa parecer.
Ganhar nunca fez mal a ninguém e depois de uma primeira parte que chegou a ser brilhante, corremos alguns riscos evitáveis, estúpidos e desnecessários.

Pedido nº 2: eu juro que até nem embirro com o rapaz que, coitado, vai fazendo o que pode, mas não se pode pedir ao Jardel para complicar menos ?
Hoje então, foi desastroso: ao fim de 5 minutos já estava com um amarelo e depois foi indo de disparate em disparate, muitas vezes por complicar o que nem era assim tão difícil.

Pedido nº 3: aos nossos rapazes.
Sejam solidários e ajudem a levar a Taça para dentro.
Foi conquistada por vocês, assumam-na com satisfação e orgulho.
E só mais uma Taça?
Não, é mesmo mais uma Taça.
Pôr o Sr. Shéu Han a carregar com pesos, depois de uma carreira brilhante em que já ajudou a levantar tantos troféus, não é bonito.

Ponham os olhos neste exemplo.





É apenas disto que se trata.


Obrigado


RC