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Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O 3º ANEL


Não terá havido na história dos estádios de futebol, local tão mítico como o antigo 3º anel.
Impressionava e arrepiava até despido de público, na fria crueza do betão.
Esmagador, imponente, acredito que aterrador para adversários, ainda que calejados e rodados em ambiente adversos e hostis.
Vê-lo de frente, cheio, a abarrotar, com gente a trepar até às torres de iluminação, era um choque para quem nos visitava, hoje não tenho dúvidas.

Um tributo, pois, ao velho 3º anel.
Sem saudosismos bacocos e inúteis, mas com o respeito que se deve a tempos gloriosos, a pedaços de história inolvidáveis e infelizmente irrepetíveis.
Quem o viu não esquece; quem lá esteve nem que fosse por uma vez, muito menos.
Debaixo de sol abrasador, sob chuva torrencial, fazendo parte daquele povo imenso, desvairado, feliz, exuberante, enlouquecido e enrouquecido até à exaustão.
Era tudo isso, o 3º anel, mas ainda muito mais: local simbólico de um clube do povo, que do alto daquela bancada mítica, se fez enorme e derrotou tudo e todos.
Quem esteve no meio do bruaá imenso, não esquecerá nunca.
Quem sentiu a gigantesca estrutura abanar ao ritmo da batida de dezenas de milhares de pés, muito menos.
Quem sentiu o urro unânime e irreal de Benfica!Benfica!Benfica! arrepiar-se-à ainda hoje.






RC

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