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Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


sábado, 28 de setembro de 2013

VIEIRA E VIEIRA



Virgílio Duque Vieira foi eleito nas últimas eleições vice-presidente da mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica. Não sei quais foram os critérios para ter sido convidado para o lugar da lista previamente vencedora mas aptidão para dirigir assembleias não foi de certeza. Com a saída (ou suspensão de mandato) do presidente eleito, Luís Nazaré, que diga-se de passagem também não deixou saudades a dirigir reuniões, Virgílio Duque Vieira assumiu a liderança da Reunião Magna desta noite. Como diria o saudoso Acácio Pestana, foi um espectáculo dentro do próprio espectáculo.

Entretanto, alguém convenceu o outro Vieira, o Presidente e não o Duque, que a incontinência verbal de alguns associados nas últimas assembleias se devia a um elevado nível de feng shui negativo que se respirava no pavilhão número dois da Luz. Vai daí o Vieira Presidente decide contratar uma empresa cujo nome me escapou, mas cujo sobrenome deve ser decoração de interiores limitada, para ornamentar condignamente o pavilhão e dar um ambiente zen que dissuadisse qualquer tipo de desejo de violência aos participantes.

Quase sempre à meia-luz, o que para além de dificultar a leitura dos minúsculos números do documento, dava ao pavilhão um ar de bar de alterne de terceira categoria, foi distribuído pelo espaço uma quantidade tal de equipamento de som que faria inveja a muitas tournées dos Xutos e Pontapés. Equipamento esse que não impediu de assistirmos a cerca de dez minutos de histeria de Vieira, o presidente, em modo sopinha de massa. Um momento único e irrepetível.  

Vieira parecia contente com investimento. Foi grande certamente. Talvez desse para ganhar três ou quatro títulos nacionais em râguebi ou ténis de mesa. Não acreditam? Funcionários da prosegur contei quarenta. Fora os que estavam fora da vista. Só nos terminais de voto electrónico eram vinte. Pensem no valor hora da prosegur e multipliquem por quarenta, mais as horas que durou a AG e juntem-lhe mais uma hora antes e outra depois. Já temos um valor considerável. E a empresa? Aquilo parecia um concerto do Carreira. Jogo de luzes, decoração ao pormenor, funcionários diligentes. Ou seja, deve ter sido para cima de um balúrdio. Se tínhamos duvidas da viabilidade económica do clube Vieira quis que logo à entrada ficássemos com a ideia que estávamos a entrar num clube com uma saúde financeira de ferro.

Tanto esforço do Presidente Vieira e chega o outro Vieira e estraga tudo. Qual Bombeiro incendiário, Virgílio Duque Vieira, fez tudo o que não se deve fazer quando se lidera uma assembleia com tendência para ser tumultuosa. Explicou mal as regras, censurou e insultou sócios, abusou de uma irritante buzina tipo concurso televiso para interromper as intervenções, deu origem a uma serie de equívocos, muitos deles contra os próprios estatutos e pelo meio ainda conseguiu que Bruno Carvalho abandonasse a sala como herói sem ter dito nada de jeito, o que para quem nada tem para dizer foi o melhor que lhe podia ter acontecido. 

Vieira irritou-se, perdeu a postura, houve cenas muito pouco edificantes cujo meu benfiquismo me impede de pormenorizar. Houve pedidos de desculpas públicas de parte a parte, arrependimentos, intervenções pertinentes e outras no mínimo patéticas. O relatório foi aprovado por uma maioria significativa dos 522 sócios que votaram, mas Vieira, o presidente, sai novamente esmagado pelo Vieirismo. 

JL

PS: Um interveniente a propósito do andebol falou de competência e resultados. Gostava de saber se Vieira nas suas empresas é tão complacente com quem se revela sistematicamente incompetente e que nunca apresenta resultados. Que grande limpeza se deveria fazer na maioria das secções.






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