A festa faz-se na rua. A glória
do Benfica não sucedeu de visitas a hotéis ao calor da noite, nem de jantares
entre privilegiados da vida. O Benfica é de todas as ruas do mundo.
Depois dos abraços, dos gritos, da
euforia, do contemplar sorridente do festejo, sentamo-nos em frente às teclas e
já mais serenos pensamos o que isto tudo significa. Significa que o clube
campeão está campeão. E reforço o verbo estar em detrimento do ser. Campeões
sempre fomos. É da nossa natureza. Todavia, por vezes, ultimamente demasiadas vezes, não estamos. Mas agora estamos e para nos mantermos temos que ter sempre
presente a permanente possibilidade da situação se inverter. Para época
seguinte vamos ter de voltar a conseguir estar.
O Benfica já o devia estar há três
anos. Apesar de melhores nas épocas anteriores, o triunfo só chegou quando
fomos muito melhores. Destacadamente melhores. No futebol português o Benfica tem de ser muito melhor. Sempre.
Ao menor equilíbrio, mesmo momentâneo, as nossas vitórias são logo postas em
causa. A mentira, o revisionismo, a imbecilidade e a parvoíce pura são armas para
as quais nem sempre temos escudo. Estar campeão é ter sido muito melhor que
os outros.
Por último, mais uma vez o Benfica
é campeão lutando até perto do fim contra um adversário que não o FCP. Foi assim
no do Trappatoni, os andrades só ultrapassaram os lagartos na última jornada,
foi assim no primeiro do Jesus, que gramámos o Braga e agora este, em que levámos
com a lagartagem. Estar campeão é também ultrapassar os nossos fantasmas.
JL
BENFICA CAMPEÃO! Nada mais do quase perfeito. Em sintonia com a grandeza e o profissionalismo exercido por esta equipa. São dignos de vestir o manto sagrado e representar as cores e o emblema do nosso clube. Depois do jogo vitorioso para concluir a pontuação suficiente no sentido de se sagrar campeão, da festa com estádio cheio, vibrante e a saltitar como papoilas loucas por um triunfo, da caminhada gloriosa e triunfante entre a nossa catedral e o centro do nosso país, de ver o meu filho a cantar (e a vibrar) em pleno metro o hino de homenagem ao grande Cosme Damião no meio de inesquecíveis representantes dos NN, da compra de cachecóis e T-shirt's, só faltou um registo, um simples registo para este dia ser perfeito: uma foto com Shéu Han e Minervino Pietra, ilustres ex-jogadores do Glorioso e agora com novas funções no clube, em homenagem ao meu Pai, que já cá não está para saborear este título, que tantas vezes me transportou ao Estádio da Luz e me ensinou, acima de tudo, o que é sentir o Benfica e a sua mística, através de jogadores como Humberto Coelho, Shéu, Pietra, Bento, Bastos Lopes, Néné, etc,....
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